Agência de Lee Kang-in rejeita alegações de ostracização de Son Heung-min e ameaça recorrer à justiça

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Lee Kang-in's Agency Rejects Son Heung-min Ostracism Claims, Warns of Legal Action

Agência reage a alegações de um grupo fechado na seleção

A agência de Lee Kang-in, The Black Label, afirmou a 13 de outubro que eram falsas as alegações online que associavam o médio sul-coreano a esforços para ostracizar o capitão Son Heung-min. Disse estar a recolher publicações e comentários como prova e que recorreria à justiça se necessário.

Índice
  1. Agência reage a alegações de um grupo fechado na seleção
  2. O que diz, de facto, o aviso jurídico
  3. Relatos de retirada não provam o envolvimento de Lee
  4. Imagens antigas e conflitos passados alimentam ataques online
  5. Um livre mostra cooperação em campo
  6. Como se desenvolveu a polémica
  7. Park Ji-sung elogia o futebol de Lee
  8. Expectativas no clube e questões por esclarecer
  9. Pontos principais

A negação surgiu depois de especulações sobre outros três internacionais, Kim Min-jae, Hwang Hee-chan e Hwang In-beom, na sequência do particular da Coreia do Sul frente ao Uzbequistão, a 6 de outubro. Os relatos de uma possível retirada do futebol internacional deram lugar a uma alegação distinta: a de que Lee se teria juntado àqueles jogadores num grupo que procurava retirar a braçadeira de capitão a Son.

A The Black Label rejeitou essa ligação. No seu comunicado, a agência descreveu as alegações relativas ao seu jogador como alheias a Lee e sem fundamento.

Confirmámos a disseminação indiscriminada, na Internet, de rumores sobre Lee Kang-in que não podiam estar mais longe da verdade.

A polémica envolve várias questões distintas: a alegada insatisfação no seio da seleção, a incerteza quanto ao futuro internacional de alguns jogadores e as acusações sobre o envolvimento pessoal de Lee. O comunicado da agência aborda a terceira questão. Não esclarece todas as dúvidas sobre as conversas que terão ocorrido noutros círculos da seleção.

O que diz, de facto, o aviso jurídico

A The Black Label afirmou que a sua resposta se centraria em publicações e comentários online que difundem alegações falsas ou que poderão constituir difamação. O comunicado anunciou a recolha de provas e a possibilidade de processos judiciais, sem identificar uma ação já intentada ou uma decisão judicial já proferida.

A agência explicou nestes termos a resposta que tenciona dar:

Os assuntos em discussão nada têm a ver com Lee Kang-in e não têm fundamento. Estamos a recolher comentários e publicações online que difundem rumores falsos e poderão constituir difamação, e recorreremos à justiça se necessário.

Esta formulação é importante. A ameaça de recorrer à justiça não equivale a uma conclusão de que determinada pessoa infringiu a lei. O comunicado não identificou arguidos, datas de apresentação de ações ou de audiências, nem indemnizações reclamadas. A medida imediata foi preservar provas enquanto a agência decide que casos exigem medidas adicionais.

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Relatos de retirada não provam o envolvimento de Lee

A polémica ganhou força durante a série de quatro particulares internacionais disputados pela Coreia do Sul em setembro e outubro. Após o jogo com o Uzbequistão, Kim Min-jae, Hwang Hee-chan e Hwang In-beom, todos nascidos em 1996, terão reunido com responsáveis da Associação de Futebol da Coreia.

Os relatos divergem quanto ao alcance das conversas sobre a retirada da seleção. Uma versão afirma que os três jogadores se ofereceram para deixar o futebol internacional por estarem frustrados com o grupo de liderança, chefiado por Son e Lee Jae-sung. Outra refere especulações sobre uma retirada conjunta na sequência da reunião, mas regista também que Hwang In-beom afirmou não ter intenção de abandonar imediatamente a seleção.

Estas versões não devem ser reduzidas à afirmação de que os três abandonaram definitivamente a seleção. A posição de Hwang é especialmente relevante, pois limita aquilo que se pode concluir a partir dos relatos de um plano de retirada coletiva. Uma reunião com responsáveis da associação não prova, por si só, nem uma decisão definitiva de retirada nem o propósito de todas as conversas.

A alegação sobre Lee Kang-in foi ainda mais longe. Uma afirmação feita no YouTube sustentava que ele se tinha aliado aos jogadores nascidos em 1996 para formar um grupo fechado com o objetivo de retirar a braçadeira de capitão a Son. Tratava-se de uma acusação sobre a conduta de Lee, não de uma consequência confirmada da reunião noticiada. A sua agência negou-a expressamente.

Imagens antigas e conflitos passados alimentam ataques online

Alguns canais do YouTube foram acusados de associar imagens antigas de forma enganadora para sustentar a narrativa de ostracização. À medida que essas alegações circulavam, surgiram comentários insultuosos nas contas de Lee nas redes sociais, incluindo comentários que recuperavam o conflito anterior entre Lee e Son durante a Taça Asiática.

O conflito anterior ajuda a explicar por que motivo as novas alegações chamaram a atenção, mas não prova que Lee tenha participado numa campanha atual contra Son. A questão central é saber se há provas da conduta agora alegada. A The Black Label afirma que as atuais alegações são falsas e alheias ao seu jogador.

Alguns adeptos também apelaram à contenção, defendendo que as críticas à seleção não devem servir para difundir acusações sem fundamento. Esta distinção permite discutir resultados, liderança e decisões dos jogadores sem tratar como facto comprovado uma alegação sobre uma pessoa.

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A recolha de provas anunciada pela agência abrange comentários, além de publicações. O aviso estende-se, por isso, para lá dos vídeos que ajudaram a difundir as alegações, incluindo outras declarações online que as possam repetir ou acrescentar. O comunicado não identificou contas específicas que possam vir a ser alvo de processos judiciais.

Um livre mostra cooperação em campo

Um momento concreto do particular frente ao Uzbequistão oferece uma imagem diferente da apresentada pelas alegações online. Lee e Son posicionaram-se juntos para um livre antes do primeiro golo da Coreia do Sul. Lee sugeriu um remate rasteiro, e Son marcou com um remate forte e baixo.

O lance é um exemplo concreto de colaboração entre os dois jogadores durante o jogo. Lee sugeriu como marcar o livre, e Son executou o remate. É um facto diretamente observável, ao contrário das especulações sobre conversas privadas ou alegadas fações.

Também tem limites enquanto prova. Uma jogada bem-sucedida não permite concluir tudo sobre as relações no seio da seleção. Do mesmo modo, não deve ser ignorada ao descrever uma alegação de que os jogadores estão a agir uns contra os outros. O lance demonstra cooperação naquele momento, sem esclarecer todas as dúvidas sobre a polémica mais ampla na seleção.

Esta distinção é útil ao longo de toda a polémica: o golo é um acontecimento do jogo, as conversas sobre a retirada são desenvolvimentos noticiados com relatos divergentes, e a alegação de que Lee organizou a exclusão de Son é uma acusação que a sua agência nega.

Como se desenvolveu a polémica

A sequência vai de um período mais amplo de especulação sobre a seleção a uma negação específica dos representantes de Lee. Uma entrevista distinta, em que foi elogiado o seu talento futebolístico, foi publicada pouco antes do comunicado da agência.

  • Setembro e outubro: A Coreia do Sul disputou uma série de quatro particulares internacionais, num contexto de relatos de desentendimentos e de uma possível retirada conjunta de alguns jogadores.
  • 6 de outubro: Após o particular frente ao Uzbequistão, Kim Min-jae, Hwang Hee-chan e Hwang In-beom terão reunido com responsáveis da Associação de Futebol da Coreia. Seguiram-se especulações sobre a retirada.
  • Após o jogo: Alegações online associaram Lee a um grupo que supostamente procurava retirar a braçadeira de capitão a Son. Surgiram comentários insultuosos nas redes sociais de Lee.
  • 12 de outubro, hora local: Park Ji-sung, antigo médio do Manchester United, falou sobre a qualidade e as perspetivas de carreira de Lee numa entrevista.
  • 13 de outubro: A The Black Label negou as alegações e anunciou que estava a recolher provas para uma possível ação judicial.
  • 14 de outubro, às 4h00, hora da Coreia: Relatos apontavam o jogo da Liga dos Campeões entre o Atlético de Madrid e o Manchester United como o próximo encontro de Lee pelo clube.

O comunicado de 13 de outubro não fixou um prazo para concluir a análise das provas. Qualquer processo ou desenvolvimento disciplinar posterior deverá ser distinguido do próprio aviso.

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Park Ji-sung elogia o futebol de Lee

Enquanto as alegações diziam respeito às relações na seleção, os comentários de Park Ji-sung centraram-se na capacidade técnica e no desenvolvimento profissional de Lee. O antigo médio do Manchester United descreveu-o como o jogador tecnicamente mais dotado que a Coreia do Sul já produziu e afirmou que tinha potencial para se tornar um jogador de nível mundial.

Park recordou ter conhecido Lee quando este tinha seis anos, durante a rodagem de um anúncio que recriava o golo de Park contra Portugal no Mundial de 2002. Disse que, já nessa altura, o potencial do jovem jogador superava as suas expectativas e contou que acompanhara o seu crescimento até se tornar um dos principais futebolistas coreanos.

Park também apoiou a alegada transferência de Lee para o Atlético de Madrid, depois de ter vencido a Liga dos Campeões com o Paris Saint-Germain. Apresentou o regresso à La Liga espanhola como um possível primeiro passo para uma etapa maior na carreira de Lee, em vez de considerar surpreendente uma rápida adaptação.

Os seus comentários relacionaram as expectativas associadas à camisola n.º 7 de Antoine Griezmann com o potencial de Lee. Park apontou a conquista da Bota de Ouro da Premier League por Son como exemplo do nível que um jogador coreano pode alcançar. Terminou com uma expressão bem-humorada de lealdades divididas: apoiou Lee para que mostrasse a sua qualidade, mas disse esperar que o seu antigo clube, o Manchester United, vencesse.

Essas observações foram uma avaliação de Lee enquanto futebolista. Não devem ser interpretadas como uma resposta às alegações de ostracização nem como prova sobre conversas na seleção.

Expectativas no clube e questões por esclarecer

A antevisão do jogo que acompanhava os comentários de Park descrevia o Atlético como uma equipa à procura de uma vitória em casa, após uma derrota por 2-1 fora frente ao Liverpool no primeiro jogo da Liga dos Campeões. Indicava que o encontro com o Manchester United se disputaria no Riyadh Air Metropolitano, em Madrid, a 14 de outubro, às 4h00, hora da Coreia.

Esperava-se que Lee fosse titular, depois de ter entrado como suplente contra o Alavés no fim de semana. Segundo os relatos, criou três ocasiões em 33 minutos, o que sustentava essa expectativa do ponto de vista futebolístico. Criar uma ocasião significa fazer um passe que leva um colega a tentar rematar à baliza; não significa necessariamente uma assistência ou um golo.

A previsão de que seria titular era uma avaliação feita numa antevisão, não uma confirmação da equipa inicial. Do mesmo modo, os elogios de Park descreviam o potencial de Lee, sem garantir uma determinada exibição ou um resultado específico para a sua carreira.

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Quanto à seleção, os pontos por esclarecer são mais específicos. A agência não revelou que publicações motivariam processos, e os relatos divergentes sobre a retirada não provam que os três jogadores tenham tomado uma decisão coletiva definitiva. A afirmação de Hwang In-beom de que não tenciona retirar-se da seleção de imediato continua a ser uma ressalva importante.

O desenvolvimento confirmado é a resposta da agência de Lee: nega que o jogador tenha participado na alegada campanha contra Son e afirma estar a preservar provas para uma possível ação judicial. Essa negação deve ser distinguida das especulações sobre outros jogadores e das expectativas em torno do próximo jogo de Lee pelo clube.

Pontos principais

  • A The Black Label afirmou a 13 de outubro que eram falsas e alheias a Lee as alegações que o associavam à ostracização de Son Heung-min.
  • A agência está a recolher publicações e comentários online e ameaçou recorrer à justiça se necessário.
  • Os relatos divergem quanto a saber se três outros internacionais se ofereceram para abandonar a seleção ou se foram alvo de especulações sobre a retirada.
  • Hwang In-beom afirmou não ter intenção de abandonar imediatamente a seleção.
  • Lee e Son colaboraram num livre que deu origem a um golo contra o Uzbequistão.
  • Park Ji-sung elogiou a capacidade técnica e o potencial de carreira de Lee, sem abordar as alegações.
  • O comunicado da agência não identificou a data de apresentação de qualquer ação, uma data de audiência ou arguidos confirmados.
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