Sushiro alvo de queixas sobre um rato em Wuhan, enquanto registos de Hangzhou revelam falhas de higiene repetidas

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Clientes relatam rato vivo numa passadeira de sushi

Uma cliente da filial da Sushiro em Chuhe Hanjie, em Wuhan, disse ter visto um rato grande e vivo a correr por uma passadeira que transportava comida, por volta das 14h50 de 24 de outubro. Disse que continuavam a colocar comida na passadeira quando saiu, depois das 16h, antes de o restaurante anunciar um encerramento temporário, depois das 17h.

Índice
  1. Clientes relatam rato vivo numa passadeira de sushi
  2. O que aconteceu entre o avistamento e o encerramento?
  3. O que o restaurante disse ter desinfetado
  4. Inspetores de Hangzhou encontraram resíduos em duas visitas
  5. Uma visita em maio revelou novas queixas
  6. O que exige a lei de segurança alimentar
  7. Outras filiais sob escrutínio
  8. Pontos principais

A queixa diz respeito à zona de um restaurante de sushi em passadeira onde os pratos passam à frente dos clientes. Vários clientes disseram ter visto o animal, e alguns afirmaram que este se movia demasiado depressa para conseguirem fotografá-lo.

Na manhã de 26 de outubro, a filial aparecia como temporariamente encerrada numa plataforma online. Às 14h desse dia, a página indicava que estava a funcionar normalmente. Mais tarde, um contacto do restaurante disse que todo o espaço tinha sido desinfetado.

As queixas de Wuhan surgem a par de infrações de higiene documentadas noutra filial da Sushiro, em Hangzhou, onde os inspetores encontraram resíduos de comida nos pratos em duas visitas. O restaurante recebeu uma advertência, uma ordem para corrigir as práticas, a apreensão de 28.446,33 yuans de receitas ilícitas e uma multa de 38.000 yuans.

O ano do incidente em Wuhan não foi especificado. Os registos detalhados da inspeção e da sanção em Hangzhou datam de 2026, pelo que não é possível estabelecer uma sequência única confirmada para os dois casos. Não foi identificada qualquer conclusão das autoridades sobre a queixa relativa ao rato em Wuhan, nem uma autorização oficial para a reabertura.

O que aconteceu entre o avistamento e o encerramento?

A cliente de Wuhan, identificada pelo apelido Chen, disse que entrou no restaurante por volta das 14h30 de 24 de outubro. Cerca de 20 minutos depois, viu o rato passar mesmo à sua frente. Os clientes dos dois lados do balcão reagiram e chamaram a atenção para o animal.

Chen disse que os funcionários lhe disseram que todos os ingredientes da cozinha tinham sido imediatamente deitados fora. Questionou por que razão o restaurante não tinha interrompido o serviço e desinfetado o espaço assim que o animal apareceu na zona de refeições.

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Segundo o relato de Chen, os funcionários responderam que o restaurante fazia uma desinfeção semanal e que não podia pedir a todos os clientes que saíssem de imediato. Disse que continuaram a colocar comida na passadeira até depois das 16h, quando saiu.

O restaurante anulou a conta e ofereceu-lhe uma porção de manga congelada depois de ela ter exposto a situação ao gerente. Um funcionário descreveu o rato como vindo do exterior. Essa explicação não esclareceu por onde entrou na zona de serviço de refeições.

  • 24 de outubro, cerca das 14h30: Chen disse que chegou à filial de Wuhan.
  • 24 de outubro, cerca das 14h50: Disse que viu o rato na passadeira.
  • 24 de outubro, depois das 16h: Disse que ainda estavam a colocar comida na passadeira quando saiu.
  • 24 de outubro, depois das 17h: A filial anunciou um encerramento temporário.
  • 26 de outubro: A página online passou de temporariamente encerrada, de manhã, para em funcionamento normal às 14h.

O que o restaurante disse ter desinfetado

Um contacto obtido através dos dados públicos da filial de Wuhan disse que todo o restaurante tinha sido desinfetado. As respostas iniciais dos funcionários centraram-se em deitar fora os ingredientes da cozinha e no calendário de limpeza semanal da filial.

A preocupação de Chen era mais específica: o animal tinha aparecido onde a comida passava junto dos clientes, enquanto a resposta imediata que lhe foi descrita dizia respeito aos ingredientes na cozinha. Assim, o seu relato coloca no centro da queixa a passadeira, a zona de refeições e o momento do encerramento.

Uma passadeira liga a preparação dos alimentos à zona onde se sentam os clientes. A limpeza depois de um animal entrar nesse espaço envolve as superfícies em que poderá ter tocado, bem como decisões sobre os alimentos expostos ao longo do seu percurso. Para os clientes, a questão prática era o que aconteceu aos pratos que continuavam a circular enquanto o serviço prosseguia.

A anulação da conta e a manga resolveram a questão da compra de Chen. A declaração do restaurante sobre a desinfeção referiu-se às instalações. Para compreender a resposta, os clientes precisam de saber tanto quando foi feita a limpeza como o que aconteceu aos alimentos durante o intervalo que ela descreveu.

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Inspetores de Hangzhou encontraram resíduos em duas visitas

O caso de Hangzhou inclui dados detalhados das inspeções. A decisão de sanção administrativa Hang Xiao Shi Jian Chu Fa [2026] No. 568 dizia respeito à First Xiaoshan Branch da Beijing Sushiro Catering Co., que explora o restaurante no Xiaoshan MixC.

Em 5 de janeiro de 2026, os reguladores do mercado de Xiaoshan inspecionaram 10 tabuleiros de alumínio na zona de sashimi. Todos apresentavam marcas de água e resíduos de comida significativos. Os inspetores verificaram também 20 pratos na zona de expedição dos alimentos e encontraram resíduos de comida em 10.

Numa nova inspeção, em 5 de fevereiro, foram encontrados vestígios de arroz ou outros resíduos em seis dos 10 artigos verificados. Em termos simples, metade dos 20 pratos de expedição examinados em janeiro estavam sujos e, dos 10 artigos examinados na visita de fevereiro, seis ainda apresentavam resíduos visíveis.

A decisão registou também que a filial tinha confecionado e vendido bolos mille crepe de manga, bolos mille crepe de morango e cheesecake sem a autorização necessária para essa categoria de pastelaria fria preparada. Os inspetores identificaram ainda falhas na gestão de uma sala designada para a preparação de alimentos na cozinha.

A sanção, aplicada em 27 de abril, combinou uma multa de 38.000 yuans com a apreensão de 28.446,33 yuans de receitas ilícitas, num total de 66.446,33 yuans. Os reguladores emitiram também uma advertência e ordenaram que fossem corrigidas as falhas. A apreensão retira receitas que as autoridades classificam como obtidas ilegalmente; a multa é uma sanção financeira adicional.

Uma visita em maio revelou novas queixas

Uma visita ao restaurante do Xiaoshan MixC, em 21 de maio de 2026, constatou que as três sobremesas mencionadas na decisão de sanção tinham sido retiradas do menu de pedidos. As verificações de copos e pratos durante a mesma visita deram origem a novas queixas de higiene.

Segundo o relato, quatro dos cinco copos examinados numa mesa estavam gordurosos por dentro, e limpá-los com guardanapos do restaurante deixou marcas de óleo visíveis. Um pequeno prato para condimentos também apresentava sinais de limpeza incompleta. Os pratos que chegaram com a comida tinham gordura nas superfícies exteriores ou molho seco à volta das bordas.

Um objeto não identificado, com o que pareciam ser antenas, foi encontrado preso à base de um tabuleiro por baixo de uma taça com ovo onsen. O gerente sugeriu que poderia ser uma alga. Os pratos e o tabuleiro tinham sido recolhidos pelos funcionários da cozinha antes de poderem ser guardados para análise.

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O gerente disse que o restaurante tinha concluído as correções após a sanção e estava a funcionar de acordo com os procedimentos. Atribuiu a gordura no exterior dos pratos às luvas usadas pelos funcionários da cozinha ao manusearem pratos gordurosos e reconheceu que alguns utensílios poderiam sair da máquina de lavar loiça com resíduos.

Questionado sobre uma verificação adicional após a lavagem na máquina, o gerente disse que havia funcionários da cozinha presentes. Rejeitou a sugestão de que o interior dos copos estivesse gorduroso e recusou o pedido para inspecionar a loiça noutro lugar escolhido aleatoriamente.

O que exige a lei de segurança alimentar

Liu Xiaoyu, advogado em exercício no escritório de advogados Jiangsu Lutai, disse que a falta de lavagem adequada da loiça violava o artigo 33.º, n.º 1, alínea 5, da Lei de Segurança Alimentar da China. Essa disposição exige a limpeza e desinfeção da loiça e dos utensílios, bem como a limpeza dos recipientes utilizados para alimentos consumidos diretamente.

O requisito diz respeito a uma etapa quotidiana entre um cliente e o seguinte: retirar os restos de comida e tratar devidamente os utensílios antes de voltarem a ser utilizados. A máquina de lavar loiça faz parte desse processo, enquanto a verificação da loiça lavada ajuda a identificar os artigos que precisam de ser lavados novamente.

Liu disse que infrações repetidas às normas de higiene poderiam levar a sanções mais pesadas e a medidas como reuniões dos reguladores com os operadores e advertências públicas. Aconselhou também os clientes que encontrem loiça suja ou objetos estranhos a fotografar ou filmar o problema, guardar os recibos e os comprovativos de pagamento e comunicá-lo ao restaurante.

Se a situação continuar por resolver, os clientes podem apresentar as provas às autoridades de supervisão do mercado, disse. Manter o objeto ou o prato disponível para análise também pode ajudar a resolver divergências como a que surgiu sobre o material preso ao tabuleiro de Hangzhou.

Outras filiais sob escrutínio

A Sushiro pertence à cotada japonesa FOOD & LIFE COMPANIES. Abriu o primeiro restaurante na China continental em Guangzhou, em setembro de 2021, e expandiu-se posteriormente para mais de 20 cidades. O serviço em passadeira e os preços atraíram filas consideráveis em alguns locais, incluindo em Hangzhou.

As sanções anteriores envolveram filiais de Pequim. Em junho de 2025, um restaurante no distrito de Xicheng foi multado em 3.000 yuans depois de ter sido encontrado um inseto num ramen. Em outubro de 2025, uma segunda filial no distrito de Haidian recebeu uma multa de 1.000 yuans por violação da Lei de Segurança Alimentar.

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Em março de 2026, um cliente queixou-se de que o sashimi de atum na filial de Mentougou Chang'an Tianjie parecia conter ovos de parasitas. Os reguladores do mercado abriram uma investigação. Clientes também descreveram diarreia, vómitos e doença intestinal aguda após refeições em restaurantes da Sushiro; esses relatos exigem análise médica e regulatória para determinar a causa.

Depois de receberem as conclusões da visita a Hangzhou de 21 de maio, as autoridades de supervisão do mercado disseram ter organizado inspeções a todas as filiais nas respetivas jurisdições. As verificações incidirão na higiene da loiça e no cumprimento dos procedimentos exigidos na preparação dos alimentos.

O teste concreto para essas inspeções é saber se a utilização de loiça limpa e o cumprimento das regras de preparação se tornam práticas habituais. A queixa de Wuhan centra-se na entrada de um animal na zona de serviço e na resposta antes do encerramento. Os registos de Hangzhou revelam um problema operacional diferente: resíduos persistentes na loiça em inspeções repetidas, seguidos de novas queixas depois de o restaurante ter afirmado que as falhas estavam corrigidas.

Pontos principais

  • Uma cliente em Wuhan disse ter visto um rato vivo na passadeira da Sushiro em Chuhe Hanjie, por volta das 14h50 de 24 de outubro.
  • Disse que ainda havia comida na passadeira depois das 16h; a filial anunciou um encerramento temporário depois das 17h.
  • Mais tarde, a filial de Wuhan disse que todo o restaurante tinha sido desinfetado.
  • Inspetores de Hangzhou encontraram resíduos de comida em visitas realizadas em janeiro e fevereiro de 2026.
  • A filial de Hangzhou recebeu uma multa de 38.000 yuans e viu serem-lhe apreendidos 28.446,33 yuans de receitas ilícitas.
  • Seguiram-se novas queixas sobre a loiça em maio, e os reguladores anunciaram inspeções centradas na higiene e na preparação dos alimentos.
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