Orçamento de emergência para cheias na Tailândia quase esgotado, diz deputado, enquanto 1,7 milhões de candidatos aguardam aprovação

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Thailand Flood Relief Budget Almost Spent, MP Says, as 1.7 Million Applicants Await Approval

Restam apenas 75 milhões de baht da verba de emergência, diz deputado

A Tailândia pagou 5,215 mil milhões de baht de uma verba de emergência para cheias de 5,29 mil milhões de baht, restando cerca de 75 milhões de baht, enquanto outros 1,7 milhões de candidatos aguardam aprovação, segundo Suphanat Minchaiynunt, deputado do Partido do Povo pelo 9.º círculo eleitoral de Banguecoque.

Índice
  1. Restam apenas 75 milhões de baht da verba de emergência, diz deputado
  2. O que, segundo o deputado, correu mal
  3. Responsáveis afirmaram que o financiamento continuava a ser suficiente
  4. Como evoluiu o debate sobre o financiamento
  5. Banguecoque representa uma grande parte dos que aguardam
  6. 1 de outubro separa dois mecanismos de apoio
  7. O que seria necessário para obter financiamento adicional
  8. Um plano de drenagem de maior dimensão tem outro calendário
  9. Principais pontos

Em declarações publicadas a 17 de outubro de 2026, Suphanat instou o primeiro-ministro e ministro do Interior, Anutin Charnvirakul, a pedir urgentemente ao Conselho de Ministros a aprovação de mais verbas. Estimou que seriam necessários mais 12 mil milhões de baht para abranger os candidatos ainda à espera, incluindo cerca de 700 mil em Banguecoque.

O alerta surgiu depois de altos responsáveis do Ministério do Interior terem assegurado, a 13 de outubro, que o financiamento continuava a ser suficiente e que os pagamentos estavam a avançar rapidamente. As declarações referiam uma verba de 4,7 mil milhões de baht, enquanto Suphanat mencionou 5,29 mil milhões de baht aprovados em duas decisões do Conselho de Ministros.

A preocupação imediata é saber se os agregados familiares que aguardam aprovação conseguirão avançar no processo de pagamento antes de se esgotar o montante ainda autorizado. Suphanat afirmou que alguns residentes cujas casas ficaram inundadas no mês anterior já esperavam há três semanas pela ajuda.

Os valores que apresentou apontam para uma despesa equivalente a cerca de 98,6% da verba referida. Os 75 milhões de baht restantes representam cerca de 1,4%, deixando pouca margem para novos pagamentos dentro desse limite.

O que, segundo o deputado, correu mal

Suphanat afirmou que cerca de 683 mil beneficiários já tinham recebido apoio, enquanto outros 1,7 milhões de candidatos em todo o país tinham apresentado pedidos que continuavam a aguardar aprovação. Acusou o Governo e o Ministério do Interior de terem definido um orçamento muito abaixo das necessidades, apesar de o cálculo ter sido feito depois das cheias.

O deputado considerou que a estimativa dos prejuízos feita pelo Governo foi quatro vezes inferior à realidade. Essa foi a sua avaliação das falhas no planeamento. Na prática, pediu a Anutin, que acumula as funções de primeiro-ministro e ministro do Interior, que apresentasse urgentemente ao Conselho de Ministros uma proposta de financiamento adicional.

O aumento de 12 mil milhões de baht que pediu elevaria a verba de 5,29 mil milhões para cerca de 17,29 mil milhões de baht. Só o aumento solicitado equivale a cerca de 2,3 vezes a verba existente, mostrando a dimensão que, na sua opinião, o programa de emergência precisa de alcançar.

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Suphanat associou a falta de verbas à paralisação da ajuda. Para os residentes que aguardam após semanas de cheias, a sua crítica incidiu sobre o intervalo entre a apresentação de um pedido e a disponibilidade de fundos para pagar uma candidatura aprovada.

Responsáveis afirmaram que o financiamento continuava a ser suficiente

Arssit Sampantharat, secretário permanente do Ministério do Interior, apresentou uma avaliação diferente a 13 de outubro. Disse que tinham sido recebidos pedidos de 1,9 milhões de agregados familiares e que a ajuda relativa às cheias anteriores a 1 de outubro estava a ser paga através de uma verba de emergência de 4,7 mil milhões de baht, aprovada pelo Conselho de Ministros.

Arssit afirmou que já tinham sido gastos mais de 2 mil milhões de baht e que os pagamentos tinham chegado a quase 300 mil agregados familiares. Defendeu que o orçamento aprovado era suficiente, acrescentando que o Departamento de Prevenção e Mitigação de Catástrofes poderia pedir financiamento adicional ao Gabinete do Orçamento, se necessário.

Nirat Pongsitthavorn, diretor-geral do departamento de catástrofes, afirmou também a 13 de outubro que a verba de 4,7 mil milhões de baht continuava a ser adequada. Indicou que as transferências acumuladas ultrapassavam 2,2 mil milhões de baht, após seis rondas de pagamentos.

As declarações de 13 de outubro e o alerta posterior de Suphanat descrevem níveis de despesa diferentes em datas distintas. Também apresentam totais diferentes para a verba em causa: os responsáveis citaram 4,7 mil milhões de baht, enquanto Suphanat referiu 5,29 mil milhões de baht aprovados em duas ocasiões. Não foi apresentada uma reconciliação detalhada dos totais orçamentais, das categorias de candidaturas e do número de pagamentos, nem foi indicada uma data para o Conselho de Ministros decidir sobre os 12 mil milhões de baht adicionais.

Como evoluiu o debate sobre o financiamento

As declarações públicas traçam uma evolução desde uma reserva de emergência inicial, no final de setembro, passando por garantias sobre os pagamentos, até ao alerta de que as verbas estavam quase esgotadas.

  • 29 de setembro de 2026: Anutin afirmou que o Conselho de Ministros tinha reservado cerca de 4 mil milhões de baht do orçamento de emergência central ainda disponível para ajudar as vítimas das cheias em todo o país.
  • 1 de outubro de 2026: A data passou a ser o marco que, segundo a explicação do Ministério do Interior, determinaria quais os mecanismos de apoio aplicáveis aos agregados familiares afetados.
  • 13 de outubro de 2026: Arssit referiu 1,9 milhões de candidaturas de agregados familiares e afirmou que o financiamento era suficiente. Nirat comunicou que tinham sido transferidos mais de 2,2 mil milhões de baht de uma verba de 4,7 mil milhões.
  • 17 de outubro de 2026: O alerta de Suphanat indicou pagamentos de 5,215 mil milhões de baht face a um limite conjunto de 5,29 mil milhões e pediu mais 12 mil milhões de baht.
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As datas são importantes porque os pagamentos estavam a ser processados rapidamente. Nirat afirmou que, só a 13 de outubro, tinham sido transferidos mais de 1,1 mil milhões de baht para cerca de 150 mil agregados familiares. Uma ronda de pagamentos de grande dimensão pode reduzir rapidamente o saldo disponível, mesmo enquanto os responsáveis ainda avaliam novos pedidos.

Banguecoque representa uma grande parte dos que aguardam

Banguecoque representava cerca de 700 mil dos 1,7 milhões de candidatos que aguardavam aprovação, segundo os dados de Suphanat. Isso corresponde a aproximadamente 41% do total pendente, ficando o milhão restante distribuído pelo resto do país.

A capital está, por isso, no centro do debate sobre os atrasos nos pagamentos. Suphanat representa um círculo eleitoral de Banguecoque e Arssit reconheceu separadamente a urgência de prestar ajuda aos residentes afetados pela água estagnada na cidade.

Arssit afirmou que as avaliações dos prejuízos tinham de ser conduzidas cuidadosamente pelo departamento de catástrofes e pelas autoridades locais. A compensação tinha ainda de passar pelos procedimentos locais, incluindo a apresentação e análise de informações sobre os agregados familiares afetados.

Nirat descreveu outra etapa do processo: preparar as informações dos agregados familiares para o pagamento através do Banco de Poupança do Governo. Disse que os funcionários trabalharam até cerca das 3 ou 4 horas da manhã para preparar os ficheiros relativos às transferências de 13 de outubro, incluindo informações recebidas de Banguecoque, antes de enviarem os dados a partir das 11 horas, aproximadamente.

Para os candidatos, o processo envolve várias etapas. As autoridades locais documentam os prejuízos e enviam as informações, as entidades competentes analisam os pedidos e os dados de pagamento têm de ser preparados para o banco. Um financiamento adicional aumenta o montante disponível, mas também são necessárias avaliações concluídas e registos de pagamento utilizáveis para que o dinheiro chegue às contas dos agregados familiares.

1 de outubro separa dois mecanismos de apoio

Arssit dividiu a assistência em dois grupos, consoante a data em que ocorreram as cheias. As zonas afetadas antes de 1 de outubro de 2026 receberiam apoio através dos mecanismos de financiamento de emergência que descreveu.

As cheias ocorridas depois de 1 de outubro seriam abrangidas pelo que chamou o sistema nacional de seguros contra catástrofes. Disse que a Comissão de Supervisão de Seguros e o Departamento de Prevenção e Mitigação de Catástrofes organizariam as transferências para os agregados familiares afetados ao abrigo desse sistema.

A data das cheias determina, por conseguinte, qual o mecanismo de financiamento que, segundo os responsáveis, se aplica. Os agregados familiares afetados antes da data-limite estão abrangidos pela verba de emergência, enquanto os casos posteriores se enquadram no sistema de seguros descrito pelo secretário permanente.

Na explicação de Arssit, os responsáveis pela avaliação dos prejuízos também têm de seguir os procedimentos locais. Apelou a uma análise cuidadosa dos danos e, ao mesmo tempo, a uma ajuda rápida em Banguecoque, onde a água estagnada causou dificuldades.

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Anutin tinha abordado o montante dos pagamentos a 29 de setembro. Questionado sobre a ajuda de 9 mil baht por agregado familiar, disse que os pagamentos tinham de respeitar os critérios legais e as propostas apresentadas pelas localidades e pelas entidades competentes através das comissões relevantes. A sua explicação incluiu a elegibilidade e as candidaturas locais entre os fatores que determinam quem recebe apoio.

O que seria necessário para obter financiamento adicional

Suphanat quer que o primeiro-ministro consiga urgentemente uma autorização de despesa mais elevada por parte do Conselho de Ministros. Um limite de despesa é o montante máximo autorizado para um programa. Quando os pagamentos se aproximam desse limite, o Governo precisa de aprovação para obter mais verbas e continuar a financiar outros pedidos elegíveis através da mesma dotação.

Arssit e Nirat descreveram ambos um procedimento para pedir fundos adicionais. Se a verba existente fosse insuficiente, o departamento de catástrofes poderia submeter o assunto ao Gabinete do Orçamento. Nirat afirmou que qualquer pedido teria por base a dimensão real dos prejuízos.

O desacordo diz respeito, portanto, à urgência e à dimensão do aumento. Suphanat afirma que a verba está quase esgotada e que os candidatos já enfrentam atrasos. A 13 de outubro, os altos responsáveis disseram que ainda havia dinheiro suficiente, embora reconhecendo que poderiam ser solicitadas verbas adicionais.

Nirat afirmou também que o primeiro-ministro tinha instado os responsáveis a procurar concluir as transferências no prazo de um dia e que o processamento dos pagamentos estava a ser acelerado diariamente. Segundo a sua descrição, o programa procurava pagar rapidamente aos agregados familiares e já tinha concluído seis rondas. Os números posteriores de Suphanat centram a questão na capacidade do orçamento autorizado para acompanhar esse esforço de pagamento e dar resposta às candidaturas ainda pendentes.

Um plano de drenagem de maior dimensão tem outro calendário

As declarações de Anutin a 29 de setembro também abordaram um projeto muito maior destinado a reduzir as cheias futuras: o plano Chai Nat–Pa Sak–Golfo da Tailândia. O primeiro-ministro estimou o custo em 165 mil milhões de baht e o prazo de execução em oito anos.

O projeto proposto criaria uma via alternativa para escoar água e aliviar a pressão sobre o rio Chao Phraya. Anutin afirmou que poderia melhorar a proteção contra cheias no centro da Tailândia, em Banguecoque e nas províncias circundantes, permitindo também armazenar alguma água para utilização durante a estação seca.

Disse que o projeto teria de ser analisado pelo Conselho de Ministros e exigiria conversações sobre empréstimos com entidades responsáveis pela agricultura, pelo planeamento económico nacional, pelo orçamento e pelas finanças. O Governo também estava a ponderar alterações que permitissem às autoridades locais desenvolver mais zonas para armazenar e desviar água.

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O plano de drenagem e a ajuda aos agregados familiares têm calendários muito diferentes. As infraestruturas propostas demorariam oito anos a concretizar, enquanto os residentes que aguardam compensação precisam de decisões e transferências durante a recuperação atual.

Anutin nomeou também o ministro da Defesa, tenente-general Adul Boonthamcharoen, representante do Conselho de Ministros para coordenar e supervisionar a resposta nas várias regiões. Além da assistência financeira, o primeiro-ministro descreveu esforços para bombear a água para fora das zonas afetadas e reabrir estradas o mais rapidamente possível.

Principais pontos

  • Suphanat afirmou que tinham sido pagos 5,215 mil milhões de baht de uma verba de emergência para cheias de 5,29 mil milhões, restando cerca de 75 milhões de baht.
  • Indicou que havia 1,7 milhões de candidaturas a aguardar aprovação em todo o país, incluindo cerca de 700 mil em Banguecoque, e pediu mais 12 mil milhões de baht.
  • A 13 de outubro, altos responsáveis do Ministério do Interior afirmaram que a verba de 4,7 mil milhões de baht continuava a ser suficiente e que poderiam ser solicitados mais fundos, se necessário.
  • O ministério descreveu mecanismos de apoio distintos para cheias ocorridas antes e depois de 1 de outubro de 2026.
  • Não foi indicada uma data para o Conselho de Ministros analisar o financiamento adicional pedido pelo deputado.
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