Três buscas em Banguecoque alargam escrutínio sobre propriedade e fluxos financeiros
Investigadores tailandeses efetuaram buscas em três locais de Banguecoque a 8 de outubro de 2026, alargando uma investigação sobre suspeitas de acionistas de fachada, transações imobiliárias e financiamento empresarial. Foram encontrados documentos relativos a mais de 61 empresas num dos locais, enquanto as autoridades identificaram separadamente 33 empresas para averiguação por possível ocultação de propriedade estrangeira.
Índice
- Três buscas em Banguecoque alargam escrutínio sobre propriedade e fluxos financeiros
- Como a investigação chegou a Banguecoque
- O que torna um acionista suspeito de ser um testa de ferro?
- Um pequeno escritório de uma fundação e um dossier empresarial muito maior
- Donativos, financiamento da construção e averiguações fiscais
- As alegações relacionadas com o emprego são distintas das questões sobre a propriedade
- Chabad nega ligação às empresas
- As acusações em Chon Buri e a investigação imobiliária mais ampla
- Buscas nas ilhas revelam a dimensão da repressão mais ampla
- O que continua por decidir
- Pontos principais
O Departamento de Investigação Especial (DSI), tutelado pelo Ministério da Justiça, afirmou que a operação Yuttharat examinou ligações entre pessoas, empresas, fundações, associações, ativos e transações financeiras. As questões centrais são quem controla realmente as empresas, quem beneficia delas e se a sua propriedade e atividade cumprem a lei tailandesa.
As buscas abrangeram a fundação Chabad, na Phra Athit Road, no distrito de Phra Nakhon, a Gan Chabad Co., Ltd., no distrito de Bang Rak, e a Associação Judaica da Tailândia, na Sukhumvit 22, no distrito de Khlong Toei. O ministro da Justiça, Rutthapol Naowarat, afirmou que os agentes tinham obtido quatro mandados de busca para a operação.
A investigação vai além dos registos das empresas. Keerati Boonchoti, investigador financeiro do DSI, afirmou que os investigadores estavam a analisar donativos anuais à fundação, no valor aproximado de 100 milhões de baht. As autoridades estão a rever propriedades fundiárias, projetos de construção, registos fiscais e a aquisição da cidadania tailandesa por algumas pessoas que surgem em registos empresariais.
Estas são investigações, não conclusões de culpabilidade. As autoridades não determinaram que os donativos fossem ilícitos, e o comunicado do DSI não acusou as próprias instituições religiosas de infrações financeiras, imobiliárias ou empresariais. Não foram comunicadas detenções de cidadãos israelitas durante a operação em Banguecoque. Foram instaurados processos separados contra duas entidades empregadoras por alegada contratação de trabalhadores estrangeiros sem autorização.
Representantes da Chabad afirmaram que colaboraram com as inspeções e negaram que as empresas documentadas num gabinete de contabilidade pertencessem à sua organização. Essa distinção é importante: moradas partilhadas e nomes repetidos podem justificar averiguações adicionais, mas não demonstram, por si só, a existência de um esquema ilegal de propriedade.
Como a investigação chegou a Banguecoque
As buscas em Banguecoque foram precedidas por várias investigações sobre a propriedade de imóveis e empresas noutras zonas da Tailândia. Algumas fazem parte de um caso específico do DSI em Chon Buri; outras dizem respeito a empresas em ilhas ou a inspeções do Ministério do Interior a terrenos e locais religiosos.
- 10 de julho de 2026: O DSI efetuou buscas em cinco locais em Koh Samui e Koh Phangan, depois de receber informações sobre 34 empresas suspeitas de recorrer a acionistas tailandeses de fachada.
- 21 de agosto de 2026: Os investigadores fizeram buscas em três locais de Chon Buri ao abrigo do Processo Especial n.º 135/2569, relativo à Cosy Beach View Co., Ltd. e a partes associadas.
- Setembro de 2026: Uma investigação distinta analisou empresas relacionadas com a Gan Chabad, propriedades fundiárias e possíveis esquemas com acionistas de fachada, após uma investigação a um cemitério em Chachoengsao.
- 7 de outubro de 2026: O DSI afirmou ter notificado formalmente a Cosy Beach View, um diretor israelita e um acionista tailandês das acusações.
- 8 de outubro de 2026: As buscas em Banguecoque alargaram as averiguações às relações empresariais, ao financiamento, à propriedade e ao emprego.
- 9 de outubro de 2026: Os detalhes da análise do Departamento de Desenvolvimento Empresarial identificaram duas entidades estrangeiras e mais 33 empresas que teriam de prestar esclarecimentos.
O DSI afirmou que as provas recolhidas em Banguecoque ajudariam a alargar a investigação e seriam encaminhadas para as entidades competentes para ponderarem medidas ao abrigo da legislação aplicável.
O que torna um acionista suspeito de ser um testa de ferro?
Nesta investigação, um esquema com um acionista de fachada significa que uma pessoa tailandesa alegadamente detém ações em nome de um investidor estrangeiro, em vez de ser um investidor genuíno. Por isso, os investigadores têm de ir além dos nomes que constam do registo da empresa e apurar a origem do investimento, quem controla as decisões e o destino dos lucros.
O Departamento de Desenvolvimento Empresarial (DBD) identificou duas entidades estrangeiras para averiguação mais aprofundada. Uma tinha participações estrangeiras de 51%, com acionistas tailandeses a deterem 49%, e exercia atividade no comércio imobiliário. O departamento classificou essa atividade como proibida a estrangeiros ao abrigo da Lista Um da Lei das Empresas Estrangeiras de 1999.
A outra empresa tinha participações estrangeiras de 99,99% e participações tailandesas de 0,01%. Desenvolvia programas informáticos para clientes, atividade que as autoridades incluíram na categoria dos serviços, ao abrigo da Lista Três. Uma pesquisa no sistema e-Foreign Business não encontrou a licença ou o certificado empresarial pertinente.
As 33 empresas assinaladas por possíveis esquemas com acionistas de fachada tinham participações estrangeiras inferiores a 50%. As suas atividades incluíam arrendamento de imóveis, consultoria de investimento e turismo. Uma maioria tailandesa no papel não esclarece se os acionistas tailandeses investiram o seu próprio dinheiro ou se detinham as ações em nome de outra pessoa.
O diretor-geral do DBD, Kittiwat Patchimnan, afirmou que os administradores e acionistas estavam a ser convocados para prestar esclarecimentos sobre os seus investimentos e atividades. O departamento identificou também acionistas tailandeses ligados a gabinetes de contabilidade que surgiam como acionistas em várias empresas visadas. Essas relações estão a ser investigadas; não foram estabelecidas como infrações.
Um pequeno escritório de uma fundação e um dossier empresarial muito maior
Na fundação de Phra Nakhon, as autoridades descreveram a sede registada como uma divisão com cerca de 2,5 por 3 metros, ou 7,5 metros quadrados. O mesmo endereço estava registado em nome de outras cinco empresas.
O vice-ministro do Interior, Polapee Suwunchwee, questionou a ausência, naquele local, de registos que explicassem a fundação e as suas atividades.
"Há muitas perguntas sobre o motivo pelo qual foram registadas naquele local. Não havia um único documento sobre a fundação, as suas atividades, os processos de trabalho, as transações financeiras ou as demonstrações financeiras", afirmou Polapee.
Foi dito às autoridades que os registos tinham sido transferidos para um escritório em Bang Rak. Aí, os investigadores encontraram registos de fundações e associações, registos de donativos, listas de membros, documentos de compra e venda de terrenos, processos de construção e declarações fiscais. Encontraram também registos relativos às atividades da Chabad House, licenças de restaurantes e empresas hoteleiras ou de alojamento.
Os relatos divergem quanto ao número exato de empresas. O DSI descreveu documentos relativos a mais de 61 empresas registadas naquele endereço, enquanto outros relatos apontaram para 61, cerca de 50 das quais associadas a cidadãos israelitas. As instalações foram descritas como situadas no 17.º andar da ITF Tower, também identificada como ITF Silom Palace.
As averiguações preliminares revelaram que as mesmas pessoas surgiam como administradores ou acionistas em várias empresas, incluindo pessoas que tinham adquirido a cidadania tailandesa por naturalização. As autoridades tinham afirmado anteriormente que a própria Gan Chabad estava registada como entidade jurídica tailandesa e que os seus administradores autorizados tinham cidadania tailandesa. As suspeitas de acionistas de fachada dizem respeito a outras empresas e transações que continuam a ser investigadas.
Donativos, financiamento da construção e averiguações fiscais
Keerati Boonchoti, investigador financeiro do DSI, estimou em cerca de 100 milhões de baht os donativos anuais à Fundação Chabad. Os investigadores obtiveram informações sobre os doadores e estão a rastrear a origem e o destino dos fundos.
O Gabinete de Combate ao Branqueamento de Capitais está a investigar se as transações envolvem receitas de atividades ilícitas. A sua intervenção não prova que tenha ocorrido branqueamento de capitais, e as autoridades não determinaram que os donativos fossem ilícitos.
Os investigadores estão também a analisar o financiamento de um projeto de uma Chabad House de oito pisos em Banguecoque e possíveis irregularidades na propriedade de imóveis, incluindo terrenos em Phuket. Estas averiguações cruzam registos financeiros com os edifícios e terrenos que poderão ter sido financiados por esses fundos.
Em separado, o Departamento de Receitas identificou cerca de 600 empresas que poderão ter pago impostos de forma incompleta. As autoridades descreveram-nas como empresas que envolvem cidadãos estrangeiros que obtiveram a cidadania tailandesa por naturalização. Não foram identificadas empresas nem anunciadas conclusões contra elas.
Este número não deve ser interpretado como uma contagem de empresas da Chabad. Também não pode ser somado às 33 empresas analisadas pelo DBD ou às empresas registadas no endereço de Bang Rak: as autoridades não determinaram que grupos se sobrepõem.
A diretora-geral interina do Departamento de Receitas, Salakjit Pongsirichan, afirmou que a intenção de evadir impostos, quando comprovada, é punível com prisão de três meses a sete anos e multas de 2.000 a 200.000 baht. Acrescentou que a falta de entrega de declarações pode afetar a renovação de licenças empresariais. Estas penas são consequências possíveis, não sentenças aplicadas no âmbito desta investigação.
As alegações relacionadas com o emprego são distintas das questões sobre a propriedade
O DSI afirmou que os investigadores encontraram três cidadãos de Myanmar na fundação de Phra Nakhon, alegadamente a trabalhar sem autorização. As autoridades alegaram também que tinham entrado e permanecido na Tailândia sem autorização.
O departamento invocou o decreto de emergência de 2017 que regula o emprego de trabalhadores estrangeiros, na sua versão alterada, e a Lei da Imigração de 1979. Foi instaurado um processo contra uma entidade empregadora nas instalações por alegadamente empregar estrangeiros sem autorização de trabalho.
Na Associação Judaica da Tailândia, os investigadores encontraram dois cidadãos do Laos alegadamente a trabalhar sem autorização. Foi também instaurado um processo contra uma entidade empregadora no local ao abrigo do decreto sobre o emprego de estrangeiros.
Um relato separado afirmou que os agentes identificaram cerca de 40 trabalhadores estrangeiros nas várias instituições e que os três cidadãos de Myanmar deveriam ser deportados. Isso não significa que os 40 tenham sido acusados de infrações, e não foram comunicadas deportações concluídas.
Os agentes da imigração também comunicaram falhas no registo da estadia de dois cidadãos israelitas em instalações da Chabad e de dois cidadãos do Laos na Associação Judaica. A falta de registo de alojamento é uma alegação diferente da entrada ou permanência ilegal no país. Os relatos não demonstram que os cidadãos israelitas não tivessem autorização de residência.
Chabad nega ligação às empresas
O rabino Nechemya Wilhelm, enviado da Chabad em Banguecoque, afirmou que os funcionários colaboraram plenamente e forneceram os documentos solicitados pelos investigadores. Disse que os registos relativos a numerosas empresas foram encontrados no escritório de um contabilista que prestava serviços a vários clientes, e não demonstravam que fossem propriedade da Chabad.
É natural que um contabilista trabalhe com outras empresas", afirmou. "Isso não significa que sejam empresas nossas ou empresas ligadas a nós.
Wilhelm afirmou que as atividades religiosas e comunitárias prosseguiram após as buscas, estando previstas cerca de 500 pessoas para o Shabbat.
Estamos a prosseguir as nossas atividades normalmente", afirmou. "Esperamos que cerca de 500 pessoas venham cá neste Shabbat, e nada o impede.
Durante a inspeção, o rabino Yosef Chaim Kantor explicou separadamente que a fundação apoiava atividades religiosas e turistas que visitavam a Tailândia. As autoridades afirmaram que ele tinha obtido legalmente a cidadania tailandesa cerca de 12 anos antes. A análise dos registos de naturalização não equivale, portanto, a concluir que a cidadania de alguém foi adquirida de forma irregular.
Um dos relatos referiu também uma busca no estaleiro de construção de Beth Elisheva, em Sukhumvit. A Associação Judaica gere o local, enquanto a Chabad supervisiona as atividades religiosas. Está a ser construída uma nova sinagoga, depois de o edifício original ter sido demolido por já não responder às necessidades da comunidade. O relato principal do DSI indicou três locais em Banguecoque, pelo que o estaleiro não deve ser automaticamente contabilizado como um quarto alvo distinto.
As acusações em Chon Buri e a investigação imobiliária mais ampla
As acusações formais mais claras descritas pelo DSI dizem respeito à Cosy Beach View Co., Ltd., em Chon Buri, e não às instituições religiosas alvo das buscas em Banguecoque. O departamento afirmou que três suspeitos foram notificados a 7 de outubro, no âmbito do Processo Especial n.º 135/2569.
A empresa foi acusada de operar como entidade estrangeira sem a autorização necessária. Um diretor israelita foi acusado de ter consentido conscientemente na alegada infração ou de não ter tomado medidas preventivas razoáveis enquanto administrador ou representante autorizado.
Um acionista tailandês foi acusado de prestar assistência ou apoio ilícitos, ou de exercer em conjunto a atividade de um estrangeiro. Estas alegações ilustram a distinção feita na investigação entre uma empresa que alegadamente opera sem autorização e um acionista tailandês que alegadamente a ajuda a fazê-lo. Não foram comunicadas condenações.
O Ministério do Interior está também a investigar a compra de um terreno em Pattani por quase 100 milhões de baht. Polapee afirmou que vários membros do parlamento tinham manifestado preocupação com empresas associadas a cidadãos israelitas que compravam o terreno. O ministro tencionava inspecionar a propriedade e a utilização prevista.
Polapee explicou que o ministério pretendia determinar a origem e o objetivo do investimento.
"Precisamos de saber de onde veio o dinheiro, que empresa está envolvida e quais são as suas intenções", afirmou.
O valor da compra do terreno em Pattani e os cerca de 100 milhões de baht em donativos anuais à fundação dizem respeito a assuntos distintos. Não foi estabelecida qualquer ligação financeira entre eles.
O ministério está a rever cerca de oito ou nove locais da Chabad em todo o país, incluindo um em Krabi. Foi pedido aos governadores das províncias do sul que verificassem as licenças de construção, a propriedade e o financiamento. Em Phuket, foi dado aos operadores um prazo de 30 dias para apresentarem licenças de construção e documentos relacionados, sob pena de possível demolição. Não foi indicada uma data-limite exata.
Buscas nas ilhas revelam a dimensão da repressão mais ampla
A operação de julho em Koh Samui e Koh Phangan surgiu na sequência de uma comunicação do DBD relativa a 34 empresas suspeitas de recorrer a acionistas de fachada. Os cinco alvos incluíam empresas associadas a cidadãos chineses e israelitas, demonstrando que a ação de fiscalização mais ampla não se limita a uma nacionalidade.
Um empreendimento de moradias em Bo Phut, em Koh Samui, estava associado a 15 parcelas de terreno, num total de quase 89 rai, avaliadas em 1,57 mil milhões de baht. Um rai corresponde a 1.600 metros quadrados, pelo que a área do terreno é de cerca de 14,2 hectares. Os investigadores encontraram registos de participações, transações imobiliárias, construção e finanças.
O empreendimento estava ligado a pelo menos cinco empresas envolvidas no desenvolvimento imobiliário, construção, marketing e vendas. As autoridades afirmaram que cidadãos chineses participavam na gestão e nas decisões empresariais.
Um escritório de advogados em Koh Samui estava ligado a mais de 150 empresas. Mais de 100 detinham imóveis e outros ativos avaliados em cerca de 795 milhões de baht, enquanto aproximadamente 103 usavam o endereço do escritório como sede registada.
O valor declarado dos terrenos do empreendimento de moradias era quase o dobro do valor de 795 milhões de baht desses ativos. Os números dizem respeito a grupos diferentes e não devem ser somados sem determinar se há património coincidente.
Outras buscas nas ilhas analisaram empresas associadas a cidadãos israelitas que exploravam hotéis, alojamentos, centros de bem-estar e imóveis para arrendamento. Tal como em Banguecoque, os investigadores centraram-se no financiamento, no controlo efetivo e em saber se os acionistas tailandeses eram investidores genuínos. Os escritórios profissionais partilhados surgem repetidamente nas duas investigações, mas a partilha de instalações não prova, por si só, a existência de acionistas de fachada.
O que continua por decidir
As próximas etapas incluem obter esclarecimentos de administradores e acionistas, analisar os documentos apreendidos e coordenar a atuação das várias entidades. A operação envolveu autoridades responsáveis pelo registo de empresas, receitas, terrenos, imigração, emprego, administração provincial, polícia e combate ao branqueamento de capitais.
Os relatos divergem quanto ao número de entidades participantes: mencionam oito entidades, o DBD a trabalhar com outras nove ou mais de 10 organismos. Os relatos coincidem em que a investigação abrange várias responsabilidades jurídicas distintas, e não uma única acusação aplicável a todas as organizações alvo das buscas.
Um comunicado do Ministério do Interior afirmou que as inspeções em Banguecoque não tinham encontrado irregularidades até à data. Essa afirmação coexiste com os relatos do DSI sobre suspeitas de infrações laborais e averiguações empresariais em curso. Não deve ser interpretada como uma absolvição definitiva de todas as empresas, trabalhadores ou transações analisados.
Não foi anunciada qualquer data para uma audiência, julgamento ou prazo para as empresas de Banguecoque prestarem esclarecimentos. Polapee afirmou que estava prevista outra reunião com o DSI, sem indicar uma data. A exigência relativa aos documentos de Phuket é o único prazo de resposta específico divulgado.
Polapee afirmou que a investigação não visava uma nacionalidade específica. O DSI também declarou que a Tailândia continuava aberta aos estrangeiros que residam, invistam e exerçam atividades empresariais legalmente, alertando, contudo, para a utilização de mecanismos jurídicos tailandeses para contornar restrições. A questão por resolver é saber se determinados esquemas de propriedade e financiamento violaram a lei, não se o investimento estrangeiro ou a atividade religiosa são, por natureza, ilícitos.
Pontos principais
- A operação de 8 de outubro em Banguecoque visou três locais principais e alargou uma investigação sobre propriedade, financiamento, imóveis e cumprimento das obrigações fiscais.
- Os documentos diziam respeito a mais de 61 empresas num dos endereços; o DBD identificou separadamente 33 empresas para averiguações sobre possíveis acionistas de fachada.
- Estão a ser analisados donativos anuais à fundação no valor aproximado de 100 milhões de baht, sem que tenha sido concluído que o dinheiro fosse ilícito.
- Cinco cidadãos de Myanmar e do Laos trabalhavam alegadamente sem autorização, e foram instaurados processos contra duas entidades empregadoras.
- A Chabad negou ter ligações às empresas registadas no escritório de contabilidade e afirmou que as atividades religiosas prosseguiram.
- Três suspeitos no caso separado da Cosy Beach View foram notificados das acusações a 7 de outubro. Não foram comunicadas condenações.
- As averiguações adicionais abrangem empresas nas ilhas, a compra de um terreno em Pattani e a documentação de construção em Phuket.






