Lai abre caminho ao regresso da energia nuclear em Taiwan, enquanto a procura de IA transforma os planos energéticos

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Três condições separam Taiwan do regresso à energia nuclear

O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, apoiou uma avaliação profissional do regresso à energia nuclear, estabelecendo três condições: segurança dos reactores, uma solução para os resíduos nucleares e consenso público. As suas declarações surgem enquanto a Taiwan Power Co. prepara inspecções que poderão, eventualmente, permitir o regresso à actividade da central nuclear de Ma-anshan, no condado de Pingtung.

Índice
  1. Três condições separam Taiwan do regresso à energia nuclear
  2. Como Taiwan chegou a este ponto de viragem
  3. O que a Taipower tem de fazer antes de produzir electricidade
  4. Porque é que a avaliação ambiental poderá tornar-se uma disputa jurídica
  5. O apoio público tem uma dimensão numérica e outra local
  6. A procura de IA encontra um sistema dominado pelos combustíveis fósseis
  7. As energias renováveis continuam no centro dos planos, com ambições divergentes
  8. Os reactores mais pequenos têm outro calendário
  9. Segurança energética é mais do que dispor de capacidade de produção suficiente
  10. O investimento em IA e o comércio alargam o alcance das decisões
  11. Pontos principais

Numa entrevista ao apresentador do programa financeiro Yu Ting-hao, transmitida a 16 de Outubro de 2026, Lai afirmou que Taiwan deve manter abertas todas as opções energéticas, em vez de excluir fontes por razões ideológicas. Disse também que a sustentabilidade ambiental deve prevalecer sobre os benefícios imediatos.

Os próximos passos são mais concretos do que o debate político, por si só, pode fazer crer. A 24 de Setembro, a Comissão de Segurança Nuclear aprovou o plano da Taipower para reactivar Ma-anshan, após três rondas de análise e 589 comentários. A Taipower tem agora de concluir verificações que abrangem o envelhecimento dos equipamentos, a radiação e a resistência a sismos, antes de voltar à entidade reguladora para nova análise e inspecções.

O ministro da Economia, Kung Ming-hsin, apontou 2028 como a data mais cedo possível para o reinício. A comissão não fixou qualquer data. Uma disputa sobre a necessidade de uma avaliação de impacto ambiental separada também poderá afectar o processo de licenciamento.

Lai apresentou o acordo público como uma condição, a par da aprovação técnica. Ao explicar o que faria o Governo depois de resolvidas as questões da segurança e dos resíduos, o presidente afirmou:

Se houver consenso, retomaremos a actividade. Caso contrário, aguardaremos, naturalmente, pela energia nuclear avançada.

Esta posição abre uma possível via para o regresso da produção nuclear menos de dois anos depois de Taiwan ter encerrado o seu último reactor em funcionamento. Coloca também o planeamento da electricidade no centro das ambições de Lai em matéria de inteligência artificial, crescimento industrial e comércio.

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Como Taiwan chegou a este ponto de viragem

O Partido Democrático Progressista (DPP) fez do abandono progressivo da energia nuclear uma política central depois de chegar ao poder, em 2016. Lai, que foi primeiro-ministro entre Setembro de 2017 e Janeiro de 2019, apoiou a expansão da produção a partir de gás natural e opôs-se ao prolongamento da vida útil das centrais nucleares em funcionamento.

O segundo reactor de Ma-anshan deixou de funcionar a 17 de Maio de 2025, concluindo o abandono progressivo da energia nuclear. O encerramento do último reactor de Taiwan pôs fim a quase cinco décadas de produção de electricidade nuclear, sem resolver as discussões sobre custos, importações de combustíveis e metas climáticas.

Os principais acontecimentos ajudam a perceber como o Governo passou do encerramento à ponderação de um regresso:

  • 2016: O DPP começou a aplicar a sua política de uma pátria sem energia nuclear.
  • 2018: Os eleitores rejeitaram, num referendo, a disposição relativa ao abandono progressivo da energia nuclear, por 59% contra 41%.
  • 17 de Maio de 2025: O segundo reactor de Ma-anshan deixou de produzir electricidade.
  • 23 de Agosto de 2025: Um referendo sobre o reinício de Ma-anshan não atingiu o limiar de aprovação exigido.
  • Março de 2026: A Taipower apresentou à Comissão de Segurança Nuclear o plano para reactivar Ma-anshan.
  • 24 de Setembro de 2026: A comissão aprovou o plano, permitindo avançar com inspecções e outros trabalhos preparatórios.
  • 28 de Novembro de 2026: Está previsto outro referendo sobre a política nuclear, juntamente com as eleições locais.

Lai justificou a reavaliação com a evolução das necessidades de electricidade, os requisitos europeus em matéria de carbono e os riscos geopolíticos. Em Março, afirmou que a análise de um possível reinício nuclear poderia decorrer em simultâneo com o apoio à energia eólica, solar, à pequena hídrica e ao hidrogénio.

O que a Taipower tem de fazer antes de produzir electricidade

O Ministério da Economia e a Taipower avaliaram que a segunda e a terceira centrais nucleares reúnem condições para avançar com um possível reinício. Ma-anshan é a terceira central. O plano aprovado define os trabalhos a concluir antes de a entidade reguladora ponderar autorizar novamente a produção.

O artigo 6.º da Lei sobre a Regulação das Instalações de Reactores Nucleares exige que um operador que pretenda retomar a actividade depois de caducada a licença obtenha uma nova. Essa licença pode ter uma duração máxima de 20 anos. A Taipower tem de apresentar documentação de segurança, concluir inspecções e submeter-se a verificações regulamentares.

Organizações ambientalistas estimam que os trabalhos até à próxima análise da comissão poderão demorar entre dois e cinco anos. A estimativa e a data mais cedo apontada pelo ministro da Economia reflectem expectativas diferentes quanto à rapidez com que poderão decorrer as inspecções e reparações.

Para os consumidores de electricidade, a questão prática é o calendário: Taiwan tem de continuar a abastecer casas, fábricas e centros de dados enquanto estes trabalhos decorrem. Um eventual regresso da energia nuclear aconteceria num sistema eléctrico que continua a mudar durante a avaliação.

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Porque é que a avaliação ambiental poderá tornar-se uma disputa jurídica

O Ministério do Ambiente afirma que as regras em vigor não exigem uma avaliação de impacto ambiental separada para prolongar o período de funcionamento de uma central nuclear. Grupos ambientalistas argumentam que a Lei da Avaliação de Impacto Ambiental exige essa avaliação quando uma licença de exploração caducada é substituída.

Uma avaliação de impacto ambiental analisa de que forma uma actividade proposta poderá afectar as pessoas e o meio que as rodeia. A divergência está em saber se o reinício de um reactor existente tem de ser sujeito a esse processo legal, além da análise de segurança da entidade reguladora nuclear.

O artigo 29.º das regras de avaliação abrange expressamente a construção de centrais nucleares, unidades adicionais e o desmantelamento. Não menciona a renovação de licenças. Lin Chien-Yen, investigador da Green Citizens' Action Alliance, defende que o artigo 5.º da lei abrange o desenvolvimento da energia nuclear e que um pedido de substituição de licença deve ser avaliado ao abrigo da legislação em vigor.

Anton Ming-Zhi Gao, professor no Instituto de Direito da Ciência e Tecnologia da Universidade Nacional Tsing Hua, aponta para o litígio sobre os direitos de exploração mineira da Asia Cement. Os tribunais anularam uma prorrogação concedida sem a consulta e o consentimento dos povos indígenas exigidos por lei. Gao considera que o caso sustenta a avaliação de uma prorrogação como uma nova decisão administrativa, ao abrigo da legislação aplicável nessa altura.

Gao afirma também que as verificações ambientais no âmbito do licenciamento nuclear e uma avaliação ao abrigo da Lei da Avaliação de Impacto Ambiental seguem procedimentos jurídicos distintos. Prevê que qualquer processo judicial seja iniciado depois da emissão de uma licença. O Ministério do Ambiente poderá clarificar as regras, enquanto a comissão nuclear pode solicitar documentos adicionais ao abrigo das disposições relativas à análise de licenças.

O apoio público tem uma dimensão numérica e outra local

No referendo de Agosto de 2025, 4,34 milhões de pessoas votaram a favor do reinício de Ma-anshan e 1,51 milhões contra. A aprovação exigia o apoio de pelo menos um quarto dos 20,02 milhões de eleitores elegíveis de Taiwan, ou seja, cerca de 5,01 milhões de pessoas. A proposta ficou aquém por cerca de 665 mil votos.

Cerca de 74% dos votos expressos apoiaram o reinício da central, com base nesses dois totais. O referendo falhou porque o limiar de aprovação mede o apoio em relação ao eleitorado elegível, e não apenas às pessoas que votaram.

O referendo de 28 de Novembro pergunta se o Governo deve recorrer à energia nuclear para relançar a economia e abolir a política de uma pátria sem energia nuclear. O resultado não vincula a Comissão de Segurança Nuclear, que continua a ser responsável pelas decisões de licenciamento.

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As comunidades afectadas pelo armazenamento de resíduos e pelo planeamento de emergência têm preocupações próprias. Os grupos que se opõem à energia nuclear afirmam que o Governo não explicou qual será a solução definitiva para a deposição dos resíduos e alertam que o reinício dos reactores aumentaria a quantidade de resíduos que as comunidades afectadas teriam de acolher.

A 29 de Setembro, a Green Citizens' Action Alliance, a Citizen of the Earth, Taiwan, e outros 32 grupos apelaram à participação de geólogos, especialistas em sismos e especialistas em medicina de emergência na análise de segurança. A condição de consenso de Lai implica, por isso, mais do que contar votos: implica também responder aos riscos suportados por locais específicos.

A procura de IA encontra um sistema dominado pelos combustíveis fósseis

Em 2025, Taiwan produziu 47,8% da sua electricidade a partir de gás natural e 35,4% a partir de carvão. Em conjunto, estes combustíveis forneceram 83,2%. As energias renováveis contribuíram com 13,1%, enquanto a energia nuclear representou 1,1% nos meses que antecederam o encerramento final.

Na entrevista de Outubro, Lai afirmou que o planeamento da electricidade já tem em conta o crescimento económico, os centros de computação e as necessidades de computação avançada. Disse que Taiwan poderá manter um abastecimento estável até 2035, prolongando o horizonte da sua garantia anterior de abastecimento até 2032 sem energia nuclear.

O presidente indicou que a capacidade de reserva actual é de cerca de 20% e referiu níveis de produção de aproximadamente 42 a 45 gigawatts. Um gigawatt mede a potência num dado momento; a electricidade produzida ao longo de um dia medir-se-ia em gigawatts-hora. A capacidade de reserva corresponde à potência de produção disponível acima da procura, proporcionando uma margem quando o consumo aumenta ou há equipamentos indisponíveis.

Lai afirmou que Taiwan pretende criar cerca de um gigawatt de capacidade de computação nacional até 2040, excluindo a capacidade construída por empresas estrangeiras. Estimou que um centro de computação dessa dimensão valeria cerca de 40 mil milhões de dólares americanos.

Estes números ligam o planeamento industrial ao investimento em electricidade. Uma instalação de um gigawatt equivaleria a cerca de 2,2% a 2,4% dos 42 a 45 gigawatts referidos por Lai. A procura efectiva dependeria do funcionamento da instalação, enquanto a sua localização determinaria que partes da rede eléctrica teriam de suportar a carga.

As energias renováveis continuam no centro dos planos, com ambições divergentes

Lai pretende aumentar a quota de electricidade de origem renovável de cerca de 13% para 30% ou mais até 2035. Partindo dos 13,1% registados em 2025, atingir 30% exigiria um aumento de 16,9 pontos percentuais e mais do dobro da quota. Se o consumo total de electricidade crescer, a produção renovável teria de aumentar ainda mais rapidamente.

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Chao Chia-wei, director da Taiwan Climate Action Network, defende um programa mais ambicioso. Estima que as energias renováveis poderiam fornecer 60% da electricidade em 2035, com a instalação generalizada de painéis solares nos telhados, e que a autossuficiência energética poderia chegar a cerca de 25%.

Yeh Tsung-kuang, reitor da Faculdade de Ciência Nuclear da Universidade Nacional Tsing Hua, defende a combinação da produção renovável e nuclear. Estima que a entrada em funcionamento das quatro centrais nucleares existentes poderia cobrir 18% a 19% da procura total de electricidade, e que tecnologias nucleares mais recentes poderiam acrescentar cerca de 10%. A sua proposta é mais abrangente do que os actuais preparativos do Governo para reactivar centrais.

Os fabricantes de painéis solares procuram aumentar a eficiência, a par do debate político. O Instituto de Investigação de Tecnologia Industrial e várias empresas formaram uma aliança tecnológica TBC para acelerar a utilização comercial de células com contactos metálicos na parte posterior. Ao deslocar esses contactos, deixa-se uma maior parte da superfície frontal exposta à luz solar, o que ajuda a melhorar a eficiência de conversão e a reduzir custos.

Para os promotores de projectos renováveis, também é importante haver previsibilidade do investimento. Chao alerta que a atenção renovada do Governo à energia nuclear poderá enfraquecer a confiança no investimento em energias renováveis. A posição de Lai é que os dois tipos de desenvolvimento podem avançar em simultâneo.

Os reactores mais pequenos têm outro calendário

No debate de Taiwan, a energia nuclear avançada inclui pequenos reactores modulares, micro-reactores modulares e fusão nuclear. Os pequenos reactores modulares recorrem à fissão nuclear, que liberta energia através da divisão de átomos, tal como os reactores convencionais. Produzem geralmente até 300 megawatts por unidade e continuam a gerar resíduos radioactivos.

Yeh defende que os reactores mais pequenos poderiam abastecer directamente instalações industriais e aliviar a pressão sobre a rede da Taipower. Os seus defensores apontam também para concepções que utilizam circulação natural para arrefecimento em situações de emergência. Os grupos que se opõem à energia nuclear continuam a questionar as alegações de segurança e as soluções para os resíduos.

Alguns académicos esperam que as tecnologias dos pequenos reactores modulares e dos micro-reactores se tornem maduras e comercialmente viáveis depois de 2030. O Instituto Nacional de Investigação Atómica estima que Taiwan poderá receber electricidade de um pequeno reactor modular a partir de 2035, na melhor das hipóteses.

Gao identifica outra questão: o quadro jurídico de Taiwan parte do princípio de que a Taipower é a operadora nuclear e atribui responsabilidades aos operadores que uma empresa privada poderia ter dificuldade em aceitar. A instalação de um reactor junto a um centro de dados ou a uma fábrica de semicondutores exigiria, por isso, decisões sobre regulação e responsabilidades, além de decisões tecnológicas.

Segurança energética é mais do que dispor de capacidade de produção suficiente

Taiwan importou 95,8% da sua energia em 2024. Esta dependência faz do abastecimento de combustíveis e das rotas marítimas parte integrante do planeamento da electricidade, a par dos custos de produção e das emissões de carbono.

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Lai apontou também o Mecanismo de Ajustamento Carbónico Fronteiriço da União Europeia como razão para reavaliar a combinação de fontes de energia. O mecanismo aplica custos de carbono a importações abrangidas, dando aos fabricantes afectados um incentivo financeiro para reduzirem as emissões associadas à produção.

Yeh considera que a energia nuclear é uma fonte de produção fiável que pode funcionar em conjunto com as energias renováveis. Chao defende que os recursos renováveis nacionais oferecem uma via mais sólida para reduzir a dependência energética das importações.

Lu Tsai-ying, que lidera o grupo de resiliência energética do Instituto de Investigação para a Democracia, a Sociedade e as Tecnologias Emergentes, centra-se no funcionamento do sistema durante perturbações. Destaca a vulnerabilidade das grandes instalações nucleares em caso de conflito e a necessidade de restabelecer rapidamente o fornecimento de electricidade após cortes. Entre as medidas que identifica estão o aumento da produção capaz de funcionar independentemente da rede principal, a instalação de equipamentos renováveis e o armazenamento de energia.

Para os residentes e as empresas, estas opções afectam tanto as facturas do dia-a-dia como a recuperação após emergências. Construir centrais suficientes responde à questão do abastecimento; reforçar as redes e distribuir a produção por diferentes locais ajuda a garantir que a electricidade chega aos consumidores quando partes do sistema falham.

O investimento em IA e o comércio alargam o alcance das decisões

As declarações de Lai sobre energia acompanharam planos para alargar a utilização da IA para além das empresas de semicondutores e servidores. O Governo prevê investir 100 mil milhões de dólares taiwaneses ao longo de oito anos para ajudar as micro, pequenas e médias empresas a transformarem-se, incentivando as grandes empresas a integrar fornecedores mais pequenos nas redes de produção tecnológica.

Taiwan pretende tornar-se um dos cinco países com maior literacia em IA do mundo, ajudar pelo menos um milhão de empresas mais pequenas a adoptar a IA e formar pelo menos 500 mil profissionais de IA até 2040. Lai afirmou que o desenvolvimento deve respeitar a Lei Básica da Inteligência Artificial, em vigor desde Janeiro, e salvaguardar a autonomia humana, a privacidade, a segurança da informação, a equidade, a transparência e a responsabilização.

O presidente reconheceu também os riscos de duplicação do investimento e de enfraquecimento da procura. Disse que o investimento apoiado por fundos públicos deve ser avaliado em termos de retorno e eficiência, e que a continuidade dos subsídios dependerá dos resultados.

O comércio acrescenta outra dimensão. Lai afirmou que Taiwan procuraria manter a taxa pautal recíproca negociada de 15% aplicada pelos Estados Unidos, que não se acumula com as taxas normais de nação mais favorecida, enquanto acompanha as investigações ao abrigo da Secção 301. Referiu também o tratamento preferencial ao abrigo da Secção 232 e uma taxa pautal de 10% resultante de uma investigação sobre trabalho forçado, que também não se acumula com as taxas normais. Continuava pendente uma investigação sobre excesso de capacidade estrutural.

Lai prevê que as exportações de Taiwan atinjam 900 mil milhões de dólares americanos em 2026, sendo os Estados Unidos o seu maior mercado. O seu programa liga estas ambições industriais à disponibilidade de electricidade fiável e mais limpa. As decisões que Taiwan tem agora pela frente dizem respeito aos projectos capazes de fornecer essa energia, ao momento em que poderão entrar em funcionamento e à forma como serão repartidos os respectivos custos e riscos.

Pontos principais

  • Lai apoia a análise do regresso à energia nuclear, desde que sejam cumpridas as condições de segurança, gestão dos resíduos e consenso público.
  • A Taipower tem de concluir as inspecções e uma nova análise regulamentar antes de Ma-anshan poder voltar a produzir electricidade.
  • O ministro da Economia apontou 2028 como a data mais cedo possível para o reinício; a entidade reguladora não fixou qualquer data.
  • Uma disputa sobre os requisitos de avaliação ambiental poderá afectar o licenciamento.
  • Está previsto um referendo sobre a política nuclear para 28 de Novembro de 2026.
  • Em 2025, o gás e o carvão forneceram 83,2% da electricidade de Taiwan; as energias renováveis forneceram 13,1%.
  • Lai pretende que a produção renovável atinja pelo menos 30% até 2035 e afirma que o planeamento da electricidade tem em conta a futura procura de IA.
  • Segundo o Instituto Nacional de Investigação Atómica, a primeira electricidade de Taiwan proveniente de um pequeno reactor modular poderá chegar, na melhor das hipóteses, em 2035.
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