Índia alcança a 200.ª vitória em T20I masculinos, com Varma e Reddy a salvarem a perseguição frente à Nova Zelândia

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India Claim 200th Men's T20I Win as Varma and Reddy Rescue Chase Against New Zealand

Vitória histórica resgatada a uma bola do fim

A Índia somou a sua 200.ª vitória em internacionais masculinos de Twenty20 no seu 300.º jogo, ao vencer a Nova Zelândia por quatro wickets no Hagley Oval, em Christchurch, a 24 de outubro de 2026. Uma parceria invicta de 69 corridas entre Tilak Varma e Nitish Kumar Reddy transformou uma perseguição em risco de colapso numa vantagem de 2-0 na série de cinco jogos.

Índice
  1. Vitória histórica resgatada a uma bola do fim
  2. Duas parcerias reconstruíram a perseguição da Índia
  3. Como os dois overs finais mudaram o resultado
  4. Os quatro wickets de Santner quase decidiram o jogo
  5. Phillips e Jacobs reconstruíram as entradas da Nova Zelândia
  6. Um caminho diferente do da vitória inaugural
  7. O significado da 200.ª vitória da Índia
  8. Wellington dá à Nova Zelândia uma oportunidade de resposta
  9. Principais pontos

A Nova Zelândia fez 180 corridas por cinco wickets e depois reduziu a Índia a 70 por cinco e, mais tarde, a 112 por seis. Com 68 corridas ainda por fazer nas últimas 30 bolas, a equipa visitante tinha uma tarefa difícil pela frente contra um ataque cujo capitão, Mitchell Santner, tinha conquistado quatro wickets por 21 corridas.

Varma e Reddy completaram a perseguição com 181 corridas por seis wickets, ao fim de 19.5 overs, ou seja, 19 overs completos e cinco lançamentos válidos. Reddy marcou as duas corridas da vitória frente a Jacob Duffy, deixando uma bola por jogar.

O boletim de resultados final confirma que Varma terminou invicto com 51 corridas em 26 bolas. Reddy terminou com 26 corridas em 13 lançamentos. A parceria durou 30 bolas e estabeleceu um recorde indiano para o sétimo wicket em T20I masculinos.

A Índia tornou-se a primeira equipa masculina a alcançar 200 vitórias neste formato. A forma como venceu deu dramatismo ao marco: a Nova Zelândia controlou boa parte da perseguição, mas os batedores especializados que restavam à Índia acabaram por decidir o jogo na fase final.

Duas parcerias reconstruíram a perseguição da Índia

Naman Dhir protagonizou a primeira fase da recuperação. Entrou quando a Índia já tinha perdido cinco wickets, marcou 31 corridas em 17 bolas e somou 42 em 24 lançamentos com Varma na parceria para o sexto wicket.

O contributo de Dhir alterou a tarefa dos jogadores que se seguiram. A Índia ainda precisava de marcar rapidamente quando Santner o eliminou, com o resultado em 112 por seis, mas a sua entrada ofensiva impediu que a perseguição estagnasse por completo.

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Varma encontrou depois outro parceiro em Reddy. A parceria invicta de 69 superou o anterior recorde indiano para o sétimo wicket, de 63 corridas, estabelecido por Dinesh Karthik e Krunal Pandya frente à Nova Zelândia em 2019. O novo máximo foi seis corridas superior e foi alcançado durante uma perseguição, em vez de simplesmente na construção de um total.

Varma, eleito o Melhor Jogador do Jogo, explicou depois que queria manter o encontro em aberto até aos overs finais. Atribuiu a uma conversa com a equipa técnica a ajuda para manter a calma e disse que ele e Dhir tinham falado sobre correr bem entre os wickets num relvado que jogava mais devagar do que no jogo inaugural.

As 26 corridas de Reddy em 13 bolas deram à Índia uma taxa de duas corridas por lançamento. Juntos, ele e Varma combinaram os limites com as corridas entre os wickets necessárias para concluir uma perseguição cada vez mais exigente.

Como os dois overs finais mudaram o resultado

A Índia precisava de 29 corridas em 12 bolas antes de Nathan Smith lançar o 19.º over. Varma marcou três fours e um six, somando 18 corridas no over, apesar de dois lançamentos não terem produzido corridas.

O six no último lançamento foi especialmente valioso. Deixou a Índia a precisar de 11 corridas no último over, em vez de 17, tornando a vitória possível sem exigir um limite em cada lançamento restante.

A Nova Zelândia também foi penalizada pelo atraso na taxa de overs. No último over, só pôde colocar quatro jogadores fora do círculo que delimita o campo interior, reduzindo o número de jogadores disponíveis para proteger o limite.

Duffy começou com uma corrida para Reddy. Varma respondeu com um four e depois correu duas vezes para completar o meio século. Outra corrida deixou a Índia a precisar de três em duas bolas. Um wide reduziu a exigência para duas, e Reddy desviou o lançamento seguinte para o lado da perna e voltou para completar a segunda corrida da vitória.

A sequência final mostrou como vários pequenos acontecimentos se combinaram com os limites de Varma. Uma segunda corrida, a troca de strike e um lançamento extra devido a um wide ajudaram a Índia a vencer antes da última bola.

Os quatro wickets de Santner quase decidiram o jogo

O lançamento da Nova Zelândia deu-lhe uma boa hipótese de igualar a série. Matt Henry começou com um over sem corridas frente a Sanju Samson, lançando seis bolas sem ceder qualquer corrida.

Samson e Abhishek Sharma construíram, ainda assim, uma parceria inicial de 40 corridas, antes de Duffy eliminar Samson. Nathan Smith afastou depois Vaibhav Sooryavanshi, que marcou quatro corridas, deixando a Índia com 44 por dois.

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Santner assumiu o controlo a meio das entradas. O capitão neozelandês eliminou Abhishek, que marcou 27 corridas, e Shreyas Iyer, que marcou sete, antes de afastar Axar Patel, que fez 11. Finn Allen e Daryl Mitchell combinaram-se junto ao limite para completar a captura de Axar, com Allen a passar a bola a Mitchell antes de ultrapassar a linha do limite.

Santner eliminou mais tarde Dhir e terminou com quatro wickets por 21 corridas em quatro overs. A sua taxa de cedência foi de 5,25 corridas por over, muito abaixo do ritmo de que a Índia precisava na perseguição.

Iyer disse depois que a dificuldade da Índia em encontrar limites e o número de lançamentos sem corridas aumentaram a pressão. Também elogiou o controlo dos spinners da Nova Zelândia. A Índia acabou por escapar a essa pressão ao atacar os lançadores rápidos nos overs finais, depois de Santner ter completado a sua série de lançamentos.

Na entrevista após o jogo, Iyer falou assim sobre a recuperação da Índia:

Sim, sem dúvida. Acho que todos os jogadores da nossa equipa são capazes de decidir um jogo, e hoje vimos um exemplo disso. Sinceramente, quando perdemos wickets, sobretudo em sequência, pensámos que o jogo nos estava a escapar. Mas Tilak e Reddy mostraram uma enorme personalidade, e Naman Dhir também teve uma excelente entrada curta.

Sobre o contributo de Dhir em todos os aspetos do jogo, disse:

Vimo-lo em alguns jogos em casa frente às Índias Ocidentais. É também um lançador extraordinário e, quando conseguimos cobrir as duas vertentes, com a batida e o lançamento, acho que traz muita personalidade à equipa. E, quando o vemos movimentar-se em campo, percebemos que é um jogador completo.

Ao explicar o desafio colocado pelos spinners neozelandeses, Iyer disse:

Acho que, no início, jogámos muitas bolas sem marcar, o que também fez subir a taxa de corridas necessária. Quando entrámos, queríamos controlar a perseguição, mas eles lançaram muito bem, sobretudo Bracewell e Santner, pela forma como controlaram o jogo a meio das entradas. Não era fácil bater a bola, mas acho que, se tivéssemos encontrado os espaços e tentado os limites, poderíamos ter controlado a perseguição sem dificuldade. Mas não correu bem. Acontece. Foi apenas um dia menos bom e tenho a certeza de que vamos reagir com força.

Sobre o trabalho de campo da Índia e a prevenção de segundas corridas, acrescentou:

Acho que essa foi a mensagem transmitida a todos os jogadores da equipa: é preciso antecipar cada bola que vem na nossa direção e acreditar que eles vão tentar uma corrida. Temos de garantir que avançamos na direção da bola para que os adversários pensem duas vezes antes de tentar duas corridas.

Olhando para os próximos jogos da série, concluiu:

Muito obrigado. O trabalho ainda só está a meio.

Phillips e Jacobs reconstruíram as entradas da Nova Zelândia

A Nova Zelândia também precisou de uma recuperação substancial depois de Iyer ganhar o sorteio e optar por lançar. Arshdeep Singh eliminou Tim Seifert no segundo over, Bhuvneshwar Kumar afastou Daryl Mitchell e Prince Yadav fez Finn Allen sair por 16 corridas.

Os anfitriões estavam com 41 corridas por três wickets após o powerplay de seis overs, o período inicial em que as restrições de campo deixam menos jogadores junto ao limite. Glenn Phillips e Bevon Jacobs somaram depois 116 corridas na parceria para o quarto wicket.

Phillips marcou 70 corridas em 43 bolas, conforme confirma o boletim de resultados final, enquanto Jacobs fez 58 em 46 lançamentos. A parceria deu origem a quase dois terços das 180 corridas finais da Nova Zelândia e levou a equipa de um início difícil para uma posição competitiva.

Jacobs teve uma segunda oportunidade quando Iyer deixou cair uma bola com o jogador a 20 corridas. Marcou mais 38 antes de ser apanhado por Reddy, tornando a ocasião perdida dispendiosa para a Índia.

Arshdeep eliminou Phillips no 18.º over e terminou com dois wickets por 33 corridas. Prince cedeu 30 corridas nos seus quatro overs, enquanto a série de lançamentos de Bhuvneshwar custou 50. Michael Bracewell deu um impulso final, marcando um four e um six nos únicos dois lançamentos que enfrentou, ajudando a Nova Zelândia a chegar às 180 corridas por cinco wickets.

Um caminho diferente do da vitória inaugural

A Índia tinha vencido o primeiro jogo no mesmo estádio, a 22 de outubro, graças a um início muito mais rápido. Na sua perseguição no jogo inaugural, Samson e Abhishek somaram 93 corridas em 35 bolas, ajudando a Índia a perseguir um alvo de 226 com duas bolas por jogar.

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O segundo jogo trouxe um desafio diferente. O total da Nova Zelândia foi 45 corridas inferior às 225 por quatro do jogo inaugural, mas a melhoria do seu lançamento deixou a Índia em maiores dificuldades durante a perseguição.

A parceria inicial da Índia caiu de 93 corridas no primeiro jogo para 40 no segundo, uma redução de 53. Dhir foi determinante nas duas vitórias: tinha feito 42 corridas invicto em 15 bolas no jogo inaugural e contribuiu com 31 em 17 no segundo.

Os momentos decisivos dos dois jogos foram:

  • 22 de outubro: A Índia perseguiu 226 corridas no Hagley Oval e venceu o T20I inaugural por quatro wickets.
  • 24 de outubro, entradas da Nova Zelândia: Phillips e Jacobs somaram 116 corridas depois de os anfitriões caírem para 41 por três.
  • 24 de outubro, entradas da Índia: Os quatro wickets de Santner deixaram a equipa visitante dependente da sua ordem inferior de batida.
  • 24 de outubro, último over: Reddy completou as duas corridas da vitória e a Índia alcançou o alvo com uma bola por jogar.
  • 27 de outubro: A série segue para Wellington para o terceiro T20I.

O significado da 200.ª vitória da Índia

O registo da Índia é agora de 200 vitórias e 83 derrotas em 300 T20I masculinos desde a estreia, em 2006. Os outros 17 jogos terminaram empatados ou sem resultado. Com estes números, a Índia venceu exatamente dois terços de todos os jogos que disputou neste formato.

Dois feitos individuais acompanharam o marco da equipa. Arshdeep chegou aos 38 wickets em T20I em 2026, estabelecendo um recorde indiano de wickets num ano civil. Também foi atribuído a Varma o recorde de capturas em T20I masculinos num ano civil, além de ter sido eleito o Melhor Jogador do Jogo.

O selecionador da Índia, Gautam Gambhir, celebrou no X a recuperação com o bastão a 24 de outubro, publicando fotografias de Dhir, Varma e Reddy acompanhadas de uma breve apreciação sobre o sangue-frio dos jogadores:

Os rapazes estão a tornar-se homens

Iyer, capitão da Índia, também assinalou a vitória no X, mantendo o foco na série ainda por concluir:

Trabalho a meio!

Wellington dá à Nova Zelândia uma oportunidade de resposta

A Nova Zelândia tem de vencer o terceiro T20I, em Wellington, a 27 de outubro, para manter a série em aberto. O primeiro lançamento está marcado para as 7h00 GMT, ou 12h30, hora padrão da Índia. A Índia precisa de uma vitória nos três jogos restantes para garantir a série.

Santner disse que a sua equipa começou bem com a bola, mas perdeu o controlo frente a Dhir, Varma e Reddy. Também apontou alguns lançamentos ilegais como erros dispendiosos e elogiou a força que Phillips e Jacobs deram à recuperação da Nova Zelândia.

Na entrevista após o jogo, Santner falou assim sobre a reta final da Índia:

Quer dizer, estamos a jogar contra uma equipa muito forte. Acho que é sempre assim. Tilak e Naman e, depois, Reddy no final, jogaram mesmo muito bem. Acho que, se tivéssemos conseguido mais um wicket, o jogo estaria praticamente decidido. A forma como controlaram a perseguição fez-nos cometer alguns erros no final.

Sobre as opções de lançamento e os erros que se revelaram dispendiosos, disse:

Tenho muita coisa a passar-me pela cabeça. Acho que, obviamente, a forma como os jogadores começaram com a bola foi extraordinária. Com um resultado de 180, se o adversário arrancar em força no powerplay, a tarefa torna-se muito difícil. Acho que fizemos bem em recuperar e travá-los e, depois, a meio das entradas, o Beast (Bracewell) estava a lançar extremamente bem. Foi bom conseguir alguns wickets. Mas acho que alguns lançamentos ilegais, incluindo um wicket conseguido num lançamento ilegal, e coisas do género acabam por nos prejudicar. Do ponto de vista técnico, os últimos dois jogos foram muito bons. São aqueles pequenos momentos, quer seja no campo ou aquelas pequenas falhas, que acabam por nos penalizar um pouco.

Sobre a reconstrução das entradas por Phillips e Jacobs, acrescentou:

O GP já faz isto há muito tempo e acho que até o Bev jogou muito bem de acordo com a situação. Perdemos três wickets cedo e depois eles foram construindo a entrada. Acho que só tínhamos pouco mais de 60 corridas ao fim de 10 overs, mas este é um daqueles relvados em que, se nos dermos uma oportunidade e tivermos algumas bolas para jogar, podemos aproveitar a força daqueles dois. Acho que jogaram muito bem. E eu bloqueei algumas bolas, mas o Beast (Bracewell) marcou dez corridas em duas bolas para nos levar até às 180.

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A condição física e a carga de jogos dos jogadores podem influenciar a escolha da equipa. Santner descreveu a saída de Henry do campo como uma precaução e disse que Lockie Ferguson também tinha saído. Indicou que a Nova Zelândia ponderaria mais rotações, sem confirmar a próxima combinação de lançadores.

A resposta completa de Santner sobre as preocupações físicas e uma possível rotação foi:

Acho que foi por precaução e também penso que o Lockie saiu. Espero que estejam os dois bem depois de serem avaliados. Mas, com pouco tempo entre os jogos ao longo da série e nos jogos de um dia, poderá haver alguma rotação. Acho que vai ter de ser assim.

A Índia chamou Sooryavanshi e Prince para o segundo jogo, em substituição dos lesionados Ishan Kishan e Mayank Yadav. A Nova Zelândia escolheu Duffy no lugar de Adam Milne, para gerir a carga de jogos tendo em conta a série de Testes.

Christchurch deixou às duas equipas lições concretas para Wellington. A Nova Zelândia encontrou uma forma de travar a ordem superior da Índia, mas os erros no lançamento na fase final saíram-lhe caros. A Índia escapou graças ao contra-ataque de Dhir e à parceria invicta de Varma e Reddy, somando a segunda vitória e ficando a um triunfo de decidir a série no próximo jogo.

Principais pontos

  • A Índia venceu a Nova Zelândia por quatro wickets no Hagley Oval, a 24 de outubro, chegando às 181 corridas por seis wickets com uma bola por jogar.
  • A vitória foi a 200.ª da Índia em T20I masculinos e ocorreu no seu 300.º jogo.
  • Tilak Varma terminou invicto com 51 corridas em 26 bolas, enquanto Nitish Kumar Reddy fez 26 em 13.
  • A parceria invicta de 69 estabeleceu um recorde indiano para o sétimo wicket neste formato.
  • Mitchell Santner conquistou quatro wickets por 21 corridas, depois de Glenn Phillips marcar 70 em 43 bolas e Bevon Jacobs ajudar a Nova Zelândia a chegar às 180 corridas por cinco wickets.
  • A Índia lidera a série por 2-0; o terceiro jogo está marcado para 27 de outubro, em Wellington.
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