Samsung Exynos 2700 supera, alegadamente, os chips da Qualcomm em testes internos antes do Galaxy S27

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Samsung Exynos 2700 reportedly tops Qualcomm chips in internal tests ahead of Galaxy S27

Uma pontuação reportada de 13 000 pontos põe em destaque o próximo chip da Samsung

O Exynos 2700 da Samsung Electronics terá obtido cerca de 13 000 pontos num teste multicore de CPU do Geekbench 6.5 realizado internamente, em comparação com aproximadamente 11 000 do principal processador concorrente da Qualcomm. Os resultados colocam o próximo chip móvel da Samsung cerca de 20% à frente, enquanto a empresa o prepara para a série de smartphones Galaxy S27.

Índice
  1. Uma pontuação reportada de 13 000 pontos põe em destaque o próximo chip da Samsung
  2. O que medem realmente as pontuações da CPU
  3. Porque é que outro conjunto de resultados indica uma vantagem menor
  4. Os resultados gráficos apontam para dois tipos de melhoria
  5. Os testes de bateria e IA acrescentam outra dimensão
  6. A Samsung aposta no SF2P e numa melhor dissipação do calor
  7. Que características de hardware continuam em avaliação?
  8. Calendário de desenvolvimento e lançamento
  9. O que mudaria com uma utilização mais ampla do Exynos
  10. Pontos principais

A comparação envolveu telemóveis Xiaomi 18 Pro Max com o Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6 da Qualcomm. O processador da Samsung também terá superado esse chip em cerca de 15% nos testes multicore do Geekbench 7.0 e em cerca de 20% numa avaliação do desempenho gráfico máximo.

Para a Samsung, está em jogo mais do que um telemóvel mais rápido. A área System LSI concebe os processadores Exynos, a área de fundição fabrica-os e a área de smartphones decide que dispositivos Galaxy os utilizam. Um Exynos 2700 bem-sucedido poderá apoiar as três áreas e, ao mesmo tempo, reduzir a dependência de processadores adquiridos à Qualcomm.

Os resultados são atribuídos a fontes do sector que descrevem testes internos da Samsung. Outro conjunto de resultados noticiados aponta para vantagens de CPU menores, pelo que a comparação exacta é um elemento central da notícia. Os Galaxy S27 finais serão o teste prático da velocidade, do consumo de bateria e da gestão térmica.

O que medem realmente as pontuações da CPU

Um processador de aplicações móveis, ou AP, trata de grande parte da computação de um smartphone. A unidade central de processamento, ou CPU, executa instruções das aplicações e do sistema operativo. Um teste multicore mede o desempenho conjunto dos núcleos de processamento numa série de tarefas.

O Geekbench atribui uma pontuação a esse trabalho, permitindo comparar os dispositivos testados. Os 13 000 pontos reportados pela Samsung, contra cerca de 11 000 da Qualcomm, representam uma diferença de aproximadamente 2 000 pontos. Com estes valores arredondados, a vantagem é de cerca de 18%, próxima dos aproximadamente 20% indicados nos relatos dos testes.

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A vantagem reportada varia consoante a versão do benchmark. O Exynos 2700 ficou cerca de 15% à frente do principal chip da Qualcomm no Geekbench 7.0, em comparação com cerca de 20% no Geekbench 6.5. As diferentes versões usam cargas de trabalho e métodos de pontuação distintos, pelo que os processadores devem ser comparados dentro da mesma versão.

Face ao Snapdragon 8 Elite Gen 6 normal, utilizado no Xiaomi 18 Pro, a vantagem reportada da Samsung foi maior: 44% no Geekbench 6.5 e 36% no Geekbench 7.0. Estas percentagens indicam quanto mais alta foi a pontuação da Samsung em relação ao resultado da Qualcomm.

A distinção entre os dois escalões da Qualcomm é relevante para os compradores. Uma comparação com o chip normal dá uma imagem diferente de uma comparação com a versão mais cara. Os testes com os Xiaomi 18 Pro e 18 Pro Max terão representado esses dois escalões.

Porque é que outro conjunto de resultados indica uma vantagem menor

As fontes do sector que descrevem a comparação de 13 000 contra 11 000 pontos apontam para uma vantagem da Samsung de cerca de 20% sobre o chip Extreme no Geekbench 6.5; outros relatos, baseados em fontes anónimas, indicam uma vantagem de 9,5% sobre um processador denominado Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro e de 19% sobre a versão normal.

A própria nomenclatura também varia. Nos principais relatos dos benchmarks, a versão superior da Qualcomm é designada Extreme; no outro relato dos testes, é chamada Pro. A relação exacta entre os dispositivos identificados, as versões dos processadores e as configurações de teste não foi esclarecida publicamente.

Ambos os conjuntos de números colocam o Exynos em vantagem, mas dão respostas diferentes quanto à dimensão dessa vantagem. A refrigeração, as definições do software e a fase de desenvolvimento do chip podem afectar uma pontuação de benchmark. Um telemóvel que permita ao processador consumir mais energia durante um teste curto pode obter um resultado diferente do de um aparelho configurado para limitar o calor.

Para quem compra um Galaxy, a comparação mais útil será entre telemóveis disponíveis no mercado, com software e cargas de trabalho comparáveis. Os números internos da Samsung dão uma indicação inicial do progresso do desenvolvimento, mas serão os dispositivos finais a determinar como esse progresso se traduz na utilização quotidiana.

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Os resultados gráficos apontam para dois tipos de melhoria

O Exynos 2700 terá obtido cerca de 20% mais do que o chip Extreme da Qualcomm num teste de processamento gráfico máximo, em condições exigentes de jogo e com tecnologia gráfica avançada. Noutro teste de cálculos gráficos básicos em jogos 3D exigentes, a Samsung terá ficado cerca de 5% à frente.

Uma unidade de processamento gráfico, ou GPU, efectua muitos cálculos em simultâneo para desenhar cenas de jogos e outros conteúdos visuais. O seu desempenho contribui para determinar a fluidez dos jogos, embora o software, a resolução do ecrã e a refrigeração do telemóvel também influenciem a experiência.

O relato adicional de uma fonte interna refere uma vantagem gráfica de 5% sobre o chip Pro da Qualcomm num benchmark não especificado. Apresenta também resultados com um limite fixo de consumo de 2,5 watts: o Exynos terá obtido uma pontuação 22% superior à do Pro e 24% superior à do processador Elite normal.

Testar com um limite fixo de consumo permite colocar uma questão útil para um dispositivo alimentado por bateria: quanto trabalho gráfico consegue o chip realizar com a mesma quantidade de energia? Um processador com bom desempenho dentro de um orçamento energético reduzido poderá dar aos designers de telemóveis mais margem para equilibrar velocidade nos jogos, calor e consumo de bateria.

Os nomes dos testes e as definições gráficas detalhadas não foram divulgados. Para os jogadores, o indicador mais útil seria a manutenção de uma taxa de fotogramas estável durante uma sessão prolongada, depois de o calor se acumular, e não apenas a velocidade máxima.

Os testes de bateria e IA acrescentam outra dimensão

Os testes internos da Samsung terão incluído uma simulação de utilização de smartphone na qual o Exynos 2700 consumiu 161 miliamperes de corrente, face a 185 miliamperes do Qualcomm Elite Pro. São menos 24 miliamperes, ou cerca de 13% abaixo do valor da Qualcomm.

A corrente mede o fluxo de carga eléctrica. Para calcular a potência também é necessária a tensão, enquanto a duração da bateria depende do telemóvel como um todo, incluindo o ecrã, o modem, o software e a capacidade da bateria. A simulação reportada permite comparar essa carga de trabalho específica; para estimar a autonomia de um produto, seriam necessárias medições de dispositivos completos.

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Os testes de inteligência artificial terão utilizado o Llama 3.1 8B, um modelo de linguagem com cerca de oito mil milhões de parâmetros. Os parâmetros são valores numéricos aprendidos durante o treino que ajudam o modelo a gerar respostas. Nesse teste, o Exynos 2700 terá produzido respostas 18% mais depressa do que o processador Snapdragon.

Respostas mais rápidas poderão tornar mais imediatas as funcionalidades de IA executadas directamente no telemóvel. O relato não especifica o comprimento das respostas, as definições do modelo nem que componentes de processamento realizaram o trabalho, pelo que o resultado se limita à configuração interna utilizada.

A Samsung aposta no SF2P e numa melhor dissipação do calor

A Samsung planeia fabricar o Exynos 2700 com o SF2P, o seu processo de segunda geração da família de 2 nanómetros. A área System LSI é responsável pela concepção do processador, enquanto a Samsung Foundry transforma esse projecto em chips físicos.

Um processo de fabrico descreve a tecnologia utilizada para construir os minúsculos interruptores electrónicos de um chip. A designação de 2 nanómetros identifica uma geração tecnológica. A abordagem da Samsung utiliza transístores gate-all-around, cuja estrutura ajuda a controlar a corrente eléctrica à medida que os chips se tornam mais densos.

Entre as metas reportadas para o processo SF2P estão um desempenho 12% superior, um consumo de energia 25% inferior e uma área de chip 8% menor do que no processo SF2 de primeira geração. Estes números referem-se à comparação entre tecnologias de fabrico. O processador Exynos final também depende dos projectos da CPU e da GPU, das ligações à memória e das definições de funcionamento.

A dissipação do calor é outra prioridade reportada. Espera-se que o Exynos 2700 utilize uma tecnologia de encapsulamento Heat Path Block, ou HPB, melhorada. O encapsulamento liga e protege o chip, ajudando também a afastar o calor. Uma dissipação mais eficaz pode permitir que o processador mantenha a velocidade durante mais tempo antes de reduzir a frequência de funcionamento.

A Samsung estará também a ponderar um encapsulamento que coloque os chips lado a lado, em vez de os empilhar na vertical. Um chip é uma peça individual de material semicondutor que contém circuitos. A disposição horizontal dos componentes poderá oferecer outra forma de dissipar o calor, embora a configuração final do encapsulamento continue em desenvolvimento.

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Que características de hardware continuam em avaliação?

Espera-se que o Exynos 2700 continue a utilizar arquitecturas de CPU da Arm, sendo os núcleos C2 apontados como uma opção provável. A Samsung estará a testar várias combinações de núcleos, incluindo uma configuração descrita como 4+1+4+1, num total de dez núcleos divididos em quatro grupos.

Os diferentes grupos de núcleos da CPU podem encarregar-se de diferentes tipos de trabalho. Um telemóvel pode atribuir tarefas mais leves a núcleos concebidos para a eficiência e as tarefas mais exigentes a núcleos mais rápidos. A configuração reportada é uma das combinações em teste, não uma especificação definitiva.

Na área gráfica, o Xclipse 970 é apontado como uma GPU provável, possivelmente baseada na arquitectura RDNA 5 da AMD. Está também em avaliação o suporte para memória LPDDR6 e armazenamento UFS 5.0. A memória guarda os dados de que as aplicações precisam de imediato, enquanto o armazenamento conserva aplicações, fotografias e outros ficheiros.

A área Mobile Experience da Samsung decidirá que tecnologias de memória e armazenamento serão adoptadas nos produtos Galaxy S27. O suporte no processador e a inclusão em todos os telemóveis são decisões de produto distintas, condicionadas pela disponibilidade e pelo custo dos componentes, bem como pelos requisitos de cada modelo.

Calendário de desenvolvimento e lançamento

Park Yong-in, presidente e responsável pela área System LSI da Samsung, abordou o projecto numa reunião de gestão em Junho. Afirmou que o desenvolvimento avançava com vista à utilização nos telemóveis mais avançados da Samsung.

«O desenvolvimento do Exynos 2700 está a decorrer como previsto, com o objectivo de o incluir nos modelos de topo»,

O calendário reportado prevê a produção em massa do Exynos 2700 na segunda metade de 2026, com uma possível apresentação no final desse ano. A expectativa geral é que os telemóveis Galaxy S27 sejam lançados no início do ano seguinte. A sequência de desenvolvimento descrita nos relatos é a seguinte:

  • Junho: Park afirmou que o desenvolvimento do Exynos 2700 decorria como previsto para utilização nos modelos de topo.
  • 22 de Setembro: a Qualcomm terá apresentado a sua linha Snapdragon 8 Elite de sexta geração.
  • 25 de Outubro: relatos do sector descreveram as comparações internas da Samsung entre CPU e GPU.
  • Segunda metade de 2026: período previsto para a produção em massa do Exynos 2700, seguida de uma possível apresentação no final do ano.
  • Início do ano seguinte: apresentação prevista do Galaxy S27, com os processadores a variar consoante o modelo e o mercado.

As referências a Junho, Setembro e Outubro não especificam de forma consistente um ano civil. A Samsung não anunciou uma data definitiva para o lançamento do Galaxy S27 nas declarações aqui descritas.

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O que mudaria com uma utilização mais ampla do Exynos

A Samsung já distribui processadores Exynos e Snapdragon por diferentes modelos Galaxy e regiões de venda. Segundo relatos, o Exynos 2600 equipa alguns modelos Galaxy S26 e o Galaxy Z Flip8, dando ao chip seguinte um lugar já estabelecido na estratégia de telemóveis da Samsung.

Algumas projecções apontam para uma presença do Exynos em até 50% da produção do Galaxy S27, face a cerca de 25% na geração S26. Segundo estas estimativas, a proporção aumentaria 25 pontos percentuais e duplicaria. A Coreia e a Europa são consideradas mercados prováveis para as versões Exynos, sem excluir outras regiões.

Uma estimativa mais abrangente coloca a presença do Exynos em cerca de 16% a 18% dos telemóveis Samsung. Esse cálculo abrange uma gama de dispositivos mais ampla do que as quotas projectadas para a série Galaxy S. As duas medidas descrevem segmentos diferentes do negócio da Samsung.

Uma maior utilização de processadores concebidos internamente poderia reduzir as despesas com chips da Qualcomm e dar à Samsung mais controlo sobre os custos dos produtos. Também foi noticiado que a Qualcomm indicou que os seus processadores de próxima geração serão mais caros. Eventuais poupanças em pagamentos de licenças dependeriam dos acordos contratuais da Samsung, sobre os quais não foram divulgados valores.

A Samsung Foundry também tem um interesse comercial nesta questão. Um Exynos competitivo fabricado com o SF2P seria uma demonstração visível das suas capacidades de produção. O rendimento, isto é, a proporção de chips fabricados que funcionam como previsto, ajudaria a determinar os custos de produção e a capacidade de fornecer grandes quantidades de telemóveis Galaxy.

Para os consumidores, os ganhos comerciais da Samsung só serão relevantes se resultarem em dispositivos que mantenham a capacidade de resposta, controlem o calor e durem mais entre carregamentos. Os relatos sobre o Exynos 2700 sugerem progressos em várias destas áreas. As comparações entre telemóveis disponíveis no mercado determinarão o equilíbrio que a Samsung acabará por oferecer.

Pontos principais

  • O Exynos 2700 terá obtido cerca de 13 000 pontos nos testes multicore do Geekbench 6.5, contra aproximadamente 11 000 do principal chip concorrente da Qualcomm.
  • Outro relato de uma fonte interna aponta para uma vantagem de CPU menor, de 9,5%, sobre uma versão da Qualcomm denominada Pro.
  • Os testes reportados abrangem também o desempenho gráfico, o consumo de energia e respostas mais rápidas de um modelo de IA Llama 3.1 8B.
  • A Samsung planeia utilizar o processo de fabrico SF2P e um encapsulamento melhorado para favorecer o desempenho e a dissipação do calor.
  • A produção em massa estará prevista para a segunda metade de 2026, antes da apresentação esperada do Galaxy S27 no início do ano seguinte.
  • Uma adopção mais ampla do Exynos poderá reduzir a dependência da Samsung em relação à Qualcomm; o desempenho final dependerá dos telemóveis acabados.
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