UNICEF apela à ação contra o casamento infantil no Afeganistão, com inquérito a revelar desigualdades na pobreza e no acesso à educação

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UNICEF Urges Action on Afghan Child Marriage as Survey Exposes Poverty and Education Gaps

Quase três em cada dez mulheres jovens casaram antes dos 18 anos

A UNICEF renovou, a 11 de outubro de 2026, o apelo para pôr fim ao casamento infantil no Afeganistão, citando um inquérito nacional segundo o qual 28,7 por cento das mulheres entre os 20 e os 24 anos casaram pela primeira vez antes de completarem 18 anos. Outras 9,6 por cento casaram antes de fazerem 15 anos. Entre as mulheres mais pobres desse grupo etário, a proporção das que casaram antes dos 18 anos atingiu 43,6 por cento, contra 17,5 por cento entre as mais ricas.

Índice
  1. Quase três em cada dez mulheres jovens casaram antes dos 18 anos
  2. O que mede o inquérito
  3. A pobreza e a localização agravam os riscos
  4. Encerramento das escolas limita as opções das raparigas
  5. O parto precoce representa um encargo mensurável para a saúde
  6. Relatos de mulheres descrevem pressões nas comunidades
  7. O apoio às famílias faz parte da prevenção
  8. A proteção exige mais do que renovar um apelo
  9. A perda de oportunidades educativas afeta também professoras e profissionais de saúde
  10. Principais pontos

O apelo, lançado por ocasião do Dia Internacional da Rapariga, associa a proteção contra o casamento precoce à reabertura das escolas para além do sexto ano, ao apoio às famílias em dificuldades económicas e à prestação de serviços de saúde e proteção. Surge numa altura em que as restrições ao ensino secundário e universitário continuam a limitar as opções disponíveis para as raparigas e mulheres afegãs.

Tajudeen Oyewale, representante da UNICEF no Afeganistão, colocou o direito das raparigas a viverem a infância no centro do apelo:

Todas as raparigas merecem uma infância. Merecem aprender, crescer, estar seguras, desenvolver as suas competências e ter a oportunidade de construir o seu próprio futuro.

O valor nacional não significa que metade de todas as raparigas afegãs case antes dos 18 anos. O aviso da UNICEF de que a proporção chega a uma em cada duas em algumas zonas refere-se às diferenças geográficas. O inquérito abrange também diferentes grupos etários, uma distinção essencial para compreender tanto a estimativa nacional como os valores provinciais.

O que mede o inquérito

Os valores provêm do Inquérito de Indicadores Múltiplos do Afeganistão, realizado entre 2022 e 2023 pela UNICEF e pela Autoridade Nacional de Estatística e Informação, com financiamento do Fundo Fiduciário para a Reconstrução do Afeganistão. A página da publicação do inquérito da UNICEF indica junho de 2023 como data de publicação, enquanto o próprio relatório tem data de maio de 2023.

O MICS é um programa de inquéritos aos agregados familiares concebido para produzir informação comparável a nível internacional sobre crianças e mulheres. O inquérito afegão abrange o casamento, além da educação, do trabalho infantil, da saúde materna, da igualdade de género e da saúde dos adolescentes. O indicador relativo ao casamento infantil regista se as mulheres casaram pela primeira vez antes dos 15 e dos 18 anos.

O Relatório dos principais resultados apresenta dois valores nacionais: 28,7 por cento entre as mulheres dos 20 aos 24 anos e 38,9 por cento entre as mulheres dos 20 aos 49 anos. Este último abrange um leque muito mais vasto de percursos matrimoniais. A diferença é de 10,2 pontos percentuais, mas não corresponde a uma alteração medida entre duas datas de inquérito e não permite estabelecer a evolução das taxas de casamento após as restrições à educação.

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A pobreza e a localização agravam os riscos

Entre as mulheres dos 20 aos 24 anos, o inquérito concluiu que 31,9 por cento das residentes em zonas rurais casaram antes dos 18 anos, contra 20,2 por cento nas zonas urbanas. O casamento antes dos 15 anos afetou 10,8 por cento nas zonas rurais e 6,6 por cento nas urbanas. Estes valores mostram que o risco é desigual, mesmo antes de se considerarem as diferenças na riqueza dos agregados familiares.

A disparidade económica é maior. No mesmo grupo etário, o casamento antes dos 18 anos era cerca de 2,5 vezes mais comum entre as mulheres mais pobres do que entre as mais ricas, segundo os valores de 43,6 por cento e 17,5 por cento do inquérito. O casamento antes dos 15 anos afetou 19,5 por cento das mulheres mais pobres, contra 3,5 por cento das mais ricas.

A tabela provincial abrange mulheres dos 20 aos 49 anos, e não o grupo mais jovem. Nesta população mais alargada, 52,2 por cento das mulheres em Helmand e em Herat casaram pela primeira vez antes dos 18 anos, tal como 50,5 por cento em Faryab. Em Paktya, o valor foi de 17 por cento e, em Logar, de 19,2 por cento. Estes resultados provinciais concretizam o alerta de que a proporção chega a uma em cada duas, mas não devem ser apresentados como medições de raparigas atualmente menores de 18 anos.

O relatório regista também uma menor prevalência do casamento entre mulheres com níveis de educação mais elevados. Esta associação não prova uma causa única: abandonar os estudos pode aumentar a vulnerabilidade ao casamento, enquanto o casamento pode interromper a escolaridade. A resposta da UNICEF aborda ambos os riscos, em vez de tratar a frequência escolar como uma solução completa.

Encerramento das escolas limita as opções das raparigas

A UNICEF pede às autoridades de facto do Afeganistão que permitam às raparigas adolescentes regressar à escola para além do sexto ano. As restrições ao ensino secundário foram impostas após o regresso dos talibãs ao poder, em agosto de 2021, e, em dezembro de 2022, as mulheres foram proibidas de frequentar universidades. O Afeganistão é descrito como o único país onde as raparigas e mulheres estão impedidas de aceder ao ensino secundário e superior.

Os relatos divergem quanto ao número de raparigas que perderam o acesso à escola. Uma estimativa aponta para cerca de 2,5 milhões. Outra, atribuída à UNICEF em agosto de 2026, indica que mais de 2,6 milhões foram impedidas de frequentar o ensino secundário desde o início da proibição. Os relatos não esclarecem se a diferença se deve à data, a arredondamentos ou a um método de contagem diferente.

As restrições e os sucessivos alertas estendem-se por vários anos:

  • Julho de 2018: a UNICEF e um ministério do Governo afegão publicaram um estudo sobre as atitudes das comunidades em relação ao casamento infantil.
  • Agosto de 2021: os talibãs regressaram ao poder, seguindo-se restrições ao ensino secundário das raparigas.
  • 12 de novembro de 2021: a UNICEF alertou para o aumento do risco de casamento infantil devido à pobreza e ao encerramento das escolas.
  • Dezembro de 2022: as mulheres foram proibidas de frequentar universidades.
  • 2022 a 2023: o MICS recolheu os dados dos agregados familiares que sustentam os atuais valores sobre o casamento.
  • 11 de outubro de 2026: a UNICEF renovou o apelo para pôr fim ao casamento infantil e reabrir as escolas para além do sexto ano.

A exclusão escolar retira oportunidades de aprendizagem e um espaço onde as raparigas podem manter laços sociais e receber apoio. A UNICEF afirma que manter as raparigas na escola é uma das formas mais eficazes de proteger os seus direitos, sublinhando que a educação, por si só, não pode acabar com o casamento infantil.

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O parto precoce representa um encargo mensurável para a saúde

A UNICEF alerta que o casamento infantil aumenta a exposição à violência e ao isolamento social, bem como os riscos associados à gravidez e ao parto precoces. Segundo a agência, as mortes relacionadas com a gravidez são uma das principais causas de mortalidade entre as raparigas afegãs dos 15 aos 19 anos. O apelo não apresenta o número de mortes nem uma taxa de mortalidade para esse grupo.

O relatório MICS apresenta um indicador distinto sobre a maternidade na adolescência: 62 nascimentos por cada 1 000 mulheres dos 15 aos 19 anos a nível nacional, calculados para os três anos anteriores ao inquérito. Trata-se de uma taxa de natalidade, não da percentagem de raparigas que são mães, e não indica quantos nascimentos ocorreram na sequência de um casamento infantil.

As diferenças entre províncias são substanciais. Em Nimroz, registaram-se 128 nascimentos por cada 1 000 mulheres dos 15 aos 19 anos, oito vezes mais do que a taxa de 16 em Paktya. Em Badghis, foram 125; em Helmand, 115; e em Farah, 113. A taxa foi de 88 entre as mulheres mais pobres e de 42 entre as mais ricas. Por nível de educação, foi de 82 entre as mulheres sem escolaridade e de 20 entre as que tinham o ensino secundário superior.

O inquérito concluiu também que 0,8 por cento das mulheres dos 15 aos 19 anos tinham tido um nado-vivo antes dos 15 anos. Em conjunto, estes indicadores mostram por que razão o plano da UNICEF inclui as mães adolescentes, além das raparigas em risco de casamento. Prevenir futuros casamentos não responde às necessidades imediatas das raparigas que já enfrentam uma gravidez, a parentalidade ou a interrupção dos estudos.

Relatos de mulheres descrevem pressões nas comunidades

Um estudo da Bishnaw-Wawra acrescenta relatos de pressão familiar e comunitária que as estatísticas nacionais sobre o casamento não conseguem captar. Em agosto de 2023, a organização entrevistou 3 840 mulheres em 23 províncias, através de conversas presenciais, videochamadas e grupos de discussão. Setenta por cento de mais de 3 000 inquiridas que responderam a uma pergunta sobre casamento forçado disseram conhecer raparigas forçadas a casar antes dos 18 anos.

Este resultado mede o conhecimento das inquiridas sobre casos, não a proporção de raparigas afegãs forçadas a casar. As inquiridas podem conhecer as mesmas pessoas, pelo que o estudo não deve ser tratado como uma estimativa nacional da prevalência. Ainda assim, regista preocupações com casamentos de raparigas de 11 e 12 anos e com as pressões enfrentadas pelas famílias.

Mariam Safi, diretora da Organization for Policy Research and Development Studies, da qual a Bishnaw-Wawra é membro, descreveu o efeito das restrições à educação e ao trabalho:

Os talibãs proíbem as mulheres jovens de trabalhar na maioria dos setores, de estudar e de circular sozinhas pela cidade, e muitas famílias voltam a sentir o peso e a urgência de casar as filhas o mais depressa possível. É por isso que vemos raparigas a casar cada vez mais novas, aos 11 e 12 anos.

Os resultados distinguem também as práticas comunitárias das preferências pessoais. Quinze por cento das inquiridas disseram que, nas suas comunidades, as noivas tinham menos de 15 anos, enquanto mais de 70 por cento consideravam adequada para o casamento a faixa etária dos 18 aos 25 anos. Estas respostas sugerem que aceitar, em princípio, que o casamento ocorra mais tarde não protege necessariamente as raparigas da pressão na prática.

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Os relatos descrevem a lei afegã como estabelecendo os 16 anos como idade mínima para o casamento das mulheres. Isso é diferente da definição estatística da UNICEF, que considera casamento infantil qualquer casamento antes dos 18 anos. O apelo atual não esclarece como as regras relativas à idade mínima para casar estão a ser aplicadas ou fiscalizadas pelas autoridades de facto.

Um inquérito separado da Bishnaw-Wawra, realizado em 18 províncias, concluiu que 67 por cento de mais de 2 000 inquiridas conheciam raparigas com problemas de saúde mental, em particular depressão e ansiedade. Outras 164 inquiridas disseram conhecer uma mulher que tinha tentado suicidar-se. São relatos de casos conhecidos, não uma avaliação clínica nem uma taxa nacional de suicídio, e não permitem determinar quanto do sofrimento se deve especificamente ao casamento.

Fawzia Koofi, antiga deputada afegã e defensora dos direitos das mulheres, descreveu a educação como uma fonte de esperança que ainda subsiste. Disse que, a partir do estrangeiro, geria um centro clandestino de aprendizagem que acolhia 200 raparigas dos 14 aos 18 anos, sem diplomas e com recursos escassos. Estas iniciativas mostram esforços para preservar a aprendizagem, mas não substituem o acesso ao ensino formal e a qualificações reconhecidas.

O apoio às famílias faz parte da prevenção

O apelo da UNICEF considera as dificuldades económicas uma componente central da prevenção. Defende a prestação de apoio para que os agregados familiares não recorram ao casamento infantil como forma de fazer face à pobreza. As diferenças de riqueza identificadas no inquérito justificam que se dê prioridade às famílias vulneráveis, embora não signifiquem que todos os casamentos precoces sejam motivados por razões económicas.

A ligação entre a fome e a pressão para casar já era explícita na declaração de novembro de 2021 da UNICEF. Henrietta Fore, então diretora executiva da UNICEF, afirmou que os parceiros tinham registado 183 casamentos infantis e 10 casos de venda de crianças em Herat e Baghdis, em 2018 e 2019. As crianças envolvidas tinham entre seis meses e 17 anos.

Fore referiu também relatos de acordos de casamento futuro que envolviam bebés. Estes relatos diziam respeito a crianças prometidas para casar mais tarde, o que é diferente de afirmar que os bebés já tinham iniciado uma vida conjugal. Disse:

Recebemos relatos credíveis de famílias que prometem filhas com apenas 20 dias para casamentos futuros, em troca de um dote.

Na altura, a UNICEF afirmou ter começado a prestar apoio financeiro para reduzir os riscos da fome, do trabalho infantil e do casamento infantil. Planeava também trabalhar com líderes religiosos para impedir a sua participação em contratos de casamento de raparigas jovens. Estas medidas intervêm em diferentes momentos do processo: na pressão financeira sobre as famílias e na participação comunitária através da qual os casamentos se realizam.

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A proteção exige mais do que renovar um apelo

O apelo de 2026 dá continuidade a anos de preocupação, não identifica uma prática recentemente descoberta. Em julho de 2018, a UNICEF e o então Ministério do Trabalho, dos Assuntos Sociais, dos Mártires e das Pessoas com Deficiência publicaram Changing the Narrative. O relatório analisou o conhecimento, as atitudes e as práticas das comunidades para orientar programas destinados a prevenir o casamento infantil ou reduzir os seus efeitos nocivos.

Em novembro de 2021, a preocupação chegou também ao Comité para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres, que acompanha o cumprimento da convenção internacional sobre os direitos das mulheres. A sua presidente, Gladys Acosta Vargas, afirmou que o comité tinha solicitado um relatório excecional sobre as mulheres e raparigas no Afeganistão e procurado criar um grupo de trabalho informal para analisar os efeitos da evolução da situação política, económica e social.

É necessário interpretar com cautela os valores usados ao longo destes períodos. A declaração da UNICEF de 2021 estimou que 28 por cento das mulheres dos 15 aos 49 anos tinham casado antes dos 18 anos. O valor posterior de 28,7 por cento do MICS diz respeito às mulheres dos 20 aos 24 anos, enquanto o valor de 38,9 por cento diz respeito às mulheres dos 20 aos 49 anos. Os diferentes grupos etários e períodos de medição não permitem calcular de forma simples um aumento.

Os relatos de um aumento do casamento infantil após a proibição do ensino são graves, mas os resultados do MICS, por si só, não quantificam esse aumento. Para determinar a tendência recente, seriam necessárias medições comparáveis ao longo do tempo. Esta distinção não diminui a dimensão do problema documentado; separa aquilo que é medido daquilo que os relatos das comunidades descrevem.

A UNICEF afirma que continuará a trabalhar com comunidades e parceiros para prestar serviços de educação, competências para a vida, cuidados de saúde e proteção, incluindo a mães adolescentes. O apelo não anuncia um orçamento para o programa, o número de raparigas abrangidas nem um prazo para a reabertura das escolas. Insta as famílias, os líderes religiosos, os prestadores de serviços e os parceiros internacionais a agirem em conjunto.

A perda de oportunidades educativas afeta também professoras e profissionais de saúde

As restrições ameaçam igualmente a futura disponibilidade de mulheres para trabalhar em serviços essenciais. Estimativas atribuídas à UNICEF em abril de 2026 alertaram que a manutenção dos limites à educação das raparigas e ao emprego das mulheres poderá deixar o Afeganistão sem até 20 000 professoras e 5 400 profissionais de saúde do sexo feminino até 2030. A perda estimada de produção económica seria de cerca de 84 milhões de dólares por ano.

Os valores relativos ao pessoal são projeções, não vagas confirmadas atualmente. A sua ligação ao casamento infantil é prática: restringir a educação das raparigas reduz o número de mulheres que podem tornar-se professoras e profissionais de saúde, enquanto o plano de prevenção da UNICEF depende do acesso a esses mesmos serviços. As raparigas precisam de proteção agora, mas a manutenção dos serviços exige também vias de acesso à formação profissional.

A UNICEF aponta para uma estimativa de 68 milhões de casamentos infantis evitados em todo o mundo nos últimos 25 anos graças ao investimento na educação, na reforma jurídica e na proteção social. Esta estimativa global sustenta o argumento da agência a favor da prevenção; não é uma previsão do que qualquer medida isolada conseguiria alcançar no Afeganistão.

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Não é indicada qualquer data para o levantamento das restrições à educação nem uma resposta formal ao apelo de outubro de 2026. O próximo marco temporal referido é a projeção relativa à força de trabalho para 2030, não uma alteração de política prometida. Para as raparigas atualmente excluídas da escola ou já casadas, a questão imediata é saber se a educação, o apoio financeiro, os cuidados de saúde e a proteção se tornarão acessíveis na prática.

Principais pontos

  • A UNICEF renovou, a 11 de outubro de 2026, o apelo para pôr fim ao casamento infantil e instou à reabertura das escolas para além do sexto ano.
  • O MICS concluiu que 28,7 por cento das mulheres dos 20 aos 24 anos casaram antes dos 18 anos e 9,6 por cento antes dos 15.
  • O casamento antes dos 18 anos afetou 43,6 por cento das mulheres mais pobres desse grupo etário, contra 17,5 por cento das mais ricas.
  • Os valores provinciais superiores a 50 por cento dizem respeito a mulheres dos 20 aos 49 anos, não a raparigas atualmente menores de 18 anos.
  • A taxa de natalidade na adolescência foi de 62 nascimentos por cada 1 000 mulheres dos 15 aos 19 anos, variando entre 16 em Paktya e 128 em Nimroz.
  • Os relatos apontam para cerca de 2,5 milhões de raparigas sem acesso à educação ou mais de 2,6 milhões, sem explicarem a diferença.
  • A UNICEF defende o apoio às famílias e serviços para as raparigas em risco e as mães adolescentes; não anuncia um prazo para a reabertura das escolas.
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