Filas para combustível em Bali chegam a um quilómetro após atrasos de petroleiro desencadearem entregas de emergência

13 min de leitura
Bali Fuel Queues Stretch a Kilometre as Tanker Delays Trigger Emergency Deliveries

Um atraso na entrega deixa Bali à espera de combustível

Um petroleiro com mais de 22 milhões de litros de combustível chegou a Bali a 13 de outubro de 2026, mas, no dia seguinte, residentes e turistas continuavam horas à espera nas bombas de gasolina. Testemunhas descreveram filas com até um quilómetro, enquanto as autoridades ordenaram entregas ininterruptas e prolongaram o horário de funcionamento das estações de serviço para restabelecer o acesso a gasolina e gasóleo.

Índice
  1. Um atraso na entrega deixa Bali à espera de combustível
  2. Onde a perturbação foi mais grave
  3. Porque não impediram as reservas de combustível que as bombas ficassem vazias
  4. Como a Pertamina está a restabelecer as entregas
  5. Horário alargado em Denpasar e Badung
  6. Trabalhadores e visitantes perdem horas em filas
  7. A resposta chega ao palácio presidencial
  8. O que foi dito aos clientes sobre preços e apoio
  9. Como decorreu a recuperação
  10. Pontos principais

O presidente e diretor executivo da Pertamina, Simon Aloysius Mantiri, atribuiu a perturbação às dificuldades de um petroleiro em descarregar a carga e pediu desculpa a 13 de outubro. Disse que uma operação prevista para começar às 6h30 de 12 de outubro, hora de Bali, só arrancou por volta das 22h, um atraso de cerca de 15 horas e 30 minutos. O navio tivera dificuldades em fundear.

Após uma reunião com Koster, em Denpasar, Simon pediu desculpa, em nome da Pertamina, aos residentes de Bali pelas filas dos dias anteriores. Disse que problemas técnicos na distribuição e o aumento do consumo não justificavam a perturbação enfrentada pelos residentes.

O governador de Bali, I Wayan Koster, disse que a carga recebida poderia satisfazer a procura durante até sete dias, estando previstas mais entregas nessa mesma semana. Ainda assim, fazer chegar o combustível à ilha era apenas uma parte da recuperação. Era preciso transportá-lo do terminal para as bombas de gasolina onde os clientes aguardavam.

A 14 de outubro, Laode Sulaeman, diretor-geral do petróleo e gás no Ministério da Energia e dos Recursos Minerais da Indonésia, disse que as filas poderiam desaparecer nesse dia ou no seguinte. A sua previsão apontava para uma recuperação a 14 ou 15 de outubro, enquanto pessoas em várias zonas de Bali continuavam a enfrentar falta de combustível nas bombas.

Onde a perturbação foi mais grave

Denpasar, Badung, Klungkung, Buleleng e Bangli enfrentaram dificuldades em obter combustível. A perturbação estendeu-se para além das zonas turísticas mais movimentadas, com pessoas em Buleleng a percorrer várias estações de serviço à procura de combustível. Os veículos fizeram fila ao longo da Jalan Gajah Mada, em Singaraja.

Em Klungkung, residentes fizeram fila para comprar Pertamax nas estações de serviço de Besang, Siku e Batu Tabih a 13 de outubro, depois de esgotadas as reservas de Pertalite. Pertalite e Pertamax são combustíveis diferentes vendidos pela Pertamina. As filas para o Pertamax mostraram como a falta de um produto levou os clientes a procurar outra opção disponível.

Publicidade

Também se registou uma emergência médica em Badung. Uma mulher da aldeia de Bongkasa desmaiou por volta das 9h de 13 de outubro, hora de Bali, depois de esperar durante horas na estação de serviço de Latu, em Abiansemal. A polícia e os funcionários da estação ajudaram-na antes de uma ambulância a transportar para o Puskesmas Abiansemal 1, um centro de saúde comunitário local.

Suspeitou-se que o incidente tivesse sido causado por exaustão e mau estado físico. A experiência da mulher evidenciou o custo humano das longas esperas: abastecer tinha-se tornado uma atividade capaz de ocupar grande parte da manhã, em vez de uma breve paragem durante uma deslocação normal.

Porque não impediram as reservas de combustível que as bombas ficassem vazias

Laode disse que os atrasos dos navios e os problemas em fazer chegar o combustível aos clientes eram responsáveis pelas filas. Numa declaração feita a 14 de outubro, na sede do Ministério Coordenador da Alimentação, em Jacarta, afirmou que as reservas nacionais de combustível eram suficientes para 18 a 20 dias; nesse mesmo dia, o ministro da Energia, Bahlil Lahadalia, apontou para 16 a 18 dias. Ambos descreveram os abastecimentos nacionais como suficientes.

Uma estimativa das reservas expressa em dias indica durante quanto tempo o combustível armazenado poderia cobrir o consumo ao ritmo usado no cálculo. No entanto, os clientes dependem da disponibilidade de combustível na estação de serviço que frequentam. As reservas nacionais podem continuar a ser suficientes enquanto um atraso na entrega deixa algumas bombas locais sem o produto de que as pessoas precisam.

Koster disse a 13 de outubro que havia combustível disponível nos depósitos de Manggis, em Karangasem, e de Pesanggaran, em Denpasar. Disse que as entregas dos depósitos para as estações estavam em curso, mas eram atrasadas pelo trânsito, e esperava que a distribuição regressasse à normalidade no prazo de um a dois dias.

Bali depende da chegada de gasolina e gasóleo por navio. A viagem não termina quando uma embarcação chega à ilha: tem de descarregar num terminal e, depois, o combustível tem de ser enviado para as estações de serviço. Um atraso na descarga adia as entregas seguintes, deixando as estações à espera mesmo quando uma carga já chegou a águas próximas.

Laode também descreveu dificuldades sazonais no transporte noutras zonas da Indonésia. A descida do nível dos rios pode obrigar a transportar em camiões as cargas habitualmente levadas por embarcações fluviais, que conseguem transportar menores volumes. A ondulação forte pode impedir os navios de atracar. Estes foram exemplos dos problemas de transporte que, segundo afirmou, estavam a afetar a distribuição em diferentes regiões; em Bali, a dificuldade específica identificada pela Pertamina estava relacionada com o fundeamento e a descarga.

Publicidade

Como a Pertamina está a restabelecer as entregas

A operação regional Jatimbalinus da Pertamina Patra Niaga começou a dar prioridade às entregas às estações de serviço de acordo com as respetivas necessidades e a manter as operações de abastecimento em funcionamento contínuo, 24 horas por dia. Ahad Rahedi, diretor regional de comunicação, relações e responsabilidade social empresarial, descreveu as medidas num comunicado divulgado a 13 de outubro.

Ahad disse que o calendário de entregas tinha em conta as necessidades de cada estação, para que o abastecimento pudesse ser encaminhado para onde era necessário. O objetivo declarado da empresa era acelerar o restabelecimento do serviço através de entregas contínuas.

A Pertamina programou carregamentos num total de 26 200 quilolitros para 12, 14 e 16 de outubro, incluindo 18 000 quilolitros de Pertalite e 2500 quilolitros de Pertamax. A frota que transportava combustível dos depósitos para as estações aumentou de 90 para 105 veículos, enquanto o Governo de Bali coordenou esforços com a polícia para reduzir os atrasos no trânsito que afetavam as entregas.

O MT Klasogun, que transportava Pertalite e Biosolar adicionais, chegou ao Terminal de Combustível de Sanggaran na manhã de 13 de outubro. Pertalite é gasolina, enquanto Biosolar é um produto de gasóleo misturado com biodiesel. A Pertamina tinha como objetivo começar a distribuir essa carga a partir do meio-dia, para ajudar a reabastecer as estações durante a recuperação.

Koster referiu separadamente a chegada de um petroleiro com mais de 22 milhões de litros. A sua estimativa de que a carga poderia satisfazer até sete dias de procura deu aos residentes uma indicação do abastecimento adicional, enquanto as operações da Pertamina nos terminais e nas estações determinariam a rapidez com que chegaria aos clientes.

Koster disse também que as reservas disponíveis e as entregas previstas seriam suficientes para cobrir durante duas semanas as necessidades de Pertalite e Pertamax de Bali. Indicou que estavam a chegar 19,2 milhões de litros de Pertalite, suficientes para seis a sete dias, e três milhões de litros de Pertamax, suficientes para cerca de três dias. Entre as entregas seguintes contavam-se 25 milhões de litros de Pertalite, previstos para 15, 16 e 17 de outubro, e 13 milhões de litros de Pertamax, previstos para 13 e 17 de outubro.

Horário alargado em Denpasar e Badung

As estações de serviço de Denpasar e Badung deveriam funcionar 24 horas por dia, disse Koster, com as entregas dos depósitos também a decorrer sem interrupção. Manter as duas partes da operação em funcionamento destinava-se a reabastecer as estações e a atender os clientes em espera para além do horário normal.

Simon disse que algumas estações de serviço de Denpasar e Badung já estavam a funcionar ininterruptamente, estando previsto alargar o serviço a Tabanan e Gianyar no prazo de um a dois dias. A Pertamina também instruiu todas as estações a afixarem avisos com informação sobre as reservas e sobre o funcionamento durante 24 horas.

Laode disse que as medidas de distribuição contínua estavam em vigor desde segunda-feira, 12 de outubro. A carga adicional, cuja chegada foi anunciada na terça-feira, chegou, portanto, durante uma operação de recuperação já em curso, não tendo sido o seu primeiro passo.

Koster, governador de Bali, procurou tranquilizar os residentes quanto à disponibilidade de abastecimento:

As pessoas não precisam de se preocupar, porque há combustível disponível,

O governador disse que eram esperadas mais cargas nessa semana. Não indicou uma data para o fim do horário alargado das estações, e as declarações de 14 de outubro não confirmaram que as filas já tivessem desaparecido. A expectativa de Laode de que a situação estivesse normalizada até 15 de outubro continuava a ser o objetivo imediato.

Publicidade

Trabalhadores e visitantes perdem horas em filas

Ni Wayan Susiani, uma trabalhadora de hotel de 22 anos, disse que esperou cerca de cinco horas antes de comprar combustível para a sua motorizada. Contou que se sentia irritada e esperava que a perturbação terminasse em breve.

Susiani explicou o que desejava depois da longa espera:

Espero que este seja o último dia assim. Espero que nos próximos dias tudo possa voltar ao normal,

Raisa Neagu, uma turista moldava de 43 anos, passou horas à espera para abastecer a sua scooter a 14 de outubro. Disse que a falta de gasolina a impedira de viajar e a obrigara a desistir dos seus planos.

Neagu descreveu o impacto imediato nas suas férias:

Ficámos sem gasolina. Por isso, não podíamos andar. Tivemos de cancelar todos os nossos planos,

Neagu tinha voo de regresso marcado para 21 de outubro e queria visitar o norte de Bali. A sua experiência e a espera de Susiani mostraram como a perturbação afetava tanto os visitantes que se deslocavam pela ilha como os residentes que dependiam de motorizadas no dia a dia.

A resposta chega ao palácio presidencial

O presidente Prabowo Subianto convocou Bahlil ao palácio presidencial, em Jacarta, a 14 de outubro, para discutir a falta de combustível. Bahlil chegou por volta das 15h45, hora da Indonésia Ocidental. Rosan Roeslani, ministro do Investimento e da Desindustrialização, também participou na reunião.

Bahlil disse que Simon Aloysius Mantiri, responsável da Pertamina, já se encontrava em Bali a acompanhar a situação. Esperava receber as conclusões do responsável da empresa e apresentá-las diretamente a Prabowo. Antes da reunião, Bahlil disse que ainda precisava de ouvir o relato mais recente sobre a resposta na ilha.

As medidas distribuíam responsabilidades por vários níveis: a Pertamina tratava das entregas e do abastecimento das estações, o Governo de Bali coordenava a resposta local e as autoridades nacionais procuravam obter informações atualizadas sobre a recuperação. Bahlil descreveu o Governo como entidade reguladora e a Pertamina, uma empresa estatal, como a organização responsável pela operação de abastecimento de combustível.

A Pertamina Patra Niaga também estava a coordenar esforços com o Governo provincial de Bali para atualizar a informação sobre a situação e discutir uma visita do governador às estações de serviço. Koster tinha instado a empresa a resolver os problemas de abastecimento, na sequência das queixas dos residentes sobre as filas.

Publicidade

O que foi dito aos clientes sobre preços e apoio

Bahlil disse que os preços dos combustíveis subsidiados não tinham sofrido alterações. Os preços dos combustíveis vendidos sem subsídio continuariam a flutuar em função da evolução dos preços mundiais. Um subsídio significa que o apoio do Governo ajuda a manter o preço pago pelos consumidores abaixo do custo que, de outro modo, teriam de suportar.

A Pertamina pediu aos residentes que mantivessem a calma e comprassem combustível de acordo com as suas necessidades. Comprar combustível em excesso durante uma perturbação pode aumentar a procura enquanto as estações tentam servir os clientes que já estão à espera, tornando especialmente importante o ritmo das entregas.

A empresa encaminhou os clientes para os seus canais oficiais de informação, onde poderiam consultar atualizações. Dúvidas sobre serviços e produtos, bem como reclamações, podiam ser apresentadas através do Centro de Contacto da Pertamina, pelo número 135. Esta era uma forma de os residentes comunicarem problemas enquanto as entregas e os horários de funcionamento eram ajustados.

Como decorreu a recuperação

A resposta desenvolveu-se ao longo de vários dias: a distribuição contínua começou antes da chegada do petroleiro adicional e as discussões a nível nacional tiveram lugar enquanto as filas persistiam.

  • 12 de outubro: Segundo Laode Sulaeman, começaram as operações de distribuição contínua de combustível, 24 horas por dia. Simon disse que um problema de fundeamento atrasou a atracagem e a descarga previstas de um petroleiro, das 6h30 para cerca das 22h, hora de Bali.
  • 13 de outubro: O MT Klasogun chegou a Sanggaran com Pertalite e Biosolar adicionais. A Pertamina anunciou entregas prioritárias e Simon Aloysius Mantiri pediu desculpa pela perturbação.
  • 13 de outubro: Koster disse que tinha chegado um petroleiro com mais de 22 milhões de litros, quantidade suficiente para até sete dias, e que eram esperadas mais cargas nessa semana.
  • 14 de outubro: Residentes e turistas continuavam à espera de combustível. Laode previu que a situação estaria normalizada nesse dia ou até 15 de outubro, enquanto Bahlil participava numa reunião no palácio sobre a falta de combustível.

Para os clientes, a recuperação traduzia-se na disponibilidade de combustível nas estações e na redução das filas. A resposta de emergência centrou-se nas medidas necessárias para o conseguir: descarregar as cargas, manter as entregas contínuas e prolongar o horário das estações de Denpasar e Badung.

Pontos principais

  • Atrasos na descarga de petroleiros perturbaram a distribuição de combustível em Bali, com filas a chegarem a um quilómetro. Simon disse que um problema de fundeamento atrasou a atracagem e a descarga previstas para 12 de outubro, das 6h30 para cerca das 22h, hora de Bali.
  • Uma carga superior a 22 milhões de litros chegou a 13 de outubro; segundo o governador Koster, poderia satisfazer até sete dias de procura. Disse também que as reservas disponíveis e as entregas previstas seriam suficientes para cobrir durante duas semanas as necessidades de Pertalite e Pertamax.
  • A Pertamina deu prioridade às entregas às estações e manteve a distribuição em funcionamento contínuo. A frota de entregas aumentou de 90 para 105 veículos; algumas estações de Denpasar e Badung já funcionavam 24 horas por dia, estando previsto que Tabanan e Gianyar se seguissem.
  • As autoridades descreveram as reservas nacionais como suficientes, citando estimativas de 16 a 18 dias e de 18 a 20 dias.
  • Laode Sulaeman esperava que o problema das filas ficasse resolvido a 14 ou 15 de outubro.
  • Os preços dos combustíveis subsidiados mantiveram-se inalterados e os clientes podiam contactar a Pertamina através do número 135.
Partilhar este artigo

Também pode gostar