Ruben Onsu apresenta novas queixas à polícia enquanto Sarwendah defende o vídeo e pede análise forense

15 min de leitura
Ruben Onsu Files Further Police Complaints as Sarwendah Defends Video and Seeks Forensic Review

Uma gravação de 27 minutos torna-se o foco de uma disputa crescente

Ruben Onsu apresentou novas queixas à polícia relacionadas com a gravação e divulgação de uma videochamada privada, alargando uma disputa com a ex-mulher, Sarwendah, que já envolve a guarda dos filhos, um acordo de divórcio e alegações de acesso não autorizado ao email do filho de ambos, Betrand Peto. As queixas mais recentes foram apresentadas na Polda Metro Jaya, em Jacarta, na madrugada de 13 de outubro de 2026, segundo o advogado de Ruben, Minola Sebayang.

Índice
  1. Uma gravação de 27 minutos torna-se o foco de uma disputa crescente
  2. O que Ruben denunciou a 11 de outubro
  3. Novas queixas identificam duas outras pessoas
  4. Ruben ainda não identificou publicamente os excertos contestados
  5. Sarwendah admite cortes, mas nega ter inventado os acontecimentos
  6. Quem forneceu a gravação e deu autorização?
  7. A análise forense continua por concluir
  8. A queixa relativa ao email de Betrand diz respeito a outros materiais privados
  9. A remoção do Instagram não esclarece a autenticidade
  10. A audiência sobre a guarda dos filhos e a cronologia
  11. Em síntese

A principal divergência diz respeito ao que aconteceu a uma gravação que, segundo Sarwendah, tinha originalmente 27 minutos. Ruben alega que partes do vídeo que circula não correspondem ao que realmente aconteceu. Sarwendah reconhece ter publicado apenas alguns minutos, mas nega ter inventado os acontecimentos mostrados. A sua equipa jurídica afirma também que o rosto do outro participante foi desfocado a pedido deste.

A polícia confirmou ter recebido a queixa anterior de Ruben, apresentada a 11 de outubro, relativa a alegada difamação ou calúnia através de meios eletrónicos. O caso foi encaminhado para a Direção de Cibercrime para análise adicional. Uma queixa separada, apresentada mais cedo nesse dia, diz respeito ao alegado acesso ao email de Betrand e à divulgação de fotografias e vídeos privados deste.

Não foram anunciadas conclusões forenses definitivas nem qualquer decisão sobre responsabilidade criminal. Abimanyu Wachjoewidajat, especialista em perícia digital contratado pela equipa de Sarwendah para analisar a gravação, diz que a sua avaliação visual inicial não revelou indícios fortes de inteligência artificial. Sublinhou também que continua a ser necessário examinar o ficheiro original e analisar o áudio.

A disputa envolve, por isso, várias questões distintas: se a gravação representa fielmente a conversa, se foi gravada e divulgada com autorização suficiente e se material privado alheio, pertencente a Betrand, foi obtido ilegalmente. A prova que esclareça uma destas questões não resolverá automaticamente as restantes.

Publicidade

O que Ruben denunciou a 11 de outubro

Minola afirma que Ruben apresentou duas queixas à polícia em momentos diferentes do dia 11 de outubro de 2026. A primeira, apresentada de madrugada, com Betrand a acompanhá-lo, dizia respeito ao alegado acesso não autorizado ao email pessoal de Betrand. A segunda, entregue às 15h00, hora da Indonésia Ocidental, dizia respeito à divulgação de uma videochamada de Ruben com um homem.

A queixa relativa ao email está registada com a referência STTLPB/7627, enquanto a queixa por difamação está identificada como STTLP/B/7634/Polda Metro Jaya. Estas referências identificam as queixas apresentadas, não constituindo conclusões de que tenha ocorrido uma infração.

O porta-voz da Polda Metro Jaya, Budi Hermanto, confirmou que a queixa de Ruben dizia respeito a alegada difamação ou calúnia através de meios eletrónicos. Disse que tinham sido entregues uma pen USB e capturas de ecrã de uma publicação no Instagram. Onkoseno Grandiarso, responsável pela informação pública da polícia, também confirmou a receção e afirmou que os investigadores analisariam a queixa.

Nas declarações iniciais, a polícia não identificou publicamente a pessoa visada nem a publicação concreta em análise. Embora algumas notícias digam que a queixa foi dirigida contra Sarwendah, essa descrição vai além do que a própria polícia divulgou. Onkoseno afirmou que a pessoa visada ainda estava a ser investigada.

Novas queixas identificam duas outras pessoas

A disputa alargou-se na madrugada de 13 de outubro, quando Ruben apresentou uma nova queixa relacionada com a alegada gravação e divulgação sem autorização. Minola identificou as duas pessoas visadas pelas iniciais AA ou AO e F, também conhecido como Y. Disse que a queixa foi aceite pelo centro integrado de atendimento policial da Polda Metro Jaya, com o número de registo 7671.

O relato das queixas mais recentes refere ainda outra queixa por alegada difamação através do vídeo. Não indica um número de registo separado para essa queixa, pelo que não é possível determinar, apenas com base nos pormenores divulgados, o número exato e a estrutura dos novos processos.

Minola afirmou que as queixas invocavam os artigos 258.º e 259.º do Código Penal e referiu uma possível pena máxima de 10 anos de prisão. Trata-se da interpretação do advogado sobre as disposições legais e a pena possível, não de uma acusação anunciada pela polícia nem de uma decisão judicial.

Disse também que Ruben excluiu a possibilidade de reconciliação e considerava improvável a justiça restaurativa. A justiça restaurativa refere-se a um processo que procura uma solução através da participação das partes afetadas, em vez de prosseguir exclusivamente com vista à punição. A posição do advogado não determina se esse processo estaria legalmente disponível ou como os investigadores decidiriam avançar.

Publicidade

Ruben ainda não identificou publicamente os excertos contestados

A posição de Ruben vai além de observar que foi publicada uma versão mais curta. Minola afirma que o seu cliente suspeita que partes do vídeo são inconsistentes com a conversa real. Em declarações em Kuningan, no sul de Jacarta, a 12 de outubro, o advogado disse que Ruben identificaria essas discrepâncias ao prestar declarações formais aos investigadores.

Minola Sebayang, advogado de Ruben, descreveu a suspeita nestes termos:

Patut diduga, menurut klien kami, ada editan

A declaração diz que, segundo o seu cliente, há motivos para suspeitar de edição. Minola não especificou publicamente os momentos, as palavras ou as sequências contestadas. Disse que esses pormenores seriam apresentados durante o processo BAP, o registo escrito formal do interrogatório de uma pessoa pelos investigadores.

Subsiste, assim, uma diferença substancial entre alegar que o sentido foi alterado e apresentar provas disso. A equipa de Ruben alega também que a conversa foi gravada sem a sua autorização e posteriormente utilizada de forma ilícita. Estas alegações dizem respeito tanto ao consentimento e à divulgação como à exatidão da gravação.

Sarwendah admite cortes, mas nega ter inventado os acontecimentos

Sarwendah afirma que a gravação original tinha 27 minutos e que publicou apenas alguns minutos para sustentar a sua explicação dos acontecimentos relacionados com imagens de videovigilância que Ruben tinha publicado. Numa história do Instagram, a 12 de outubro, reconheceu ter encurtado a gravação, mas negou ter alterado os acontecimentos nela retratados.

Sarwendah, em resposta à alegação de edição, distinguiu entre reduzir a duração e criar uma versão diferente dos acontecimentos:

Yang dipotong adalah durasinya, bukan direkayasa isi kejadiannya,

A sua declaração afirma que foi cortada a duração, e não inventados os acontecimentos. Convidou quem acreditasse que o vídeo era falso, gerado por IA ou manipulado para difamar alguém a denunciá-lo à polícia, para que a sua autenticidade pudesse ser analisada por peritos em perícia digital.

O seu advogado, Pablo Benoa, apresentou uma descrição algo diferente a 12 de outubro. Disse que a edição consistiu apenas em desfocar o rosto do homem identificado como Y, a pedido deste. O relato de Sarwendah reconhece que o vídeo foi encurtado, enquanto o de Pablo refere apenas o desfoque do rosto. As duas declarações diferem, portanto, quanto à extensão das alterações feitas antes da publicação.

Nenhuma das declarações demonstra se a seleção de excertos preservou o sentido da conversa completa. Uma gravação pode conter imagens e falas genuínas, mas omitir contexto. Inversamente, encurtar um vídeo não prova, por si só, que o seu conteúdo foi inventado. Os excertos contestados e a gravação completa seriam fundamentais para analisar essa distinção.

Publicidade

Quem forneceu a gravação e deu autorização?

Pablo afirma que Sarwendah recebeu a gravação diretamente de Y, o interlocutor de Ruben, que a fez com o seu próprio telemóvel. Segundo o advogado, Y assinou uma declaração escrita a confirmar que a informação eletrónica lhe pertencia e a autorizar Sarwendah a partilhá-la publicamente.

Pablo defende que essa autorização significa que a publicação não violou o artigo 32.º da Lei indonésia sobre Informação e Transações Eletrónicas, habitualmente conhecida como Lei ITE. O seu argumento assenta no facto de Y ser o legítimo proprietário da gravação e ter autorizado a sua transmissão. Trata-se de uma posição jurídica defendida pelo representante de Sarwendah, não de uma decisão sobre a queixa.

As versões em confronto dizem respeito a formas diferentes de consentimento. A equipa de Sarwendah invoca a autorização da pessoa que forneceu a gravação. A equipa de Ruben alega que este não autorizou a gravação nem a sua divulgação. Determinar quem gravou o ficheiro e quem autorizou a sua publicação não resolveria, por si só, todas as questões relativas aos direitos do outro participante.

Também não há uma versão uniforme sobre como Sarwendah teve primeiro acesso ao vídeo. Segundo relatos, terá dito que Artos lhe mostrou a gravação no contexto de alegadas interações envolvendo a companheira de Artos. Pablo afirma que a recebeu diretamente de Y. Estas descrições podem referir-se a diferentes fases da transmissão, mas a cadeia completa de posse não foi estabelecida publicamente.

Uma conta do Instagram identificada como @fachrufyn_ publicou, na tarde de 12 de outubro, uma versão sem o rosto desfocado e afirmou que era a original. O titular da conta foi descrito como o homem que se acredita ter falado com Ruben. Essa afirmação não constitui uma autenticação independente e não é claro se a publicação continha a conversa completa de 27 minutos.

A análise forense continua por concluir

Abimanyu Wachjoewidajat afirma ter recebido material de vídeo original mais longo e ter sido convidado a atuar como perito. A equipa de Sarwendah contratou-o para analisar a gravação. Diz que a sua avaliação jurídica se centrará nos ficheiros originais, em vez de se basear apenas na versão publicada na Internet.

A sua avaliação visual inicial não encontrou indícios fortes de que a conversa tivesse sido gerada por IA. No entanto, distinguiu essa observação preliminar de uma perícia digital concluída. Diz também que o áudio precisa de ser analisado mais aprofundadamente e comparado com as imagens.

Abimanyu, especialista em telemática e perícia digital, explicou os limites da sua análise:

Dari media tersebut sudah saya lihat, tapi lihatnya hanya secara visual. Saya masih membutuhkan waktu untuk melihatnya secara digital,

Explicou que diferenças entre os movimentos da boca e o som podem resultar de interrupções ou da qualidade da gravação. Desfocar, redimensionar e recortar podem indicar que um vídeo foi processado, mas não demonstram automaticamente que foi gerado por IA. Esta distinção é importante porque é possível editar imagens genuínas sem introduzir imagens ou vozes sintéticas.

Publicidade

Abimanyu afirma que a sua análise seguirá a ISO 27037:2012, uma norma internacional relativa ao tratamento de potenciais provas digitais. Descreve também abordagens a que chama 4R, abrangendo Rentang, Reka, Rangkai e Runut, e 4T, abrangendo Teliti, Telisik, Telusur e Terukur. A indicação de uma norma ou método não substitui a publicação de conclusões nem a explicação de como se chegou a conclusões específicas.

O título de uma notícia refere um prazo de dois dias para a apresentação dos resultados, mas o relato detalhado não esclarece quando começa esse prazo nem indica uma data de divulgação confirmada. Não é descrito qualquer relatório concluído. Por isso, as primeiras observações visuais não devem ser apresentadas como uma conclusão pericial definitiva da polícia.

A queixa relativa ao email de Betrand diz respeito a outros materiais privados

A queixa apresentada a 11 de outubro diz respeito a Betrand Peto, identificado como tendo 21 anos, e às alegações de que alguém acedeu sem autorização ao seu email ou à sua conta de dados pessoais, obteve fotografias e vídeos e os enviou a contas nas redes sociais para publicação. Os vídeos incluiriam imagens privadas dele a passar tempo com amigos.

Minola afirma que Betrand verificou a conta depois de começarem a circular materiais privados e encontrou uma ligação a outra conta de email. A queixa identifica essa conta e dois números de telefone que Betrand acreditava pertencerem a Sarwendah. Essa crença declarada não demonstra quem controlava as contas ou efetuou qualquer início de sessão específico.

O advogado distingue dois atos alegados: obter dados sem autorização e, depois, divulgá-los. Os atos podem envolver pessoas e provas diferentes. O facto de um ficheiro ter aparecido na Internet não demonstraria, por si só, quem acedeu à conta de email nem como o ficheiro foi obtido.

Minola afirma que a investigação, a convocação e o interrogatório das pessoas relevantes ficam a cargo da polícia. Até agora, não foram anunciadas conclusões técnicas sobre o acesso à conta, a identificação de um utilizador responsável ou uma ligação entre um início de sessão específico e os ficheiros divulgados.

A remoção do Instagram não esclarece a autenticidade

Às 11h00 de 13 de outubro, a publicação contestada de Sarwendah já não estava visível. Descrições anteriores diziam que tinha sido apagada. Sarwendah afirmou mais tarde que não a tinha removido e que o Instagram a retirou após receber mais denúncias de utilizadores, apesar de um recurso que inicialmente permitiu que continuasse disponível.

Disse também que a função de transmissões em direto da sua conta tinha sido restringida durante um ano e que recebera um aviso sobre a possibilidade de a conta ser suspensa. Estas são descrições das ações do Instagram feitas por Sarwendah. O motivo exato da plataforma para remover a publicação, o número de denúncias recebidas e as conclusões da sua análise não foram estabelecidos.

Publicidade

É importante distinguir entre o desaparecimento de uma publicação e uma explicação verificada para esse desaparecimento. A remoção não demonstra que a gravação era falsa, e um recurso sem sucesso não provaria que a publicação era legal. A moderação de conteúdos e uma investigação criminal procuram responder a questões diferentes.

A polícia afirma que Ruben entregou capturas de ecrã e uma pen USB com a queixa. Isto significa que algum material foi preservado para análise, embora as provas descritas publicamente não esclareçam que versões da gravação estão na pen nem se os investigadores obtiveram o ficheiro original de 27 minutos.

A audiência sobre a guarda dos filhos e a cronologia

As queixas criminais estão a desenrolar-se em paralelo com um processo no Tribunal Distrital de Jacarta do Sul. Segundo relatos, a disputa mais ampla intensificou-se em meados de 2026, por causa da aplicação do acordo de divórcio do antigo casal, conhecido como Akta 39. Começou com os acordos para partilhar os cuidados dos dois filhos e alargou-se a disputas sobre pensão de alimentos, guarda e acusações pessoais.

Sarwendah também instaurou contra Ruben uma ação por incumprimento contratual. O seu advogado, Chris Sam Siwu, afirma que a sua equipa está concentrada no processo relativo à guarda dos filhos, tendo os assuntos criminais sido entregues a outros representantes legais. Diz que Sarwendah compreendia as consequências da publicação contestada e não ficou surpreendida com as queixas que se seguiram.

A audiência seguinte sobre a guarda estava marcada para 14 de outubro de 2026, presencialmente e não através do sistema de tribunal eletrónico. Os relatos diferem ligeiramente quanto ao seu âmbito: um refere a apresentação inicial de provas documentais por ambas as partes, enquanto outro especifica provas documentais da parte autora, Ruben. Chris afirma que os desenvolvimentos relativos ao vídeo poderão tornar-se provas adicionais no processo sobre a guarda, mas não foi anunciada qualquer decisão sobre a sua utilização.

A cronologia relatada é a seguinte:

  • 10 de outubro: Sarwendah publica excertos da videochamada de Ruben.
  • 11 de outubro, madrugada: Ruben e Betrand denunciam o alegado acesso não autorizado ao email.
  • 11 de outubro, 15h00: Ruben apresenta a queixa relativa à alegada difamação através do vídeo.
  • 12 de outubro: A polícia confirma a receção; os advogados pronunciam-se sobre a edição e a autorização; uma conta publica imagens sem o rosto desfocado.
  • 13 de outubro, madrugada: Ruben apresenta novas queixas relacionadas com duas outras pessoas.
  • 13 de outubro: Sarwendah atribui o desaparecimento da publicação ao Instagram; Abimanyu descreve a sua avaliação preliminar.
  • 14 de outubro: Está prevista a apresentação de provas documentais no processo sobre a guarda.

Um relato situa os comentários de Chris em 13 de agosto de 2026, enquanto outros relatos colocam a resposta a 13 de outubro e associam-na à audiência de 14 de outubro. A data de agosto é incompatível com a cronologia envolvente. O próximo passo confirmado no calendário judicial divulgado é a audiência de outubro; as datas dos interrogatórios policiais e do relatório pericial final não foram confirmadas.

Em síntese

  • Ruben apresentou duas queixas a 11 de outubro e novas queixas a 13 de outubro por alegada gravação não autorizada, divulgação e difamação.
  • Sarwendah afirma ter encurtado uma gravação de 27 minutos, mas nega ter inventado os acontecimentos mostrados.
  • O seu advogado afirma que o interlocutor deu autorização escrita para a publicação e pediu que o rosto fosse desfocado.
  • A polícia confirmou a receção da queixa anterior por difamação e encaminhou-a para análise de cibercrime.
  • A avaliação visual inicial de Abimanyu não encontrou indícios fortes de IA, mas as análises digitais e de áudio ainda não estão concluídas.
  • A queixa separada relativa ao email diz respeito ao alegado acesso e divulgação de material privado de Betrand.
  • Sarwendah atribui a remoção do vídeo ao Instagram; os motivos detalhados da plataforma não foram estabelecidos.
  • A audiência sobre a guarda estava marcada para 14 de outubro de 2026. Não foram anunciadas conclusões periciais definitivas nem qualquer decisão criminal.
Partilhar este artigo

Também pode gostar