Três jogos no Cairo põem fim a uma espera de 34 anos
Low Zi Yu, de 16 anos, e Genevie Lim, de 18, conquistaram o primeiro título da Malásia em pares femininos nos Mundiais de Juniores, a 17 de outubro de 2026, ao vencerem as japonesas Nijika Kamata e Shizuku Kashio por 15-7, 9-15, 15-12, no Estádio Internacional do Cairo, no Egito.
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As segundas cabeças de série conquistaram um título que a Malásia nunca tinha vencido desde o início dos campeonatos, em 1992. A vitória completou também o conjunto de títulos mundiais de juniores do país nas cinco categorias individuais, juntando os pares femininos aos êxitos anteriores em singulares masculinos, singulares femininos, pares masculinos e pares mistos.
Para Low, o resultado teve outro significado: conquistou finalmente o ouro, depois de ter ficado em segundo lugar em 2024 e 2025, com parceiras diferentes. A sua terceira final consecutiva terminou com a medalha que receara voltar a perder quando a dupla japonesa forçou um terceiro jogo decisivo.
O primeiro-ministro Datuk Seri Anwar Ibrahim felicitou as duas jogadoras numa publicação no Facebook, a 18 de outubro, considerando o feito um novo capítulo no badminton malaio. A mensagem surgiu depois de uma vitória construída em duas exigentes rondas finais, frente a adversárias da China e do Japão.
Uma final decidida por três pontos
Low e Lim abriram a final com uma vitória por 15-7, uma margem de oito pontos que lhes deu o primeiro jogo. Kamata e Kashio responderam, vencendo o segundo por 15-9, deixando a decisão do título para um terceiro jogo.
As malaias venceram então o jogo decisivo por 15-12. Nos três jogos, marcaram 39 pontos, contra 34 do Japão, uma diferença de cinco pontos. Pelo resultado final, o jogo decisivo foi o mais equilibrado dos três, com apenas três pontos a separar as duplas.
Os encontros de badminton são decididos pelo número de jogos ganhos, e não pelo total de pontos somados. Neste caso, a Malásia venceu dois jogos e o Japão um. Depois de vencerem o primeiro jogo e perderem o segundo, Low e Lim tiveram de recuperar o controlo quando o título ainda estava em jogo.
A duração da final foi indicada como sendo de 41 minutos em relatos que incluíam as reações das jogadoras, e de 45 minutos noutra descrição do encontro. Ambos os tempos foram associados ao mesmo resultado.
O relato de Low sobre o jogo decisivo mostrou a pressão por detrás desses números. Disse que estava nervosa e começou a pensar que poderia terminar com uma terceira medalha de prata consecutiva.
Low transforma duas pratas em ouro
Low chegou à final de 2024 com Dania Sofea Zaidi e regressou à decisão do título em 2025, ao lado de Noraqilah Maisarah Ramdan. Ambas as campanhas terminaram com a medalha de prata. No Cairo, chegou à terceira final consecutiva, desta vez com Lim, e completou o percurso com o ouro.
Aos 16 anos, Low tem agora uma medalha de ouro e duas de prata nos Mundiais de Juniores. Ter chegado a três finais consecutivas com três parceiras diferentes dá ao seu feito uma dimensão pessoal, a par do primeiro título da Malásia nesta prova.
Low disse que se lembrou das derrotas anteriores quando a final do Cairo chegou ao último jogo. Em declarações traduzidas do malaio, descreveu a ansiedade e o alívio:
Estou muito feliz por desta vez ter conseguido conquistar a medalha de ouro. Durante o último jogo, estava muito nervosa e pensei que iria ganhar uma terceira medalha de prata nos Mundiais de Juniores. Tive muita sorte por finalmente conseguir conquistar este ouro.
A sua reação explica por que razão o terceiro jogo foi importante para além do resultado renhido. Low procurava conquistar um título mundial enquanto enfrentava a possibilidade de repetir um desfecho que já conhecia por duas vezes.
Lim partilha a pressão e o orgulho
Lim, de 18 anos, ajudou a transformar a terceira presença de Low numa final mundial de juniores no primeiro título da Malásia. A dupla entrou no torneio como segunda cabeça de série, uma classificação que as colocava entre as principais candidatas esperadas.
A atribuição de cabeças de série ajuda a organizar o quadro do torneio, mantendo os participantes mais bem classificados afastados nas primeiras rondas. Ainda assim, Low e Lim tiveram de vencer os seus encontros, incluindo a meia-final contra as 15.as cabeças de série da China e a final contra o Japão.
Lim disse que vencer pela Malásia lhe dava orgulho, mas que o jogo decisivo a deixara muito nervosa. Em declarações traduzidas do malaio, descreveu o momento mais exigente da final:
Estou muito feliz e, naturalmente, orgulhosa por conquistar este título para o país. Estava muito nervosa porque não queria voltar a ganhar uma medalha de prata. Quando o encontro chegou ao jogo decisivo, esse foi o momento mais importante.
As duas jogadoras colocaram o jogo decisivo no centro das suas recordações. Os seus comentários apontam para o desafio imediato que enfrentaram: manter a calma depois de perderem o segundo jogo e terminar um encontro que se tornara muito mais equilibrado do que o resultado inicial fazia prever.
O percurso contra a China e o Japão
Low e Lim garantiram um lugar na final a 16 de outubro, ao vencerem as chinesas Shi Si Chen e Xiang Yu Jin por 15-9, 15-11. Precisaram de 32 minutos para derrotar as 15.as cabeças de série sem perderem qualquer jogo.
As malaias marcaram 30 pontos, contra 20 da dupla chinesa, nessa meia-final, com margens de vitória de seis e quatro pontos. A final exigiu uma resposta diferente: depois de vencerem os dois jogos da meia-final, tiveram de recuperar de uma derrota num jogo contra o Japão.
As fases finais da campanha e as anteriores finais de Low traçam o caminho até ao título:
- 2024: Low ficou em segundo lugar com Dania Sofea Zaidi.
- 2025: Low conquistou outra medalha de prata com Noraqilah Maisarah Ramdan.
- 16 de outubro de 2026: Low e Lim venceram Shi Si Chen e Xiang Yu Jin por 15-9, 15-11 na meia-final do Cairo.
- 17 de outubro de 2026: Derrotaram Kamata e Kashio por 15-7, 9-15, 15-12 e conquistaram o título.
- 18 de outubro de 2026: Anwar felicitou as campeãs no Facebook.
As representantes da China tinham dominado durante muito tempo a prova de pares femininos. Ao derrotarem uma dupla chinesa na meia-final e uma dupla japonesa na final, Low e Lim concluíram a campanha frente a adversárias de dois países em destaque nas rondas finais da competição.
Malásia completa o conjunto de títulos de juniores
A espera de 34 anos da Malásia começou com a primeira edição dos campeonatos, em 1992, e terminou com a vitória no Cairo, em 2026. Os pares femininos eram a categoria em falta no conjunto de títulos mundiais de juniores individuais do país.
Antes do êxito de Low e Lim, duplas malaias tinham chegado à final de pares femininos sem a vencer. Pearly Tan e Toh Ee Wei conquistaram a prata em Markham, em 2018. Low alcançou depois o mesmo resultado em 2024 e 2025, antes de dar um passo em frente no Cairo.
O resultado de 2018 faz, assim, parte de uma sequência de segundos lugares da Malásia, seguida do primeiro ouro em 2026. Low e Lim elevaram o melhor resultado do país nesta categoria do segundo lugar ao título.
O título mundial de juniores mais recente da Malásia antes do Cairo tinha sido conquistado em pares masculinos por Aaron Tai e Kang Khai Xing, em 2024. A vitória em pares femininos surgiu dois anos depois e completou o conjunto nacional nas cinco disciplinas individuais.
Para as jogadoras, o feito é um título conquistado em conjunto. Para o badminton malaio, preenche uma lacuna específica no palmarés de juniores: o país tem agora campeões em todas as categorias individuais disputadas na prova.
Anwar apela à continuidade do impulso
A mensagem de Anwar no Facebook, a 18 de outubro, reconheceu tanto o título como o seu lugar na história desportiva da Malásia. O primeiro-ministro felicitou Low e Lim e descreveu a vitória como motivo de orgulho nacional.
Na mensagem de felicitações, Anwar afirmou:
Um feito de que nos podemos orgulhar! Parabéns a Low Zi Yu e Genevie Lim pela conquista do título de pares femininos nos Mundiais de Badminton de Juniores. Um novo capítulo na história do badminton malaio!
Anwar apelou também às jogadoras para manterem a forma e continuarem a representar a Malásia com sucesso a nível internacional. O incentivo surgiu um dia depois da final, reconhecendo publicamente um resultado que juntou um feito inédito para o país à conquista pessoal de Low.
A idade de Low deixa margem para participar em mais competições de juniores. Os campeonatos destinam-se a atletas com menos de 19 anos e, aos 16, poderá disputar mais duas edições. Não foi anunciado qualquer próximo torneio nem uma decisão sobre o futuro calendário da dupla a par da vitória.
O feito imediato já é significativo: Low transformou duas medalhas de prata consecutivas em ouro, Lim partilhou o primeiro título da Malásia nesta prova e a dupla conquistou a última categoria em falta no palmarés do país nos Mundiais de Juniores.
Pontos principais
- Low Zi Yu e Genevie Lim conquistaram o primeiro título da Malásia em pares femininos nos Mundiais de Juniores, a 17 de outubro de 2026, no Cairo.
- As segundas cabeças de série venceram as japonesas Nijika Kamata e Shizuku Kashio por 15-7, 9-15, 15-12.
- Low, de 16 anos, tinha ficado em segundo lugar com parceiras diferentes em 2024 e 2025. Lim tem 18 anos.
- A dupla derrotou as chinesas Shi Si Chen e Xiang Yu Jin por 15-9, 15-11 numa meia-final que durou 32 minutos.
- A vitória pôs fim a uma espera que remontava a 1992 e deu à Malásia campeões mundiais de juniores nas cinco categorias individuais.
- O primeiro-ministro Anwar Ibrahim felicitou a dupla a 18 de outubro e apelou às jogadoras para manterem o impulso.






