Tribunal nepalês ordena a restituição de 153,8 milhões de rupias no esquema dos falsos refugiados butaneses, mas rejeita 53 pedidos

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Nepal Court Orders Rs153.8 Million Repaid in Bhutanese Refugee Scam, but 53 Claims Fail

Restituições ordenadas, mas subsistem importantes lacunas

O Tribunal Distrital de Catmandu ordenou a oito arguidos no esquema dos falsos refugiados butaneses, no Nepal, que restituam 153,797 milhões de rupias a 59 pessoas, atribuindo a maior responsabilidade, de 74,7 milhões de rupias, a Sandesh Sharma, de Dang. O antigo vice-primeiro-ministro Top Bahadur Rayamajhi terá de devolver 4 milhões de rupias, ao abrigo de uma sentença que distingue o dinheiro devido às vítimas das penas de prisão e das multas criminais.

Índice
  1. Restituições ordenadas, mas subsistem importantes lacunas
  2. Uma viagem prometida transformou-se numa falsa identidade
  3. Quem terá de devolver o dinheiro?
  4. Porque não receberam indemnização 53 queixosos
  5. Quem recolheu dinheiro também podia ser vítima
  6. O relatório que fez a promessa parecer oficial
  7. Falsificação comprovada, acesso ao documento por esclarecer
  8. Mensagens e decisões políticas sustentaram outras condenações
  9. Como o caso chegou a sentença
  10. Sete absolvições e oito processos pendentes
  11. Pontos principais

A sentença integral, redigida pelo juiz Tej Bahadur Khadka, explica como uma rede recolheu dinheiro prometendo enviar cidadãos nepaleses para os Estados Unidos com falsas identidades de refugiados butaneses. Descreve documentos oficiais alterados, procedimentos de registo inventados e comunicações entre intermediários e altos responsáveis.

No entanto, a decisão deixa por resolver duas lacunas substanciais. Das 112 pessoas identificadas nas queixas apresentadas à polícia, 53 não receberam qualquer indemnização. O tribunal também concluiu que um relatório de uma comissão governamental tinha sido falsificado, sem esclarecer toda a cadeia de responsabilidades pelo acesso e alteração do documento.

A ordem de indemnização não significa que as vítimas já tenham recebido o dinheiro. Estabelece obrigações de restituição, a par das sanções criminais, ao nível do tribunal distrital. É possível recorrer para o Tribunal Superior, e os processos contra oito arguidos ainda em fuga foram suspensos até à sua detenção.

Estas distinções são importantes num caso que envolveu antigos ministros, altos funcionários do Ministério do Interior e pessoas que recolheram pagamentos de vizinhos e conhecidos. Alguns arguidos foram condenados sem que lhes fosse ordenado restituir dinheiro. Outros, que trataram de pagamentos, foram absolvidos porque o tribunal concluiu que também tinham sido enganados.

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Uma viagem prometida transformou-se numa falsa identidade

A experiência de Tejina Lamsal mostra como o esquema transformou uma promessa de emigração numa sucessão de pagamentos. Em 5 de fevereiro de 2021, levou 500 000 rupias em dinheiro a casa do vizinho Gajendra Budhathoki, em Tulsipur, Dang. Ele prometera tratar dos documentos e enviá-la para os Estados Unidos por um custo total de 4,5 milhões de rupias.

Depois, foi encaminhada para Sauraha, em Chitwan, para uma entrevista. Segundo a queixa que apresentou à polícia, Budhathoki ficou à espera no exterior, enquanto duas pessoas vestidas como funcionários públicos se sentaram no interior. Nas proximidades estava estacionado um veículo com matrícula oficial. Foi fotografada, recolheram-lhe as impressões digitais e pediram-lhe que preenchesse um formulário.

Lamsal foi inscrita numa falsa lista de refugiados com o nome de Sharada Chaulagain. Disse que foi nesse momento que percebeu que o objetivo era apresentá-la como refugiada butanesa elegível para reinstalação.

Ainda assim, continuou a pagar, depois de lhe garantirem que o processo estava a avançar e que Budhathoki conhecia pessoas influentes no Governo. Pagou mais 1 milhão de rupias em 9 de junho de 2022 e 2,5 milhões em 3 de outubro desse ano. Depois de a enviarem ao Birat Medical College, em Morang, para fazer exames, onde conheceu Santosh Sharma, pagou mais 500 000 rupias em 17 de dezembro.

Os pagamentos somam 4,5 milhões de rupias. No entanto, o tribunal ordenou a Sandesh Sharma que lhe restituísse 2 milhões. Lamsal não compareceu para depor, e a sentença limitou o prejuízo que podia reclamar ao montante que considerou comprovado na sua queixa. O caso ilustra a diferença entre o prejuízo declarado e o montante que o tribunal aceita como provado.

Quem terá de devolver o dinheiro?

A sentença atribui a obrigação de restituição a oito arguidos, em vez de responsabilizar financeiramente todas as pessoas condenadas por todos os pedidos. A responsabilidade de Sharma, de 74,7 milhões de rupias, abrange 38 pessoas, na sua maioria jovens residentes de Dang que pagaram na esperança de chegar aos Estados Unidos.

Os principais montantes de restituição indicados na sentença são:

  • Sandesh Sharma: 74,7 milhões de rupias a 38 pessoas.
  • Sanu Bhandari: 26 milhões de rupias.
  • Keshav Prasad Dulal: 15,8 milhões de rupias.
  • Indrajit Rai, conselheiro de segurança do então ministro do Interior, Ram Bahadur Thapa: 15 milhões de rupias.
  • Sagar Rai, de Morang: 12,9 milhões de rupias.
  • Top Bahadur Rayamajhi: 4 milhões de rupias.
  • Angtawa Sherpa, dirigente do Congresso e antigo membro da Assembleia Constituinte: 2,7 milhões de rupias a seis pessoas.
  • Govinda Kumar Chaudhary: 2,5 milhões de rupias.

Só a responsabilidade de Sharma representa cerca de 48,6% do total indicado de 153,797 milhões de rupias. Os montantes individuais acima apresentados foram arredondados e não correspondem ao total exato.

Os relatos divergem quanto à obrigação de 2,7 milhões de rupias. Uma versão atribui-a ao antigo ministro do Interior Bal Krishna Khand, afirmando também que não tem qualquer obrigação de restituição. O relato pormenorizado e outra notícia atribuem-na a Sherpa e dizem que Khand não tem de restituir dinheiro. A versão internamente contraditória não deve ser considerada confirmação de uma ordem distinta contra Khand.

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Porque não receberam indemnização 53 queixosos

O tribunal aceitou pedidos de restituição de 59 das 112 pessoas identificadas nas queixas apresentadas à polícia, cerca de 52,7%. Rejeitou os pedidos das restantes 53. No caso de 43 dessas pessoas, a sentença regista que não tinham apresentado declarações a descrever o sucedido nem comparecido em tribunal para depor.

Os relatos da sentença não especificam por que razão falharam os pedidos das outras dez pessoas. A exclusão não deve ser automaticamente interpretada como uma conclusão de que não houve fraude. Significa que, nesta decisão, o tribunal não determinou um montante recuperável a favor dessas pessoas.

A queixa de Budhathoki demonstra até que ponto os pedidos aceites podiam ser mais limitados. O relato pormenorizado diz que identificou 61 pessoas, incluindo ele próprio, mas o tribunal só apurou prejuízos recuperáveis para 23. Os relatos divergem quanto à dimensão da queixa: um refere Budhathoki e outras 61 pessoas, num total de 62, enquanto outro indica 61, contando com ele.

O tribunal ordenou ainda que fossem cobradas aos arguidos condenados taxas de indemnização ao abrigo da Lei de Proteção das Vítimas de Crimes, a depositar no Fundo de Assistência às Vítimas. Essa obrigação é distinta da restituição de montantes específicos a cada vítima. Nem a ordem de restituição nem a contribuição para o fundo demonstram que a cobrança já tenha ocorrido.

Quem recolheu dinheiro também podia ser vítima

Premraj Panthi disse ao tribunal que recolheu 57,8 milhões de rupias de cerca de 50 conhecidos e entregou o dinheiro à rede. Afirmou que já tinham sido devolvidos 21,2 milhões, ficando por pagar 36,6 milhões.

O tribunal repartiu esse saldo por três grupos de arguidos: 4 milhões de rupias a cargo de Rayamajhi, 15 milhões a cargo de Indrajit Rai e 17,6 milhões a cargo de Dulal e Bhandari. Estas atribuições dizem respeito ao tratamento do pedido de Panthi, não constituindo um montante adicional a somar ao total da indemnização anunciado.

Ram Sharan KC, de Tokha, Catmandu, também recolheu pagamentos de um grupo de 34 pessoas e depositou dinheiro nas contas de Bhandari. Hipotecou bens e entregou 15 milhões de rupias em dinheiro a Dulal.

O tribunal absolveu KC, concluindo que Dulal e Bhandari o tinham enganado. Transferiu para os dois homens a obrigação de restituição que lhe era imputada. A sentença comparou a sua situação com a de Panthi, Ram Kumar Regmi, Budhathoki e Bhesh Raj Sharma Lamsal, que recolheram dinheiro de outras pessoas antes de o entregarem à rede.

Esta distinção foi central na avaliação da responsabilidade individual. O simples facto de tratar do pagamento de outra pessoa não demonstrava, por si só, que quem o recolheu tivesse participado conscientemente no esquema criminoso.

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O relatório que fez a promessa parecer oficial

O esquema retirou a sua aparente legitimidade de um verdadeiro processo governamental relativo aos refugiados butaneses que permaneciam no Nepal. Um programa de reinstalação lançado em 2007 ajudou mais de 100 000 refugiados a mudarem-se para oito países, incluindo os Estados Unidos. O ACNUR terminou o programa em dezembro de 2016, e o Programa Alimentar Mundial suspendeu a assistência em janeiro de 2019.

Com cerca de 6 500 refugiados ainda nos campos de Jhapa e Morang, o Conselho de Ministros deu instruções ao Ministério do Interior para preparar uma política e um plano de ação. Em 13 de junho de 2019, o então ministro do Interior, Ram Bahadur Thapa, criou uma comissão liderada pelo secretário-adjunto Bal Krishna Panthi. A comissão deveria analisar o futuro dos refugiados que permaneciam no país e as alegações de pessoas que não tinham sido incluídas no registo.

A comissão apresentou o relatório em 18 de outubro de 2019. Recomendou o registo de apenas 429 pessoas cujos casos tinham sido analisados conjuntamente pelo ACNUR e pela unidade de coordenação dos refugiados. Estas pessoas foram identificadas como ausentes do recenseamento, ou seja, não tinham sido abrangidas pela contagem do registo. O relatório concluiu que não havia provas de que outras 581 famílias que alegavam ter ficado de fora do registo fossem verdadeiras refugiadas e recomendou que não fossem aceites mais candidaturas.

A versão falsificada inverteu o efeito prático dessas restrições. Acrescentou os anexos 9(a) e 9(b), apresentando 875 pessoas pertencentes a essas 581 famílias como elegíveis para o registo. Os potenciais emigrantes foram instruídos a usar nomes fictícios que correspondiam à lista alterada e receberam identidades falsas.

Panthi disse ao tribunal que o seu relatório original tinha nove anexos, enquanto a versão falsificada tinha dez. Identificou diferenças de tipo de letra, formatação e redação, incluindo alterações à recomendação relativa ao fim do registo tardio. O original permaneceu nos arquivos do Conselho de Ministros; a versão falsificada ficou no Ministério do Interior.

O registo e a reinstalação eram processos distintos. O trabalho da verdadeira comissão dizia respeito à situação e à gestão das pessoas que continuavam no Nepal depois do fim do programa de reinstalação. Não estabelecia uma nova via para cidadãos nepaleses chegarem aos Estados Unidos.

Falsificação comprovada, acesso ao documento por esclarecer

O tribunal condenou Dulal, Bhandari e Teknath Rizal, dirigente dos refugiados butaneses, por falsificação. Rayamajhi, Khand, o antigo secretário do Interior Tek Narayan Pandey, Indrajit Rai e outros funcionários públicos foram absolvidos dessa acusação.

O coletivo presidido pelo juiz Tej Bahadur Khadka explicou na sentença os elementos documentais que sustentaram a conclusão de falsificação:

«Ficou provado que foi cometido o crime de falsificação, uma vez que o relatório falso alterou e acrescentou conteúdo ao relatório original, e foram também encontradas provas de que tinham sido emitidos cartões de identidade contrafeitos que identificavam pessoas como refugiados butaneses», refere a sentença.

Essa conclusão não esclareceu como o documento oficial foi obtido e alterado. Os três homens condenados por falsificação não tinham ligação institucional direta aos serviços públicos que guardavam o relatório. A sentença não apurou toda a sequência de acesso, alteração e substituição do documento.

No caso de Pandey, os procuradores não conseguiram provar quando, onde e como retirou o relatório do ministério e o falsificou. Uma análise forense do telemóvel de Khand não encontrou provas que o ligassem diretamente à falsificação. Estas limitações diziam respeito à acusação de falsificação, não à responsabilidade dos dois pelo esquema mais amplo.

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Mensagens e decisões políticas sustentaram outras condenações

O tribunal considerou fundamentais as conversas entre Pandey e Dulal no Viber e no WhatsApp. Concluiu que o secretário do Interior mantinha contacto com o intermediário e apoiava o esquema através de propostas apresentadas ao Conselho de Ministros e de prorrogações do prazo de um comité.

A aprovação, por Khand, de propostas para prorrogar prazos e alterar o mandato do comité sustentou a conclusão de que ajudou o esquema ao nível das políticas governamentais. O tribunal não encontrou provas de que tivesse recebido pessoalmente parte dos lucros, mas condenou-o como cúmplice de fraude, crime organizado e crimes contra o Estado.

Khand foi condenado a dois anos de prisão e a uma multa de 20 000 rupias. Pandey recebeu quatro anos e uma multa de 40 000 rupias pelas mesmas três categorias de crimes. Rizal foi condenado a dois anos e a uma multa de 20 000 rupias por falsificação e pelo seu papel de cúmplice nos outros crimes. Segundo o relato pormenorizado da sentença, nenhum dos três foi condenado a restituir dinheiro às vítimas.

Rayamajhi e outros arguidos principais foram condenados a quatro anos de prisão e a multas de 40 000 rupias. O tribunal aplicou a Secção 43 do Código Penal de Muluki, de 2074, considerando vários crimes resultantes do mesmo incidente como um crime integrado. Segundo os relatos da decisão, isso implicou acrescentar metade da pena prevista para outro crime à pena mais grave, em vez de simplesmente acumular todas as penas.

O tribunal distinguiu a rede coordenada de um caso comum de fraude individual. Também concluiu que tinham sido cometidos crimes contra o Estado, pois o uso de falsas identidades de refugiados prejudicou a dignidade dos cidadãos nepaleses e a reputação internacional do Nepal, incluindo as suas relações com agências da ONU e países doadores.

Como o caso chegou a sentença

O processo passou pela investigação, por disputas relativas à detenção, pela determinação da culpa e pela fixação das penas. Os relatos divergem em algumas datas e totais, pelo que estas fases não devem ser condensadas numa cronologia única e incontestada.

  • Maio de 2022: O esquema tornou-se público e começaram as investigações policiais.
  • 24 de maio de 2023: Vários relatos apontam esta data para a acusação inicial, embora difiram quanto ao número de arguidos: 30 ou 31. O relato pormenorizado descreve, em vez disso, processos instaurados por fases contra 31 pessoas em 13 de agosto de 2024.
  • Junho de 2023: O tribunal distrital decretou a prisão preventiva de 16 dos 18 arguidos detidos e concedeu liberdade sob caução a dois. Os relatos situam a decisão em 15 ou 16 de junho.
  • 14 de dezembro de 2023: Uma decisão do Tribunal Superior de Patan permitiu a libertação de Khand mediante o pagamento de uma caução de 3 milhões de rupias. Foi libertado no dia seguinte.
  • 25 de abril de 2024: Os juízes do Supremo Tribunal Kumar Regmi e Tek Narayan Dhungana mantiveram a prisão preventiva de sete dos dez requerentes, concederam liberdade sob caução a Angtawa Sherpa e Govinda Chaudhary e libertaram Shamsher Miya, sujeito a comparências regulares em tribunal.
  • Veredicto e sentença: Um relato data a decisão sobre a culpabilidade de Asar 23 de 2083 no calendário nepalês. Outros relatos previam a leitura da sentença para 13 de julho e indicam que as penas foram aplicadas em Asar 30, data identificada no relato pormenorizado como 14 de julho.

O relato anterior sobre a prisão preventiva referia alegações no valor de 288,17 milhões de rupias e 115 vítimas, em comparação com cerca de 290 milhões e 112 queixosos no relato pormenorizado da sentença. São números distintos divulgados por diferentes fontes, não medidas intercambiáveis. O montante final de 153,797 milhões de rupias fixado para restituição também não significa que todos os outros prejuízos alegados tenham sido considerados inexistentes.

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Sete absolvições e oito processos pendentes

Os relatos pormenorizados da decisão identificam 16 arguidos condenados, sete absolvidos e oito processos suspensos, num total de 31 arguidos. Além dos principais responsáveis, foram condenados por cumplicidade em fraude organizada Shamsher Miya, Narendra KC, Hari Bhakta Maharjan e Niranjan Kumar Kharel. Bechan Jha foi condenado por fraude.

Os sete absolvidos foram Ram Sharan KC, Tanka Kumar Gurung, Sandeep Rayamajhi, Laxmi Maharjan, Keshav Tuladhar, Ashish Budhathoki e Pratik Thapa. Sandeep é filho de Rayamajhi, e Pratik é filho do antigo ministro do Interior Ram Bahadur Thapa.

Os processos contra Ashok Pokharel, Dhiren Rai, Deepa Humagain, Niraj Rai, Rajesh Aryal, Mohanraj Rai, Binita Sawaden Limbu e Sunil Budhathoki continuam suspensos. Serão retomados quando forem detidos. A decisão do tribunal distrital também pode ser contestada mediante recurso, mas os relatos da sentença integral não indicam qualquer data ou prazo para uma audiência de recurso.

As questões por resolver são, portanto, concretas: a cobrança das restituições ordenadas, a tramitação futura dos processos contra os arguidos ausentes, eventuais recursos e a falta de esclarecimento sobre como o relatório oficial foi obtido e falsificado. As condenações e as ordens de restituição resolvem parte do caso, mas não o encerram por completo.

Pontos principais

  • Oito arguidos foram condenados a restituir 153,797 milhões de rupias a 59 pessoas.
  • Sandesh Sharma tem a maior responsabilidade: 74,7 milhões de rupias a 38 pessoas.
  • Cinquenta e três dos 112 queixosos não receberam qualquer indemnização; 43 não apresentaram declarações sobre os incidentes nem depuseram.
  • O relatório falsificado acrescentou anexos que apresentavam 875 pessoas de 581 famílias como elegíveis para o registo de refugiados.
  • Khand, Pandey e Rizal foram condenados a penas de prisão e multas, sem obrigações individuais de restituição.
  • Sete arguidos foram absolvidos, enquanto os processos contra oito arguidos ausentes continuam suspensos.
  • A sentença não demonstra que as vítimas tenham sido pagas, e continua a ser possível recorrer para o Tribunal Superior.
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