Sete centésimos separam os irmãos Márquez
Alex Márquez conquistou a pole position para o Grande Prémio PETRONAS da Malásia de 2026, com uma volta em 1:56.493 em Sepang, batendo o irmão e líder do campeonato, Marc Márquez, por 0,070 segundos, enquanto Jorge Martín desistiu devido a uma fratura no pulso.
Índice
- Sete centésimos separam os irmãos Márquez
- Como Alex recuperou do quinto para o primeiro lugar
- Luta renhida entre três fabricantes
- Porque é que Martín interrompeu o regresso
- Dois fins de semana mudam a luta pelo título
- Zarco e Bagnaia conquistam os lugares da Q1
- O ritmo de Bastianini nos treinos enfrenta uma qualificação mais exigente
- A grelha para lá da primeira fila
- Pontos-chave
Pedro Acosta completou a primeira fila, apenas 0,014 segundos atrás de Marc e a 0,084 segundos da pole. Ai Ogura terminou em quarto e Marco Bezzecchi em quinto, deixando os cinco primeiros separados por apenas 0,175 segundos no circuito de 5,54 km.
Alex tornou-se o nono piloto diferente a conquistar a pole esta época. A sua melhoria tardia valeu-lhe a primeira pole desde o Grande Prémio da Catalunha de 2025, após uma sessão em que cinco pilotos registaram o melhor tempo em diferentes momentos.
Marc parte do segundo lugar para o Sprint de sábado e a corrida principal de domingo, com a oportunidade de aumentar a vantagem no campeonato. Chegou a Sepang com 10 pontos de vantagem sobre Martín, mas a lesão do piloto da Aprilia afastou o seu adversário mais próximo de ambas as corridas.
O Tissot Sprint está marcado para as 15:00 de sábado, hora local. Depois da Malásia, restam três fins de semana de corrida, e o campeonato segue para o Qatar na semana seguinte.
Como Alex recuperou do quinto para o primeiro lugar
Alex estabeleceu desde logo uma fasquia elevada na Q2, a última sessão de qualificação, que determina as 12 primeiras posições da grelha. A sua primeira volta lançada, em 1:56.697, colocou a Gresini Ducati na frente, com Marc a responder inicialmente em 1:56.964.
Acosta e Enea Bastianini também estiveram competitivos no início, antes de os pilotos da Aprilia entrarem na luta nas tentativas finais. Bezzecchi fez 1:56.668, melhorando em 0,029 segundos a marca inicial de Alex.
Ogura foi ainda mais rápido. O seu 1:56.617 bateu Bezzecchi por 0,051 segundos e colocou temporariamente o piloto da Trackhouse na pole provisória. As duas Aprilia tinham ultrapassado as Ducati na frente, mas várias voltas decisivas ainda estavam em curso.
Marc recuperou o primeiro lugar com 1:56.563, apesar de uma derrapagem e de uma correção subsequente no terceiro setor. Acosta cruzou a meta logo depois, em 1:56.577, usando a Ducati à sua frente como referência e subindo ao segundo lugar.
Alex tinha caído para quinto antes da sua última resposta. O seu 1:56.493 devolveu-o ao topo e fez todos os outros descer uma posição. Entre a marca inicial e a volta da pole, ganhou mais 0,204 segundos, o suficiente para transformar um lugar na segunda fila na melhor posição da grelha.
Luta renhida entre três fabricantes
A Ducati garantiu as duas primeiras posições, mas a KTM e a Aprilia estiveram suficientemente perto para manter a luta pela qualificação em aberto até às últimas voltas. O terceiro lugar de Acosta colocou uma KTM ao lado dos irmãos Márquez, enquanto Ogura e Bezzecchi ocuparam as duas posições seguintes.
Ogura fez o melhor segundo setor da qualificação, em 27.855 segundos. A volta completa de Acosta igualou o seu tempo ideal teórico de 1:56.577. Uma volta ideal resulta da soma dos melhores tempos individuais de cada setor de um piloto e mostra quão rápida poderia ser uma volta se esses melhores parciais fossem combinados.
O tempo ideal de Alex foi 1:56.456, apenas 0,037 segundos mais rápido do que a volta que efetivamente fez. O de Marc foi 1:56.540, face aos 1:56.563 da sua volta completa. Assim, ambos os irmãos fizeram voltas muito próximas das melhores combinações dos seus setores.
A melhor volta de Francesco Bagnaia em Sepang, 1:56.337, estabelecida em 2024, manteve-se intacta. Alex ficou a 0,156 segundos. Já detém a volta mais rápida de corrida no circuito, com 1:58.873, alcançada em 2025, quando também venceu o Grande Prémio da Malásia.
Porque é que Martín interrompeu o regresso
Martín chegou à Malásia a tentar competir com a fratura no pulso que sofreu no Sprint do sábado anterior, em Phillip Island. Completou sem problemas a primeira sessão de treinos de sexta-feira, mas mais tarde nesse dia e novamente na manhã de sábado teve de limitar o tempo em pista.
O piloto da Aprilia completou oito voltas em três saídas curtas durante a última sessão de treinos. A sua melhor foi 2:00.359, que o deixou em 21.º. Os resultados cronometrados colocaram-no a 1,843 segundos do líder da sessão, Bastianini; outra fonte indicou uma diferença de 1,5 segundos.
Paolo Bonora, diretor da equipa Aprilia Racing, explicou que a principal dificuldade de Martín era fazer força durante a travagem. Os pilotos têm de apoiar e controlar o corpo quando a mota abranda bruscamente, o que exige bastante dos braços e dos pulsos.
Bonora disse que Martín se sentia melhor do que na sexta-feira, mas que o problema na travagem persistia:
Honestamente, sentia-se melhor do que ontem, mas não conseguia fazer força durante a travagem. Por isso, decidimos todos em conjunto não continuar e concentrar-nos no GP de Doha.
A desistência de Martín ocorreu após conversas entre o piloto, a equipa e o diretor médico de MotoGP, o Dr. Angel Charte. A Aprilia confirmou, em comunicado, que o fim de semana do malaio tinha terminado para Martín:
Jorge Martin vai desistir do restante Grande Prémio da Malásia para prosseguir a recuperação da lesão,
Martín regressará a Espanha para ser avaliado antes de decidir se poderá competir no Grande Prémio do Qatar na semana seguinte. A sua participação ainda não foi confirmada.
Dois fins de semana mudam a luta pelo título
Marc começou o sábado com 10 pontos de vantagem sobre Martín no campeonato, enquanto Bezzecchi estava a 50 pontos do líder. A ausência de Martín dá a Marc duas oportunidades para aumentar a vantagem na Malásia, a começar pelo Sprint.
Phillip Island já tinha alterado a luta pelo campeonato. Martín perdeu a liderança e fraturou o pulso enquanto disputava a vitória no Sprint com Marc. Foi afastado do Grande Prémio de domingo, mas a corrida acabou por ser cancelada, impedindo que perdesse mais pontos nesse fim de semana.
A Malásia centra agora as atenções na capacidade de Marc para transformar o lugar na primeira fila em resultados. Alex está diretamente à sua frente, Acosta parte ao seu lado e Bezzecchi continua ao alcance, em quinto. A qualificação deu a Marc uma boa posição de partida; os pontos serão decididos nas duas corridas.
A sequência recente de Martín mostra a rapidez com que a situação evoluiu:
- Sábado anterior, Phillip Island: Martín fraturou o pulso no Sprint e perdeu a liderança do campeonato.
- Domingo anterior: o Grande Prémio da Austrália foi cancelado.
- Sexta-feira, Sepang: Martín completou a primeira sessão de treinos e depois limitou o tempo em pista à tarde.
- Sábado de manhã: tentou participar na última sessão de treinos antes de desistir do fim de semana na Malásia.
- Semana seguinte: o Qatar é o próximo fim de semana de corrida previsto, sujeito à avaliação física de Martín.
Zarco e Bagnaia conquistam os lugares da Q1
Johann Zarco e Bagnaia passaram à Q2 através da primeira sessão de qualificação. A Q1 dá aos dois pilotos mais rápidos outra oportunidade de disputar os primeiros lugares da grelha, enquanto os restantes ocupam posições mais atrás.
Zarco fez 1:57.341 no início da sessão, um tempo que ninguém conseguiu superar. Bagnaia registou inicialmente 1:57.561 e melhorou depois para 1:57.552, garantindo o segundo lugar disponível.
Luca Marini foi quem mais se aproximou de desalojar Bagnaia. O seu 1:57.623 ficou a 0,071 segundos, após um erro no último setor. Outra fonte descreveu a diferença como pouco superior a um décimo, mas os tempos de volta indicados apontam para sete centésimos.
Zarco qualificou-se depois em oitavo, enquanto Bagnaia terminou em décimo. Marini parte de 13.º, imediatamente à frente de Diogo Moreira e Brad Binder.
O ritmo de Bastianini nos treinos enfrenta uma qualificação mais exigente
Bastianini liderou a última sessão de treinos de sábado com 1:58.516, seguido por Alex, em 1:58.804. Ambos fizeram as suas melhores voltas em simulações de qualificação, com pneus macios novos, perto do fim da sessão.
Bezzecchi e Ogura terminaram em terceiro e quarto nessa sessão de treinos, depois de mostrarem um ritmo forte com pneus usados. Marc foi oitavo nos resultados finais indicados, a 0,581 segundos de Bastianini.
Em Sepang, o tempo esteve quente e seco. A última sessão de treinos decorreu com 31 graus Celsius de temperatura do ar, 38 graus de temperatura da pista e 69% de humidade. Na Q1, a temperatura do ar chegou aos 32 graus e a da pista aos 41 graus.
Bastianini qualificou-se em sétimo, a 0,477 segundos da pole, apesar de ter registado a velocidade máxima da qualificação, 341,7 km/h. O resultado mostra as exigências de uma volta completa: a velocidade numa reta é apenas uma parte do tempo, a par da travagem, da passagem em curva e da aceleração.
A grelha para lá da primeira fila
Ogura e Bezzecchi partilham a segunda fila com Fabio Di Giannantonio, que se qualificou em sexto, a 0,349 segundos de Alex. Bastianini, Zarco e Franco Morbidelli compõem a terceira fila.
Bagnaia parte de décimo, seguido por Joan Mir em 11.º e Maverick Viñales em 12.º. Mir e Marini regressaram à competição pela Honda HRC este fim de semana. Marini falhou Phillip Island devido a um vírus, enquanto Mir recebia tratamento para problemas de fadiga desde Misano.
Os quatro pilotos da Yamaha foram eliminados na Q1. Jack Miller foi o melhor classificado da equipa, em 16.º, com 1:58.148. Alex Rins foi apenas 0,007 segundos mais lento, em 17.º, e Fabio Quartararo ficou em 18.º, com 1:58.219.
Iker Lecuona qualificou-se em 19.º, com 1:58.456, enquanto continua a substituir Fermin Aldeguer na Gresini. Augusto Fernandez terminou em 20.º, com 1:58.855, substituindo Toprak Razgatlioglu na Pramac após a cirurgia ao ombro do piloto turco. Fernandez deverá manter esse lugar até ao fim da época.
Pontos-chave
- Alex Márquez conquistou a pole do Grande Prémio da Malásia com 1:56.493, a sua primeira desde o Grande Prémio da Catalunha de 2025.
- Marc Márquez qualificou-se em segundo, a 0,070 segundos, e Pedro Acosta em terceiro.
- Ai Ogura e Marco Bezzecchi completaram os cinco primeiros, separados por 0,175 segundos.
- Jorge Martín desistiu porque a fratura no pulso limitava a sua capacidade de travar.
- Marc começou o fim de semana com 10 pontos de vantagem sobre Martín no campeonato; depois da Malásia, restam três rondas.
- Martín regressará a Espanha para ser avaliado antes de decidir se participa no Qatar.
- O Sprint de sábado está marcado para as 15:00, hora local, em Sepang.






