Um vasto projeto hídrico enfrenta resistência ao longo do Ken
A ligação dos rios Ken-Betwa promete levar irrigação a Bundelkhand, uma região afetada pela seca, mas a albufeira de Daudhan também submergiria cerca de 9 000 hectares, incluindo 4 141 hectares do Parque Nacional de Panna. Estes números, apresentados numa avaliação ambiental de dezembro de 2012, explicam por que motivo um projeto promovido como uma tábua de salvação para os agricultores se tornou uma disputa em torno das casas, florestas e meios de subsistência que deslocaria.
Índice
- Um vasto projeto hídrico enfrenta resistência ao longo do Ken
- O que promete o plano de engenharia
- Quantas famílias enfrentam a deslocação?
- Porque não pôs fim à disputa o aumento das indemnizações
- Os meios de subsistência não se medem apenas pelas paredes das casas
- Um movimento de protesto que envolve mais do que um projeto
- A perda florestal está documentada, não é hipotética
- O balanço hídrico continua a ser contestado
- Os levantamentos e os processos judiciais continuam por concluir
- Datas que ajudam a explicar a disputa atual
- Pontos principais
A ligação entre Madhya Pradesh e Uttar Pradesh tem um custo anunciado de 44 605 crore de rupias, ou 446,05 mil milhões de rupias. É a primeira grande componente de um programa nacional mais vasto de ligação de rios, cujo custo é estimado em cerca de 87 mil milhões de dólares. O relato dos protestos aponta para um custo de cerca de 4,6 mil milhões de dólares para a componente Ken-Betwa. O programa nacional e este projeto específico são compromissos de despesa distintos, não estimativas concorrentes para o mesmo plano.
Entre os manifestantes está Bitti Bai Kondar, mãe de quatro filhos adultos que protestam ao seu lado. De pé no Ken, com lama espalhada pelo rosto, descreve a ligação à terra que a família cultiva há mais de um século. Diz que a subida das águas associada aos trabalhos do projeto inundou a sua aldeia.
Kondar, uma residente afetada que exige uma indemnização melhor e um lugar onde viver, descreveu a perda nestes termos:
O Governo está a tirar-nos a terra e a água sem nos dar outro lugar para viver.
Mulheres deitadas em piras funerárias simbólicas e residentes de pé dentro de água tornaram visível a disputa sobre a deslocação. No entanto, os protestos nos distritos vizinhos não dizem todos respeito à mesma barragem. Distinguir estes movimentos e separar os pagamentos pela terra da reinstalação efetiva é essencial para compreender o que continua por resolver.
O que promete o plano de engenharia
O resumo da avaliação ambiental da Agência Nacional de Desenvolvimento Hídrico, elaborado pela AFC India Limited em dezembro de 2012, descreve uma barragem perto da aldeia de Daudhan, 2,5 quilómetros a montante do açude de Gangau existente. Propõe uma albufeira com uma capacidade bruta de armazenamento de 2 853 milhões de metros cúbicos e um canal com cerca de 218,7 quilómetros de comprimento, que terminaria em Barwa Sagar.
O canal foi concebido para transportar 1 074 milhões de metros cúbicos por ano, dos quais 591 milhões seriam desviados para o Betwa. Transferir água entre bacias hidrográficas significa transportá-la de um sistema fluvial para outro, em vez de a fazer simplesmente correr a jusante dentro da bacia de origem.
O plano da Fase I de 2012 previa a irrigação anual de 323 000 hectares numa nova área de comando em Madhya Pradesh, 252 000 hectares numa área de comando existente em Uttar Pradesh e 60 294 hectares ao longo do canal. No total, estas categorias abrangem 635 294 hectares. Uma área de comando é a superfície agrícola que uma rede de irrigação foi concebida para servir.
A mesma avaliação previa o fornecimento de água potável a cerca de 1,342 milhões de pessoas e a produção de 78 megawatts de energia hidroelétrica. Descrições mais recentes do projeto apontam para metas superiores: irrigar 904 000 hectares, produzir 103 megawatts de energia hidroelétrica e 27 megawatts de energia solar, além de fornecer quase 194 milhões de metros cúbicos de água potável por ano.
Estas descrições mais recentes incluem também o projeto de Lower Orr, o açude de Kotha, o projeto multipropósito de Bina e a recuperação do sistema de canais do Ken. A diferença de âmbito é importante: os valores da Fase I de 2012 e os totais posteriores do projeto não devem ser tratados como promessas idênticas nem como prova de benefícios já concretizados.
Quantas famílias enfrentam a deslocação?
A avaliação de dezembro de 2012 identifica cerca de 1 585 agregados familiares afetados em dez aldeias abrangidas pela albufeira. Distingue 806 famílias abrangidas pela reinstalação do projeto de 779 agregados familiares em quatro aldeias dentro da Reserva de Tigres de Panna, cuja reinstalação atribui ao Departamento Florestal do Estado, ao abrigo das disposições da Autoridade Nacional para a Conservação do Tigre. Esta separação administrativa não exclui os últimos agregados do custo humano.
Um plano de reinstalação posterior é descrito como identificando 1 913 famílias e 8 339 pessoas em dez aldeias. São mais 328 famílias do que as contabilizadas na avaliação anterior. Outro relato aponta para uma área mais ampla de aquisição de terrenos, abrangendo 7 193 famílias em 21 aldeias, 14 em Chhatarpur e sete em Panna. Estes totais referem-se a períodos ou áreas diferentes e não podem ser somados numa única estimativa de deslocação.
A própria avaliação mais antiga contém uma inconsistência: num trecho, chama a 1 585 o total da população; noutros, identifica esse número como o de agregados familiares e indica uma população de 7 224 pessoas na área estudada. Seria necessário um registo atualizado e reconciliado para determinar o número final de pessoas afetadas.
Os números relativos aos terrenos também exigem cautela. A avaliação indica que a superfície total a submergir pela albufeira é de 9 000 hectares, mas apresenta separadamente 2 171 hectares de terrenos adquiridos para a submersão. Relatos posteriores descrevem o valor menor como terrenos das aldeias dentro da área inundada mais vasta. A avaliação enumera ainda 4 209,67 hectares para o canal, o canal da margem esquerda do Ken e as centrais elétricas, além de 42,37 hectares para uma zona habitacional e equipamentos.
Porque não pôs fim à disputa o aumento das indemnizações
A indemnização pelos terrenos é descrita como sendo de, pelo menos, 1,25 milhões de rupias por hectare, acima da oferta inicial de 500 000 rupias. É 2,5 vezes o valor anterior. A política declarada pelo Governo central consiste em pagar o valor mais elevado entre 1,25 milhões de rupias por hectare e o montante calculado ao abrigo da Lei de 2013 sobre o Direito a uma Indemnização Justa e à Transparência na Aquisição de Terrenos, Reinstalação e Reassentamento.
As casas, árvores, poços e outros bens deverão ser avaliados separadamente. Os relatos referem um pacote especial de setembro de 2023, no valor de 1,25 milhões de rupias por adulto, considerando um casal como uma unidade, e pagamentos pelas casas entre 50 000 e 150 000 rupias. Outra descrição prevê uma ajuda de 700 000 rupias para as famílias elegíveis, com um lote, ou de 1,25 milhões sem lote. Estes relatos descrevem benefícios diferentes; não estabelecem um pagamento uniforme para todos os agregados familiares.
Usha Parmar, a administradora distrital identificada no relato dos protestos, afirmou que já tinha sido paga uma indemnização a mais de 90% das pessoas. Separadamente, o responsável distrital de Chhatarpur, Parth Jaiswal, afirmou que tinham sido desembolsados cerca de 750 crore de rupias e que continuavam por resolver 30 a 35 casos em Daudhan. Nenhuma destas declarações demonstra que todos os bens tenham sido avaliados corretamente ou que as habitações e os serviços de substituição estivessem prontos.
Os residentes referem nomes omitidos, classificações contestadas dos agregados familiares e pagamentos inferiores aos custos de substituição. Sonu Saur, de Sukvaha, diz ter recebido um milhão de rupias por dois acres, quando os terrenos nas proximidades eram vendidos a 1,2 milhões de rupias por acre. Segundo os seus cálculos, comprar dois acres equivalentes custaria 2,4 milhões de rupias. Essa comparação é o relato de um residente sobre os preços locais, não uma avaliação de mercado verificada.
Vinod Ahirwar, de Kadwara, diz que uma casa cuja construção custou cerca de um milhão de rupias foi avaliada em 131 000 rupias. Outros manifestantes exigem tratamento igual para mulheres e homens e investigações sobre alegados pagamentos a pessoas que não vivem nas aldeias afetadas. Estas alegações são distintas de conclusões comprovadas de irregularidades.
Os meios de subsistência não se medem apenas pelas paredes das casas
A avaliação de 2012 concluiu que as atividades ligadas à agricultura representavam quase 90% do rendimento dos agregados familiares afetados, enquanto os produtos florestais não lenhosos contribuíam com outros 8%. O trabalho agrícola representava cerca de 56,38% da população ativa e o cultivo, 38%. A deslocação ameaça, por isso, o acesso ao trabalho e aos recursos, além da propriedade dos edifícios.
Bhagwati Saur, residente em Mainari, diz que a família tem cerca de cinco acres com mangueiras, árvores de mahua e goiabeiras, mas que, na altura da entrevista, não tinha recebido qualquer indemnização nem uma notificação relacionada. Outros residentes dizem que os levantamentos não contabilizaram casas, filhos adultos ou familiares idosos. Estas omissões podem determinar se uma família tem direito a um apoio de reinstalação independente.
Dhaniram Bhatnagar, sacerdote local, diz que o templo onde trabalhava ficou submerso e que a indemnização contemplou a sua casa, mas não a perda de rendimento:
O templo era a minha única fonte de rendimento e agora desapareceu.
A avaliação ambiental reconheceu que os templos locais seriam afetados e sugeriu que poderiam ser reconstruídos nas novas colónias de reassentamento. No entanto, reconstruir um templo não demonstra, por si só, que o rendimento de um sacerdote ou a comunidade que o sustentava tenham sido restabelecidos.
Os residentes a quem foram oferecidos lotes em Kawar Karondiya, a cerca de 25 a 30 quilómetros de Daudhan por estrada, enfrentam, segundo relatos, um abastecimento de água insuficiente. Pagam 500 rupias por uma entrega de 5 000 litros por camião-cisterna. Uma ordem de reassentamento de 4 de outubro de 2023 prevê serviços como água, cuidados de saúde e escolaridade. A dependência dos camiões-cisterna descrita nos relatos mostra por que motivo os registos de pagamentos e a reinstalação concluída são medidas diferentes.
Um movimento de protesto que envolve mais do que um projeto
Os protestos contra o projeto Ken-Betwa incluíram, em 2023, uma vigília de 18 dias com piras funerárias simbólicas, greves de fome e manifestações em 2026. Os residentes exigem terrenos agrícolas de substituição, incluindo três acres por família deslocada, e que a elegibilidade abranja quem foi afetado até 2026. São reivindicações, não alterações confirmadas à política de indemnizações.
Os relatos sobre Daudhan descrevem demolições a 13 de maio de 2026. As autoridades afirmam ter removido casas de pessoas que já se tinham mudado e estruturas desocupadas em terrenos públicos. Os aldeões alegam que não receberam aviso adequado. Um relato de 8 de julho descreve também alegadas deslocações forçadas e demolições durante a monção, bem como exigências de um reassentamento justo.
A 19 de julho de 2026, a polícia terá detido o ativista Amit Bhatnagar e outros manifestantes em Kupi, pondo fim a essa fase do protesto. Os residentes descrevem a intervenção como uma tentativa de sufocar o movimento. As diferentes versões das demolições e as alegações de uso da força exigem investigação, em vez de se presumir que qualquer uma delas está comprovada.
Um relato separado, datado de 9 de outubro de 2026, descreve um protesto relacionado com a água no distrito de Panna contra o projeto de irrigação Majhgaon do Governo de Madhya Pradesh. Em Banhari Kalan, a 6 de outubro, mulheres entraram na água e algumas deitaram-se em piras simbólicas. O relato distingue este movimento dos protestos anteriores contra o projeto Ken-Betwa em Chhatarpur. Os métodos e as preocupações com as indemnizações são semelhantes, mas os projetos não devem ser confundidos.
A perda florestal está documentada, não é hipotética
A avaliação de 2012 estima que seriam submersos 5 258 hectares de floresta, incluindo 4 141 hectares do Parque Nacional de Panna. A floresta representa, portanto, cerca de 58,4% dos 9 000 hectares abrangidos pela albufeira. A parte correspondente ao parque nacional representa cerca de 78,8% da floresta afetada.
Em relação à área indicada para o parque, de 54 300 hectares, a avaliação calcula que a redução do habitat seria de 7,67%. Adverte que a formação da albufeira poderia afetar a distribuição dos tigres e representar riscos para as plantas e os animais terrestres. A disputa diz respeito tanto à quantidade de terrenos perdidos como à sua localização dentro de um habitat de vida selvagem.
A avaliação identifica também alterações ao caudal a jusante, à composição química e à temperatura da água. Prevê uma maior recarga das águas subterrâneas nas imediações da albufeira e nas áreas irrigadas, mas alerta para o risco de encharcamento dos solos e salinidade em locais onde, após a monção, o nível freático já se encontra a menos de dois metros da superfície.
A posição do Governo é que os danos ambientais são inevitáveis, mas podem ser reduzidos com medidas como a plantação de árvores e a conservação da vida selvagem. A avaliação prevê 2 915,06 crore de rupias para a florestação compensatória e 3 543,98 crore de rupias para o plano de gestão ambiental. São valores do estudo de 2012, não um registo verificado das despesas atuais ou dos resultados em matéria de conservação.
O balanço hídrico continua a ser contestado
O argumento central do projeto é que a água disponível no Ken pode ajudar a responder à escassez na bacia do Betwa. Himanshu Thakkar, coordenador da Rede do Sul da Ásia sobre Barragens, Rios e Populações, contesta que essa premissa tenha sido demonstrada:
A viabilidade deste projeto está envolta em grandes dúvidas, porque assenta num pressuposto hidrológico: a existência de excedente na bacia do Ken e de défice na bacia do Betwa.
Thakkar acrescenta:
Esse pressuposto nunca foi demonstrado de forma conclusiva.
A avaliação de 2012 regista as dotações previstas no acordo de 25 de agosto de 2005 entre o Governo central, Madhya Pradesh e Uttar Pradesh. Descreve compromissos de 3 387 milhões de metros cúbicos do Ken em Daudhan, excluindo as necessidades ecológicas, dos quais 1 700 milhões de metros cúbicos seriam atribuídos a Uttar Pradesh e 1 687 milhões a Madhya Pradesh.
Acrescenta que o aumento da disponibilidade de água calculado durante a elaboração do relatório detalhado do projeto permitiria a Madhya Pradesh utilizar 2 379,62 milhões de metros cúbicos. O balanço hídrico estimado é, assim, uma questão central: as transferências previstas têm de ser conciliadas com a irrigação existente, o abastecimento de água potável e o caudal necessário para manter o rio.
Uma porta-voz do Governo não respondeu de imediato às perguntas sobre os pressupostos científicos e remeteu para uma declaração de 21 de agosto sobre os benefícios do projeto para Bundelkhand em matéria de irrigação, água potável e energia hidroelétrica. O relato não especifica o ano dessa declaração. A avaliação explica os cálculos do projeto, mas não resolve a contestação de Thakkar quanto à existência de um excedente hídrico fiável.
Os levantamentos e os processos judiciais continuam por concluir
As autoridades ordenaram novas verificações das listas de indemnizações. Em maio de 2026, Jaiswal afirmou que equipas estavam a verificar os nomes omitidos. Vijay Dwivedi, magistrado subdivisional de Bijawar, descreveu pagamentos em 14 aldeias de Chhatarpur, num total de 84 crore de rupias para áreas habitadas e 267 crore para terrenos privados, além de um pacote de 464 crore para 3 718 famílias. Estas categorias não devem ser somadas a outros totais divulgados sem verificar as respetivas datas e o âmbito.
Mais tarde, o responsável distrital Mrinal Meena anunciou a aprovação de 7,37 crore de rupias para 59 pessoas afetadas em cinco aldeias e ordenou outro levantamento. Os relatos não apresentam uma discriminação completa, aldeia a aldeia, das omissões, das inclusões posteriores e das decisões sobre elegibilidade.
No processo Arihant Tiwari v Union of India, caso WP/14875/2026, o Tribunal Superior de Madhya Pradesh pediu uma resposta ao Estado sobre as medidas relativas a um relatório de 2019 da Comissão Central de Poderes, nomeada pelo Supremo Tribunal. A petição diz respeito à Reserva de Tigres de Panna, ao Santuário de Gaviais do Ken e às comunidades deslocadas. A contestação da autorização relativa à vida selvagem passou do Tribunal Nacional Verde para o Supremo Tribunal, que a remeteu à comissão.
O Tribunal Superior recusou criar uma comissão de queixas separada, considerando que isso criaria um sistema paralelo. Recusou também presumir que as diretivas do Supremo Tribunal não tinham sido cumpridas. O pedido de resposta não constitui uma decisão de que o projeto seja ilegal nem resolve as objeções ambientais.
O tribunal pediu esclarecimentos sobre os processos no Supremo Tribunal e uma resposta a uma comunicação de 21 de janeiro de 2022 do Fórum para o Diálogo sobre Políticas relativas a Conflitos da Água na Índia. Segundo o relato sobre o caso de 2026, o processo foi inscrito para 13 de outubro; não é indicado qualquer desfecho posterior. Separadamente, a condição de autorização ambiental divulgada exige que as questões de reabilitação e reassentamento estejam resolvidas antes da entrada em funcionamento.
Datas que ajudam a explicar a disputa atual
O projeto desenvolveu-se ao longo de décadas, enquanto os pacotes de indemnização e os protestos seguiram calendários próprios. Os principais marcos referidos são:
- 25 de agosto de 2005: O Governo central, Madhya Pradesh e Uttar Pradesh acordaram elaborar um relatório detalhado do projeto.
- Dezembro de 2012: A avaliação ambiental da Fase I apresentou os planos de engenharia, as estimativas de deslocação e as perdas florestais.
- 2019: A Comissão Central de Poderes apresentou o seu relatório.
- Dezembro de 2021: O Conselho de Ministros da União aprovou o projeto.
- Setembro e outubro de 2023: Foram anunciados um pacote especial de reassentamento e uma ordem relativa a subsídios e serviços.
- Abril de 2025: Segundo os relatos, a construção ganhou ritmo.
- Maio a julho de 2026: Foram noticiadas demolições, verificações de indemnizações e protestos, seguidos de detenções pela polícia a 19 de julho.
- Outubro de 2026: Foi descrito um protesto separado contra o projeto Majhgaon em Panna, enquanto o processo judicial sobre o projeto Ken-Betwa foi inscrito para 13 de outubro.
O que falta resolver passa por aspetos concretos: um registo verificado das famílias afetadas, avaliações defensáveis dos bens, serviços de reinstalação a funcionar e cumprimento dos requisitos ambientais e de reabilitação. O avanço da construção e o dinheiro desembolsado fazem parte do quadro, mas nenhum deles, por si só, demonstra que os agregados deslocados conseguem reconstruir as suas vidas.
Pontos principais
- O custo anunciado do projeto Ken-Betwa é de 44 605 crore de rupias e o objetivo é transferir água para apoiar Bundelkhand.
- A avaliação de 2012 estima que serão submersos 9 000 hectares, incluindo 4 141 hectares do Parque Nacional de Panna.
- Os números de famílias variam consoante a data e a área abrangida: 1 585 agregados familiares na avaliação mais antiga, 1 913 num plano posterior para a albufeira e 7 193 numa área de aquisição mais ampla.
- Os residentes contestam as listas de elegibilidade, as avaliações dos bens, as indemnizações pelos meios de subsistência e as condições nos locais de reinstalação.
- O protesto em Panna contra o projeto Majhgaon é distinto do movimento contra o projeto Ken-Betwa.
- Segundo os relatos, estão pendentes novos levantamentos e respostas judiciais; não há registo de resultados posteriores do processo nem de uma reinstalação concluída.






