Tailândia avança com subsídio solar de 50 000 baht para um milhão de famílias

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Thailand Advances 50,000-Baht Solar Subsidy for One Million Households

Plano de 50 mil milhões de baht avança para o Conselho de Ministros

O comité de análise das despesas financiadas por empréstimos da Tailândia aprovou uma proposta de programa de 50 mil milhões de baht para ajudar um milhão de famílias a instalar painéis solares, com um apoio máximo de 50 000 baht por família. Espera-se que o Ministério do Interior solicite a aprovação do Conselho de Ministros a 26 de outubro de 2026, podendo as inscrições abrir em novembro.

Índice
  1. Plano de 50 mil milhões de baht avança para o Conselho de Ministros
  2. De onde viria o dinheiro
  3. Porque é que os planos anteriores mencionavam 1,5 milhões de casas
  4. Quem poderá receber o subsídio?
  5. Os painéis poderão ser instalados fora dos telhados
  6. Como funcionaria a venda da eletricidade excedentária
  7. O que significa a estimativa de 1 000 baht em receitas
  8. Três bancos estatais cobririam os custos adicionais
  9. Critérios para instaladores e decisão do Conselho de Ministros
  10. Principais pontos

Lavaron Sangsnit, secretário permanente do Ministério das Finanças e presidente do comité de análise, confirmou a aprovação a 20 de outubro. A proposta ajudaria as famílias a produzir eletricidade para consumo próprio e a vender à rede a energia que não utilizassem. As famílias cujos custos de instalação ultrapassem o subsídio poderão solicitar empréstimos especiais a três bancos estatais.

A decisão seguinte cabe ao Conselho de Ministros. As candidaturas ainda não estão abertas e continuam por confirmar as regras definitivas de elegibilidade, a data de inscrição, as condições de compra da eletricidade e os mecanismos para direcionar as receitas da venda de eletricidade para o pagamento dos empréstimos. Os planos anteriores do Ministério do Interior apontavam para 1 de novembro como data de abertura das inscrições; o calendário indicado posteriormente apontava para meados de novembro.

Para as famílias, o atrativo reside na combinação entre o apoio aos custos de instalação, a redução das compras de eletricidade e a possibilidade de obter receitas com a produção excedentária. O resultado financeiro dependerá do custo do sistema, da quantidade de eletricidade consumida pela família enquanto os painéis estão a produzir, da quantidade injetada na rede e de eventuais prestações do empréstimo.

De onde viria o dinheiro

O pacote de 50 mil milhões de baht seria financiado pela componente de transição energética de um decreto de emergência que autoriza o Ministério das Finanças a contrair empréstimos de 400 mil milhões de baht. Essa componente dispõe de uma dotação de 200 mil milhões de baht, pelo que o subsídio proposto às famílias corresponderia a um quarto da verba destinada à transição energética e a um oitavo do limite total de endividamento autorizado.

Os valores do programa correspondem à meta anunciada: um milhão de famílias a receber o subsídio máximo de 50 000 baht exigiriam 50 mil milhões de baht. O subsídio contribuiria para os custos de instalação, em vez de estabelecer um preço uniforme para todos os sistemas solares.

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Kulit Sombatsiri, antigo secretário permanente da pasta da energia, preside à subcomissão que analisa os projetos de transição energética. Lavaron afirmou que a subcomissão tinha questionado as propostas e analisado cuidadosamente os seus pormenores, para garantir que o dinheiro emprestado fosse aplicado na finalidade prevista e gerasse benefícios.

O subsídio público e os empréstimos às famílias teriam fontes de financiamento distintas. O Governo financiaria o subsídio através do seu programa de endividamento, enquanto se espera que os bancos estatais participantes utilizem fundos próprios para conceder empréstimos destinados a cobrir os custos que excedam o subsídio.

Porque é que os planos anteriores mencionavam 1,5 milhões de casas

O vice-ministro do Interior, Phonphir Suwannachuwi, apresentou uma proposta mais abrangente a 2 de outubro, com 75 mil milhões de baht para apoiar 1,5 milhões de famílias. Esse modelo dividia as inscrições em duas fases: um milhão de famílias apoiadas por 50 mil milhões de baht, seguidas de 500 000 famílias apoiadas por mais 25 mil milhões de baht.

O pacote posteriormente aprovado pelo comité de análise é a proposta de 50 mil milhões de baht para um milhão de famílias. As 500 000 inscrições adicionais faziam parte do modelo anterior, de maior dimensão. As famílias que estejam a planear com base no programa devem considerar a meta de um milhão associada ao pacote que segue agora para apreciação do Conselho de Ministros.

A proposta passou por várias etapas:

  • 2 de outubro de 2026: Phonphir apresentou regras de instalação revistas e um programa mais abrangente, que poderia abranger até 1,5 milhões de famílias.
  • 20 de outubro: Lavaron confirmou a aprovação, pelo comité de análise, de 50 mil milhões de baht para apoiar um milhão de famílias.
  • 26 de outubro: Espera-se que o Ministério do Interior submeta o programa à apreciação do Conselho de Ministros.
  • 27 a 30 de outubro: O Governo reservou este período para um debate de moção de censura apresentado pela oposição.
  • Novembro: As inscrições deverão abrir, em princípio; foi anteriormente mencionada a data de 1 de novembro e, mais tarde, meados do mês.

Quem poderá receber o subsídio?

O benefício proposto limita-se a uma inscrição por família. Segundo os critérios preliminares, os candidatos terão de ser titulares de um contador de eletricidade registado ou clientes de eletricidade, e já deverá existir um contador no local de instalação.

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Phonphir afirmou que os titulares de cartões de assistência social do Estado poderão participar. Incentivou também as famílias com faturas mensais de eletricidade na ordem dos 3 000 a 4 000 baht ou superiores a ponderarem aderir, uma vez que o consumo doméstico de eletricidade solar poderia reduzir de imediato as compras de eletricidade.

O valor de 3 000 a 4 000 baht foi apresentado como uma indicação das famílias que poderão beneficiar financeiramente, e não como uma fatura mínima exigida para participar. A proposta também abrange famílias com menor consumo de eletricidade, que poderão obter receitas com a produção excedentária.

A rotina diária da família também é importante, além do valor da fatura. Os painéis solares produzem eletricidade durante o dia. Uma casa que utilize aparelhos nessas horas pode consumir diretamente parte da produção, enquanto uma casa que consuma a maior parte da eletricidade depois do pôr do sol terá um equilíbrio diferente entre a energia utilizada e a energia injetada na rede.

Os painéis poderão ser instalados fora dos telhados

Os critérios revistos pelo Ministério do Interior alargaram as opções de instalação propostas, passando a incluir sistemas no solo e sistemas flutuantes em meio aquático, além dos telhados. As especificações preliminares exigiam instalações com uma potência mínima de cinco quilowatts e máxima de 10 quilowatts.

Phonphir associou a maior variedade de opções às limitações práticas dos telhados das habitações. Alguns telhados não têm espaço ou resistência suficientes para os painéis, enquanto algumas famílias das províncias e agricultores dispõem de terrenos abertos ou grandes lagoas que poderiam acolher outro tipo de instalação.

A exigência de um contador de eletricidade existente continuaria a limitar a participação a locais já servidos pela rede elétrica. Phonphir afirmou também que as empresas de eletricidade substituiriam gratuitamente os contadores por contadores inteligentes, recorrendo a fundos de empréstimo para a sua aquisição, no âmbito de um plano mais vasto para uma rede elétrica inteligente nacional.

Um contador inteligente regista eletronicamente os fluxos de eletricidade. Para uma família que produz energia solar, a medição permite contabilizar a eletricidade retirada da rede e a eletricidade nela injetada. Esse registo é essencial para calcular tanto os encargos de eletricidade da família como o pagamento pela energia fornecida à rede.

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Como funcionaria a venda da eletricidade excedentária

O programa proposto baseia-se nos mecanismos que permitem às famílias vender o excedente de eletricidade solar à Autoridade Metropolitana de Eletricidade e à Autoridade Provincial de Eletricidade. No mecanismo existente da Autoridade Metropolitana de Eletricidade para as famílias, aqui referido como termo de comparação, a energia excedentária é comprada a 2,20 baht por unidade, ao abrigo de um contrato de 10 anos e sujeita às regras do programa.

A proposta revista de Phonphir previa, em vez disso, um contrato de 20 anos, mantendo a mesma tarifa de compra de 2,20 baht por unidade. Limitava também as compras à parcela de produção correspondente a cinco quilowatts, mesmo quando a família instalasse um sistema maior, até 10 quilowatts.

É útil distinguir a potência do sistema da eletricidade produzida. Os quilowatts indicam a potência do sistema. As faturas de eletricidade e os pagamentos pela energia comprada são calculados em quilowatts-hora, vulgarmente chamados unidades, que medem a energia produzida ou consumida ao longo do tempo. Um sistema com uma potência nominal de cinco quilowatts produz diferentes quantidades de energia consoante a luz solar e as condições de funcionamento.

O método de contabilização proposto é a faturação líquida. A eletricidade comprada à empresa de fornecimento e a eletricidade vendida a essa mesma entidade são valorizadas separadamente. A família recebe um pagamento pelas unidades injetadas na rede à tarifa de compra, enquanto a eletricidade de que ainda necessita da rede é cobrada à tarifa aplicável.

O limite de compra proposto é importante na escolha do sistema. Uma família que considere instalar 10 quilowatts terá de avaliar quanta da produção adicional poderá consumir em casa, tendo em conta que as condições de compra indicadas abrangem a parcela de produção correspondente a cinco quilowatts.

O que significa a estimativa de 1 000 baht em receitas

As autoridades estimaram que um sistema com potência nominal de cinco quilowatts poderia gerar aproximadamente 1 000 baht por mês com a venda de eletricidade excedentária. A estimativa depende da quantidade produzida e injetada na rede; os pagamentos corresponderiam à eletricidade efetivamente vendida, e não a um subsídio mensal fixo.

À tarifa de 2,20 baht por unidade, para obter 1 000 baht seria necessário vender cerca de 455 unidades num mês. Este cálculo ajuda a compreender a estimativa: a família teria de produzir eletricidade suficiente para, depois do seu próprio consumo, injetar na rede essa quantidade.

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As famílias também poderiam beneficiar da eletricidade consumida diretamente em casa. Essa poupança refletir-se-ia na redução das compras à empresa de fornecimento, enquanto as receitas da venda resultariam da energia produzida que não fosse utilizada. Ao comparar a poupança prevista com os custos de instalação e financiamento, os dois benefícios devem ser contabilizados separadamente.

A proposta indica que os painéis teriam uma vida útil de cerca de 25 a 30 anos. Os contratos de compra de eletricidade teriam prazos próprios: 10 anos no mecanismo existente da Autoridade Metropolitana de Eletricidade e 20 anos na proposta revista. Ao avaliar os custos, as famílias teriam de basear os cálculos nas condições do contrato de compra que viesse a ser efetivamente disponibilizado.

Três bancos estatais cobririam os custos adicionais

Espera-se que o Banco Governamental de Poupança, o Banco Governamental da Habitação e o Banco para a Agricultura e Cooperativas Agrícolas concedam empréstimos para os custos de instalação que excedam o subsídio. As condições propostas incluem uma taxa de juro anual de 2,5%, um prazo de reembolso de cerca de sete anos e empréstimos sem garantias.

Phonphir afirmou que cada banco poderia criar incentivos diferentes. O Banco Governamental da Habitação, por exemplo, poderia disponibilizar um empréstimo adicional para uma bateria. Uma bateria armazena eletricidade para utilização posterior, o que poderia ajudar a família a aproveitar mais a produção solar depois do período de luz diurna.

O mecanismo de reembolso previsto direcionaria as receitas da venda de eletricidade para as prestações do empréstimo. Descrições posteriores apresentaram o processo como uma dedução direta pela empresa de eletricidade, seguida do pagamento ao banco estatal.

No entanto, a 2 de outubro, Phonphir afirmou que a utilização das receitas da venda de eletricidade para pagar dívidas bancárias ou de financiamento ainda aguardava autorização e poderia exigir conversações com a Comissão Reguladora da Energia e o Conselho Nacional de Política Energética durante outubro. O efeito prático para os mutuários dependerá do mecanismo de reembolso aprovado para o programa.

As receitas da energia injetada na rede seriam uma contribuição para o reembolso. Uma família que ponderasse pedir um empréstimo também teria de considerar o preço da instalação, o montante do empréstimo e o calendário de pagamentos para calcular o compromisso mensal. O subsídio tem um limite máximo fixo, enquanto o montante adicional a financiar variaria consoante o sistema escolhido.

Critérios para instaladores e decisão do Conselho de Ministros

Os critérios revistos exigiriam que os instaladores constassem da lista de fornecedores da Autoridade Metropolitana de Eletricidade ou da Autoridade Provincial de Eletricidade. As famílias poderiam contratar os serviços através de qualquer uma das entidades ou diretamente a uma empresa privada registada.

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Phonphir afirmou que a análise dos fornecedores abrangeria os trabalhos anteriormente realizados, o pessoal de engenharia e a estabilidade financeira. O objetivo declarado era proteger as famílias contra instalações deficientes e fraudes. Estes requisitos dariam às autoridades de eletricidade um papel na verificação das empresas autorizadas a prestar serviços aos participantes.

O calendário do Conselho de Ministros está também relacionado com os trabalhos parlamentares. Lavaron, na qualidade de secretário permanente do Ministério das Finanças e presidente do comité de análise, explicou por que razão a apreciação era esperada um dia antes da habitual reunião de terça-feira:

"É provável que a reunião do Conselho de Ministros seja antecipada para segunda-feira, 26 de outubro, uma vez que o debate de moção de censura apresentado pelos partidos da oposição deverá começar a 27 de outubro. O Governo reservou os dias 27 a 30 de outubro para o debate", afirmou Lavaron.

Para as famílias interessadas, o próximo marco é a decisão do Conselho de Ministros, seguida do anúncio das inscrições e das regras de participação pelo Ministério do Interior. Essas decisões transformarão a proposta de subsídio, o pacote de empréstimos e as condições de compra de eletricidade em termos concretos que as famílias poderão usar para avaliar uma instalação.

Principais pontos

  • Um comité de análise aprovou uma proposta de subsídio solar de 50 mil milhões de baht para um milhão de famílias.
  • Cada família poderá receber até 50 000 baht, com uma inscrição por família.
  • Espera-se que a proposta seja apreciada pelo Conselho de Ministros a 26 de outubro de 2026. As inscrições deverão abrir, em princípio, em novembro.
  • Os critérios revistos incluem instalações em telhados, no solo e flutuantes, com uma potência de cinco a 10 quilowatts.
  • Espera-se que três bancos estatais concedam empréstimos a uma taxa de juro de 2,5%, com um prazo de reembolso de cerca de sete anos.
  • A receita mensal estimada de 1 000 baht com a venda de eletricidade dependerá das vendas efetivas.
  • A proposta anterior, que abrangia 1,5 milhões de famílias, era mais abrangente do que o pacote que segue agora para apreciação do Conselho de Ministros.
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