Coreia do Sul planeia transferir 44 organismos governamentais e 9.929 funcionários públicos para Sejong até 2031

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South Korea Plans to Move 44 Government Agencies and 9,929 Officials to Sejong by 2031

Quase 10.000 postos na administração pública serão transferidos para Sejong

A Coreia do Sul planeia transferir 44 organismos da administração central e 9.929 postos de funcionários públicos da região metropolitana de Seul para Sejong, entre 2027 e 2031, levando para a cidade administrativa as áreas dos negócios estrangeiros, da defesa, da política financeira e das principais funções de investigação. O Ministério do Interior e da Segurança anunciou o plano pormenorizado a 13 de outubro, dividindo a mudança entre organismos que podem ocupar instalações arrendadas e os que necessitam de edifícios novos.

Índice
  1. Quase 10.000 postos na administração pública serão transferidos para Sejong
  2. Que organismos serão transferidos primeiro?
  3. Um calendário que se prolonga para além de 2031
  4. A estimativa da construção não corresponde ao custo total
  5. Cinco ministérios precisam de alterações à lei
  6. Diplomacia e defesa enfrentam decisões de coordenação
  7. A política financeira muda-se, mas a supervisão fica de fora
  8. Sejong prepara escritórios e apoio às famílias
  9. A pressão sobre as rendas e as lojas vazias contam histórias diferentes
  10. O Governo não demonstrou o efeito na população
  11. Pontos principais

O primeiro grupo inclui 27 organismos, com 2.995 trabalhadores, cuja mudança para instalações arrendadas deverá começar em 2027. Outros 17 organismos, que representam 6.934 postos, serão transferidos depois de construídos edifícios próprios, prevendo-se a conclusão até 2031. Isto significa que quase 70% da transferência de trabalhadores prevista depende de obras, e não da disponibilidade de espaço de escritórios já existente.

O Governo estima os custos de construção em 3,1 biliões de won. Uma estimativa separada de 89,7 mil milhões de won cobre os escritórios temporários e o apoio à mudança apenas em 2027, prevendo-se mais despesas com rendas até os edifícios permanentes estarem prontos. Cinco ministérios também precisam de alterações à lei que atualmente os isenta da transferência.

O ministro do Interior, Yun Ho-jung, apresentou a mudança como uma estratégia para reduzir a concentração na região da capital e melhorar a coordenação entre ministérios. Antes de elaborar o plano, o Governo analisou 142 organismos administrativos em Seul e na região metropolitana circundante, na sequência das orientações para a transferência anunciadas a 3 de setembro e de consultas com instituições e especialistas.

A proposta é ambiciosa, mas não constitui uma decisão definitiva de transferência para todas as instituições. Alterações legislativas, aprovação do orçamento, escolha dos escritórios e consultas legalmente obrigatórias continuam a separar o calendário anunciado da sua execução. Os organismos diretamente associados à presidência, várias instituições públicas e entidades que prestam serviços aos residentes locais estão a ser tratados separadamente.

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Que organismos serão transferidos primeiro?

Está previsto que seis organismos se mudem no primeiro semestre de 2027: a comissão das comunicações, a Comissão de Proteção de Dados Pessoais, a Comissão de Segurança Nuclear e Proteção Física, a Comissão Nacional dos Direitos Humanos, a Comissão Nacional da Educação e a Agência dos Coreanos no Estrangeiro. As fontes em inglês usam nomes diferentes para o organismo das comunicações, incluindo Korea Communications Commission e Korea Media and Communications Commission.

A Comissão de Serviços Financeiros seguir-se-á no segundo semestre de 2027, juntamente com outras 18 instituições, incluindo organismos ligados a ministérios e comissões consultivas. O Ministério da Justiça e o Ministério da Igualdade de Género e da Família também fazem parte do grupo de 27, mas as respetivas datas dependem de alterações à lei que regula as transferências.

Esta distinção é importante para interpretar o calendário: os seis organismos do primeiro semestre e os 19 do segundo representam 25 instituições. Os dois ministérios cujas datas dependem de legislação elevam para 27 o grupo previsto para a fase inicial. A sua inclusão não significa que as datas da mudança já estejam definidas.

As 17 instituições restantes precisam de instalações adaptadas a operações de investigação, segurança, fiscalização ou controlo. Incluem os ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Unificação e da Defesa Nacional, o Conselho de Auditoria e Inspeção, a Agência Nacional de Polícia, a Agência de Investigação de Crimes Graves e o Gabinete de Investigação da Corrupção de Altos Funcionários. Nove instituições afiliadas, incluindo o Instituto Nacional de História da Coreia e a Academia Diplomática Nacional da Coreia, também fazem parte deste grupo.

As fontes divergem quanto ao nome do organismo do Ministério Público incluído na lista: os detalhes do anúncio original identificam um Public Prosecution Office, enquanto algumas notícias em inglês lhe chamam Prosecution Service. A proposta de transferência não resolve, por si só, as alterações institucionais subjacentes a essas designações.

Um calendário que se prolonga para além de 2031

A transferência dos organismos integra uma sequência mais longa de projetos. A conclusão do gabinete presidencial em Sejong está prevista para 2029, enquanto o edifício da Assembleia Nacional em Sejong deverá ficar concluído em 2033. A conclusão de qualquer um dos edifícios não deve ser confundida com uma transferência integral confirmada da presidência ou do poder legislativo.

  • 2012: O Gabinete do Primeiro-Ministro foi o primeiro organismo da administração central a transferir-se para Sejong.
  • 2012 a 2014: Uma anterior transferência de grande dimensão levou 43 organismos e 14.731 postos, segundo várias fontes.
  • 3 de setembro: O Governo anunciou as orientações para a segunda fase da transferência.
  • 13 de outubro: O Ministério do Interior anunciou a lista pormenorizada dos organismos e o calendário faseado.
  • 2027: Está previsto o início da fase de escritórios arrendados, a par do financiamento proposto para os trabalhos de conceção preliminar.
  • 2029: Prevê-se a conclusão do gabinete presidencial de Sejong.
  • 2031: Está previsto que os organismos que necessitam de novos escritórios concluam as suas transferências.
  • 2033: Prevê-se a conclusão do edifício da Assembleia Nacional em Sejong.

As fases posteriores prolongam-se para além do mandato do presidente Lee Jae-myung, que termina em junho de 2030. Questionados sobre a continuidade, os responsáveis governamentais apontaram a intenção de iniciar as obras antes do fim desse mandato. O início da construção criaria um compromisso prático, mas não eliminaria a necessidade de orçamentos e decisões de execução posteriores.

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A estimativa da construção não corresponde ao custo total

A maior despesa anunciada é a estimativa de 3,1 biliões de won para novos edifícios governamentais. Este valor cobre instalações para instituições que necessitam de edifícios próprios e futuras instalações permanentes para os organismos que inicialmente ocuparão espaços arrendados. O Governo tenciona incluir cerca de 28,6 mil milhões de won no orçamento de 2027 para a conceção preliminar.

A estimativa de 89,7 mil milhões de won para 2027 cobre o arrendamento, a preparação e o funcionamento dos escritórios temporários, bem como o apoio à mudança dos trabalhadores. Os responsáveis esperam que os custos de arrendamento associados continuem durante mais três a quatro anos, enquanto os edifícios permanentes são concluídos.

Em conjunto, as duas principais estimativas ascendem a 3,1897 biliões de won, sem contar com os custos adicionais dos escritórios temporários nos anos seguintes. Esse cálculo não corresponde a um orçamento final do projeto. A verba para a conceção preliminar não deve ser simplesmente somada de novo como despesa autónoma sem que se esclareça como está contabilizada na estimativa da construção.

Os custos poderão mudar em função da localização de cada organismo, da dimensão das instalações, da aquisição de terrenos e dos projetos finais. O Governo terá de discutir o financiamento com a Assembleia Nacional, que também irá analisar as alterações legislativas necessárias para várias transferências.

A utilização futura dos complexos governamentais de Seul e Gwacheon continua por decidir. Está em curso um estudo sobre a sua utilização a médio e longo prazo. Uma possibilidade é instalar neles organismos administrativos locais especiais e outras instituições que atualmente funcionam noutros locais de Seul e da província de Gyeonggi. Não foi anunciado qualquer plano definitivo de reutilização.

Cinco ministérios precisam de alterações à lei

A lei que regula a construção de Sejong exclui atualmente cinco ministérios da transferência: os Negócios Estrangeiros, a Unificação, a Defesa Nacional, a Justiça e a Igualdade de Género e da Família. A sua mudança exige alterações à Lei Especial sobre a Construção da Cidade Administrativa Multifuncional, também designada em algumas fontes como Lei Especial sobre a Construção da Cidade de Sejong.

As exclusões resultaram da decisão do Tribunal Constitucional de 2004 contra a anterior lei sobre a capital administrativa e dos acordos subsequentes para a construção de Sejong. A proximidade à presidência, o acesso diplomático e as responsabilidades de segurança ajudaram a determinar quais as instituições que permaneceram na região da capital.

Há três propostas de alteração à lei de desenvolvimento de Sejong pendentes na Assembleia Nacional. O Governo pretende que as alterações sejam aprovadas durante a sessão parlamentar ordinária, embora não tenha sido indicada uma data confirmada para a votação. Os calendários dos ministérios da Justiça e da Igualdade de Género estão expressamente dependentes desse processo.

O Ministério do Interior também tenciona consultar os organismos relevantes, realizar audições públicas e cumprir outros procedimentos legais antes de rever e anunciar formalmente o plano de transferência. O presidente da Câmara de Sejong, Cho Sang-ho, pediu separadamente a aprovação de uma Lei Especial sobre a Capital Administrativa durante a sessão ordinária. O seu pedido diz respeito a uma base jurídica mais ampla para o estatuto e as funções nacionais de Sejong, e não apenas à definição das datas de transferência de cada ministério.

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Diplomacia e defesa enfrentam decisões de coordenação

A inclusão dos ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Unificação e da Defesa cria questões práticas que o número de organismos anunciado não resolve. O Ministério dos Negócios Estrangeiros trabalha em estreita colaboração com as missões diplomáticas concentradas em Seul. A sua transferência não exige que as embaixadas estrangeiras se mudem, e não foi anunciada qualquer decisão coletiva nesse sentido.

O ministério tenciona comunicar com as missões estrangeiras quando os planos para a sua própria mudança estiverem mais definidos. Se as embaixadas permanecerem em Seul, os responsáveis poderão ter de viajar entre as duas cidades para reuniões. Mesmo as missões que decidam mudar-se precisarão de tempo para encontrar terrenos e instalações.

O Estado-Maior Conjunto não está incluído no plano de transferência anunciado. Se permanecer em Seul enquanto o Ministério da Defesa se muda para Sejong, a política de defesa e a administração militar ficarão fisicamente separadas do comando operacional. Foram manifestadas preocupações quanto à coordenação e à prontidão, mas o anúncio não demonstra que qualquer uma delas venha a deteriorar-se.

Poderão ser necessárias decisões adicionais sobre o Comando das Forças Armadas e das Comunicações, o Comando de Operações Cibernéticas e o Comando de Contraespionagem da Defesa. A sua transferência, ou a transferência de determinadas funções, ainda não foi decidida. O Ministério da Unificação também enfrenta questões quanto à localização das organizações responsáveis pelas conversações com a Coreia do Norte.

As reuniões do Conselho de Segurança Nacional colocam outra questão de calendarização. Os ministros dos Negócios Estrangeiros, da Unificação e da Defesa, bem como os seus principais colaboradores, participam em consultas de segurança com responsáveis da presidência. Por isso, prevê-se que os planos para a sua transferência sejam coordenados com o projeto do gabinete presidencial em Sejong. A Secretaria Presidencial, o Gabinete de Segurança Nacional e o Serviço de Segurança Presidencial estão excluídos desta fase e serão analisados separadamente.

A política financeira muda-se, mas a supervisão fica de fora

A Comissão de Serviços Financeiros deverá deixar o Complexo Governamental de Seul e mudar-se para instalações arrendadas em Sejong no segundo semestre de 2027. A Unidade de Informação Financeira da Coreia, que lhe está associada, também está incluída. Os dois organismos comunicaram ter, respetivamente, 340 e 80 trabalhadores, ou 420 no total.

O Serviço de Supervisão Financeira não faz parte desta fase da transferência. A sua possível mudança está a ser analisada separadamente, distinguindo assim a transferência dos organismos responsáveis pela política financeira da decisão sobre a localização de outras entidades de supervisão e instituições financeiras.

As preocupações centram-se no acesso aos bancos, seguradoras, corretoras e associações do setor financeiro, com sede em Seul. Um exemplo referido nesse debate é uma reunião de emergência convocada pela comissão às 14h00 de domingo, dia 4, na sequência de ciberataques ao setor financeiro. Altos representantes do setor estiveram presentes, apesar de só terem sido avisados na tarde do dia anterior.

Esse episódio ilustra a importância de uma coordenação rápida, mas não prova que respostas equivalentes fossem impossíveis a partir de Sejong. O Governo defende que a política financeira também exige consultas com outros ministérios e não tem de permanecer em Seul. Promete criar mecanismos específicos para manter a capacidade de resposta do mercado.

A mudança também suscitou especulação sobre a eventual recuperação de uma proposta anterior, entretanto abandonada, para redistribuir as funções da comissão entre o ministério das Finanças e o Serviço de Supervisão Financeira. O anúncio da transferência não inclui qualquer decisão de fusão. As expectativas sindicais quanto a possíveis mudanças de bancos públicos de desenvolvimento também continuam a ser apenas expectativas, e não transferências confirmadas.

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Sejong prepara escritórios e apoio às famílias

Sejong identificou possíveis espaços privados de escritórios com capacidade para cerca de 2.600 pessoas e partilhou essa informação com o Ministério do Interior. Face aos 2.995 postos previstos para a fase inicial, isso representa cerca de 87% das necessidades indicadas. É um ponto de partida útil, mas os espaços identificados não equivalem a contratos de arrendamento assinados nem a instalações prontas a ocupar.

A cidade tenciona reforçar a equipa de apoio à transferência, sob a alçada do vice-presidente da Câmara para os Assuntos Administrativos, e criar uma Divisão de Apoio à Capital Administrativa. As suas responsabilidades incluiriam a organização dos escritórios, a instalação dos trabalhadores e a coordenação com as instituições centrais.

O presidente da Câmara, Cho Sang-ho, descreveu a transferência como uma oportunidade para responder à divisão das funções governamentais entre a região da capital e Sejong. Prometeu também apoio aos trabalhadores e às suas famílias.

Apoiaremos a instalação dos organismos e a fixação dos seus trabalhadores e famílias, para que esta mudança produza resultados concretos.

As medidas propostas incluem a coordenação com a Korea Land & Housing Corporation e com fornecedores privados de habitação para arrendamento, melhores ligações entre o sistema de transporte rápido por autocarro e os autocarros locais, informação sobre escolas e serviços de saúde e apoio aos cônjuges através de intercâmbios de pessoal. A cidade tenciona também intensificar a fiscalização de transações imobiliárias irregulares e de atividades ilegais de mediação.

Estão previstos apoios para as despesas de mudança e para a instalação inicial, mas os montantes e os períodos de pagamento ainda não foram definidos. Está a ser ponderada a disponibilização de transporte temporário para os trabalhadores que não possam mudar-se de imediato devido a questões de habitação ou ao calendário escolar dos filhos. Espera-se também que os organismos preparem medidas de continuidade para que o atendimento de pedidos dos cidadãos, o licenciamento e outros serviços públicos não sejam interrompidos durante a transferência.

A pressão sobre as rendas e as lojas vazias contam histórias diferentes

Os dados sobre a habitação em Sejong revelam uma divisão entre a compra e o arrendamento. Segundo números atribuídos à Korea Real Estate Board, os preços de venda dos apartamentos caíram 0,93% desde o início do ano a que respeita a série até à primeira semana de outubro, enquanto os preços a nível nacional subiram 2,89%. Os preços do jeonse em Sejong aumentaram 4,46% no mesmo período. O jeonse é um regime de arrendamento sul-coreano baseado num elevado depósito reembolsável, em vez de uma renda mensal convencional.

Exemplos do mercado local sugerem que também há pressão sobre as rendas mensais. As rendas comunicadas para apartamentos com cerca de 25 pyeong subiram de 600.000 para 750.000 won, um aumento de 25%. Nos apartamentos com cerca de 34 pyeong, passaram de 900.000 para 1,2 milhões de won, cerca de 33%. São exemplos fornecidos por agências imobiliárias, não médias para toda a cidade. Um pyeong corresponde a aproximadamente 3,3 metros quadrados.

O imobiliário comercial apresenta um quadro diferente. A taxa de espaços comerciais vazios em Sejong foi de 22,8% no segundo trimestre, face a uma média nacional de 13,4%, uma diferença de 9,4 pontos percentuais. O aumento do número de trabalhadores a arrendar alojamento não se traduziria automaticamente num aumento equivalente das compras ao fim de semana ou das despesas das famílias.

Os padrões de deslocação ajudam a explicar essa diferença. As viagens de passageiros da Korail entre as estações de Osong e Daejeon e as estações de Seul e Yongsan passaram de 5,832 milhões em 2021 para 10,842 milhões no ano anterior referido, um aumento de 85,9%. Estes números abrangem todos os passageiros nas ligações indicadas, e não apenas funcionários públicos.

O programa especial de atribuição de habitação aos trabalhadores dos organismos transferidos foi abolido em 2021, e a sua reposição não foi decidida. Os anteriores autocarros de transporte pendular entre Seul e Sejong também foram suspensos na sequência do escândalo da Korea Land & Housing Corporation. A questão central para a procura de habitação e o comércio local continua a ser saber se as famílias se instalarão de forma permanente, em vez de os trabalhadores manterem alojamento durante a semana.

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O Governo não demonstrou o efeito na população

Os 9.929 postos adicionais equivalem a cerca de 67,4% dos 14.731 postos registados na transferência anterior. A soma dos dois valores é 24.660, mas não representa o número atual de trabalhadores: dizem respeito a níveis de pessoal em momentos diferentes.

As notícias também divergem quanto ao número de organizações já transferidas. Várias referem 43, o que elevaria o total para 87 após a nova fase. Outra fonte atribui à Agência Nacional para a Construção da Cidade Administrativa um total de 44 transferências concluídas. Sem uma lista institucional harmonizada, estes totais não devem ser tratados como equivalentes.

A principal justificação do Governo é reduzir a concentração na região metropolitana e melhorar a coordenação das políticas. No entanto, reconheceu que não encontrou dados claros que demonstrem uma redução significativa da concentração na região de Seul após a primeira transferência. A percentagem da população nacional residente na região da capital subiu de 49,4% em 2012 para 51% no ano anterior referido, um aumento de 1,6 pontos percentuais.

Esse aumento não permite saber o que teria acontecido sem Sejong, mas impede que os números da população sejam apresentados como prova inequívoca de uma dispersão bem-sucedida. Kim Ha-gyun, diretor do Gabinete de Gestão dos Edifícios Governamentais do Ministério do Interior, reconheceu essa lacuna quando questionado sobre os efeitos económicos.

Não conseguimos encontrar dados claros sobre isso.

Kim disse que o Governo iria analisar os estudos existentes e prestar esclarecimentos numa ocasião posterior. Os responsáveis também afirmaram que a construção de Sejong está cerca de 60% concluída e defenderam que a transferência deve ser avaliada juntamente com a transferência de instituições públicas regionais e com a estratégia governamental assente em cinco grandes zonas regionais e três províncias autónomas especiais.

Está a ser preparado para o quarto trimestre um anúncio separado sobre a transferência de instituições públicas. Este não deve ser confundido com o plano para os organismos administrativos. O Museu Nacional de Ciência de Gwacheon, o Serviço Central de Gestão das Radiocomunicações, o Centro Nacional Gugak e a Biblioteca Nacional da Coreia estão excluídos devido aos serviços que prestam diretamente aos residentes. Não houve consultas substanciais sobre possíveis transferências do Supremo Tribunal e do Tribunal Constitucional, que exigiriam um debate parlamentar separado.

Pontos principais

  • O plano abrange 44 organismos e 9.929 postos de funcionários públicos, com transferências previstas entre 2027 e 2031.
  • Vinte e sete organismos deverão ocupar inicialmente escritórios arrendados; 17 precisam de edifícios novos e instalações especializadas.
  • A construção está estimada em 3,1 biliões de won, sendo necessários mais 89,7 mil milhões de won em 2027 para escritórios temporários e apoio à transferência.
  • Cinco ministérios precisam de alterações à lei que atualmente os isenta da transferência.
  • O Estado-Maior Conjunto e o Serviço de Supervisão Financeira não estão incluídos nesta fase.
  • Os montantes do apoio aos trabalhadores, vários aspetos relativos aos escritórios e a reutilização dos complexos de Seul e Gwacheon continuam por decidir.
  • O Governo prometeu análises adicionais depois de reconhecer que faltam provas claras sobre os efeitos económicos e demográficos da transferência anterior.
  • A conclusão do gabinete presidencial de Sejong está prevista para 2029 e a do edifício da Assembleia Nacional para 2033.
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