Bittu Tabahi volta a deparar-se com lixo no rio Ajnar enquanto Rajgarh promete apoio

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Bittu Tabahi Faces Fresh Dumping in Ajnar River as Rajgarh Promises Support

Um saco de lixo cai junto à pessoa que o está a limpar

Surendra Singh Choudhary tinha regressado ao rio Ajnar, em Madhya Pradesh, para retirar sacos de plástico, grinaldas de flores descartadas e lixo deixado após as celebrações do Navratri e do Dussehra. Enquanto o ativista ambiental, de 20 anos, trabalhava dentro de água, um homem numa ponte pareceu atirar outro saco de lixo para o local que estava a limpar. O saco caiu perto dele.

Índice
  1. Um saco de lixo cai junto à pessoa que o está a limpar
  2. Por que razão Bittu regressou após as festividades
  3. Oito meses de trabalho, seguidos de mais despejos
  4. O que a autarquia retirou e o que ficou
  5. O administrador de Rajgarh promete um plano mais abrangente
  6. Como se chegou até aqui
  7. Indignação pública e atenção internacional
  8. Quem mantém o rio limpo entre as recolhas?
  9. Pontos-chave

Conhecido como Bittu Tabahi, Choudhary é estudante e natural de Biaora, no distrito de Rajgarh. Já tinha passado oito meses a retirar toneladas de resíduos do rio com equipamento básico. O seu mais recente vídeo no Instagram mostrou por que razão se tornou tão difícil manter esse esforço: continua a chegar lixo às mesmas águas que ele tenta limpar.

Choudhary, que usava luvas de proteção enquanto recolhia resíduos no vídeo, descreveu o que estava a acontecer:

Enquanto estou a limpar este rio, um senhor está a atirar lixo mesmo para cima de mim.

O episódio ocorre numa altura em que o administrador do distrito de Rajgarh, Girish Mishra, prometeu apoio administrativo e deu instruções aos responsáveis para prepararem um plano de limpeza de todo o rio. Também foram destacados trabalhadores municipais após as imersões associadas às festividades. No entanto, os resíduos que permanecem na água, a deposição repetida de lixo e a falta de um caixote do lixo na margem mostram que retirar os detritos é apenas uma parte do trabalho necessário para manter o Ajnar limpo.

Por que razão Bittu regressou após as festividades

O Navratri e o Dussehra levaram a que voltassem a acumular-se resíduos no Ajnar, levando Choudhary a iniciar uma segunda fase de limpeza. Entre o lixo havia sacos de plástico e grinaldas, além de outros resíduos que se tinham acumulado no rio.

Choudhary explicou no vídeo por que razão regressou:

Como todos sabem, estou a limpar novamente o rio Ajnar. Depois do Dussehra e do Navratri, o estado do nosso rio piorou muito.

Para quem faz a limpeza, a consequência prática é ter de repetir o trabalho num troço que já tinha sido recuperado. Choudhary e as pessoas que o ajudavam continuaram a recolher lixo, enquanto o vídeo parecia mostrar novos casos de pessoas a deitar resíduos ao rio.

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Os diferentes materiais colocam problemas distintos. Os sacos de plástico permanecem como lixo até alguém os recolher. As flores e outros materiais de culto podem decompor-se na água. Assim, um rio pode continuar a conter muitos resíduos depois de terem sido retirados os objetos maiores e mais visíveis.

Oito meses de trabalho, seguidos de mais despejos

A campanha de Choudhary começou, em grande medida, com o seu próprio dinheiro e trabalho. Usou ferramentas básicas e, por vezes, durante a fase inicial, as próprias mãos para retirar o lixo. Mais tarde, o apoio municipal ajudou o seu trabalho, ao mesmo tempo que crescia a atenção pública para o estado do rio que atravessa Biaora.

A dimensão do esforço anterior torna especialmente frustrante o regresso do lixo. Passou oito meses a retirar toneladas de resíduos sem equipamento sofisticado, apenas para ver o troço limpo voltar a encher-se. Na sua mais recente queixa, falou tanto da nova acumulação como do comportamento de pessoas que viam alguém a trabalhar para retirar o lixo.

Choudhary descreveu essa frustração no vídeo:

Há meses que me esforço tanto para limpar este rio. Mas há pessoas que continuam sem perceber e continuam a deitar lixo ao rio.

Também tentou facilitar a deposição correta dos resíduos, colocando dois caixotes do lixo na margem do rio. Mais tarde, um deles desapareceu, restando apenas um dos dois que tinha instalado. A iniciativa mostra que a sua campanha incluiu uma medida prática para dissuadir a deposição de lixo, além da remoção física dos resíduos da água.

O que a autarquia retirou e o que ficou

A autarquia de Biaora destacou uma equipa e trabalhadores de saneamento para o rio após as imersões de ídolos durante o Navratri. Os responsáveis afirmaram que os restos submersos dos ídolos tinham sido retirados e que a limpeza fora concluída durante a noite.

Mais de 75 grandes ídolos de Durga foram imersos entre 19 e 21 de outubro, com devotos vindos de Biaora, de zonas rurais próximas e de outras partes do distrito. Mais de 50 trabalhadores municipais de saneamento iniciaram a operação especial de limpeza na noite de quarta-feira e trabalharam durante toda a noite, retirando do rio restos de ídolos e outro lixo, além de limparem a zona envolvente. Ikrar Ahmed, responsável máximo da autarquia, afirmou que esta realizava campanhas de limpeza de forma contínua.

As condições descritas no local das imersões apontavam para um resultado mais limitado: os restos dos ídolos tinham sido retirados, mas os materiais de culto continuavam no rio. Esses materiais poderiam apodrecer na água. As imersões de ídolos prolongaram-se também até tarde na quarta-feira, criando a possibilidade de entrarem mais resíduos na água depois de os trabalhadores terem removido uma acumulação anterior.

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Pawan Kushwaha, representante do deputado da região, afirmou que pessoas da cidade ou de aldeias próximas poderiam ter feito novas imersões depois da limpeza. Disse que iria mandar verificar a situação e providenciar uma limpeza rápida, acrescentando que os responsáveis já tinham recebido instruções claras sobre o rio.

A diferença entre retirar os restos dos ídolos e limpar todos os resíduos associados é importante para os residentes e voluntários. A remoção dos objetos maiores deixa ainda trabalho por fazer se as flores, os sacos e outros materiais de culto permanecerem no local. As imersões que continuam também exigem uma recolha posterior, depois de concluído o trabalho inicial.

O administrador de Rajgarh promete um plano mais abrangente

Na quinta-feira à noite, o administrador do distrito de Rajgarh, Girish Mishra, recebeu Choudhary no seu gabinete, elogiou o seu trabalho e garantiu-lhe apoio administrativo. O encontro aconteceu depois de o estudante ter afirmado publicamente que os despejos repetidos o levavam a ponderar abandonar a missão.

Mishra disse que os responsáveis tinham recebido instruções para olhar para além do troço limpo por Choudhary:

Dei instruções aos responsáveis para prepararem um plano de limpeza de todo o rio. Bittu fez um trabalho meritório, não só ao limpar um troço do rio, mas também ao motivar outras pessoas a empreender esforços semelhantes.

Choudhary acolheu com agrado a promessa de apoio da autarquia para dar continuidade ao trabalho. Disse também que a administração distrital e a autarquia de Biaora já o estavam a ajudar, embora algumas pessoas continuassem a despejar resíduos na água.

Os responsáveis descreveram o objetivo mais amplo como sensibilizar a população, incentivar as pessoas a participar no esforço e impedir que se deite lixo nos espaços públicos. Não foi indicada qualquer data de conclusão, orçamento ou calendarização detalhada para o plano de limpeza de todo o rio.

Como se chegou até aqui

A campanha pelo Ajnar passou de um esforço individual para uma discussão mais ampla sobre a atuação municipal e a responsabilidade pública. Os principais acontecimentos são:

  • Choudhary passou oito meses a retirar toneladas de lixo do Ajnar, recorrendo a equipamento básico.
  • Colocou dois caixotes do lixo na margem do rio para dissuadir as pessoas de deitarem lixo no chão; mais tarde, um deles desapareceu.
  • Após o Navratri e o Dussehra, a acumulação de grinaldas, plástico e outros resíduos levou-o a retomar a limpeza.
  • Os seus comentários sobre a possibilidade de desistir tornaram-se públicos a 22 de outubro.
  • Na quinta-feira à noite, o administrador Girish Mishra reuniu-se com ele e prometeu apoio, dando instruções aos responsáveis para prepararem um plano para todo o rio.
  • No seu mais recente vídeo no Instagram, um homem numa ponte pareceu atirar um saco de lixo para a zona onde Choudhary trabalhava.
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A sequência revela um problema prático recorrente: um troço pode ser limpo, mas o seu estado depende do que entra na água depois. O regresso de Choudhary após as festividades e o trabalho da autarquia durante as imersões fazem parte da mesma tarefa contínua.

Indignação pública e atenção internacional

O vídeo de Choudhary gerou reações indignadas nas redes sociais contra o ato de deitar lixo junto de alguém que o está a recolher. Os espectadores criticaram a falta de civismo e de empatia, enquanto outros o elogiaram por continuar apesar dos sucessivos contratempos.

O seu trabalho anterior já tinha chamado a atenção fora da Índia, incluindo a de Boyan Slat, fundador da The Ocean Cleanup, uma organização ambiental sediada nos Países Baixos, que lhe ofereceu um emprego. Esse reconhecimento deu muito maior visibilidade internacional a uma campanha local centrada num rio de Biaora.

Para Choudhary, porém, o reconhecimento tem vindo acompanhado da necessidade de repetir trabalho já feito. O vídeo mais recente mostra estas duas realidades lado a lado: um jovem voluntário cuja perseverança atraiu interesse internacional continua a recolher lixo quotidiano enquanto, nas proximidades, outras pessoas deitam mais resíduos.

Quem mantém o rio limpo entre as recolhas?

Choudhary tem afirmado repetidamente que a tarefa não pode ficar a seu cargo. No seu mais recente apelo, pediu aos residentes que partilhassem a responsabilidade pela linha de água:

A limpeza do rio é responsabilidade de todos nós, não apenas minha.

Biaora já conta com vários participantes neste esforço: o estudante e outros voluntários, os trabalhadores municipais de saneamento, os responsáveis distritais e os residentes que utilizam a margem do rio. As ações de cada um influenciam diferentes fases do mesmo problema, desde o local onde o lixo é deixado até ao momento em que é recolhido e removido.

O plano proposto pelo administrador alarga a área de limpeza prevista: de um troço recuperado para todo o rio. A limpeza após as festividades mostra também por que razão é preciso manter a atenção depois de uma única operação de recolha, sobretudo quando as imersões prosseguem e há materiais mais pequenos que permanecem na água.

O pedido imediato de Choudhary é mais simples do que um novo plano: as pessoas devem deixar de acrescentar lixo enquanto outras trabalham para o retirar. O apoio administrativo pode garantir trabalhadores e organização, enquanto os residentes determinam a quantidade de novos resíduos que esses trabalhadores e voluntários terão de enfrentar na próxima visita.

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Pontos-chave

  • Bittu Tabahi, nome pelo qual é conhecido Surendra Singh Choudhary, regressou para limpar o rio Ajnar depois de se acumularem resíduos do Navratri e do Dussehra.
  • Um homem numa ponte pareceu atirar um saco de lixo para a zona onde trabalhava o jovem de 20 anos.
  • Choudhary passou anteriormente oito meses a retirar toneladas de lixo e instalou dois caixotes na margem do rio, um dos quais desapareceu mais tarde.
  • Mais de 50 trabalhadores municipais de saneamento retiraram restos de ídolos e outro lixo e limparam a zona envolvente durante a noite, após as imersões, mas os materiais de culto permaneceram na água.
  • O administrador de Rajgarh, Girish Mishra, prometeu apoio e ordenou a elaboração de um plano para limpar todo o rio.
  • Choudhary afirma que manter o Ajnar limpo exige a responsabilidade de todos, além de apoio administrativo.
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