Projeto de lei tailandês sobre canábis propõe sete licenças, venda para fins medicinais e rastreabilidade das explorações agrícolas

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Thailand Cannabis Bill Proposes Seven Licences, Medical Sales and Farm Tracking

Sete licenças poderão transformar o mercado da canábis

O projeto de Lei de Controlo da Canábis da Tailândia prevê a criação de sete categorias de licenças, a apresentação trimestral de relatórios digitais e um sistema que associe as flores de canábis às receitas dos pacientes. O projeto, composto por 77 secções, visa regulamentar o cultivo, a produção e o comércio para fins de tratamento médico e investigação, enquanto agricultores e pequenas empresas alertam que só as análises laboratoriais poderão custar entre 10 000 e 20 000 baht por teste.

Índice
  1. Sete licenças poderão transformar o mercado da canábis
  2. O que muda para os pacientes e os vendedores?
  3. Como seria rastreada a canábis, das explorações agrícolas às receitas
  4. Os custos das análises poderão superar o preço da licença
  5. Milhares de lojas enfrentam uma transição faseada
  6. Limites de idade, proibições de publicidade e poderes de fiscalização
  7. Um projeto de lei de iniciativa pública prevê regras diferentes
  8. As exportações e a verificação da propriedade aumentam a pressão
  9. Datas e decisões ainda por definir
  10. Pontos-chave

O Conselho de Ministros aprovou o projeto em 22 de setembro de 2026. O relato apresentado na sessão de debate do Forum for Change indica que o texto será enviado para apreciação pelo Conselho de Estado em 6 de outubro de 2026. Ainda será necessária a aprovação parlamentar e a adoção de mais de 15 regulamentos complementares para que o regime possa ser plenamente aplicado. A aprovação pelo Conselho de Ministros não transforma o projeto em lei.

O Departamento de Medicina Tradicional Tailandesa e Medicina Alternativa publicou, em 31 de julho de 2026, o esboço do projeto de lei, descrevendo um plano para reforçar a supervisão, proteger a sociedade e orientar a utilização da canábis para fins médicos e de saúde. O sistema de licenciamento proposto abrangeria o cultivo, a produção, a importação, a exportação, a venda e a importação e exportação ocasionais. As licenças teriam uma validade de três anos.

A principal mudança consiste em deixar de regulamentar negócios isolados e passar a acompanhar a circulação da canábis em todo o mercado. O cultivador, o transformador, o vendedor e o prescritor ficariam ligados por registos que as autoridades poderiam verificar. A capacidade de os pequenos operadores suportarem os custos de participação é uma questão distinta da possibilidade de obterem uma licença.

O que muda para os pacientes e os vendedores?

Ao abrigo do regime debatido no fórum, os pacientes só poderiam obter flores de canábis em estabelecimentos autorizados: unidades de saúde, farmácias de medicina moderna, lojas de produtos à base de plantas e locais de trabalho reconhecidos de curandeiros tradicionais. As compras exigiriam um formulário de receita Phor Thor 33, também identificado como ภ.ท.33, e não poderiam exceder a quantidade necessária para 30 dias de utilização.

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O ministro da Saúde Pública, Pattana Promphat, afirmou que o projeto aprovado pelo Conselho de Ministros restringe a canábis e os extratos de canábis ao tratamento por profissionais de saúde e à investigação. Disse que o texto foi elaborado na sequência de uma avaliação de impacto regulamentar, que analisa os efeitos prováveis das regras propostas, e de consultas públicas.

Pattana explicou o objetivo do Governo em termos de proteção pública:

«Esta medida visa proteger a saúde das pessoas, em especial das crianças e dos jovens, e prevenir o uso abusivo da canábis», afirmou.

A sua descrição da transição no retalho impõe exigências mais rigorosas aos dispensários convencionais. As lojas que pretendam renovar a licença teriam de cumprir os requisitos aplicáveis às unidades de saúde, incluindo ter um médico a exercer no estabelecimento. As receitas teriam de incluir um documento assinado por um médico.

Fica por esclarecer uma distinção nas regras finais. O relato do fórum descreve vários tipos de estabelecimentos autorizados a dispensar canábis, ao passo que os comentários de Pattana se centram na conversão das lojas existentes em unidades de saúde. As condições exatas de renovação aplicáveis a cada tipo de estabelecimento não foram definidas na informação divulgada. Os operadores não devem presumir que todas as descrições do sistema proposto correspondem à mesma via de licenciamento.

Como seria rastreada a canábis, das explorações agrícolas às receitas

Os titulares de licenças teriam de manter registos da canábis recebida e fornecida e, em seguida, apresentar relatórios num sistema digital de três em três meses. Cada lote teria um Lot ID, um código de identificação destinado a associar a origem do cultivo às transações posteriores e à receita utilizada para fornecer o produto a um paciente.

Esta abordagem permitiria acompanhar um lote, em vez de apenas confirmar que uma loja tem licença. As autoridades poderiam comparar o que foi produzido numa exploração, o que uma empresa recebeu e o que foi dispensado. A base de dados central prevista mostraria também as coordenadas das lojas autorizadas e associaria os registos das flores aos sistemas de receitas e às aplicações governamentais utilizadas para confirmar a identidade dos pacientes.

Pattana afirmou que um mapa de lojas e locais de cultivo já incluía cerca de 10 000 localizações, o que, na sua opinião, representava uma cobertura superior a 95%. Outro relato aponta para mais de 10 000 locais registados. Estes números incluem locais de venda e de cultivo, pelo que não podem ser diretamente comparados com estimativas que abrangem apenas o número de dispensários.

As notícias de certificados médicos falsificados e formulários Phor Thor 33 falsos, detetados em junho de 2026, mostram por que motivo é importante verificar as receitas. A verificação digital pretende detetar códigos de receita duplicados ou inválidos. O facto de um vendedor estar registado e de um lote ter um número válido não comprova, por si só, a autenticidade da autorização médica para uma compra.

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Os custos das análises poderão superar o preço da licença

O debate no fórum apontou para uma taxa de licença proposta de 3 000 baht por três anos. Esse valor é muito inferior ao custo referido para obter um certificado de análise, ou COA, que regista os resultados de análises laboratoriais de uma amostra de canábis. Os pequenos operadores estimam esse custo entre 10 000 e 20 000 baht por teste.

Com base nestes valores, uma análise laboratorial custaria cerca de 3,3 a 6,7 vezes mais do que a taxa de licença proposta para três anos. Esta comparação não permite calcular o custo anual do cumprimento das regras, uma vez que não foram especificadas a frequência dos testes nem a quantidade de amostras exigida. Mostra, contudo, por que razão uma taxa de licença modesta não tornaria necessariamente o novo sistema acessível.

Os cultivadores também manifestaram preocupação com os custos de adaptação das explorações à norma de cultivo GSCP debatida no fórum. As autoridades afirmaram que os requisitos seriam ajustados à dimensão das parcelas: pequenas explorações até cinco rai, médias acima de cinco e até 20 rai, e grandes acima de 20 e até 400 rai. O rai é uma unidade de medida de superfície tailandesa equivalente a 1 600 metros quadrados.

Estas categorias correspondem a pequenas explorações até 0,8 hectares, médias com mais de 0,8 e até 3,2 hectares e grandes com mais de 3,2 e até 64 hectares. O relato divulgado não explica como seriam tratadas as propriedades com mais de 400 rai.

As autoridades sugeriram que as instituições públicas de investigação ou o Departamento de Agricultura poderiam ajudar nas análises. Os participantes defenderam que os custos e as normas tivessem em conta a dimensão e o risco das empresas, bem como apoio específico para a realização de testes por pequenos operadores. Estes relatos não indicam qualquer montante de subsídio confirmado, tabela de preços de laboratórios ou calendário de análises.

Milhares de lojas enfrentam uma transição faseada

As licenças atuais das lojas têm validade de três anos, com datas de caducidade distribuídas por 2026, 2027 e 2028. Pattana afirmou que as empresas que continuem a operar ao abrigo dessas licenças terão de cumprir os novos requisitos quando pedirem a renovação. A mudança é, assim, descrita como uma transição associada à caducidade das licenças, e não como o encerramento imediato de todas as lojas convencionais de canábis.

As estimativas indicam que entre 5 000 e 6 000 licenças caducam em 2026, outras 4 000 a 5 000 em 2027 e cerca de 1 000 em 2028. São estimativas divulgadas, não um registo de licenças publicado. O total, entre 10 000 e 12 000, é compatível com a dimensão geral do mercado de retalho descrita por responsáveis governamentais, mas não constitui uma contagem exata.

As estimativas do número de dispensários em atividade também variam. Pattana apontou para cerca de 11 000 no início do ano, enquanto um número anterior do ministério, citado noutro relato, rondava os 12 000. O ministro previu que cerca de 2 000 cumpririam os requisitos para serem considerados clínicas no prazo de três anos. Face a um total de 11 000, isso significaria que cerca de 18% cumpririam os requisitos, ou uma redução de aproximadamente 82% do número de estabelecimentos, caso a previsão se tornasse a contagem final do mercado.

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Em declarações separadas, Pattana estimou que mais de metade das lojas teria de se converter em unidades de saúde para renovar as licenças. Estas afirmações medem realidades distintas: a proporção que teria de se converter e o número que se prevê que venha a ser elegível. Nenhuma delas corresponde a um número confirmado de encerramentos. O pessoal, as instalações, os custos laboratoriais e as regras finais de renovação determinarão as opções de cada empresa.

Limites de idade, proibições de publicidade e poderes de fiscalização

O projeto aprovado pelo Conselho de Ministros proibiria a venda a menores de 20 anos, grávidas e mulheres a amamentar. Proibiria também as vendas em determinados locais, incluindo templos, escolas, residências universitárias, parques públicos, jardins zoológicos e parques de diversões. A publicidade e a promoção de flores de canábis, resina e equipamento para fumar seriam restringidas.

Um comité nacional, presidido pelo ministro da Saúde Pública, definiria as políticas e as medidas complementares. O diretor-geral do Departamento de Medicina Tradicional Tailandesa e Medicina Alternativa emitiria as licenças. Entre as isenções referidas incluem-se a venda de raízes, caules, ramos, folhas e sementes, bem como a utilização de canábis por profissionais de saúde para fins de tratamento.

As sanções propostas distinguem a atividade comercial ilegal do uso indevido por consumidores. A produção, importação, exportação e venda ilegais poderiam ser punidas com penas de prisão e multas, enquanto o uso indevido de canábis seria punido apenas com multa. Os relatos não especificam os montantes finais das multas nem as penas de prisão.

No fórum, as autoridades descreveram poderes para inspecionar instalações, recolher amostras, realizar buscas quando existam motivos razoáveis, apreender ou congelar bens e exigir documentos comprovativos. Descreveram também uma coordenação que envolveria mais de 200 000 funcionários. Este número não deve ser interpretado como a dimensão de uma força dedicada à fiscalização da canábis; o relato refere-se à mobilização de pessoal de diferentes organismos no âmbito de mecanismos de fiscalização.

Pattana afirmou que uma ordem emitida nos três a quatro meses anteriores designou funcionários de organismos relevantes para as inspeções, incluindo controlos em zonas turísticas e grandes cidades. Sugeriu que a ausência de um estabelecimento no mapa de registo poderia indicar uma operação não registada. A presença no mapa é um instrumento útil para identificar situações a verificar, mas a base jurídica para agir contra uma empresa específica teria ainda de ser estabelecida.

Um projeto de lei de iniciativa pública prevê regras diferentes

A Lei de Controlo da Canábis do Governo não é a única proposta em análise. A consulta pública do Parlamento diz respeito a um projeto de lei separado sobre canábis e cânhamo, apresentado por Watcharapong Phumchuen e 17 343 eleitores elegíveis. A consulta decorreu entre 7 de julho e 6 de agosto de 2025. O estado indicado é o de consulta encerrada, aguardando o projeto a certificação do primeiro-ministro.

O Parlamento classifica essa proposta como projeto de lei orçamental, pelo que a certificação constitui uma etapa processual anterior ao seu avanço. As questões da consulta abrangem as disposições das secções 3 a 40. Estas referências não devem ser confundidas com as 77 secções do projeto do Governo referido nas notícias.

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A proposta de iniciativa pública separaria as licenças para canábis das licenças para cânhamo e atribuiria a competência de licenciamento ao secretário-geral da Administração de Alimentos e Medicamentos, ou a um delegado autorizado. Esta solução difere da atribuição de competências ao departamento de medicina tradicional prevista no projeto aprovado pelo Conselho de Ministros.

O texto também prevê isenções para unidades de saúde que cultivem canábis para os seus pacientes, mediante registo prévio, e para pacientes ou cuidadores que cultivem para o tratamento de um paciente individual, sem fins comerciais e ao abrigo das regras ministeriais. Uma isenção distinta para o cânhamo protegeria o cultivo tradicional estabelecido por comunidades étnicas para a produção de fibras.

As restrições previstas abrangem a posse para consumo, o ato de fumar, os alimentos que contenham ingredientes de canábis ou cânhamo, a publicidade, a coação de outras pessoas para que consumam canábis e a condução após o consumo. A proposta permitiria aos tribunais revogar uma carta de condução quando o consumo de canábis e a condução, nas condições especificadas, causassem a morte de outra pessoa. O texto aborda ainda o ato de fumar ou consumir extratos não medicinais na presença de menores de 18 anos. Estas medidas pertencem ao projeto de iniciativa pública e não se aplicam automaticamente ao projeto aprovado pelo Conselho de Ministros.

As exportações e a verificação da propriedade aumentam a pressão

Os agricultores e as pequenas empresas presentes no fórum manifestaram preocupação com investidores estrangeiros que recorrem a nomeados tailandeses para aceder ao setor. Os participantes pediram controlos mais rigorosos da propriedade, a par de apoio aos operadores locais legítimos. Os relatos identificam esta preocupação, mas não quantificam o número de empresas que recorrem a estes acordos nem descrevem o procedimento final de verificação da propriedade.

A categoria de licença de exportação constituiria outro ponto de supervisão. O debate anterior sobre a operação contra o contrabando de canábis associou a expansão do mercado tailandês a tentativas de transportar canábis para países onde continua a ser ilegal. Uma licença tailandesa não substitui a autorização de importação do país de destino.

Um caso britânico distinto, referido nas notícias de setembro, envolveu quatro correios condenados por transportar 460 quilogramas de canábis em 22 malas, avaliadas em 13,8 milhões de libras. Este caso não permite determinar a quantidade de canábis que sai ilegalmente da Tailândia, mas ilustra por que razão os controlos das exportações comerciais e a fiscalização da bagagem dos passageiros visam vias diferentes.

Os participantes no fórum propuseram também desenvolver medicamentos à base de canábis para reduzir a dependência de fármacos convencionais importados. Trata-se de um objetivo de política industrial e de saúde, não de prova de que os produtos de canábis possam substituir medicamentos específicos. Os relatos não apresentam comparações clínicas nem cálculos da poupança nas importações.

Datas e decisões ainda por definir

O debate político na Tailândia sucede à expansão das vendas para fins recreativos, depois de a canábis ter sido retirada da lista de estupefacientes. Os relatos divergem quanto à data dessa alteração: a narrativa do fórum situa-a no ano budista de 2564, correspondente a 2021, enquanto as notícias de setembro e a cobertura anterior apontam para junho de 2022. A discrepância não deve ser omitida nem fundida numa única cronologia.

As principais etapas legislativas datadas são:

  • De 7 de julho a 6 de agosto de 2025: o Parlamento realizou uma consulta sobre o projeto de lei separado relativo à canábis e ao cânhamo.
  • Junho de 2026: foram divulgadas notícias sobre a descoberta de certificados médicos e formulários Phor Thor 33 falsificados.
  • 31 de julho de 2026: o Departamento de Medicina Tradicional Tailandesa e Medicina Alternativa publicou o esboço do projeto do Governo.
  • 22 de setembro de 2026: o Conselho de Ministros aprovou o projeto de Lei de Controlo da Canábis.
  • 6 de outubro de 2026: o relato do fórum indica que o projeto de 77 secções será enviado ao Conselho de Estado para apreciação.
  • De 2026 a 2028: as licenças existentes dos dispensários caducam em sucessivas vagas.
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O Conselho de Estado analisa os projetos de lei para verificar a sua conformidade jurídica; o Parlamento terá ainda de os debater e aprovar. As notícias posteriores à aprovação pelo Conselho de Ministros apontam a Câmara dos Representantes como a etapa legislativa seguinte, enquanto o relato do fórum identifica também a fase de análise jurídica. Nenhum dos relatos estabelece uma data para a votação parlamentar.

As autoridades presentes no fórum estimaram que o processo completo, incluindo mais de 15 regulamentos complementares, demoraria entre um e dois anos, e prometeram um período de comunicação e adaptação para agricultores, empresas e público. Esta estimativa não corresponde a uma data fixa de entrada em vigor. Os requisitos de análise, a conversão em unidades de saúde, a verificação das receitas e o apoio às pequenas explorações continuam a ser questões centrais a resolver antes de os operadores poderem calcular o custo de permanecer no mercado.

Pontos-chave

  • O Conselho de Ministros aprovou um projeto de Lei de Controlo da Canábis em 22 de setembro de 2026; ainda não é lei.
  • O regime prevê sete categorias de licenças, válidas por três anos, e a apresentação trimestral de relatórios digitais.
  • Os Lot IDs associariam os lotes de canábis aos registos de cultivo e às receitas dos pacientes.
  • A proposta debatida no fórum limita a dispensa de flores a estabelecimentos autorizados, mediante receita e com um máximo de 30 dias de fornecimento.
  • Os custos laboratoriais referidos, entre 10 000 e 20 000 baht por teste, superam a taxa de licença proposta, de 3 000 baht.
  • As licenças atuais das lojas caducam entre 2026 e 2028, e os requisitos aplicáveis às unidades de saúde deverão influenciar as renovações.
  • Um projeto de lei de iniciativa pública separado, relativo à canábis e ao cânhamo, prevê autoridades de licenciamento e isenções diferentes.
  • A aprovação parlamentar e os regulamentos complementares continuam a ser necessários; não há uma data confirmada para a aplicação integral do regime.
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