Construtores automóveis chineses apostam nos híbridos à medida que o mercado de automóveis elétricos do Vietname cresce

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Chinese Carmakers Bet on Hybrids as Vietnam's Electric Car Market Expands

Novos modelos colocam o preço e o acesso ao carregamento no centro da concorrência

O novo híbrido ZS da MG custa 668 milhões de dong; o J5 da Jaecoo está disponível nas versões a gasolina, híbrida e elétrica, por preços entre 599 milhões e 749 milhões de dong; e a BYD está a preparar o Sealion 5, um híbrido plug-in cujo preço deverá ficar abaixo dos 790 milhões de dong na versão topo de gama. Os construtores automóveis chineses estão a alargar a oferta no Vietname, com os híbridos a proporcionarem uma forma de atrair compradores que querem reduzir o consumo de combustível sem depender totalmente dos postos de carregamento públicos.

Índice
  1. Novos modelos colocam o preço e o acesso ao carregamento no centro da concorrência
  2. Um mercado em crescimento, com os automóveis elétricos a conquistar a maior fatia
  3. A MG faz da poupança de combustível o principal argumento do seu SUV
  4. Jaecoo e BYD seguem caminhos diferentes para chegar aos compradores de híbridos
  5. A Wuling alarga a oferta elétrica a vários orçamentos
  6. Darion e Lynk & Co enfrentam concorrentes elétricos já estabelecidos
  7. A expansão do carregamento e o fim de um incentivo fiscal influenciam a escolha
  8. O serviço pós-venda será importante depois dos lançamentos
  9. Pontos principais

Os lançamentos chegam numa altura em que os veículos eletrificados conquistam uma fatia cada vez maior das vendas no Vietname. Os automóveis elétricos a bateria e os híbridos representaram, em conjunto, 39,1% das vendas de veículos novos registadas nos primeiros nove meses de 2026, face a cerca de 17,1% no mesmo período de 2024. Os veículos elétricos a bateria foram responsáveis pela maior parte desse aumento.

As marcas chinesas enfrentam condições concorrenciais distintas em cada categoria. A Toyota lidera as vendas registadas de híbridos, enquanto a VinFast domina as entregas de veículos elétricos. Os novos operadores têm de competir com essas posições consolidadas, ao mesmo tempo que criam redes de concessionários e serviços de reparação e conquistam a confiança nos seus produtos.

Estão a chegar modelos totalmente elétricos a vários preços, desde o Mini EV Macaron da Wuling, por 279 milhões de dong, até ao Lynk & Co 02, por 818 milhões a 898 milhões de dong. As perspetivas destes modelos dependem, em parte, de os condutores conseguirem encontrar postos de carregamento convenientes em casa, perto do trabalho ou nos percursos habituais.

Os híbridos oferecem uma forma mais imediata de chegar aos compradores preocupados com essa dificuldade prática. Ainda assim, há diferenças importantes dentro desta categoria: o ZS da MG usa um sistema híbrido que não necessita de carregamento externo, enquanto o Sealion 5 que a BYD planeia lançar pode ser ligado à corrente e também dispõe de motor a gasolina para viagens mais longas.

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Um mercado em crescimento, com os automóveis elétricos a conquistar a maior fatia

Os membros da Associação de Fabricantes Automóveis do Vietname venderam 35.094 veículos em setembro de 2026, mais 38% do que em agosto e mais 14% do que um ano antes. Somando os 3.872 veículos da Hyundai Thanh Cong e os 23.624 da VinFast, o total combinado de setembro ascendeu a 62.590.

As promoções, as compras adiadas durante o tradicional Mês dos Fantasmas, em agosto, e as entregas de encomendas anteriores ajudaram a trazer os clientes de volta em setembro. Nos primeiros nove meses, o total de veículos novos reportado chegou a 498.923, incluindo 282.029 vendidos por membros da VAMA, um aumento de 12% neste grupo.

As vendas de veículos elétricos a bateria chegaram a 177.779 nos primeiros nove meses, uma subida de cerca de 72% face ao ano anterior. Os híbridos ligeiros e os híbridos convencionais somaram 16.057 unidades, mais 64%. As vendas de veículos a gasolina e a gasóleo também cresceram, 8,6%, mas a sua quota diminuiu à medida que os modelos eletrificados avançaram mais depressa.

A quota registada dos veículos elétricos a bateria passou de 15,1% nos primeiros nove meses de 2024 para 35,9% no mesmo período de 2026. A dos híbridos subiu de 2% para 3,2%, enquanto a dos veículos a gasolina e a gasóleo caiu de 82,8% para 60,9%.

Os dados da PwC relativos aos veículos de passageiros apontam para a mesma tendência num período diferente: os veículos elétricos e híbridos representaram cerca de 44% das vendas no primeiro semestre de 2026, com mais de 127.000 unidades vendidas. A quota anual correspondente foi de 22% em 2024 e de 36% em 2025. A divulgação dos dados de vendas continua incompleta, uma vez que várias marcas chinesas e de luxo não publicam os totais relativos ao Vietname.

A MG faz da poupança de combustível o principal argumento do seu SUV

A MG apresentou o novo ZS híbrido e o MG GT, um modelo de quatro portas, a 16 de outubro de 2026. O ZS combina um motor a gasolina de 1,5 litros, um motor elétrico e uma bateria com capacidade de 1,83 quilowatt-hora, produzindo uma potência combinada de 197 cavalos.

A MG anuncia um consumo de combustível em ciclo combinado de 4,53 litros por 100 quilómetros. A esse ritmo, uma viagem de 1.000 quilómetros consumiria 45,3 litros de gasolina. O consumo real depende do trânsito, da velocidade, da carga e das condições de condução.

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O ZS híbrido recupera energia durante a desaceleração e combina o motor a gasolina com o motor elétrico para gerir o consumo. A pequena bateria complementa o motor a gasolina, sem obrigar os condutores a planear visitas a postos de carregamento. É, por isso, uma proposta de utilização diferente da de um SUV totalmente elétrico.

A MG anuncia o ZS por 668 milhões de dong, com um subsídio de combustível no valor de 20 milhões de dong. O equipamento inclui um ecrã central de 12,3 polegadas, um ecrã de instrumentos de 7 polegadas e sistemas de assistência à condução. A empresa anuncia uma aceleração dos zero aos 100 quilómetros por hora em 8,7 segundos.

O ZS da geração anterior já tinha demonstrado algum sucesso comercial durante as campanhas de escoamento de stock. Foram vendidas, segundo informações divulgadas, quase 1.300 unidades nos primeiros oito meses do ano, face a cerca de 780 berlinas MG5, o que coloca o volume do ZS em aproximadamente 1,7 vezes o do MG5. O novo híbrido dá à MG um produto renovado numa categoria em que já conseguiu atrair compradores.

A MG também disputa os clientes que continuam a preferir motores convencionais. O novo GT custa 512 milhões de dong na versão Luxury e 586 milhões na versão Premium, com uma campanha de lançamento que cobre metade do custo de registo. A oferta mais ampla permite à MG chegar tanto a compradores centrados no preço de aquisição como àqueles que estão dispostos a pagar mais pela tecnologia híbrida.

Jaecoo e BYD seguem caminhos diferentes para chegar aos compradores de híbridos

O J5 da Jaecoo está disponível nas versões a gasolina, híbrida e totalmente elétrica, por preços entre 599 milhões e 749 milhões de dong. Oferecer várias opções de motorização sob o mesmo nome de modelo permite à marca servir compradores com diferentes condições de carregamento e orçamentos.

O J5 é também o primeiro modelo da Jaecoo montado na fábrica da Omoda & Jaecoo em Hung Yen. A montagem local dá à marca uma presença produtiva no Vietname, enquanto procura estabelecer uma atividade duradoura ao lado dos concorrentes que importam os seus veículos.

O Sealion 5 da BYD posiciona-se como um SUV híbrido plug-in mais acessível do que o Sealion 6. Prevê-se que a versão topo de gama custe menos de 790 milhões de dong, com uma autonomia combinada anunciada superior a 1.000 quilómetros quando a bateria e o depósito de gasolina estão cheios.

Um híbrido plug-in tem uma bateria que pode ser carregada a partir de uma fonte de eletricidade externa e um motor a gasolina que permite continuar a viagem. A distância anunciada para o Sealion 5 combina as duas fontes de energia. Quem carregar o veículo com regularidade pode usar eletricidade em parte das deslocações, enquanto a gasolina proporciona flexibilidade em viagens mais longas.

A BYD planeava apresentar o modelo no Vietname em outubro de 2026, sem indicar uma data concreta no anúncio. O preço previsto e o posicionamento como SUV prático poderão dar ao Sealion 5 um papel comercial mais importante do que o do Sealion 6, mais caro.

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A Wuling alarga a oferta elétrica a vários orçamentos

A Wuling e a distribuidora TMT Group apresentaram quatro modelos elétricos a 16 de outubro: o Mini EV Macaron, o Bingo 2026, o Grango e o Darion. Em conjunto, abrangem desde automóveis urbanos compactos a um hatchback e veículos pensados para famílias ou para o transporte de passageiros.

O Mini EV Macaron custa a partir de 279 milhões de dong na versão com uma autonomia anunciada de 205 quilómetros. A versão com autonomia anunciada de 300 quilómetros custa 339 milhões de dong. As dimensões compactas colocam-no no segmento urbano da gama Wuling.

O Bingo 2026 de cinco lugares custa 409 milhões de dong na versão Base e 469 milhões na versão Plus, ambas com uma autonomia anunciada de 333 quilómetros. A versão Max, por 499 milhões de dong, anuncia 410 quilómetros. O equipamento inclui uma bateria de fosfato de ferro-lítio, carregamento rápido CCS2, um sistema de câmaras que mostra o que rodeia o veículo e dois ecrãs de 10,25 polegadas.

CCS2 é a norma de conector de carregamento usada nos equipamentos de carregamento rápido compatíveis. Para os compradores, a vantagem prática depende da existência de postos acessíveis que possam ser usados pelo veículo e que estejam disponíveis quando necessário.

O Grango, com um preço de 519 milhões de dong, tem sete lugares e uma autonomia aproximada de 300 quilómetros. A aposta no transporte de passageiros poderá fazer dele o principal modelo de grande volume da Wuling, sobretudo entre operadores que comparam o preço de aquisição com as receitas que um veículo pode gerar.

As opções de carregamento são particularmente importantes para esses operadores. Um veículo que transporte passageiros ao longo do dia precisa de um equilíbrio viável entre condução, carregamento e espera. O plano da TMT, que combina veículos Wuling, carregamento TMT EGreen e medidas destinadas às empresas de transporte, responde a essas necessidades interligadas.

Darion e Lynk & Co enfrentam concorrentes elétricos já estabelecidos

O Darion da Wuling entra num segmento mais caro do mercado. A versão Eco custa 769 milhões de dong e anuncia uma autonomia de 450 quilómetros, enquanto a Luxury custa 839 milhões e anuncia 500 quilómetros.

O Darion de sete lugares tem portas deslizantes elétricas em ambos os lados e uma configuração de dois lugares na primeira fila, dois na segunda e três na terceira. A capacidade da bagageira pode ultrapassar os 1.200 litros. As portas deslizantes são uma vantagem prática para os passageiros que entram e saem em espaços apertados.

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O Darion concorre com o Limo Green e o VF MPV 7 da VinFast, bem como com o M6 da BYD. O seu preço fica bem acima dos modelos mais pequenos da Wuling e do Grango, o que torna a qualidade do serviço e a confiança na marca importantes, a par dos lugares e do equipamento.

O 02, o primeiro SUV totalmente elétrico da Lynk & Co, custa entre 818 milhões e 898 milhões de dong. O acesso ao carregamento continua a ser uma preocupação para os potenciais compradores, e a expansão da rede de carregamento VETC poderá aumentar a utilidade do modelo.

A VinFast representa um desafio concorrencial significativo em todo o mercado elétrico. Em setembro, reportou 23.624 entregas, cerca de 37,7% do total combinado de 62.590 veículos, e colocou seis modelos entre os dez mais vendidos do mês. A gama de produtos, os incentivos às vendas e o carregamento gratuito da marca influenciam as expectativas dos compradores face às marcas concorrentes de veículos elétricos.

A expansão do carregamento e o fim de um incentivo fiscal influenciam a escolha

A TMT Group definiu como objetivo concluir, até 2030, a instalação de 30.000 postos de carregamento com 60.000 conectores CCS2 em todo o país. Isso corresponderia a uma média de dois conectores por posto. Segundo informações divulgadas, já foram concluídas centenas de instalações em 15 províncias.

O objetivo revela a dimensão das ambições da TMT, enquanto as localizações já em funcionamento determinam onde os clientes podem carregar hoje. A estratégia integrada de veículos, carregamento e transporte é particularmente relevante para o Grango e o Darion da Wuling, cujos potenciais clientes incluem operadores com utilização diária frequente.

Os automóveis elétricos a bateria também beneficiam de um incentivo no registo. O Decreto n.º 51/2025/ND-CP mantém em 0% a taxa do primeiro registo até 28 de fevereiro de 2027. A isenção reduz uma despesa inicial de aquisição para os automóveis elétricos elegíveis durante a atual campanha de vendas.

Os híbridos estão a atrair compradores num segmento registado muito mais pequeno. A Toyota vendeu 11.297 híbridos convencionais nos primeiros três trimestres de 2026, cerca de 70% das vendas registadas de híbridos, com o Corolla Cross a liderar a categoria.

As marcas chinesas enfrentam, por isso, concorrentes estabelecidos nos dois mercados. A Honda começou a operar uma fábrica de montagem de híbridos no Vietname no início de 2026, enquanto se previa que a Toyota começasse a montagem local de híbridos no início de 2027. A MG, a Jaecoo e a BYD entram num segmento em que a concorrência vai além do preço do mais recente lançamento.

O serviço pós-venda será importante depois dos lançamentos

A MG planeia abrir mais oito concessionários no quarto trimestre de 2026 e anunciou uma garantia de dez anos para os modelos acabados de lançar. Uma rede mais ampla poderá facilitar a manutenção de rotina e as reparações para clientes que vivem fora das zonas atualmente cobertas.

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A cobertura da rede de concessionários, o fornecimento de peças sobresselentes, a qualidade das reparações e o valor de revenda influenciarão a receção destes novos modelos ao longo do tempo. Uma garantia longa define um período de proteção anunciado aos compradores, mas as condições de cobertura e a possibilidade de obter reparações também moldam a experiência de utilização.

Os próximos marcos no Vietname dão relevo a esses compromissos:

  • 16 de outubro de 2026: a MG apresentou o ZS híbrido e o GT, enquanto a Wuling e a TMT apresentaram quatro modelos elétricos.
  • Quarto trimestre de 2026: a MG planeia abrir mais oito concessionários.
  • Início de 2027: prevê-se que a Toyota comece a montar híbridos localmente.
  • 28 de fevereiro de 2027: está previsto o fim da atual taxa de 0% para o primeiro registo de automóveis elétricos a bateria.
  • 2030: a TMT pretende instalar 30.000 postos de carregamento com 60.000 conectores CCS2 em todo o país.

Os híbridos dão aos fabricantes chineses uma forma de chegar a clientes que querem assistência elétrica, mantendo o acesso fácil à gasolina. Os automóveis totalmente elétricos oferecem agora mais opções de preços e carroçarias, mas o seu apelo continua estreitamente ligado à conveniência do carregamento. Em última análise, ambas as estratégias dependem de um apoio fiável após a compra.

Pontos principais

  • O ZS híbrido da MG custa 668 milhões de dong, enquanto o J5 da Jaecoo oferece opções a gasolina, híbrida e elétrica por preços entre 599 milhões e 749 milhões de dong.
  • Prevê-se que a versão topo de gama do Sealion 5 híbrido plug-in que a BYD planeia lançar custe menos de 790 milhões de dong.
  • A gama elétrica alargada da Wuling vai do Mini EV Macaron, por 279 milhões de dong, ao Darion Luxury, por 839 milhões.
  • Os veículos eletrificados representaram 39,1% das vendas de veículos novos registadas nos primeiros nove meses de 2026.
  • A VinFast lidera as entregas de veículos elétricos, enquanto a Toyota representa cerca de 70% das vendas registadas de híbridos.
  • O acesso ao carregamento, a rede de concessionários, as peças sobresselentes e os serviços de reparação ajudarão a determinar se os novos lançamentos se tornam sucessos comerciais duradouros.
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