Indonésia aponta para internet a Rp100.000 por mês a 100 Mbps enquanto a Komdigi estuda expandir a rede

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Indonesia Targets Rp100,000 Monthly Internet at 100 Mbps as Komdigi Studies Network Expansion

O objetivo é uma ligação doméstica mais barata

O Ministério da Comunicação e dos Assuntos Digitais da Indonésia, conhecido como Komdigi, está a estudar como reduzir de cerca de Rp300.000 para Rp100.000 por mês o custo da internet doméstica, com o objetivo de oferecer uma ligação de 100 megabits por segundo. O plano combina uma maior expansão da banda larga fixa com mais investimento nas redes móveis, incluindo em zonas onde os residentes continuam sem um serviço adequado.

Índice
  1. O objetivo é uma ligação doméstica mais barata
  2. O que o objetivo de preço significaria para os agregados familiares
  3. Por que razão a Komdigi quer mais banda larga fixa
  4. O plano para os 1,4 GHz antecedeu o anúncio mais recente
  5. A rede por detrás da ligação doméstica
  6. Um exemplo comercial, com custos ainda por considerar
  7. A cobertura e a capacidade apontam em direções diferentes
  8. Levar o serviço às zonas ainda sem cobertura
  9. As redes fixas e móveis têm de crescer em conjunto
  10. Pontos principais

O vice-ministro Nezar Patria apresentou este objetivo após a Cimeira de Infraestruturas Digitais de 2026, em Jacarta Central, a 12 de outubro de 2026. No seu comunicado de 12 de outubro, com o número 209/HM-KKD/10/2026, o ministério afirmou que a banda larga fixa representava cerca de 22% da conectividade total e que o Governo pretendia elevar essa percentagem para aproximadamente 50%.

Nezar relacionou o objetivo de preço com um problema mais amplo: ter uma rede nas proximidades só é útil se as pessoas puderem pagar uma ligação e receber um serviço adequado. A Komdigi quer que os agregados familiares tenham mais opções além da internet móvel, sobretudo em zonas densamente povoadas onde a conectividade continua a ser cara.

O anúncio do ministério surge na sequência das discussões, em fevereiro de 2025, sobre a utilização da banda de radiofrequências de 1,4 GHz para disponibilizar ligações com velocidades até 100 Mbps por Rp100.000 a Rp150.000 por mês. Essas discussões anteriores identificaram um requisito prático por detrás do preço atrativo: os operadores precisam de redes robustas para transportar dados entre as ligações locais e a internet em geral.

A Komdigi não indicou uma data para a disponibilização do serviço a Rp100.000 em todo o país nem para alcançar o objetivo relativo à banda larga fixa. A proposta continua a ser uma meta de política pública em estudo, cuja concretização depende da expansão da rede, da qualidade do serviço e da capacidade dos operadores para cobrir os custos.

O que o objetivo de preço significaria para os agregados familiares

Nezar classificou como demasiado elevado o custo atual das assinaturas de internet, de cerca de Rp300.000 por mês. Disse que o rendimento per capita da Indonésia se aproximava dos US$5.000 e sugeriu que, idealmente, a internet doméstica deveria ser acessível por cerca de Rp200.000 por mês.

Uma assinatura a Rp100.000 ficaria Rp200.000 abaixo do valor de Rp300.000 que referiu, uma redução de cerca de dois terços. Ao longo de 12 meses, a fatura da assinatura desceria de Rp3,6 milhões para Rp1,2 milhões, uma poupança de Rp2,4 milhões, antes de quaisquer outros encargos. O objetivo de Rp100.000 corresponde também a metade do valor de referência de Rp200.000 que apontou como acessível.

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Nezar atribuiu a sua avaliação de que os preços das assinaturas na Indonésia continuam elevados a dados da União Internacional das Telecomunicações, a agência das Nações Unidas responsável pelas tecnologias da informação e da comunicação. O comunicado do ministério apresentou essa avaliação sem identificar um conjunto de dados específico da UIT nem publicar uma comparação entre países.

O rendimento per capita é uma média nacional, mas os agregados familiares têm rendimentos e despesas diferentes. Para as famílias com pouco dinheiro disponível, o preço mensal é importante, tal como os custos de instalação e de equipamento. Por isso, uma tarifa anunciada mais baixa tem de se traduzir numa fatura acessível para as pessoas que a política pretende alcançar.

Por que razão a Komdigi quer mais banda larga fixa

A banda larga fixa disponibiliza uma ligação à internet num local específico, como uma casa ou um escritório. A banda larga móvel serve telemóveis e outros dispositivos através de redes celulares. Uma ligação fixa pode ser fornecida por cabo ou através de uma ligação sem fios a equipamento instalado nas instalações.

O valor de 22% referido por Nezar diz respeito à proporção da conectividade total correspondente à banda larga fixa, segundo a descrição do ministério. Aumentá-la para cerca de 50% representaria uma subida de 28 pontos percentuais e mais do dobro da proporção atual. A formulação do ministério refere-se a uma medida de conectividade, não ao número de agregados familiares com assinaturas.

Nezar afirmou que o Governo queria reduzir os custos reforçando a banda larga fixa e a móvel. O seu raciocínio coloca a expansão das ligações domésticas no centro do esforço para tornar o serviço mais acessível: um maior acesso daria aos residentes mais opções, em vez de os deixar dependentes de um único tipo de ligação.

As zonas densamente povoadas são uma prioridade específica porque muitos potenciais utilizadores vivem perto uns dos outros, embora, segundo o ministério, alguns continuem a enfrentar custos de conectividade relativamente elevados. Servir mais clientes dentro do alcance de uma rede pode repartir os custos da infraestrutura por mais assinaturas. Os operadores têm também de disponibilizar capacidade suficiente para que esses clientes utilizem o serviço em simultâneo.

O plano para os 1,4 GHz antecedeu o anúncio mais recente

O coordenador de políticas da Komdigi, Benny Elian, descreveu uma iniciativa anterior para tornar a internet mais barata durante um evento Morning Tech, em Jacarta, a 24 de fevereiro de 2025. Disse que a seleção da banda de espectro de 1,4 GHz se destinava a permitir preços mensais entre Rp100.000 e Rp150.000 para velocidades até 100 Mbps.

O espectro é o conjunto de frequências de rádio utilizado para transmitir sinais sem fios. A atribuição de uma banda dá aos operadores acesso a frequências através das quais podem criar serviços, sujeitos às regras governamentais e às condições das licenças. O intervalo de preços discutido anteriormente e o objetivo posterior de Nezar, de Rp100.000, partilham a mesma ambição, mas o anúncio mais recente centra-se no valor mais baixo.

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Os principais desenvolvimentos decorreram ao longo de dois anos:

  • 19 de fevereiro de 2025: Zulfadly Syam, secretário-geral da APJII, questionou se um serviço a Rp100.000 com 100 Mbps conseguiria manter essa velocidade e continuar a ser rentável.
  • 24 de fevereiro de 2025: Benny apresentou a ambição de preços entre Rp100.000 e Rp150.000 no âmbito da seleção do espectro de 1,4 GHz e afirmou que os operadores precisavam de uma rede de transporte adequada.
  • 12 de outubro de 2026: Nezar anunciou o objetivo de Rp100.000 após a Cimeira de Infraestruturas Digitais e falou da expansão da banda larga fixa, de cerca de 22% para aproximadamente 50% da conectividade total.

A discussão de fevereiro centrou-se numa modalidade específica de acesso sem fios. O comunicado de outubro descreveu um esforço mais abrangente, que inclui a expansão da banda larga fixa, a cobertura móvel e a acessibilidade do serviço.

A rede por detrás da ligação doméstica

Benny identificou a rede de transporte como um requisito para disponibilizar internet acessível com uma velocidade fiável. Essa rede transporta dados da rede de acesso local, como uma torre sem fios, para a rede principal do operador e daí para a internet.

Uma casa pode ter uma ligação rápida a uma torre próxima, mas cada pedido continua a ter de seguir para além dessa torre. Se a rede de ligação não tiver capacidade suficiente, várias famílias a utilizá-la em simultâneo podem sentir uma quebra na qualidade do serviço. Por isso, a rede de transporte é tão importante como a ligação final à casa.

Benny afirmou que os operadores interessados precisavam de infraestrutura de cabos existente, em particular redes de fibra ótica, para apoiar a implementação. A fibra transporta dados através de luz em filamentos finos e consegue transmitir grandes volumes de tráfego entre pontos da rede. O seu argumento era que a rede principal tinha de estar instalada antes de o serviço local poder funcionar com eficiência.

Benny, coordenador de políticas da Komdigi para a disponibilização de infraestruturas digitais, explicou esse requisito em declarações traduzidas do indonésio:

É por isso que a rede de transporte é um requisito. A rede principal tem de já estar instalada. Tem de ser um operador com uma rede de cabos.

A sua declaração relaciona o preço proposto para o consumidor com uma questão de investimento. Um operador que já disponha de infraestrutura de fibra parte de uma posição diferente da de outro que tenha de construir tanto a rede principal como as ligações que servem os clientes.

Um exemplo comercial, com custos ainda por considerar

A PT Solusi Sinergi Digital Tbk, conhecida como Surge ou WiFi, disponibilizou o pacote Starlite, anunciado a Rp100.000 por 100 Mbps. O pacote incluía instalação gratuita, um mês de serviço gratuito e nenhuma política de utilização justa, ou seja, não era indicado qualquer limite de utilização que, ao abrigo de uma política desse tipo, restringisse o consumo dos clientes.

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A oferta recorria ao acesso fixo sem fios, ou FWA, uma das tecnologias utilizadas para disponibilizar o serviço. O FWA liga uma casa ou outro local fixo por rádio, sem exigir um cabo em todo o troço final. Ainda assim, pode ser necessária fibra ou outra ligação de elevada capacidade por detrás do equipamento sem fios.

Os custos de implementação ajudam a explicar por que motivo estes preços exigem um planeamento cuidadoso. As estimativas discutidas a propósito da proposta de fevereiro de 2025 apontavam para um custo de Rp1,5 mil milhões a Rp4 mil milhões por estação radiobase, dependendo da sua capacidade e torre. Uma estação radiobase, frequentemente abreviada como BTS, é um equipamento que envia e recebe sinais sem fios.

Os custos de implementação do FWA foram descritos como comparáveis aos da implementação de redes celulares. Não foram divulgados os gastos efetivos da Surge com a rede Starlite. O exemplo comercial apresenta um preço e um pacote concretos, enquanto as estimativas de infraestrutura mostram a dimensão do investimento que os operadores poderão ter de recuperar através dos pagamentos dos clientes.

A cobertura e a capacidade apontam em direções diferentes

A discussão de fevereiro de 2025 identificou as bandas de 1,8 GHz, 2,1 GHz e 2,3 GHz como utilizadas nos serviços 4G e 5G da Indonésia, considerando a banda de 1,4 GHz para o FWA. Na comparação entre opções de implementação, referiu-se que a frequência mais baixa proporcionaria uma cobertura mais ampla, mas uma capacidade inferior à dos 1,8 GHz.

Um maior alcance pode permitir que uma estação de rádio cubra uma área mais extensa e reduzir o número de estações necessárias. A capacidade determina o volume de tráfego que a rede consegue suportar. O desempenho real depende do equipamento, do espectro disponível, da rede de transporte e do número de clientes ligados em simultâneo.

Uma velocidade de 100 Mbps significa que a ligação consegue transferir 100 milhões de bits de dados por segundo nas condições do serviço. Vários utilizadores a ver vídeos em streaming, a descarregar ficheiros ou a participar em chamadas em simultâneo exigem capacidade da rede partilhada. Por isso, manter a velocidade nos períodos de maior utilização é uma tarefa diferente de fazer chegar um sinal a uma casa.

Zulfadly Syam, secretário-geral da Associação Indonésia de Fornecedores de Serviços de Internet, conhecida como APJII, questionou se o preço baixo poderia garantir de forma consistente a velocidade pretendida e, ao mesmo tempo, manter os fornecedores rentáveis. Disse que o sucesso dependia da instalação de infraestrutura em locais adequados e da angariação de clientes em número suficiente.

Zulfadly alertou também que o aumento do número de clientes pressionaria a rede sem fios. Os operadores precisam das receitas das assinaturas para pagar os custos, mas servir mais utilizadores exige capacidade suficiente para manter o serviço útil. Apontou ainda o poder de compra limitado como um obstáculo para algumas famílias, mesmo com o preço proposto.

Levar o serviço às zonas ainda sem cobertura

A Komdigi afirma que a cobertura 4G já alcança cerca de 97% das zonas habitadas. Nezar disse que alguns locais com populações relativamente pequenas continuavam sem infraestrutura de telecomunicações, tornando a expansão do acesso uma prioridade permanente, a par de serviços mais baratos nas zonas densamente povoadas.

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O ministério afirmou que estava a incluir nas políticas de leilão do espectro obrigações de construir redes em zonas mal servidas. Espera-se que os operadores a quem seja atribuído espectro contribuam para levar ligações 4G e 5G a esses locais, além de reforçarem o serviço onde as redes já operam.

Nezar descreveu a obrigação dos operadores que obtêm direitos de utilização do espectro em declarações traduzidas do indonésio:

Exigimos que todos os vencedores de espectro, ao construírem ligações 4G e 5G, tenham estas zonas em consideração.

A atribuição do espectro permite ao Governo associar obrigações de serviço público a um recurso valioso. Esta abordagem liga o acesso dos operadores às frequências às responsabilidades perante as comunidades que ainda precisam de conectividade.

As redes fixas e móveis têm de crescer em conjunto

Nezar situou a penetração do 5G na Indonésia em cerca de 8,5% e defendeu um desenvolvimento mais rápido. Relacionou esse esforço com o aumento da procura por serviços digitais e com a necessidade de reforçar a conectividade nas zonas densamente povoadas onde o acesso continua a ser caro.

Os números do ministério referem-se a medidas diferentes: 97% corresponde à cobertura 4G das zonas habitadas, 8,5% é o valor indicado para a penetração do 5G e 22% é a proporção da conectividade total correspondente à banda larga fixa. Cada número aponta para uma tarefa distinta: chegar a mais locais, desenvolver serviços móveis mais recentes ou alargar o acesso a ligações fixas.

A abordagem da Komdigi combina essas tarefas em vez de escolher apenas uma. A expansão da banda larga fixa pretende melhorar a oferta e a acessibilidade para as famílias, enquanto o investimento na rede móvel procura responder às necessidades de cobertura e capacidade das comunidades.

Os resultados para os agregados familiares dependerão de três fatores práticos: se o serviço chega até eles, se a fatura mensal cabe no seu orçamento e se a ligação funciona bem quando dela precisam. O objetivo de Rp100.000 estabelece uma referência concreta para o esforço de tornar o serviço mais acessível, enquanto as discussões sobre a rede de transporte e o espectro identificam o trabalho necessário para sustentar esse preço.

Pontos principais

  • A Komdigi está a estudar o objetivo de disponibilizar internet doméstica a Rp100.000 por mês, com uma velocidade de 100 Mbps.
  • Nezar Patria anunciou o objetivo a 12 de outubro de 2026, juntamente com a intenção de aumentar a proporção da banda larga fixa na conectividade de cerca de 22% para aproximadamente 50%.
  • O preço proposto é cerca de dois terços inferior ao custo mensal de Rp300.000 referido pelo vice-ministro.
  • As discussões anteriores associaram a seleção do espectro de 1,4 GHz a preços entre Rp100.000 e Rp150.000 e à necessidade de uma rede de transporte adequada.
  • O pacote Starlite da Surge foi um exemplo comercial de internet a Rp100.000 por 100 Mbps, com instalação gratuita e ofertas de lançamento.
  • A APJII manifestou preocupações quanto à consistência da velocidade, ao poder de compra dos clientes e à capacidade dos fornecedores para continuarem a ser rentáveis.
  • A Komdigi está também a aplicar obrigações de cobertura aos operadores que recebem espectro. A rede 4G chega a cerca de 97% das zonas habitadas e a penetração do 5G foi estimada em 8,5%.
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