Acosta vence por 0,578 segundos enquanto a chuva tarda
Pedro Acosta venceu o sprint do MotoGP da Malásia em 20 minutos e 4,098 segundos, no sábado, 31 de outubro de 2026, em Sepang, batendo Marc Márquez por 0,578 segundos, enquanto a chuva ameaçadora só chegou depois da meta. Márquez somou nove pontos pelo segundo lugar e aumentou de 10 para 19 pontos a vantagem no campeonato sobre o lesionado Jorge Martín.
Índice
- Acosta vence por 0,578 segundos enquanto a chuva tarda
- Como Alex Márquez perdeu o controlo da corrida
- Ogura lidera antes de Acosta atacar
- Porque Acosta estava disposto a atacar
- Márquez escolhe os pontos em vez da liderança
- A lesão no pulso de Martín altera o fim de semana
- Porque falhou a aposta nos pneus de chuva
- Bezzecchi recupera no final enquanto Bagnaia gere problemas com os pneus
- O que a corrida de domingo vai exigir
- Pontos principais
Marco Bezzecchi completou o pódio, a 1,310 segundos de Acosta, enquanto Ai Ogura terminou em quarto, depois de liderar grande parte da corrida. No final das 10 voltas, os quatro pilotos estavam separados por apenas 1,793 segundos, com a aderência variável a tornar mais difíceis todas as decisões sobre velocidade, ultrapassagens e pneus.
A segunda vitória de Acosta num sprint esta temporada surgiu depois de o autor da pole position, Alex Márquez, cair quando liderava, na terceira volta. Ogura herdou o primeiro lugar, mas Acosta ultrapassou-o a três voltas do fim e manteve a liderança, enquanto Marc Márquez se concentrou em proteger a sua posição no campeonato.
Martín tinha desistido do fim de semana devido às dores persistentes no pulso fraturado. A sua ausência impediu-o de pontuar tanto no sprint de sábado como na corrida principal de domingo, dando a Márquez a oportunidade de aumentar a vantagem, com quatro rondas, incluindo a Malásia, ainda por disputar.
Sepang proporcionou dois tipos diferentes de sucesso: Acosta conquistou a vitória ao atacar quando surgiu a oportunidade, enquanto Márquez reforçou a sua posição na luta pelo título ao aceitar o segundo lugar. Atrás deles, os pilotos que trocaram para motos equipadas com pneus de chuva perderam muito tempo, pois a chuva chegou demasiado tarde para compensar a aposta.
Como Alex Márquez perdeu o controlo da corrida
Alex Márquez colocou a sua Ducati da Gresini na pole position com uma volta de qualificação em 1 minuto e 56,493 segundos. Bateu o irmão Marc por 0,070 segundos, com Acosta mais 0,014 segundos atrás, em terceiro. Ogura e Bezzecchi qualificaram-se em quarto e quinto, colocando todos os candidatos que acabariam por liderar a corrida nas primeiras posições.
Alex arrancou bem e liderou à entrada da primeira curva. Ogura atacou Marc nas primeiras curvas, e a disputa renhida entre ambos ajudou Acosta a ultrapassar o líder do campeonato. Marc caiu para quarto durante a primeira volta, enquanto Alex começou a abrir vantagem.
A corrida de Alex terminou na terceira volta, quando caiu enquanto liderava. O acidente tirou-lhe a oportunidade de conquistar a sua primeira vitória num sprint esta temporada, num circuito onde vencera o Grande Prémio principal em 2025. Também colocou Ogura na frente de uma corrida cada vez mais difícil de avaliar.
Alex Márquez, piloto da Gresini, disse mais tarde que precisava de gerir melhor a abordagem à curva na corrida de domingo.
«Amanhã temos de controlar um pouco melhor essa situação»,
Alex manteve a pole position para a corrida principal, tendo assim outra oportunidade de transformar a velocidade demonstrada na qualificação num resultado. A queda de sábado fez com que o piloto mais rápido numa volta de qualificação terminasse o sprint sem pontos.
Ogura lidera antes de Acosta atacar
Ogura manteve a liderança durante a maior parte do sprint após a queda de Alex. O piloto da Trackhouse Aprilia já tinha mostrado, nas primeiras curvas, que estava disposto a desafiar Marc Márquez e continuou a resistir a Acosta enquanto o grupo da frente se mantinha unido.
Acosta atacou na curva 9, na oitava volta. Ogura respondeu na curva 11, mas o piloto da KTM conseguiu sair melhor e recuperou o primeiro lugar. Essa troca abriu caminho para Marc desafiar Ogura, transformando a luta pela liderança numa batalha para manter o lugar no pódio.
Ogura tentou recuperar o segundo lugar na curva 4, na volta seguinte, mas alargou a trajetória à saída. Marc emparelhou com ele e passou para a frente na curva 5. Bezzecchi também ultrapassou Ogura antes da meta, deixando o piloto japonês em quarto, a 0,483 segundos do último lugar do pódio.
Ogura, que liderara a corrida na sua Trackhouse Aprilia, avaliou o resultado com dureza, apesar de ter lutado com os pilotos que acabaram no pódio.
«Fiquei em último no grupo, por isso não há motivo para estar contente»,
A sua desilusão refletia o quão perto esteve de aproveitar a oportunidade. O quarto lugar deixou-o com uma vantagem confortável sobre o quinto classificado, mas os três pilotos imediatamente à sua frente conseguiram todos ultrapassá-lo nas voltas decisivas.
Porque Acosta estava disposto a atacar
Acosta enfrentou as condições variáveis com mais liberdade do que os pilotos que protegiam as suas posições no campeonato. Reconheceu que uma pista com zonas secas e húmidas costumava ser difícil para si, mas decidiu que sábado era uma oportunidade para arriscar.
Acosta, piloto da equipa oficial da KTM, explicou a sua decisão depois de conquistar a segunda vitória num sprint esta temporada.
«Normalmente, não me saio bem em condições mistas. Mas hoje era o dia para tentar»,
O espanhol também destacou o trabalho feito na dianteira da sua KTM, afirmando que a equipa melhorara uma área que ajuda o piloto a sentir o comportamento do pneu dianteiro ao travar e curvar. Essa informação torna-se particularmente valiosa quando a aderência muda de uma secção do circuito para outra.
Acosta disse que queria evitar repetir os erros do Grande Prémio da Austrália e elogiou os elementos da equipa que trabalharam na sua moto.
«Estamos a fazer um bom trabalho. Os rapazes têm trabalhado muito para melhorar a dianteira da moto, por isso estou muito contente por eles. Já temos a segunda vitória e não estragámos tudo como na Austrália. Foi uma boa corrida»,
A vantagem à chegada foi curta, mas Acosta fizera o trabalho decisivo antes da última volta: ultrapassou Ogura, resistiu à resposta imediata e manteve Marc atrás, sem precisar de trocar de moto.
Márquez escolhe os pontos em vez da liderança
O segundo lugar de Marc Márquez aumentou em nove pontos a sua vantagem sobre Martín, de 10 para 19. Bezzecchi manteve-se em terceiro no campeonato, a 52 pontos de Marc, depois de perder mais dois pontos para o espanhol no sprint.
Márquez explicou que tinha velocidade suficiente para atacar, mas preferiu seguir os outros em vez de ser o primeiro a descobrir zonas escorregadias. Quem lidera em condições meteorológicas incertas tem de avaliar o estado da pista sem poder observar imediatamente outra moto à sua frente.
Márquez, líder do campeonato pela Ducati Lenovo e campeão em título, descreveu como a luta pelo título influenciou as suas decisões.
«Os pilotos que não estão a lutar pelo campeonato podem arriscar mais. Eu estava tranquilo»,
Acrescentou:
Tinha ritmo, mas não queria liderar a corrida, porque quem chega primeiro é normalmente quem cai.
O segundo lugar também prolongou para 12 corridas consecutivas a sua série como piloto da Ducati mais bem classificado, contando sprints e Grandes Prémios. Em Sepang, essa consistência foi mais importante para a sua posição no campeonato do que bater Acosta a qualquer custo.
A lesão no pulso de Martín altera o fim de semana
Martín chegou à Malásia a tentar regressar após fraturar o pulso numa disputa com Márquez no sprint do sábado anterior, em Phillip Island. Perdeu a liderança do campeonato na Austrália, mas o cancelamento do Grande Prémio de domingo impediu que perdesse mais pontos nessa ronda.
Sepang não ofereceu uma trégua semelhante. Martín testou o pulso nos treinos, mas continuou a sentir dores, e a Aprilia anunciou que abandonaria o resto da ronda malaia para prosseguir a recuperação. Descreveu as suas esperanças de conquistar o título como «já perdidas».
Martín regressou a casa para receber tratamento, com o objetivo de competir no Grande Prémio do Qatar, no fim de semana seguinte. A sua participação continuava dependente da recuperação. Os principais acontecimentos das duas rondas foram:
- Sábado anterior, em Phillip Island: Martín fraturou o pulso e perdeu a liderança do campeonato.
- Domingo seguinte, na Austrália: O Grande Prémio foi cancelado, evitando novas alterações na pontuação.
- 31 de outubro, em Sepang: Martín desistiu e Márquez terminou o sprint em segundo, passando a ter 19 pontos de vantagem.
- 1 de novembro, em Sepang: O Grande Prémio principal estava previsto para 20 voltas.
- Fim de semana seguinte, no Qatar: Martín tinha como objetivo regressar.
Porque falhou a aposta nos pneus de chuva
Os comissários de corrida mostraram a bandeira branca no início do sprint, permitindo aos pilotos trocar de moto devido às condições meteorológicas. As equipas podem preparar uma segunda moto com pneus de chuva, concebidos para dispersar a água e proporcionar aderência em piso molhado.
Jack Miller entrou nas boxes no final da segunda volta, na esperança de trocar de moto antes de chegar chuva mais forte. A sua Yamaha de reserva da Pramac não estava preparada com pneus de chuva, o que o deixou visivelmente frustrado. Mais tarde, explicou que ele e o chefe de equipa, Giacomo Guidotti, tinham interpretado de forma diferente o calendário de preparação.
Miller, piloto da Pramac Yamaha, descreveu o que esperava antes da corrida.
Na minha cabeça, era ter a moto pronta de imediato. Na cabeça dele, eram quatro ou cinco voltas.
Joan Mir, Iker Lecuona e Franco Morbidelli trocaram de moto mais tarde, seguidos por Maverick Viñales. Os primeiros pilotos a montar pneus de chuva perderam quase 10 segundos por volta para os líderes, porque a pista ainda não estava suficientemente molhada.
Viñales foi o melhor classificado entre os pilotos que trocaram, terminando em 15.º, a 102,843 segundos de Acosta. Essa diferença foi muito superior aos 14,878 segundos que separaram o vencedor de Augusto Fernández, em 14.º, o último piloto a terminar com a moto original. Miller e Alex Márquez foram os únicos pilotos que não terminaram.
Bezzecchi recupera no final enquanto Bagnaia gere problemas com os pneus
Bezzecchi disse que controlou o ritmo para guardar alguma margem para o final. Quando a chuva chegou e os outros pilotos começaram a ter dificuldades, aproximou-se, mas a recuperação tardia só lhe permitiu garantir o terceiro lugar, sem chegar a lutar diretamente com Márquez.
Bezzecchi, piloto da equipa oficial da Aprilia, explicou porque é que o pódio ficou aquém do seu objetivo.
Volta após volta, fui recuperando e fiquei mais perto. Infelizmente, não os alcancei suficientemente cedo para tentar lutar com o Marc.
Fabio Di Giannantonio terminou em quinto, a 5,053 segundos de Acosta, à frente de Francesco Bagnaia, em sexto. Bagnaia somou quatro pontos depois de partir de 10.º, mas disse que o pneu traseiro já estava completamente gasto na terceira volta.
Bagnaia disse que a chuva ligeira o ajudou a manter-se entre os seis primeiros, porque os outros pilotos se tornaram mais cautelosos. A Ducati Lenovo não alterou as afinações da sua moto entre a qualificação e o sprint, deixando-o perante uma preparação exigente para a corrida mais longa de domingo.
Brad Binder terminou em sétimo, apenas 0,154 segundos atrás de Bagnaia, depois de partir de 15.º. O estreante Diogo Moreira ficou em oitavo, pouco à frente de Enea Bastianini, com apenas 0,100 segundos a separá-los. Johann Zarco completou os 10 primeiros.
O que a corrida de domingo vai exigir
O Grande Prémio principal de domingo estava previsto para 20 voltas, o dobro da distância do sprint. Alex Márquez voltaria a partir da pole position, ao lado de Marc Márquez e Acosta, com Ogura, Bezzecchi e Di Giannantonio na segunda fila.
Bagnaia enfrentava mais um arranque da quarta fila, desta vez com o desgaste precoce do pneu traseiro como motivo de preocupação numa distância mais longa. Acosta tinha uma vitória e mais confiança na sua KTM, enquanto Ogura mostrara que conseguia liderar antes de perder posições nas trocas de ultrapassagens finais.
O pelotão tinha sido reduzido a 20 pilotos. Raúl Fernández desistiu devido a uma fratura num dedo, enquanto Iker Lecuona substituiu Fermín Aldeguer na Gresini e Augusto Fernández substituiu Toprak Razgatlioglu na Pramac.
Para Marc Márquez, a oportunidade de domingo era simples: Martín continuaria ausente, pelo que quaisquer pontos somados por Marc aumentariam a diferença entre ambos no campeonato. Bezzecchi, por sua vez, precisava de terminar à frente do piloto da Ducati para começar a reduzir a desvantagem de 52 pontos.
Pontos principais
- Pedro Acosta venceu o sprint de Sepang em 20 minutos e 4,098 segundos, batendo Marc Márquez por 0,578 segundos.
- Márquez aumentou de 10 para 19 pontos a sua vantagem no campeonato sobre Jorge Martín.
- Martín desistiu devido às dores persistentes no pulso fraturado e tinha como objetivo regressar no Qatar.
- Marco Bezzecchi terminou em terceiro e manteve-se a 52 pontos de Márquez.
- Ai Ogura liderou grande parte da corrida, mas terminou em quarto depois das ultrapassagens nas voltas finais.
- O autor da pole position, Alex Márquez, caiu na terceira volta e manteve a pole para a corrida principal de domingo.
- Os pilotos que trocaram para pneus de chuva perderam tempo, pois a chuva forte só chegou depois da meta.
- O Grande Prémio principal da Malásia estava previsto para 20 voltas, a 1 de novembro.






