Aaron Chia e Soh Wooi Yik derrotam o par número 1 do mundo e apuram-se para a final do Open da Dinamarca frente à Indonésia

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Aaron Chia and Soh Wooi Yik Beat World No. 1 Pair to Set Up Denmark Open Final Against Indonesia

Par malaio reunido fica a uma vitória do título

Aaron Chia e Soh Wooi Yik derrotaram Kim Won Ho e Seo Seung Jae, número 1 do mundo, por 21-14 e 21-18, em 38 minutos, a 17 de outubro de 2026, apurando-se para a final de pares masculinos do Open da Dinamarca e ficando a uma vitória do primeiro título do World Tour da época.

Índice
  1. Par malaio reunido fica a uma vitória do título
  2. Uma sequência de sete pontos muda o primeiro jogo
  3. Malásia resiste à ameaça de recuperação sul-coreana
  4. Rivalidade muda de rumo após duas dolorosas derrotas em finais
  5. Reunião marcada pela procura de combinações para os Jogos Olímpicos
  6. Percurso marcado por um duelo malaio e um encontro com o Japão
  7. Indonésia confirma adversários na final
  8. Percurso surpreendente de Hoo e Lai termina frente aos primeiros cabeças de série
  9. Quatro dias que levaram a Malásia à final
  10. Pontos principais

O par malaio, número 4 do mundo, vai defrontar os indonésios Fajar Alfian e Muhammad Shohibul Fikri na final de domingo, 18 de outubro, na Jyske Bank Arena, em Odense. Fajar e Fikri garantiram o lugar ao derrotarem os chineses Liang Wei Keng e Wang Chang por 21-16, 16-21 e 21-16 na outra meia-final.

Para Aaron e Wooi Yik, o resultado vale mais do que uma presença em mais uma final. Voltaram a jogar juntos depois de a Malásia ter testado diferentes combinações de pares e derrotaram agora o principal par sul-coreano em dois encontros consecutivos. A vitória anterior foi na meia-final dos Campeonatos do Mundo, em agosto.

A vitória de sábado também igualou o registo de confrontos diretos com Kim e Seo: três triunfos para cada lado em seis encontros. Depois de perderem para os sul-coreanos nas finais do Open da Malásia e do All England deste ano, os malaios responderam com vitórias em dois grandes eventos.

Uma sequência de sete pontos muda o primeiro jogo

Aaron e Wooi Yik venceram em dois jogos, mas em ambos houve períodos em que os sul-coreanos ameaçaram assumir o controlo. As trocas rápidas junto à rede ajudaram a Malásia a chegar a uma vantagem inicial de 4-1 no primeiro jogo, antes de Kim e Seo recuperarem e igualarem a 10-10.

Os malaios chegaram ao intervalo na frente, por 11-10. Kim e Seo passaram então a ter mais sucesso no ataque e chegaram a uma vantagem de 13-11, pressionando os quartos cabeças de série numa fase em que o jogo continuava equilibrado.

Aaron e Wooi Yik responderam com sete pontos consecutivos e passaram para a frente por 18-13. A sequência transformou uma desvantagem de dois pontos numa vantagem de cinco. Os sul-coreanos só conseguiram mais um ponto antes de a Malásia fechar o jogo por 21-14.

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O fator decisivo foi a capacidade dos malaios para recuperarem o controlo depois de ficarem em desvantagem. Kim e Seo tinham conseguido passar para a frente, mas a sequência prolongada de pontos de Aaron e Wooi Yik deixou-lhes pouca margem para recuperarem antes do final do jogo.

Malásia resiste à ameaça de recuperação sul-coreana

Kim e Seo mantiveram-se competitivos no segundo jogo e chegaram ao intervalo com uma vantagem de 11-10. As trocas junto à rede voltaram a ser determinantes, sem que nenhum dos pares conseguisse uma vantagem confortável no início.

Aaron e Wooi Yik passaram depois para a frente por 16-12, com erros a interromperem a reação sul-coreana. Kim e Seo reduziram a diferença para 16-14, mas um erro de serviço de Kim e uma devolução falhada ajudaram a Malásia a aumentar a vantagem para 18-14.

O par número 1 do mundo continuou a lutar e chegou aos 18-19. Nesse momento, apenas um ponto separava as equipas e a possibilidade de um terceiro jogo mantinha-se. Erros de Kim e, depois, de Seo deram aos malaios os dois pontos finais e a vitória por 21-18.

Nos dois jogos, Aaron e Wooi Yik somaram 42 pontos, contra 32 dos sul-coreanos. A diferença de dez pontos reflete as sequências mais eficazes da Malásia, embora a pressão no final do segundo jogo tenha tornado os últimos momentos mais equilibrados do que esse total sugere.

Rivalidade muda de rumo após duas dolorosas derrotas em finais

Aaron e Wooi Yik chegaram à meia-final com um registo de 3-2 frente a Kim e Seo nos encontros anteriores. O resultado de sábado igualou o confronto direto a 3-3 e prolongou a mudança de rumo da rivalidade na segunda metade da época.

Os sul-coreanos tinham derrotado os malaios nas finais do Open da Malásia de 2026 e do All England. Aaron e Wooi Yik inverteram esse resultado nos Campeonatos do Mundo, em agosto, ao derrotá-los na meia-final antes de terminarem como finalistas vencidos.

O par malaio também tinha derrotado Kim e Seo na final do Open de Singapura do ano passado. Os confrontos entre os dois pares incluíram, por isso, vários jogos com um título ou um lugar na final em disputa.

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Para Kim e Seo, a derrota prolongou para oito torneios a série sem conquistar um título. O campeonato mais recente foi nos Campeonatos da Ásia, em abril. Desde então, terminaram como finalistas vencidos no Open do Japão e no Open da China, chegaram às meias-finais do Open de Singapura e do Open da Indonésia e conquistaram a medalha de bronze nos Jogos Asiáticos.

Reunião marcada pela procura de combinações para os Jogos Olímpicos

Aaron e Wooi Yik foram separados em junho de 2026, durante uma reformulação dos pares masculinos da Malásia, enquanto a Associação de Badminton da Malásia explorava combinações para os Jogos Olímpicos de Los Angeles de 2028. Aaron também chegou à final do Open de Taipé ao lado de Aaron Tai.

A parceria habitual regressou para os Campeonatos do Mundo, em agosto, e chegou à final. Depois dos Jogos Asiáticos, Aaron e Wooi Yik pediram ao treinador e a Lee Chong Wei que lhes permitissem voltar a competir juntos. O Open da Dinamarca deu agora lugar a mais uma final desde a reunião do par.

Odense já ocupa um lugar especial na parceria. Aaron e Wooi Yik conquistaram juntos o primeiro título do World Tour no Open da Dinamarca de 2023. Três anos depois, regressaram à final à procura do primeiro título do World Tour em 2026.

A época inclui segundos lugares no Open da Malásia, no All England e nos Campeonatos do Mundo. Os Campeonatos do Mundo são uma competição distinta do World Tour, mas estes três resultados mostram quantas vezes os malaios estiveram perto de conquistar um grande título este ano.

Percurso marcado por um duelo malaio e um encontro com o Japão

Aaron e Wooi Yik apuraram-se para os quartos-de-final a 15 de outubro, ao derrotarem os compatriotas Yap Roy King e Aaron Tai por 21-18 e 21-11. O encontro colocou Aaron frente a Tai, o jogador com quem tinha chegado à final do Open de Taipé durante os testes de parcerias da Malásia.

Seguiram-se os japoneses Hiroki Okamura e Kyohei Yamashita. Os malaios derrotaram o par, número 41 do mundo, por 21-16 e 21-18, a 16 de outubro, e apuraram-se para a sexta meia-final da época.

Após essa vitória nos quartos-de-final, Aaron Chia mostrou-se satisfeito com o regresso às fases mais avançadas do torneio na Dinamarca.

É bom voltarmos a chegar a esta fase.

Soh Wooi Yik explicou que a defesa do par japonês e a capacidade de passar da defesa ao ataque exigiram um controlo cuidadoso por parte dos malaios.

Defenderam muito bem e contra-atacaram mais. Acho que estivemos bastante bem no primeiro jogo e não lhes demos muitas oportunidades.

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As três vitórias, da segunda ronda à meia-final, foram todas em dois jogos. Frente ao Japão, a prioridade foi limitar os contra-ataques. Contra os sul-coreanos, os malaios combinaram trocas eficazes junto à rede com respostas fortes quando o resultado lhes era desfavorável.

Indonésia confirma adversários na final

Fajar Alfian e Muhammad Shohibul Fikri dissiparam as dúvidas sobre os adversários da Malásia na final ao derrotarem em três jogos os segundos cabeças de série, Liang Wei Keng e Wang Chang. Os terceiros cabeças de série indonésios venceram o primeiro jogo por 21-16, perderam o segundo por 16-21 e conquistaram o decisivo por 21-16.

A final de domingo vai, assim, juntar os terceiros e os quartos cabeças de série, depois de ambos terem eliminado nas meias-finais pares melhor cotados. Aaron e Wooi Yik afastaram os primeiros cabeças de série, enquanto Fajar e Fikri eliminaram os segundos.

Os indonésios precisaram de três jogos para se apurarem, contra dois dos malaios. A meia-final de Aaron e Wooi Yik durou 38 minutos. Não foram indicadas a duração da meia-final indonésia nem a hora exata do início da final de domingo.

Os campeões de pares vão receber 70 300 dólares, enquanto os finalistas vencidos receberão 33 250 dólares. A diferença é de 37 050 dólares, o que significa que o prémio do par vencedor é ligeiramente superior ao dobro do atribuído aos finalistas vencidos.

Percurso surpreendente de Hoo e Lai termina frente aos primeiros cabeças de série

O par malaio de pares mistos, Hoo Pang Ron e Lai Pei Jing, terminou a participação no Open da Dinamarca nas meias-finais, depois de perder por 21-13 e 21-13 frente aos chineses Feng Yan Zhe e Huang Dong Ping, em 36 minutos.

Hoo e Lai, classificados em 51.º lugar, tinham derrotado adversários mais bem cotados em cada uma das três primeiras rondas. O resultado mais notável surgiu a 15 de outubro, quando venceram os tailandeses Dechapol Puavaranukroh e Supissara Paewsampran, número 5 do mundo em pares mistos, por 21-7 e 21-11, em apenas 24 minutos.

Esse triunfo opôs pares separados por 46 lugares no ranking. Hoo e Lai cederam apenas 18 pontos nos dois jogos e garantiram um lugar nos quartos-de-final com um dos melhores resultados da semana para a Malásia.

Feng e Huang, o par número 1 do mundo em pares mistos, puseram fim ao percurso dos malaios com margens de vitória idênticas nos dois jogos da meia-final. Hoo e Lai receberão 13 300 dólares por terem sido eliminados nas meias-finais.

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Quatro dias que levaram a Malásia à final

As fases finais do torneio trouxeram uma sucessão rápida de resultados para a Malásia, desde um confronto entre compatriotas nos pares masculinos até vitórias sobre alguns dos principais pares internacionais.

  • 15 de outubro: Aaron Chia e Soh Wooi Yik derrotaram Yap Roy King e Aaron Tai por 21-18 e 21-11. Hoo Pang Ron e Lai Pei Jing venceram o par tailandês de pares mistos, número 5 do mundo, por 21-7 e 21-11.
  • 16 de outubro: Aaron e Wooi Yik derrotaram Hiroki Okamura e Kyohei Yamashita por 21-16 e 21-18 e chegaram à sexta meia-final da época.
  • 17 de outubro: Aaron e Wooi Yik derrotaram Kim Won Ho e Seo Seung Jae por 21-14 e 21-18. Fajar Alfian e Muhammad Shohibul Fikri venceram a outra meia-final de pares masculinos.
  • 18 de outubro: Aaron e Wooi Yik têm encontro marcado com Fajar e Fikri na final de pares masculinos, em Odense.

Para os malaios reunidos, falta agora um jogo para evitar mais um segundo lugar e regressar ao título que conquistaram juntos pela primeira vez em 2023.

Pontos principais

  • Aaron Chia e Soh Wooi Yik derrotaram em 38 minutos o par número 1 do mundo em pares masculinos e apuraram-se para a final do Open da Dinamarca.
  • O confronto direto com Kim Won Ho e Seo Seung Jae está agora empatado a 3-3.
  • Os indonésios Fajar Alfian e Muhammad Shohibul Fikri serão os adversários a 18 de outubro.
  • Os malaios procuram o primeiro título do World Tour de 2026 no torneio onde conquistaram o primeiro, em 2023.
  • A participação de Hoo Pang Ron e Lai Pei Jing em pares mistos terminou nas meias-finais, frente a Feng Yan Zhe e Huang Dong Ping.
  • Cada par vencedor receberá 70 300 dólares, contra 33 250 dólares para os finalistas vencidos.
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