Um ponto de amostragem regista 114 860 miligramas por litro
A água recolhida a cerca de 65 metros de um talude de contenção com fugas, junto a um aterro de resíduos industriais em Hua Wa, distrito de Si Maha Phot, província de Prachin Buri, continha hidrocarbonetos de petróleo numa concentração indicada de 114 860 miligramas por litro. Duas outras amostras, recolhidas a aproximadamente 435 e 850 metros, registaram ambas menos de 3 miligramas por litro, revelando uma diferença acentuada entre os três locais.
Índice
- Um ponto de amostragem regista 114 860 miligramas por litro
- O que revelam as três amostras de água
- Rastreio de saúde deteta riscos de exposição, não casos confirmados de intoxicação
- Como a resposta passou das reparações à suspensão
- Que operações estão a ser investigadas?
- Recolha de óleo prossegue, apesar das limitações de acesso causadas pelas cheias
- Porque é necessário contextualizar as garantias sobre o óleo
- Residentes receiam pela água subterrânea e pelos arrozais
- O que se recomenda aos residentes que evitem
- Análises aos sedimentos e decisões judiciais continuam pendentes
- Pontos principais
Os resultados do Gabinete de Controlo Ambiental e da Poluição 7, em Saraburi, confirmam uma contaminação significativa por hidrocarbonetos de petróleo no ponto de amostragem a jusante mais próximo. Não demonstram que a água das cheias em todo o distrito tenha a mesma concentração, nem que as fontes de água mais distantes sejam seguras para todos os usos.
A investigação centra-se na Green Environment Technology Co., Ltd., onde as autoridades detetaram vestígios de líquido a escorrer das zonas de deposição e tratamento de resíduos industriais para as águas das cheias circundantes. O Departamento de Obras Industriais ordenou a suspensão das operações e proibiu a receção de resíduos industriais enquanto decorrem os trabalhos corretivos.
Uma investigação de saúde distinta já avaliou 73 residentes em oito locais da comunidade. O Departamento de Controlo de Doenças da Tailândia classificou 34 como estando em situação de elevado risco de exposição, embora não tenha encontrado casos que exigissem atendimento de urgência. Foram recolhidas amostras de urina a 11 pessoas desse grupo para análise de arsénio e cádmio.
Em conjunto, os resultados mostram que a questão vai além da remoção de uma película de óleo visível. As autoridades têm de determinar até onde chegou a contaminação, se afetou os abastecimentos de água da comunidade e o que permanece no solo e nos sedimentos depois de as águas baixarem. As datas indicadas usam o ano 2569 do calendário budista tailandês, equivalente a 2026.
O que revelam as três amostras de água
Os hidrocarbonetos de petróleo são um grupo vasto de substâncias químicas associadas a produtos petrolíferos, incluindo óleos e combustíveis. Uma medição deste grupo indica contaminação por petróleo, mas não identifica, por si só, todas as substâncias químicas presentes nem constitui uma avaliação completa do risco para a saúde.
As três amostras apresentaram as seguintes concentrações indicadas. Todos os valores estão expressos em miligramas por litro:
- Ponto 1, a cerca de 65 metros: hidrocarbonetos de petróleo: 114 860; ferro: 0,98; alumínio: 1,146; bário: 0,041; cobre: 0,01.
- Ponto 2, a cerca de 435 metros: hidrocarbonetos de petróleo: menos de 3; ferro: 1,0; alumínio: 1,294; bário: 0,038; cobre: menos de 0,01.
- Ponto 3, a cerca de 850 metros: hidrocarbonetos de petróleo: menos de 3; ferro: 0,70; alumínio: menos de 0,5; bário: 0,051; cobre: menos de 0,01.
O resultado relativo ao petróleo no Ponto 1 é mais de 38 000 vezes superior ao limiar de reporte de 3 miligramas por litro utilizado para os outros dois pontos. Trata-se de uma comparação com esse limiar, não de uma proporção exata entre concentrações medidas, uma vez que os valores efetivos dos Pontos 2 e 3 não foram especificados.
Um relatório datado de 12 de outubro descreveu uma contaminação elevada a menos de 10 metros da fábrica e condições a 300 metros dentro dos critérios considerados como não causando impacto. Estas distâncias diferem dos 65, 435 e 850 metros registados nas três amostras detalhadas. Sem mapas de amostragem, datas, substâncias e padrões de comparação coincidentes, não é possível considerar os relatos como uma única análise nem usá-los para estabelecer um limite de segurança definitivo.
Rastreio de saúde deteta riscos de exposição, não casos confirmados de intoxicação
A declaração de 8 de outubro do Departamento de Controlo de Doenças, baseada no seu Centro de Operações de Emergência, descreve a resposta a relatos de transbordo do aterro e de uma película iridescente que se estendia por mais de 3 quilómetros ao longo de cursos de água perto de terrenos agrícolas e comunidades.
O diretor-geral, Dr. Montien Kanasawat, descreveu a operação no terreno realizada a 6 de outubro. As equipas entrevistaram 73 residentes em oito locais da comunidade e classificaram 34 na categoria de risco elevado, 23 na de risco moderado e 16 na de risco baixo, segundo os critérios de avaliação ASDR do departamento. O grupo de risco elevado representava cerca de 47% das pessoas rastreadas.
Estas são classificações de risco, não diagnósticos de intoxicação química. O departamento não registou casos que exigissem atendimento de urgência, mas esse dado não esclarece se os residentes estiveram expostos a substâncias e necessitam de acompanhamento. As análises à urina de 11 pessoas para deteção de arsénio total e cádmio destinavam-se a ajudar a avaliar a exposição a essas substâncias. A declaração não apresentou os resultados laboratoriais.
O ar foi também analisado em seis locais para detetar sete substâncias: sulfureto de hidrogénio, 1,3-butadieno, benzeno, tolueno, etilbenzeno, xileno e estireno. As concentrações preliminares eram demasiado baixas para serem detetadas pelo equipamento. Esta conclusão diz respeito às substâncias, aos locais e aos momentos analisados. Não demonstra que a água ou os sedimentos contaminados não representem riscos.
A declaração sobre saúde descreveu o local do transbordo como um aterro de resíduos perigosos. Vários relatos de inspeções industriais descreveram a operação do aterro em causa como sendo de resíduos não perigosos, enquanto outro referiu a licença em termos mais abrangentes. Estas descrições divergem, pelo que as licenças efetivas e os registos de receção de resíduos são importantes para a investigação.
Como a resposta passou das reparações à suspensão
Os registos públicos mostram uma escalada de queixas e ordens de correção até à suspensão das operações da fábrica. Os relatos divergem quanto à data da suspensão: 5 ou 6 de outubro. Alguns indicam que a ordem foi emitida a 5 de outubro, enquanto relatos publicados no dia 6 anunciam ou descrevem a paragem.
- 29 de setembro: a fundação Ecological Alert and Recovery Thailand divulgou fotografias aéreas de uma película iridescente nas águas das cheias e manifestou preocupação com uma possível ligação ao aterro.
- 2 de outubro: as autoridades industriais provinciais emitiram uma ordem de correção ao abrigo do artigo 37.º, primeiro parágrafo, da Lei das Fábricas B.E. 2535 (1992). A polícia registou também uma participação relativa a vestígios de óleo lubrificante usado e solventes.
- 4 de outubro: o vice-governador Chanathip Khokmanee presidiu a uma reunião provincial com organismos públicos e residentes afetados.
- 5 e 6 de outubro: os relatos referiram a suspensão de todas as operações ao abrigo do artigo 39.º, primeiro parágrafo, a par dos trabalhos de contenção e da preparação de processos judiciais.
- 8 de outubro: o Departamento de Controlo de Doenças publicou os resultados do rastreio de saúde e da monitorização preliminar do ar.
- 10 de outubro: as autoridades inspecionaram uma empresa de reciclagem distinta, no distrito de Kabin Buri.
- 12 de outubro: as atualizações referiram a recolha de óleo por aspiração no exterior da Green Environment Technology e medidas de fiscalização na outra unidade de reciclagem.
Antes da suspensão, os residentes contestaram a utilização exclusiva de uma ordem de correção. Apirak Amsuriya, responsável provincial pela indústria, explicou que o artigo 37.º permitia ordenar reparações ou melhorias numa fábrica, enquanto os poderes de suspensão previstos no artigo 39.º exigiam uma intervenção da autoridade ministerial competente.
Que operações estão a ser investigadas?
A Green Environment Technology tinha autorização para as categorias de fábrica 105 e 106. Os relatos das inspeções descreviam as operações da categoria 105 como triagem e deposição em aterro de materiais descartados ou resíduos não perigosos.
A operação da categoria 106 transformava óleos lubrificantes usados ou solventes em combustíveis alternativos ou misturas de combustíveis. As atividades incluíam ainda a reparação e lavagem de recipientes, a trituração de componentes eletrónicos e a produção de blocos de betão e de pavimentação a partir de materiais descartados descritos como não perigosos.
O general Nakrob Boonbuathong, responsável pela equipa especial de operações Top Gun da indústria, afirmou que o nível da água das cheias dentro das instalações estava aproximadamente 3 metros acima do nível dos campos de arroz circundantes. Trata-se de uma diferença de cota da água indicada, não necessariamente de uma profundidade uniforme em toda a fábrica.
As autoridades começaram por invocar o artigo 35.º, n.º 4, da Lei das Fábricas para exigir uma explicação sobre as condições da fábrica e as medidas destinadas a impedir o escoamento de água contaminada. A ordem ao abrigo do artigo 37.º exigiu depois que as fossas do aterro fossem cobertas e que a contaminação dentro e fora das instalações fosse investigada e corrigida. A ordem posterior, ao abrigo do artigo 39.º, suspendeu todas as operações até serem feitas melhorias.
Depois da divulgação das fotografias aéreas, a empresa afirmou que os testes dos organismos oficiais ainda não tinham confirmado as acusações e pediu que se distinguissem suposições de factos. As conclusões das inspeções posteriores e os resultados das análises à água fornecem elementos para a investigação, mas uma ordem de suspensão não constitui uma decisão judicial sobre responsabilidade criminal.
Recolha de óleo prossegue, apesar das limitações de acesso causadas pelas cheias
Nontanat Bunnag, porta-voz da equipa Top Gun, descreveu uma resposta em três fases: conter de imediato a propagação, inspecionar as zonas afetadas quando o nível da água baixar e coordenar a recuperação.
As medidas imediatas incluíram barreiras flutuantes de contenção de óleo, mantas absorventes e barreiras de sacos de areia em torno dos pontos suspeitos de fuga. As equipas utilizaram também tensioativos, substâncias químicas que alteram a forma como o óleo e a água interagem, no processo de recolha anunciado. Os materiais absorventes usados seriam recolhidos para eliminação adequada.
O ministro da Indústria, Varawut Silpa-archa, afirmou que foram utilizados escavadores para construir uma barreira de terra atrás da fábrica e que foram colocados sacos de areia em torno das zonas de reciclagem para limitar novas fugas. A cobertura das fossas e dos montes de resíduos destinava-se a impedir que a chuva e as águas das cheias arrastassem mais materiais.
Uma atualização de 12 de outubro indicou que tinham sido instalados equipamentos de bombagem por aspiração para remover o óleo que flutuava no exterior da fábrica. A atualização não indicou a quantidade recolhida nem apresentou resultados que confirmassem que as águas circundantes tinham recuperado condições de segurança.
Varawut reconheceu que o nível elevado da água impedia o acesso a alguns locais. As ordens exigiam também melhorias no tratamento de águas residuais e no armazenamento de matérias-primas e resíduos. Pornyot Klankrong, diretor-geral do Departamento de Obras Industriais, afirmou que a receção de resíduos industriais continuaria suspensa até à conclusão de todas as medidas corretivas exigidas.
Porque é necessário contextualizar as garantias sobre o óleo
Varawut afirmou que uma análise preliminar identificou óleo e não detetou outras substâncias tóxicas misturadas com ele. Ainda assim, as autoridades de saúde defenderam a monitorização de solventes, metais e outras substâncias químicas que possam estar associadas às atividades de tratamento de resíduos.
Estas posições devem ser distinguidas com cuidado. Uma conclusão preliminar sobre as amostras de óleo analisadas é mais limitada do que afirmar que todos os cursos de água afetados estão livres de substâncias nocivas. Os resultados detalhados das análises à água identificam hidrocarbonetos de petróleo e vários metais, mas não incluem padrões de comparação suficientes para avaliar todas as concentrações ou todos os usos previstos da água.
Dr. Thiti Sawaengtham, diretor-geral do Departamento de Saúde, identificou o benzeno e o tolueno como possíveis substâncias associadas a óleos usados e solventes. Indicou também o cádmio, o chumbo, o mercúrio e o crómio como metais que requerem atenção, sobretudo em locais onde se manuseiam resíduos eletrónicos. Os ácidos, os álcalis e outras substâncias químicas corrosivas eram motivo de preocupação adicional.
Estes avisos identificam substâncias a investigar, não provam que todas tenham sido detetadas neste caso. O benzeno apresenta risco cancerígeno, enquanto a exposição a certos solventes pode afetar o sistema nervoso. O risco efetivo depende da substância química, da sua concentração, da forma como a pessoa entra em contacto com ela e da duração da exposição.
O professor Siwatt Pongpiachan, diretor do centro de investigação em prevenção e gestão de catástrofes da NIDA, defendeu que uma cor e um cheiro invulgares são sinais de alerta, mas não permitem determinar com fiabilidade a identidade, a concentração ou a origem das substâncias químicas. Pediu a realização de análises repetidas e a divulgação dos locais de amostragem, dos resultados e dos padrões usados na comparação.
Residentes receiam pela água subterrânea e pelos arrozais
As preocupações da comunidade vão além da película visível. Sunthorn Koonwat, residente de Ban Hua Sa cuja casa ficaria a cerca de 1,9 quilómetros do local de deposição de resíduos, afirmou que a comunidade dependia de água subterrânea através de um sistema local de abastecimento, em vez da rede da Autoridade Provincial das Águas. A inundação de vários poços de abastecimento suscitou preocupações quanto à água utilizada nas habitações.
Descreveu episódios recorrentes de doença do filho pequeno e queixas respiratórias de algumas crianças, reconhecendo, porém, que os residentes não podiam confirmar uma ligação direta à poluição da fábrica. Outros residentes relataram comichão, erupções cutâneas e manchas vermelhas depois de entrarem em zonas agrícolas inundadas. Estes relatos justificam uma avaliação médica, mas não provam uma causa química.
Sumalee Anthaphit, residente da aldeia de Sa Makhuea, no distrito vizinho de Si Mahosot, descreveu sintomas cutâneos depois de trabalhar nos arrozais e receios quanto aos meios de subsistência locais. Em declarações traduzidas do tailandês, afirmou:
Prachin Buri não é um depósito de resíduos do mundo. É em Prachin Buri que ganhamos a vida. Há fruta, arroz, campos, peixe, tudo o que sustenta a população de Prachin Buri.
Sunthorn Khomkhai, da rede Prachin Strong, afirmou também que os residentes se opunham a um aumento de capacidade proposto de 500 000 toneladas. O valor indicado não especifica um período, pelo que não deve ser interpretado como uma capacidade anual. Referiu queixas relacionadas com odores ao longo de aproximadamente três anos.
A disputa incluiu também uma alegada confrontação. Sumet Rianphongnam, membro da rede, afirmou que um homem mascarado o empurrou e ergueu o punho no exterior da fábrica por volta das 16h00 de 5 de outubro. Disse não ter sofrido ferimentos. O relato não permite determinar a identidade do homem nem qualquer responsabilidade da empresa.
O que se recomenda aos residentes que evitem
Dr. Montien recomendou aos residentes que não nadassem em águas suspeitas de estarem contaminadas, nem as utilizassem para tomar banho ou cozinhar sem tratamento adequado. O Departamento de Controlo de Doenças aconselhou também a não capturar, preparar ou consumir animais aquáticos provenientes de águas paradas das cheias potencialmente contaminadas.
As pessoas devem evitar o contacto prolongado com águas e sedimentos suspeitos. Quando for inevitável entrar em zonas inundadas, as autoridades de saúde recomendaram o uso de equipamento de proteção, como botas de borracha, e a lavagem posterior com sabão. A irritação da pele, a irritação ocular, as náuseas, os vómitos, as tonturas ou os problemas respiratórios justificam assistência médica e a indicação do historial de exposição.
O Departamento de Saúde recomendou especial atenção a crianças, idosos, grávidas e pessoas com doenças crónicas. Aconselhou as pessoas a abandonarem as zonas com cheiros químicos fortes e a deslocarem-se para locais bem ventilados, bem como a não utilizarem fontes naturais de água, água subterrânea e águas das cheias potencialmente afetadas em atividades domésticas ou agrícolas até que análises laboratoriais confirmem a sua segurança.
Ferver a água ou adicionar desinfetante pode eliminar alguns riscos biológicos, mas não remove metais pesados nem a maioria dos contaminantes químicos. Não se deve presumir que a filtragem comum torna segura a água contaminada com substâncias químicas. As autoridades locais foram instadas a fornecer água potável e água para uso doméstico enquanto decorrem as análises.
Os relatos referiram que estavam a ser propostas equipas médicas móveis e que estas acabaram por ser constituídas com os serviços provinciais de saúde. Os residentes podem obter informações de saúde através da linha telefónica do Departamento de Controlo de Doenças, pelo número 1422. Descargas ilegais de águas residuais, deposição de resíduos ou odores provenientes de fábricas podem ser comunicados ao Ministério da Indústria pelo número 1564, disponível 24 horas por dia.
Análises aos sedimentos e decisões judiciais continuam pendentes
O Departamento de Controlo da Poluição tenciona trabalhar com o Departamento de Obras Industriais para avaliar os efeitos dentro da fábrica e nas zonas circundantes e, depois de a água secar, recolher amostras de sedimentos do solo. Isto é importante porque a diminuição do óleo visível ou da contaminação da água não revela necessariamente o que ficou depositado nos campos, nos canais de escoamento ou na lama acumulada junto às habitações.
Siwatt citou estudos de outras cheias para explicar por que motivo as análises têm de acompanhar o percurso da água. Um modelo do furacão Katrina estimou que a quantidade de contaminantes acrescentada aos sedimentos do lago Pontchartrain era cerca de dez vezes superior à de um cenário normal de escoamento da água da chuva, assinalando, contudo, que a quantidade adicional de metais era pequena em comparação com os níveis já existentes. O resultado não significava que toda a poluição tivesse aumentado dez vezes.
Um estudo realizado após o furacão Florence analisou o solo em 12 locais da Carolina do Norte e encontrou, em algumas zonas, riscos estimados de cancro associados a certos compostos derivados do petróleo acima de um nível de referência para o rastreio. Um estudo na baía de Zhanjiang concluiu que as entradas de cobre e chumbo aumentaram 127% e 136%, respetivamente, depois de um tufão. Estes exemplos ilustram possíveis formas de propagação e persistência dos contaminantes, não condições comprovadas em Prachin Buri.
A recolha de provas exige também um registo claro das amostragens. Vários relatos referem seis amostras recolhidas durante a investigação na fábrica, quatro no interior e duas no exterior, enviadas para o Centro de Investigação e Alerta da Poluição Industrial Oriental. Outra descrição situa as seis amostras no interior, embora o relato detalhado refira a divisão de quatro e duas. Estas amostras não devem ser confundidas com as três amostras que apresentam resultados detalhados de hidrocarbonetos de petróleo.
As autoridades receberam instruções para reunir provas e apresentar uma queixa à polícia de Si Maha Phot. As medidas de fiscalização mais abrangentes incluíram a apreensão de materiais e maquinaria na G.K.C. Recycle Co., Ltd., em Bo Thong, Kabin Buri, após uma inspeção a 10 de outubro que terá detetado várias infrações. Trata-se de uma unidade distinta, sem ligação comprovada à fuga de óleo em Hua Wa.
Varawut referiu também alterações propostas à Lei das Fábricas para que as descargas de substâncias tóxicas fossem tratadas como processos financeiros e para solicitar a cooperação do Gabinete de Luta contra o Branqueamento de Capitais na apreensão de bens. Tratava-se de uma proposta em análise, não de uma alteração já aprovada nem de um anúncio de apreensão de bens da Green Environment Technology.
A resposta à contaminação decorre no contexto de uma emergência de cheias mais ampla, que afeta 55 286 agregados familiares em sete distritos declarados zonas de catástrofe. Nove mortes foram atribuídas a afogamento ou eletrocussão, não a exposição a substâncias químicas. Não foram anunciadas datas definitivas para a divulgação dos resultados das análises à urina, a conclusão das análises aos sedimentos, a reabertura da fábrica ou uma audiência em tribunal.
Pontos principais
- Uma amostra recolhida a cerca de 65 metros de um talude de contenção com fugas num aterro registou 114 860 miligramas por litro de hidrocarbonetos de petróleo.
- Duas amostras recolhidas a cerca de 435 e 850 metros registaram, cada uma, menos de 3 miligramas por litro.
- A Green Environment Technology recebeu ordem para suspender as operações e deixar de aceitar resíduos industriais enquanto decorrem os trabalhos corretivos.
- As equipas de saúde rastrearam 73 residentes, classificaram 34 como estando em situação de risco elevado e recolheram amostras de urina a 11 pessoas para análises de arsénio e cádmio.
- As leituras preliminares do ar ficaram abaixo dos limites de deteção do equipamento, mas a segurança da água e dos sedimentos exige uma avaliação própria.
- A recolha de óleo, a recolha de provas e os planos para analisar os sedimentos continuam em curso. Vários resultados laboratoriais e decisões judiciais ainda não foram anunciados.






