Uma estreia poderosa em 448 salas de cinema japonesas
Godzilla Minus Zero estreou no Japão a 3 de novembro de 2026, com receitas de bilheteira que, às 11h00, atingiam 201% do valor registado no dia de estreia de Godzilla Minus One, segundo os números divulgados pela Toho. O cálculo excluiu as sessões da meia-noite realizadas em 31 salas IMAX, dando à sequela um forte arranque antes de essas receitas serem contabilizadas.
Índice
- Uma estreia poderosa em 448 salas de cinema japonesas
- O que significa o valor de 201%
- A noite de nervosismo de Yamazaki antes da estreia
- O elenco vê o público regressar
- Uma família enfrenta outra catástrofe em 1949
- King Ghidorah eleva a ameaça a outra escala
- Novas personagens juntam-se à resposta
- Uma equipa vencedora de um Óscar e uma estreia em IMAX
- Pontos principais
O filme estreou em 448 salas de cinema em todo o país, 383 das quais convencionais e 65 IMAX. No TOHO Cinemas Roppongi Hills, em Tóquio, o realizador Takashi Yamazaki juntou-se aos atores que regressam, Ryunosuke Kamiki e Minami Hamabe, quando o elenco soube que o valor comparativo da estreia já ultrapassara o dobro do registado pelo filme anterior.
Godzilla Minus One, lançado no Japão a 3 de novembro de 2023, acabou por arrecadar 7,65 mil milhões de ienes no mercado interno. A sequela volta a reunir os sobreviventes desse filme, acrescenta Masami Nagasawa e Min Tanaka ao elenco e introduz King Ghidorah na visão de Yamazaki sobre a recuperação do Japão após a Segunda Guerra Mundial.
A estreia também põe em evidência a possibilidade de o filme atingir 10 mil milhões de ienes no mercado interno. Para chegar a esse valor, teria de arrecadar mais 2,35 mil milhões de ienes do que o antecessor, um aumento de cerca de 31%. Para os cineastas, a notícia imediata era mais simples: o público estava a chegar em grande número e um realizador que passara a noite anterior à procura de reações podia finalmente ver os rostos dos espectadores.
O que significa o valor de 201%
O valor da Toho foi divulgado numa atualização às 11h00 do dia de estreia. Por outras palavras, 201% significa pouco mais do dobro do valor comparativo de Godzilla Minus One, ou um aumento de 101%. No evento, não foi anunciado um valor total da bilheteira do dia de estreia em ienes.
A informação disponível sobre o dia de estreia especifica o limite das 11h00 de 3 de novembro e a exclusão das sessões da meia-noite, mas não identifica a base da comparação nem indica um valor concreto da bilheteira em ienes.
O calendário de estreias dá um contexto útil para a comparação. Godzilla Minus One estreou numa sexta-feira, enquanto Godzilla Minus Zero chegou às salas num feriado nacional japonês. Um feriado dá a mais pessoas a oportunidade de assistir a sessões diurnas, o que ajuda a explicar por que razão a sequela poderá ter registado uma afluência particularmente forte nas primeiras horas do dia.
Os 7,65 mil milhões de ienes correspondem à receita final do anterior filme nas salas japonesas. O marco imediato da sequela é o ritmo da estreia; a receita final dependerá da afluência durante o resto da exibição, incluindo da capacidade de continuar a atrair público depois do entusiasmo inicial.
O IMAX representa também uma parte substancial do lançamento. As 65 salas correspondem a cerca de 14,5% das 448 salas onde o filme está em exibição. Houve sessões da meia-noite em 31 dessas salas IMAX, quase metade do total, e a sua exclusão define com precisão os limites da comparação anunciada.
A noite de nervosismo de Yamazaki antes da estreia
Takashi Yamazaki regressou como realizador, argumentista e supervisor de efeitos visuais, assumindo a responsabilidade tanto pela história humana como pelas criaturas que a rodeiam. No evento em Tóquio, descreveu uma véspera de estreia marcada pela ansiedade, durante a qual procurou repetidamente comentários sobre o filme na Internet e consultou os mapas de lugares das salas de cinema.
Yamazaki contou ao público que se tornara difícil deixar de acompanhar as reações. Em declarações traduzidas do japonês, o realizador afirmou:
Não consegui parar de procurar reações na Internet desde ontem à noite.
O realizador explicou que o nervosismo aumentara à medida que a estreia se aproximava. As pessoas demonstravam entusiasmo, mas ele aguardava para descobrir se o filme final corresponderia às suas expectativas. Ver o público no evento foi um alívio, pois sentiu que o filme estava a chegar aos espectadores.
As reservas de lugares foram outro indicador imediato do interesse. Yamazaki disse que consultara vários cinemas e encontrara sessões esgotadas. Também descreveu o efeito emocional de ver apenas algumas reservas dispersas, explicando por que razão o dia de estreia pode ser assustador até para um cineasta que regressa depois de um grande êxito.
O elenco vê o público regressar
Ryunosuke Kamiki, que volta a interpretar Koichi Shikishima, reagiu com surpresa e gratidão ao anúncio dos números de bilheteira. Ao comentar o resultado e o entusiasmo em torno da estreia, o ator disse:
O dobro? Só posso estar grato.
Kamiki disse que a reação mostrava o quanto o público gostava de Godzilla e que a energia em torno desta estreia era diferente. Também ajudou a transformar o evento numa homenagem ao realizador, levando o público a entoar o nome próprio de Yamazaki, Takashi, quando este apareceu.
Yuki Yamada, que regressa como Shiro Mizushima, contou que encontrou sessões esgotadas ao consultar os sítios dos cinemas. Segundo disse, as suas redes sociais e os programas de televisão a que assistia pareciam estar cheios de Godzilla. Estas observações fizeram eco do relato de Yamazaki sobre as reservas a esgotarem-se.
O encontro reuniu Kamiki, Hamabe, Yamada, Mio Tanaka, Nagasawa, Min Tanaka, Hidetaka Yoshioka e Yamazaki. Os comentários dos participantes oscilaram entre o entusiasmo com a estreia e as recordações das filmagens de um filme que leva personagens conhecidas a enfrentar outra catástrofe.
Uma família enfrenta outra catástrofe em 1949
Godzilla Minus Zero decorre em 1949, durante a recuperação do Japão após a Segunda Guerra Mundial, dois anos depois dos acontecimentos de Godzilla Minus One. Uma descrição da estreia situa, em vez disso, o intervalo em três anos. O ano de 1949 e o intervalo de dois anos também constavam do relato anterior sobre a história da sequela.
Koichi Shikishima, personagem de Kamiki, tem agora uma família para proteger. O ator descreveu duas emoções simultâneas: a força que vem de ter pessoas que vale a pena defender e o medo de as perder. Assim, os novos ataques do monstro têm um custo pessoal que vai além da destruição de ruas e edifícios.
Minami Hamabe regressa como Noriko, mulher de Shikishima. Como Noriko sofreu ferimentos graves no filme anterior, Hamabe disse que esperava que a sequela pudesse deixá-la de fora ou explicar o que lhe acontecera mais tarde através de uma narração. Em vez disso, acabou por ter uma presença mais importante no novo filme.
O regresso dá continuidade à história familiar estabelecida antes da estreia. Um relato anterior sobre a história familiar da sequela descrevia Koichi, Noriko e a filha adotiva Akiko a tentarem proteger o lar que construíram, enquanto um novo ataque alargava a ameaça para além do próprio Godzilla.
Para estas personagens, recuperar significa ter algo concreto a perder. A descrição que Kamiki faz de Shikishima relaciona o medo de outro ataque do monstro com o desejo comum de manter a família em segurança após anos de perturbação.
King Ghidorah eleva a ameaça a outra escala
King Ghidorah, o monstro gigante de três cabeças, aparece ao lado de Godzilla na sequela. A sua presença fez parte da apresentação do evento em Tóquio: ouviu-se o rugido de um monstro e surgiu no ecrã a silhueta de Ghidorah.
Kamiki descreveu uma reação instintiva ao ver a criatura no filme. Ao recordar o seu poder, o ator afirmou:
Assim que o vi, pensei que não íamos conseguir vencer.
Hamabe disse ter ficado surpreendida ao saber que a sequela de Godzilla também incluiria Ghidorah. Os seus primeiros pensamentos foram tanto para as personagens como para a produção: como poderia alguém lutar contra uma criatura assim e de que forma os cineastas filmariam essas cenas.
A reação de Yamazaki foi de entusiasmo declarado. Descreveu Ghidorah como um monstro de que gostava muito e disse que incluí-lo concretizava um desejo seu. Kamiki recordou o realizador a falar entusiasmadamente da criatura e dos seus pescoços durante a produção, um pormenor que trouxe a conversa de volta ao entusiasmo do próprio cineasta pelo universo de Godzilla.
O novo adversário eleva a escala do confronto, enquanto a família que regressa mantém o perigo ligado às vidas individuais. Os comentários do elenco apontam para esse equilíbrio: primeiro, o espanto perante a dimensão da criatura; logo a seguir, a preocupação com o que poderiam fazer as pessoas que a enfrentavam.
Novas personagens juntam-se à resposta
Masami Nagasawa interpreta Makoto Aoyama, uma meteorologista talentosa destacada de um observatório meteorológico para um gabinete responsável por grandes catástrofes. A sua personagem introduz conhecimentos sobre meteorologia na resposta humana à ameaça em desenvolvimento.
Este papel assinala o regresso de Nagasawa a um filme de Godzilla após 22 anos, desde Godzilla Final Wars, de 2004. No evento de estreia, falou com entusiasmo das cenas em que a sua personagem ficou suja e maltratada, dizendo que as exigências físicas lhe deram energia e a envolveram mais na representação.
Min Tanaka junta-se ao elenco como Kanji Murakami, um biólogo. Tanaka, que também é bailarino, descreveu uma mudança em relação às interpretações contidas que fizera muitas vezes até então. Neste papel, teve de expressar alegria, raiva, tristeza e prazer tão plenamente quanto possível, e disse ter descoberto que a intensidade das emoções o podia fazer tremer.
Hidetaka Yoshioka regressa como Kenji Noda. Recordou uma cena com Kamiki em que o ator mais novo propôs uma alteração ao diálogo no próprio dia das filmagens. Em conjunto, estas recordações mostram o trabalho por detrás do espetáculo: novos especialistas entram na história, enquanto os atores que regressam continuam a dar forma às relações estabelecidas no primeiro filme.
Uma equipa vencedora de um Óscar e uma estreia em IMAX
Godzilla Minus Zero sucede a um filme que venceu o Óscar de Melhores Efeitos Visuais na 96.ª edição dos Óscares, tornando-se o primeiro filme asiático a receber o prémio. Yamazaki volta a acumular as funções de argumentista e realizador com a supervisão dos efeitos visuais, ligando as escolhas dramáticas da sequela à conceção da destruição e das criaturas.
O novo filme é descrito como a primeira produção japonesa filmada com câmaras digitais certificadas pela IMAX. Essa certificação diz respeito ao equipamento de captação utilizado na produção do filme. A estreia em 65 salas IMAX oferece ao público uma opção de ecrã de grandes dimensões, a par de uma distribuição convencional muito mais ampla.
O dia 3 de novembro ocupa também um lugar específico na história da saga: o Godzilla original estreou no Japão nessa data, em 1954. A sequela chegou, por isso, no Dia de Godzilla, três anos depois de Godzilla Minus One ter estreado na mesma data.
A sequência de estreias reúne vários marcos:
- 3 de novembro de 2023: Godzilla Minus One estreia no Japão e acaba por arrecadar 7,65 mil milhões de ienes no mercado interno.
- 2024: Godzilla Minus One vence o Óscar de Melhores Efeitos Visuais.
- 3 de novembro de 2026: Godzilla Minus Zero estreia em 448 salas japonesas, com o valor comparativo das 11h00 a atingir 201% do número registado pelo filme anterior no dia de estreia.
- 6 de novembro de 2026: A estreia nas salas de cinema norte-americanas está prevista para depois do lançamento japonês.
O próximo marco da bilheteira será o resultado completo do dia de estreia, seguido da capacidade do filme para continuar a atrair espectadores depois do feriado. O feito imediato é uma estreia que reúne, no mesmo lançamento, um confronto entre monstros de maior escala, personagens conhecidas e um valor comparativo de abertura muito mais elevado.
Pontos principais
- A Toho anunciou, às 11h00 de 3 de novembro, um valor comparativo de estreia de 201% face a Godzilla Minus One.
- O cálculo excluiu as sessões da meia-noite em 31 salas IMAX.
- A estreia japonesa abrange 448 salas, incluindo 65 salas IMAX.
- Godzilla Minus One terminou a sua exibição no mercado interno com 7,65 mil milhões de ienes.
- Kamiki e Hamabe regressam, enquanto Nagasawa e Min Tanaka se juntam ao elenco.
- King Ghidorah aparece na sequela, passada no Japão durante a recuperação do país após a Segunda Guerra Mundial.
- A estreia na América do Norte está prevista para 6 de novembro de 2026.






