57.ª vitória numa época com apenas uma derrota
An Se Young terá alcançado os oitavos de final do Open da Dinamarca ao vencer a ucraniana Polina Buhrova por 21-13, 21-11, em Odense, elevando para 57 o número de vitórias em 58 jogos disputados em 2026. A número 1 mundial sul-coreana procura conquistar o nono título do ano, depois de ter ganho o ouro nos Jogos Asiáticos de Aichi-Nagoya.
Índice
- 57.ª vitória numa época com apenas uma derrota
- Como terá decorrido a vitória inaugural
- O que consta do quadro oficial
- Oito títulos e uma taxa de vitórias de 98,28%
- Odense já trouxe lesão, derrota e uma conquista inédita
- Miyazaki procura novo encontro com An
- Uma sequência europeia preenchida antes da subida de categoria
- Pontos principais
O encontro inaugural, datado de 14 de outubro na hora da Coreia, terá sido uma vitória em 36 minutos, na SJF Bank Arena. An, de 24 anos, que representa a Samsung Life Insurance, terá assumido o controlo com várias sequências de pontos consecutivos e venceu sem precisar de um jogo decisivo.
Existe, contudo, uma discrepância significativa quanto à adversária da primeira ronda e ao percurso no torneio. O quadro oficial do torneio da Federação Mundial de Badminton coloca a indiana P.V. Sindhu frente a An na primeira ronda, enquanto a cobertura do encontro identifica Buhrova. O quadro publicado também coloca várias potenciais adversárias em posições diferentes das descritas na cobertura do encontro.
O documento da BWF indica que o torneio se realiza em Odense, de 13 a 18 de outubro, e identifica An como cabeça de série número 1, com a chinesa Wang Zhi Yi, segunda cabeça de série, na metade oposta do quadro. Para esclarecer a discrepância, é necessário consultar um quadro oficial ou um registo de resultados atualizado; não é indicada a razão das diferentes combinações.
Como terá decorrido a vitória inaugural
A vitória de An sobre Buhrova, número 41 do ranking, terá seguido um padrão semelhante nos dois jogos: uma vantagem inicial, seguida de uma série de pontos que alargou a diferença. No badminton, um encontro é normalmente decidido pela primeira jogadora a vencer dois jogos, cada um disputado até aos 21 pontos, sem prejuízo das regras aplicáveis em finais renhidos.
No primeiro jogo, An somou quatro pontos consecutivos logo no início. Com o resultado em 13-10, acrescentou mais quatro sem resposta, passando para 17-10 antes de fechar o jogo por 21-13.
O segundo jogo ficou mais resolvido a partir do 11-7. An conquistou os cinco pontos seguintes e chegou ao 16-7, acabando por vencer por 21-11. Nos dois jogos, o resultado noticiado atribuiu-lhe 42 pontos, contra 24 de Buhrova, uma diferença de 18.
Os 36 minutos de duração representariam um início relativamente breve para An num torneio em que são necessárias cinco vitórias para conquistar o título de singulares femininos. Com o Open de França a começar na semana seguinte, reduzir o tempo em campo poderá ajudá-la a gerir um mês de outubro preenchido.
O que consta do quadro oficial
O quadro da BWF coloca An e Sindhu frente a frente na primeira eliminatória. A malaia K. Letshanaa e a dinamarquesa Line Christophersen ocupam a combinação seguinte, pelo que qualquer uma delas poderá ser a segunda adversária da vencedora do primeiro encontro de An, segundo o quadro. A antevisão do torneio também identificou Sindhu como adversária inaugural de An e indicou que esta tinha vencido os 10 encontros anteriores entre ambas.
A cobertura do encontro, por sua vez, identifica Christophersen, número 12 do ranking, como a próxima adversária confirmada de An. Refere depois um possível encontro nos quartos de final com a alemã Yvonne Li ou a indiana Tanvi Sharma. No documento oficial, Yvonne Li não aparece, enquanto Sharma surge numa secção que inclui as japonesas Tomoka Miyazaki, Nozomi Okuhara e Natsuki Nidaira.
Estas posições são importantes porque o quadro indica quem se pode defrontar em cada ronda. No quadro publicado, Miyazaki é uma potencial adversária de An nos quartos de final. A cobertura do encontro coloca um possível confronto entre ambas nas meias-finais.
A tailandesa Ratchanok Intanon e a chinesa Han Yue, respetivamente quarta e sétima cabeças de série, também estão na metade de An no quadro oficial. A japonesa Akane Yamaguchi, a indonésia Putri Kusuma Wardani e Wang estão na outra metade, o que significa que só poderiam defrontar An na final, caso ambas avançassem.
Oito títulos e uma taxa de vitórias de 98,28%
O registo de época atribuído a An, com 57 vitórias e uma derrota, corresponde a uma percentagem de vitórias de 98,28%. Por outras palavras, a esse ritmo, venceu cerca de 98 em cada 100 encontros. A única derrota noticiada foi frente a Wang, número 2 mundial, na final do All England Open, em março.
Desde essa final, An não terá sido derrotada, segundo o balanço da época. Não é indicado o número exato de vitórias consecutivas após a derrota no All England. As 57 vitórias abrangem toda a época, incluindo os encontros disputados antes dessa derrota.
An já conquistou oito títulos de singulares femininos em 2026. Na época anterior, terminou com 11, um recorde nos singulares femininos, segundo a cobertura do encontro. Um novo título no Open da Dinamarca elevaria o total para nove, a dois desse registo.
Se vencer tanto o Open da Dinamarca como o Open de França, chegará aos 10 títulos. Isso dá um objetivo concreto à digressão europeia: dois torneios ganhos deixá-la-iam a um título do total do ano passado. Para isso, terá ainda de ultrapassar os respetivos quadros.
Odense já trouxe lesão, derrota e uma conquista inédita
An regressa à Dinamarca como campeã em título, depois de ter vencido Wang na final do ano passado e conquistado o torneio pela primeira vez. Esse triunfo surgiu depois de duas finais anteriores que terminaram em desilusão.
Em 2021, An abandonou lesionada durante a final frente a Yamaguchi. Em 2024, voltou a chegar à final, mas perdeu em dois jogos para Wang. A vitória sobre Wang em 2025 inverteu o resultado dessa final anterior e deu-lhe o primeiro troféu do Open da Dinamarca.
O percurso recente no torneio ajuda a contextualizar a participação deste ano:
- 2021: An abandonou lesionada na final frente a Akane Yamaguchi.
- 2024: Foi vice-campeã, depois de perder para Wang Zhi Yi.
- 2025: Venceu Wang na final e conquistou o Open da Dinamarca.
- Março de 2026: Wang derrotou An na final do All England Open, na única derrota que lhe é atribuída esta época.
- 13-18 de outubro de 2026: O Open da Dinamarca realiza-se em Odense.
- 20 de outubro de 2026: Está previsto o início do Open de França.
Miyazaki procura novo encontro com An
Miyazaki, número 7 mundial e sexta cabeça de série do Open da Dinamarca, terá vencido a vietnamita Nguyen Thuy Linh por 21-17, 21-17, a 13 de outubro. Esse relato identifica a também japonesa Hina Akechi como a sua próxima adversária, seguindo-se um possível encontro nos quartos de final com Okuhara ou com a taiwanesa Chiu Pin-Chian.
O encontro anterior entre ambas no Open da Dinamarca torna particularmente interessante um eventual confronto com An. Nos quartos de final de 2025, Miyazaki venceu o primeiro jogo por 21-16, antes de An recuperar e conquistar os dois seguintes por 21-9 e 21-6. Depois de perder o primeiro jogo, An cedeu apenas 15 pontos nos dois restantes.
A antevisão do torneio atribui a An um registo de 8-0 frente a Miyazaki. Indica também vantagens de 15-1 frente a Intanon e de 10-2 frente a Han. As três são cabeças de série na metade de An no quadro oficial, e esses registos ajudam a explicar por que razão parte como uma forte candidata ao título.
Miyazaki chegou à Dinamarca depois de perder para a chinesa Chen Yufei na final por equipas femininas dos Jogos Asiáticos de Aichi-Nagoya. A vitória inaugural que lhe é atribuída em Odense dá-lhe a oportunidade de ganhar ímpeto depois dessa desilusão, embora a ronda de um eventual encontro com An dependa do quadro confirmado do torneio.
Uma sequência europeia preenchida antes da subida de categoria
O Open da Dinamarca sucede a uma pausa no calendário do World Tour para a realização dos Jogos Asiáticos. An chega à digressão europeia como campeã olímpica e mundial em título, além de recém-coroada campeã dos Jogos Asiáticos, o que aumenta a atenção em torno da sua procura de mais um título.
Odense é a segunda de quatro paragens europeias consecutivas em outubro, depois do Arctic Open, na Finlândia, e antes do Open de França. Para quem viaja entre estes torneios, o calendário combina competições sucessivas com pouco tempo entre eventos.
O primeiro cabeça de série do quadro masculino, o tailandês Kunlavut Vitidsarn, também chegou como campeão dos Jogos Asiáticos. Regressou ao circuito no Arctic Open, onde chegou aos quartos de final, e foi sorteado para defrontar o dinamarquês Rasmus Gemke em Odense. Nos sete encontros anteriores, Kunlavut somou quatro vitórias.
Esta época, o Open da Dinamarca é um torneio Super 750. Essa designação indica o seu nível no World Tour da BWF, que organiza os torneios por categorias. Em 2027, deverá passar a ser um torneio Super 1000, juntando-se às cinco provas de maior categoria do circuito.
Para An, o objetivo imediato continua a ser defender um título que conquistou pela primeira vez no ano passado. O resultado noticiado da primeira ronda e o registo da época descrevem uma jogadora com resultados excecionais, enquanto o quadro oficial apresenta um percurso diferente das adversárias que se interpõem entre ela e mais uma final.
Pontos principais
- An Se Young terá vencido Polina Buhrova por 21-13, 21-11, em 36 minutos, e alcançado os oitavos de final do Open da Dinamarca.
- O quadro oficial da BWF indica P.V. Sindhu como adversária inaugural de An e diverge da cobertura do encontro quanto às combinações das rondas seguintes.
- O registo de An em 2026 é de 57 vitórias e uma derrota, o que corresponde a uma taxa de vitórias de 98,28%.
- Conquistou oito títulos esta época e defende o título do Open da Dinamarca, que venceu pela primeira vez em 2025.
- O torneio realiza-se em Odense, de 13 a 18 de outubro, e o Open de França começa a 20 de outubro.
- Está previsto que o Open da Dinamarca passe da categoria Super 750 para Super 1000 em 2027.






