Cenários climáticos para o Vietname alertam para perdas de arroz, calor perigoso e riscos costeiros crescentes

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Vietnam Climate Scenarios Warn of Rice Losses, Dangerous Heat and Rising Coastal Risks

As perdas de arroz e tempestades mais fortes reforçam a necessidade de adaptação

Os cenários climáticos atualizados do Vietname para 2025 projetam perdas de produtividade do arroz superiores a 10% em algumas épocas de cultivo no Delta do Mekong se o aquecimento global atingir os 4°C, a par de um aumento de cerca de três vezes na probabilidade anual de tempestades com ventos comparáveis aos do tufão Yagi. A mesma avaliação aponta para calor mais perigoso em Hanói e na Cidade de Ho Chi Minh e para uma pressão crescente sobre os transportes, os edifícios e os sistemas de abastecimento de água.

Índice
  1. As perdas de arroz e tempestades mais fortes reforçam a necessidade de adaptação
  2. O que significam, na prática, as três trajetórias
  3. Um país em aquecimento, com riscos regionais distintos
  4. Chuvadas mais intensas podem coexistir com épocas mais secas
  5. As projeções do nível do mar exigem comparações cuidadosas
  6. Os riscos para o arroz vão muito além de cada exploração
  7. O calor urbano ameaça a saúde e os orçamentos familiares
  8. Os danos nas infraestruturas podem repercutir-se na economia
  9. Como devem os cenários orientar as decisões
  10. O calendário e os limites da avaliação
  11. Pontos-chave

A atualização do Ministério da Agricultura e do Ambiente apresenta três possíveis trajetórias de emissões, em vez de uma única previsão. No cenário de emissões elevadas, o nível médio do mar em todo o Mar do Leste, também conhecido como Mar da China Meridional, poderá subir 63,7 centímetros até 2100. O limite superior da margem de incerteza chega aos 84,2 centímetros. O Delta do Mekong apresenta o maior risco de inundação projetado.

O anúncio governamental dos cenários climáticos traduz também as conclusões em orientações para o investimento: os projetos com duração de 10 a 20 anos podem recorrer aos cenários baixo ou médio, enquanto as infraestruturas críticas concebidas para durar mais de 50 anos devem usar o cenário elevado para se prepararem para condições adversas.

Esta distinção é importante porque as estradas, os portos, os diques marítimos e as redes elétricas construídos hoje poderão continuar em funcionamento quando as trajetórias de emissões divergirem mais acentuadamente, já no final deste século. A atualização relaciona essas opções de planeamento com avaliações detalhadas do calor, da precipitação, das tempestades, do nível do mar e de vários setores vulneráveis.

O que está em causa vai além dos danos físicos. O Grupo Banco Mundial estimou as perdas climáticas do Vietname em 2020 em cerca de 10 mil milhões de dólares, o equivalente a 3,2% do produto interno bruto. A sua avaliação do desenvolvimento identifica aproximadamente 300 mil milhões de dólares em ativos comerciais e industriais vulneráveis a catástrofes climáticas.

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O que significam, na prática, as três trajetórias

Os cenários são SSP1-2.6, SSP2-4.5 e SSP3-7.0. SSP significa «Shared Socioeconomic Pathway» (trajetória socioeconómica partilhada), um quadro que combina pressupostos sobre a população, o desenvolvimento económico, a energia, a tecnologia e a política climática com diferentes trajetórias de emissões.

  • O SSP1-2.6 é a trajetória de baixas emissões, associada ao desenvolvimento sustentável e a reduções acentuadas dos gases com efeito de estufa.
  • O SSP2-4.5 é a trajetória intermédia, que reflete progressos moderados no desenvolvimento e nas políticas de redução das emissões.
  • O SSP3-7.0 é a trajetória de emissões elevadas, que reflete emissões altas sem políticas climáticas adicionais suficientemente fortes.

A atualização substitui o anterior quadro RCP pelos SSP e utiliza a geração CMIP6 de modelos climáticos globais. Os RCP descrevem sobretudo trajetórias de concentração de gases com efeito de estufa; os SSP acrescentam pressupostos explícitos sobre o desenvolvimento das sociedades e das economias.

Pham Thi Thanh Nga, diretora do Instituto de Meteorologia, Hidrologia, Ciências do Ambiente e Marinhas, identificou o instituto como principal responsável pelo desenvolvimento do trabalho. Descreveu uma atualização composta por oito capítulos e anexos especializados, com novos cenários climáticos urbanos, avaliações organizadas por nível de aquecimento global, análise do risco de inundação e orientações para os utilizadores.

Os níveis de aquecimento global são uma segunda forma de interpretar as conclusões. Uma projeção para 2°C ou 4°C descreve as condições caso a temperatura média global aumente esse valor face ao período anterior à industrialização. Não associa esse limiar a um ano específico. Isto ajuda os responsáveis pelo planeamento a comparar riscos sem presumir que uma trajetória de emissões se concretizará exatamente como foi modelada.

Um país em aquecimento, com riscos regionais distintos

A temperatura média anual do Vietname aumentou cerca de 0,2°C por década entre 1961 e 2023. Os novos cenários projetam novos aumentos das temperaturas máximas em todo o país, geralmente entre 1°C e 1,5°C para um nível de aquecimento global de 1,5°C e entre 3°C e 4°C para um nível de aquecimento global de 4°C.

As temperaturas mínimas aumentam mais acentuadamente, sobretudo no Norte. Nas províncias montanhosas do Norte, o aumento poderá ultrapassar os 5°C para níveis de aquecimento global entre 3°C e 4°C. Isto significa que o aquecimento afeta tanto a extremidade mais fresca do intervalo de temperaturas como as condições mais quentes.

Prevê-se que o número de dias com temperaturas superiores a 35°C aumente entre 10 e 30 para um aquecimento global de 1,5°C e entre 30 e 50 para níveis de 3°C a 4°C. O anúncio governamental indica que o próprio aumento poderá ultrapassar os 50 dias por ano em muitas zonas do Centro e do Sul do Vietname. Outras descrições referem mais de 50 dias de calor por ano sem fazer essa distinção, pelo que as duas formulações não devem ser consideradas equivalentes.

Prevê-se que os dias de frio intenso no Norte diminuam entre 20 e 30 para um aquecimento global de 3°C e entre 30 e 40 para 4°C. A frequência e a intensidade das secas aumentam no Norte, enquanto no Sul se regista uma ligeira diminuição. Uma única média nacional ocultaria estas diferenças.

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Chuvadas mais intensas podem coexistir com épocas mais secas

As projeções de precipitação mostram por que razão mais chuva não significa necessariamente um abastecimento de água mais fiável. A precipitação na primavera diminui em grande parte do Vietname, incluindo reduções de cerca de 20% a 30% na Costa Centro-Sul e nos Planaltos Centrais. A precipitação no inverno aumenta na maior parte do país, normalmente entre 20% e 60%, exceto no Noroeste.

A precipitação no verão e no outono aumenta mais acentuadamente no Norte. A precipitação máxima acumulada em períodos de um e cinco dias poderá aumentar cerca de 30% a 40% no Norte e no Sul. No cenário elevado, o número de dias com mais de 100 milímetros de chuva poderá aumentar entre 80% e 100% em algumas zonas do Norte, nos Planaltos Centrais e no Sul.

Estes são indicadores de risco diferentes. Os totais sazonais ajudam a avaliar a disponibilidade de água, enquanto a precipitação intensa durante algumas horas ou dias põe à prova os sistemas de drenagem, os leitos dos rios e as defesas contra cheias. Uma precipitação mais concentrada pode coexistir com uma primavera mais seca, deixando as comunidades expostas tanto à escassez de água como a inundações em diferentes alturas.

Com um aquecimento global de 4°C, a probabilidade anual de uma tempestade com ventos de cerca de 58 metros por segundo, comparável ao Yagi, sobe de 2,6% para 7,7% no Norte, de 2,0% para 6,3% no Centro do Vietname e de 0,25% para 0,75% no Sul.

Estes valores representam aumentos de aproximadamente três vezes, não previsões de tempestades que ocorram com uma periodicidade fixa. O intervalo médio de recorrência modelado encurta de cerca de 38 para 13 anos no Norte e de 50 para 16 anos no Centro do Vietname. Entre 1991 e 2025, o Mar da China Meridional registou, em média, cerca de 12,7 tufões e depressões tropicais por ano, incluindo cerca de 3,4 tempestades de intensidade 12 ou superior, com variações consideráveis de ano para ano.

As projeções do nível do mar exigem comparações cuidadosas

Até 2100, prevê-se que o nível médio do mar em todo o Mar do Leste suba 46,1 centímetros no cenário baixo e 63,7 centímetros no cenário elevado, uma diferença de 17,6 centímetros. O limite superior da margem de incerteza do cenário elevado, de 84,2 centímetros, não é a estimativa central.

Para a faixa costeira do Vietname, o cenário elevado aponta para uma subida média de cerca de 61,9 centímetros e um limite superior de 82 centímetros. Estes valores diferem das estimativas para o Mar do Leste porque dizem respeito a uma área geográfica diferente.

O anúncio governamental também apresenta estimativas medianas locais do projeto: 60,2 centímetros para Quang Ninh, 64,3 centímetros para Ca Mau, 63,7 centímetros para o arquipélago de Hoang Sa e 67,4 centímetros para o arquipélago de Truong Sa. No trecho em que apresenta estes valores locais, não identifica explicitamente a trajetória de emissões a que se referem.

As tendências observadas do nível do mar também dependem do método de medição. Entre 1993 e 2023, as estações de monitorização registaram uma subida média de cerca de 3,4 milímetros por ano, enquanto as medições por satélite apontaram para 4,3 a 4,5 milímetros. São estimativas observacionais distintas, não valores intercambiáveis.

O perigo para o Delta do Mekong é agravado pela subsidência do terreno. Uma reportagem anterior sobre a subida do nível do mar e a subsidência do terreno descreveu uma subsidência média de cerca de 1,1 centímetros por ano, associada à extração de água subterrânea e à redução do fornecimento de sedimentos. Por isso, as projeções do nível do mar, por si só, não descrevem a alteração total da altura da água em relação ao terreno.

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Os riscos para o arroz vão muito além de cada exploração

Os novos estudos de caso projetam uma diminuição das colheitas de arroz nos deltas do Rio Vermelho e do Mekong à medida que o aquecimento aumenta. Os efeitos tornam-se mais evidentes a partir de 2°C de aquecimento global, sendo o Delta do Mekong mais vulnerável. Com 4°C, as reduções poderão ultrapassar os 10% em algumas épocas de cultivo. Trata-se de um resultado sazonal, não de uma previsão de que todas as colheitas ou a produção nacional de arroz diminuam na mesma percentagem.

O Relatório sobre Clima e Desenvolvimento do Grupo Banco Mundial explica por que motivo estas perdas locais são importantes a nível nacional. O Delta do Mekong representa cerca de 50% da produção de arroz do Vietname e 95% das exportações de arroz, além de 65% da produção aquícola e um terço do PIB agrícola.

O relatório identifica ainda a intrusão de água salgada, a erosão e a subsidência do terreno como fatores de pressão sobre a produção no delta. A sua avaliação anterior projeta que, sem adaptação, a salinidade poderá afetar cerca de 45% do delta até 2030, com um custo económico de aproximadamente 17 mil milhões de dólares. Esta estimativa não deve ser confundida com as projeções de produtividade do arroz da nova avaliação, que medem um resultado diferente com base em pressupostos distintos.

Entre as medidas regionais recomendadas estão a redução da extração de água subterrânea e da exploração de areia, a alteração das práticas agrícolas, a melhoria dos caudais de água doce e da recarga dos aquíferos e a recuperação dos mangais. Em conjunto, estas medidas respondem tanto aos riscos climáticos como às atividades locais que tornam o delta mais exposto.

O calor urbano ameaça a saúde e os orçamentos familiares

Os cenários de 2025 projetam um aumento acentuado das combinações perigosas de calor e humidade em Hanói e na Cidade de Ho Chi Minh, sobretudo nas zonas urbanas centrais. A avaliação utiliza como limiar de calor perigoso uma temperatura de globo húmido e bolbo negro, ou WBGT, superior a 32°C.

O WBGT é uma medida de stress térmico que tem em conta a humidade, o calor radiante e a circulação do ar, além da temperatura. Por isso, uma leitura de WBGT de 32°C não equivale a uma temperatura de 32°C numa previsão meteorológica normal. A humidade pode reduzir a capacidade do corpo para arrefecer através da transpiração, tornando as condições perigosas mesmo quando a temperatura do ar, por si só, não revela o risco.

O risco de dengue também aumenta à medida que as temperaturas mais elevadas e outras condições climáticas se tornam mais favoráveis aos mosquitos que transmitem a doença. Os cenários não apresentam um número específico de casos futuros, e a adequação das condições climáticas não significa que vá ocorrer necessariamente um surto.

O relatório do Grupo Banco Mundial relaciona o aumento do calor com uma menor produtividade laboral, custos de arrefecimento mais elevados e maior procura de eletricidade. Cita também um exercício de modelação segundo o qual um dia durante uma onda de calor poderia aumentar a mortalidade em 0,7%. Trata-se de uma estimativa de outra investigação, não de um número de mortes calculado pelos cenários de 2025.

A poluição atmosférica representa outro encargo para a saúde. O relatório cita uma estimativa da Organização Mundial da Saúde de cerca de 60 000 mortes anuais devido à grave poluição atmosférica urbana. Estas mortes não devem ser contabilizadas como mortes causadas pelo calor, embora a redução das emissões de combustíveis fósseis também possa diminuir alguns poluentes atmosféricos nocivos.

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Os danos nas infraestruturas podem repercutir-se na economia

Os cenários atualizados identificam as temperaturas extremas, as ondas de calor prolongadas e as alterações nos ventos extremos como ameaças à durabilidade e à vida útil das infraestruturas de transporte e das estruturas urbanas. As inundações constituem outra fonte de danos e perturbações.

O relatório do Grupo Banco Mundial estima que as falhas rodoviárias causadas por cheias fluviais poderão aumentar pelo menos 40% até 2030. Conclui também que a perda de um único troço da Estrada Nacional 1A poderia causar perdas económicas diárias de 1,9 milhões de dólares apenas devido ao desvio do transporte de mercadorias, sem contar com as reparações físicas.

Esta distinção entre ativos danificados e serviços interrompidos é fundamental para as decisões de investimento. Uma estrada ou linha elétrica danificada pode interromper a produção noutros locais, perturbar o comércio ou deixar comunidades isoladas. As zonas montanhosas do Norte, com poucas rotas alternativas, estão particularmente expostas à perda de ligações.

A análise do relatório sobre a modernização de 20 troços de estradas nacionais estimou necessidades de investimento de cerca de 153 milhões de dólares e benefícios entre 651 milhões e 3,66 mil milhões de dólares ao longo de 35 anos. Segundo os pressupostos dessa análise, estes valores correspondem a benefícios entre cerca de quatro e 24 vezes superiores ao investimento.

O relatório estimou ainda que a transferência de 10% do transporte rodoviário de mercadorias para outros modos de transporte poderia reduzir em 20% a 25% os impactos económicos dos fenómenos climáticos extremos. O reforço de ativos individuais e a disponibilização de rotas alternativas são, portanto, formas distintas de reduzir as perturbações.

Como devem os cenários orientar as decisões

As orientações governamentais distinguem os projetos pela sua duração. Os cenários baixo ou médio podem orientar projetos com duração de 10 a 20 anos. O planeamento regional e os investimentos em transportes e energia com duração de 30 a 50 anos devem comparar os cenários médio e elevado. As estruturas críticas concebidas para durar mais de 50 anos, incluindo diques marítimos e portos, devem usar o cenário elevado.

Para os planos associados a datas específicas, as orientações recomendam a informação dos SSP. Para as avaliações de risco e as estratégias de adaptação flexíveis, os limiares de aquecimento global constituem outra base útil. Nenhuma destas abordagens transforma os cenários em previsões.

A explicação do relatório sobre a divergência entre trajetórias esclarece o calendário: as diferenças são menores antes de 2050 e tornam-se mais acentuadas depois, à medida que se acumulam os efeitos do desenvolvimento global e das políticas de emissões. A longa vida útil dos ativos torna essas diferenças futuras relevantes para as decisões tomadas hoje.

Os dados dos cenários são descritos como detalhados até ao nível das comunas, disponibilizados por décadas e integrados num sistema WebGIS, uma plataforma em linha para consulta de informação geográfica. As autoridades podem utilizar mapas de inundação e outras projeções no planeamento dos aglomerados populacionais, na emissão de licenças, na gestão das infraestruturas e na revisão das normas técnicas.

O vice-ministro da Agricultura e do Ambiente, Le Trong Yen, apelou aos ministérios, às autoridades locais e às empresas para integrarem a informação nos planos de desenvolvimento e investimento. Pediu também a preparação urgente de uma Lei das Alterações Climáticas para apresentação à Assembleia Nacional. Não foi indicada qualquer data-limite para a apresentação ou para a votação legislativa.

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O calendário e os limites da avaliação

O ano da edição e a data de apresentação indicada são distintos. A atualização é designada como a versão de 2025, enquanto o seminário em que foi anunciada está datado de 9 de outubro de 2026. A cronologia inclui também medidas políticas anteriores e períodos de observação que sustentam a avaliação dos riscos.

  • 1961 a 2023: a temperatura média anual do Vietname aumentou cerca de 0,2°C por década.
  • 1993 a 2023: as medições das estações e dos satélites registaram uma subida do nível do mar, embora com taxas médias diferentes.
  • 2017: a Resolução n.º 120/NQ-CP estabeleceu um quadro político para o desenvolvimento sustentável e a resiliência climática no Delta do Mekong.
  • 28 de julho de 2026: a Conclusão n.º 75-KL/TW do 14.º Comité Central do Partido Comunista identificou a resposta proativa às alterações climáticas e a redução do risco de catástrofes como tarefas prioritárias.
  • 9 de outubro de 2026: um seminário em Hanói apresentou os cenários identificados como edição de 2025.

A avaliação anterior do Grupo Banco Mundial fornece indicadores úteis da exposição económica, mas muitas das suas projeções utilizam trajetórias RCP, em vez do quadro SSP adotado na nova atualização. As suas estimativas de cheias, agrícolas e financeiras não podem ser simplesmente combinadas com os novos cenários como se tivessem sido produzidas por um único modelo.

O próprio Grupo Banco Mundial reconhece lacunas no que diz respeito à saúde, à educação, à segurança hídrica e às infraestruturas costeiras. O relatório afirma:

O CCDR não aborda todos os principais desafios relacionados com o clima que o Vietname enfrenta.

Os novos estudos de caso setoriais ajudam a colmatar algumas lacunas, mas não estabelecem números futuros precisos de casos de dengue, perdas para todas as épocas de cultivo do arroz ou custos de reparação de estruturas individuais. Essas decisões exigem dados locais sobre a exposição, avaliações de engenharia e opções de adaptação, além das projeções climáticas.

Pontos-chave

  • A atualização de 2025 do Vietname utiliza três trajetórias de emissões SSP e avaliações organizadas por nível de aquecimento global.
  • A produtividade do arroz no Delta do Mekong poderá cair mais de 10% em algumas épocas de cultivo com um aquecimento global de 4°C.
  • Com esse nível de aquecimento, a probabilidade anual de tempestades comparáveis ao Yagi aumenta cerca de três vezes.
  • No cenário elevado, o nível médio do Mar do Leste sobe 63,7 centímetros até 2100, com um limite superior da margem de incerteza de 84,2 centímetros.
  • O calor e a humidade perigosos tornam-se mais frequentes em Hanói e na Cidade de Ho Chi Minh.
  • As infraestruturas críticas com uma vida útil superior a 50 anos devem ser planeadas com base no cenário elevado.
  • Os cenários apoiam o planeamento dos riscos; não são previsões de um futuro inevitável.
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