Sri Lanka aprova três dias de cortes de energia após avaria em Lakvijaya

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Sri Lanka Approves Three Days of Power Cuts After Lakvijaya Breakdown

Uma hora sem eletricidade para cada um de quatro grupos rotativos

A Comissão de Serviços Públicos do Sri Lanka aprovou cortes rotativos de eletricidade de uma hora por dia para 19, 20 e 21 de outubro, depois de uma avaria ter deixado a Central Elétrica de Lakvijaya indisponível. O Conselho de Eletricidade do Ceilão (CEB) divulgou horários que dividem o país em quatro grupos, com interrupções entre as 16h30 e as 21h00.

Índice
  1. Uma hora sem eletricidade para cada um de quatro grupos rotativos
  2. Como o pedido se tornou num horário aprovado
  3. 19 de outubro: Grupo 1 começa primeiro
  4. 20 de outubro: Grupo 4 passa para o horário mais cedo
  5. 21 de outubro: Grupo 3 começa primeiro
  6. Porque pode o nome de uma localidade surgir em mais de um grupo
  7. Porque é que a perda de Lakvijaya cria um défice de abastecimento
  8. O tempo de reparação e a energia de substituição continuam a ser determinantes
  9. Pontos principais

O horário do CEB indica que as datas são 19 a 21 de outubro de 2026. Cada grupo tem um período de início diferente em cada dia, estando previsto que a eletricidade seja reposta uma hora após o início do corte. Os cortes serão aplicados se for necessário gerir a procura, por a produção disponível não ser suficiente para a satisfazer.

O especialista em energia Dr. Vidura Ralapanawa afirmou que as três unidades geradoras da central a carvão de Norochcholai tinham deixado de funcionar, retirando cerca de 900 megawatts da rede nacional. Estimou que a reposição da primeira unidade poderá demorar pelo menos quatro a cinco dias, mais do que os três dias abrangidos pelo horário de interrupções aprovado.

Para as famílias e as empresas, a questão imediata é saber a que grupo pertencem e qual é o período de início diário do corte. Uma localidade indicada para um corte com início entre as 16h30 e as 17h00 ficará uma hora sem eletricidade, estando a reposição prevista para o período entre as 17h30 e as 18h00.

O CEB também alertou que as horas efetivas de corte e de reposição podem variar até 30 minutos em relação ao horário. A distribuição pelos grupos pode mudar consoante a procura de eletricidade, a produção disponível e as condições meteorológicas, pelo que os horários publicados não são totalmente certos.

Como o pedido se tornou num horário aprovado

O Operador Nacional do Sistema (NSO) pediu autorização à Comissão de Serviços Públicos do Sri Lanka (PUCSL) e ao Ministério da Energia para realizar as interrupções. O diretor-executivo do NSO, Buddhika Samarasinghe, confirmou que tinha sido pedida autorização para cortes de uma hora em quatro grupos, em cada um dos três dias.

A proposta inicial previa um período noturno entre as 16h30 e as 20h30. O horário do CEB divulgado posteriormente prolonga-se até às 21h00, permitindo repor a eletricidade do último grupo uma hora depois de um corte que comece até às 20h00.

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A PUCSL aprovou o pedido depois de a proposta ter sido anunciada. Responsáveis do Ministério da Energia descreveram a medida como uma forma de manter o equilíbrio da rede e gerir o abastecimento após a recente instabilidade e as interrupções de emergência.

A sequência dos anúncios explica por que motivo algumas informações divulgadas anteriormente indicavam que os cortes ainda aguardavam autorização:

  • Antes da aprovação: O NSO pediu autorização para as interrupções de 19, 20 e 21 de outubro, indicando inicialmente um período entre as 16h30 e as 20h30.
  • Após o pedido: A PUCSL aprovou cortes de uma hora por grupo e por dia, ao longo dos três dias.
  • Para a aplicação: O CEB publicou horários rotativos para os grupos, com cortes e reposição de eletricidade entre as 16h30 e as 21h00.

19 de outubro: Grupo 1 começa primeiro

A 19 de outubro, o Grupo 1 terá o corte mais cedo, seguido dos Grupos 2, 3 e 4. Cada período abaixo corresponde a uma janela de início do corte, seguida da respetiva janela de reposição.

  • Grupo 1: corte entre as 16h30 e as 17h00; reposição entre as 17h30 e as 18h00.
  • Grupo 2: corte entre as 17h30 e as 18h00; reposição entre as 18h30 e as 19h00.
  • Grupo 3: corte entre as 18h30 e as 19h00; reposição entre as 19h30 e as 20h00.
  • Grupo 4: corte entre as 19h30 e as 20h00; reposição entre as 20h30 e as 21h00.

O Grupo 4 terá, por isso, a reposição mais tardia prevista para a primeira noite. Os intervalos de meia hora permitem diferentes horas de corte dentro do grupo, embora a duração prevista de cada interrupção seja de uma hora.

20 de outubro: Grupo 4 passa para o horário mais cedo

A 20 de outubro, o Grupo 4 passa da última para a primeira posição. Os Grupos 1 e 2 ocupam os períodos intermédios, enquanto o Grupo 3 passa para o horário mais tardio.

  • Grupo 4: corte entre as 16h30 e as 17h00; reposição entre as 17h30 e as 18h00.
  • Grupo 1: corte entre as 17h30 e as 18h00; reposição entre as 18h30 e as 19h00.
  • Grupo 2: corte entre as 18h30 e as 19h00; reposição entre as 19h30 e as 20h00.
  • Grupo 3: corte entre as 19h30 e as 20h00; reposição entre as 20h30 e as 21h00.

A rotação altera a parte da noite em que cada grupo fica sem eletricidade. O período de início do Grupo 4, por exemplo, passa para três horas mais cedo do que a 19 de outubro: de entre as 19h30 e as 20h00 para entre as 16h30 e as 17h00.

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21 de outubro: Grupo 3 começa primeiro

A 21 de outubro, o Grupo 3 ocupa o primeiro horário, seguido dos Grupos 4, 1 e 2. Este é o último dia abrangido pela autorização anunciada.

  • Grupo 3: corte entre as 16h30 e as 17h00; reposição entre as 17h30 e as 18h00.
  • Grupo 4: corte entre as 17h30 e as 18h00; reposição entre as 18h30 e as 19h00.
  • Grupo 1: corte entre as 18h30 e as 19h00; reposição entre as 19h30 e as 20h00.
  • Grupo 2: corte entre as 19h30 e as 20h00; reposição entre as 20h30 e as 21h00.

Se as três interrupções diárias forem aplicadas conforme previsto, cada grupo ficará três horas sem eletricidade ao longo do período: uma hora em cada um dos três dias. A alteração da ordem distribui pelos grupos os horários mais cedo e mais tarde da noite.

Porque pode o nome de uma localidade surgir em mais de um grupo

A distribuição das zonas segue as subestações da rede e os números dos alimentadores. Uma subestação da rede encaminha a eletricidade para uma rede local de distribuição, enquanto um alimentador é um circuito que transporta essa eletricidade até um conjunto específico de clientes.

Várias subestações surgem em mais de um grupo porque a distribuição também depende do alimentador em causa. As listas de zonas publicadas incluem os seguintes exemplos:

  • Os Grupos 1 e 4 incluem ambos subestações que servem Ambalangoda, Athurugiriya, Balangoda, Beliatta, Deniyaya, Embilipitiya, Hambantota, Horana, Kalutara, Kurunegala, Matara, Galle, Panadura, Polonnaruwa e Ratnapura.
  • Os Grupos 2 e 3 incluem ambos Ampara, Anuradhapura, Badulla, Biyagama, Chilaw, Chunnakam, Dehiwala, Kelaniya, Kilinochchi, Kolonnawa, Mannar, Nuwara Eliya, Pannipitiya, Ratmalana, Trincomalee e Vavuniya.
  • O Grupo 2 também inclui Katunayake e Puttalam, enquanto o Grupo 3 inclui Monaragala.

Para saber a que interrupção está sujeita, uma família que viva numa zona incluída em dois grupos precisa de conhecer o alimentador a que está ligada. Assim, vizinhos servidos por circuitos diferentes podem ter horários distintos, mesmo que as moradas indiquem o mesmo nome de localidade.

O aviso do CEB sobre possíveis alterações na distribuição acrescenta outra consideração prática. A procura atribuída a cada grupo pode mudar à medida que os operadores respondem à eletricidade disponível no momento.

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Porque é que a perda de Lakvijaya cria um défice de abastecimento

A indisponibilidade de Lakvijaya reduziu a eletricidade a que os operadores podiam recorrer para satisfazer a procura. Ralapanawa estimou a perda em cerca de 900 megawatts, após a paragem das três unidades. Os megawatts medem a capacidade de fornecimento de uma central, e não a quantidade total de eletricidade consumida ao longo de um dia inteiro.

A produção e o consumo têm de se manter em equilíbrio na rede nacional. Quando a eletricidade disponível não chega para satisfazer a procura, desligar temporariamente circuitos selecionados reduz o consumo e ajuda os operadores a gerir o abastecimento restante.

Ralapanawa afirmou que a energia solar ajuda a satisfazer a procura durante o dia, mas alertou que o aumento do consumo poderá dificultar a gestão do abastecimento. A preocupação referia-se ao período mais amplo entre as 7h00 e as 21h00, enquanto os cortes rotativos aprovados se limitam ao período noturno.

O horário noturno é importante porque a produção solar diminui com o cair da noite. A eletricidade necessária para as casas, lojas e outras atividades tem então de provir da produção que continua disponível. A dimensão de qualquer défice depende tanto dessa oferta como da quantidade consumida pelos clientes.

O CEB apontou as condições meteorológicas como outro fator que pode afetar a aplicação dos cortes. Em conjunto com as variações da procura e da produção, isto significa que os operadores decidirão se os cortes aprovados são necessários, tendo em conta as condições do momento.

O tempo de reparação e a energia de substituição continuam a ser determinantes

Ralapanawa estimou que a primeira unidade de Lakvijaya poderá precisar de pelo menos quatro a cinco dias para voltar ao funcionamento normal. Apresentou essa estimativa como uma avaliação técnica; as autoridades não tinham anunciado uma data confirmada para a reposição da central nem um calendário de interrupções após 21 de outubro.

O reinício da primeira unidade começaria a repor produção na rede, enquanto a disponibilidade das restantes unidades determinaria quanta eletricidade da central poderia ser recuperada. A situação imediata do abastecimento também depende de outras centrais e das variações do consumo.

Ralapanawa alertou que manter centrais a fuelóleo e a gasóleo em funcionamento permanente poderia, ainda assim, dificultar a satisfação da procura e implicaria custos consideráveis. Afirmou que esse encargo financeiro acabaria por recair sobre a população. Não foi anunciado qualquer encargo adicional ou alteração tarifária juntamente com o horário das interrupções.

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Ralapanawa criticou também a forma como foram tratadas recomendações anteriores sobre falhas no setor elétrico. Afirmou que as recomendações de várias instituições não tinham sido devidamente aplicadas e apelou a medidas para corrigir fragilidades antigas do setor elétrico, além da investigação da avaria atual.

A resposta que propôs incluía alternativas de emergência mais robustas, para reduzir a probabilidade de uma avaria numa grande central perturbar os consumidores. Para as três noites aprovadas, a resposta concreta é mais limitada: cortes rotativos de uma hora, a aplicar quando necessário para manter a procura dentro dos limites da produção disponível.

Pontos principais

  • A PUCSL aprovou cortes rotativos de uma hora por grupo e por dia para 19, 20 e 21 de outubro.
  • O horário do CEB indica o ano de 2026 e abrange o período noturno entre as 16h30 e as 21h00.
  • Os primeiros grupos são o Grupo 1 a 19 de outubro, o Grupo 4 a 20 de outubro e o Grupo 3 a 21 de outubro.
  • Cada interrupção está prevista para durar uma hora. As horas efetivas de corte e reposição podem variar até 30 minutos.
  • As ligações às subestações e aos alimentadores determinam o grupo aplicável; algumas localidades surgem em mais de um grupo.
  • O Dr. Vidura Ralapanawa estimou uma perda de cerca de 900 megawatts e um prazo mínimo de quatro a cinco dias para repor a primeira unidade de Lakvijaya.
  • Os cortes dependem da necessidade de gerir a procura devido à produção insuficiente.
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