Índia chega aos 230 com duas bolas por jogar
Sanju Samson marcou 67 em 33 bolas e Naman Dhir terminou invicto com 42 em 15, enquanto a Índia perseguia um alvo de 226 para vencer a Nova Zelândia por quatro wickets no Hagley Oval, em Christchurch, na quinta-feira, 22 de outubro de 2026. A Índia terminou com 230/6 em 19,4 overs, assumindo uma vantagem de 1-0 na série de cinco jogos de internacionais Twenty20.
Índice
- Índia chega aos 230 com duas bolas por jogar
- Samson e Sharma transformam o powerplay numa plataforma
- Os spinners da Nova Zelândia reaproximam a equipa da vitória
- Iyer estabiliza a Índia antes de Dhir assumir o controlo
- Phillips conduz a Nova Zelândia a um total formidável
- O orvalho influencia as decisões dos capitães
- Escolhas na equipa e o próximo teste em Christchurch
- Pontos-chave
Samson e Abhishek Sharma lançaram a perseguição com uma parceria inaugural de 93 em apenas 35 bolas. A Nova Zelândia recuperou depois graças aos spinners Mitchell Santner e Michael Bracewell, deixando ao capitão Shreyas Iyer, Axar Patel e Dhir a tarefa de concluir uma perseguição que se tornou muito mais renhida do que o início fazia prever.
Glenn Phillips tinha marcado antes 82 invicto em 40 bolas, levando a Nova Zelândia aos 225/4 em 20 overs. O jogo reuniu os finalistas do Mundial T20 de 2026, com a Índia, campeã em título, a voltar a encontrar poder de fogo suficiente para superar a Nova Zelândia.
O alvo de 226, alcançado com sucesso, foi descrito como a perseguição mais elevada da Índia em T20. O registo histórico apresenta números contraditórios: a marca anterior frente ao Sri Lanka, em 2009, é indicada como 211, enquanto uma lista estatística aponta 207 para essa perseguição e regista alvos de 209 frente à Austrália, em 2023, e à Nova Zelândia, em 2026.
O centro de jogo do BCCI confirma o total da Nova Zelândia de 225/4 em 20 overs e a resposta da Índia de 230/6 em 19,4 overs, uma vitória por quatro wickets com duas bolas por jogar no Hagley Oval, a 22 de outubro de 2026.
Samson e Sharma transformam o powerplay numa plataforma
A Índia chegou aos 94/1 ao fim de seis overs, contra os 65/1 da Nova Zelândia na mesma fase. Isso deu à equipa visitante uma vantagem de 29 corridas durante o powerplay inicial, período em que as restrições de colocação dos jogadores limitam o número de jogadores que podem ficar junto à linha-limite.
Sharma contribuiu com 29 em 12 bolas, incluindo três seis. Atacou Adam Milne com dois seis consecutivos no quarto over, ajudando a Índia a ultrapassar o total da Nova Zelândia ao fim de seis overs antes de terminar o seu próprio quarto over.
Sharma também enviou a primeira bola que enfrentou para seis, lançada por Matt Henry. Foi registado como o seu sétimo início deste género em internacionais T20, ultrapassando os seis de Shafiqullah Shinwari, do Afeganistão. A sua entrada terminou quando Milne o apanhou em short third man, após uma bola de Bracewell, com a Índia em 93/1 ao fim de 5,5 overs.
Samson chegou ao meio século em 23 bolas e terminou com oito fours e quatro seis. Essas pancadas para lá da linha-limite valeram 56 dos seus 67 runs. Atacou repetidamente em linha recta, incluindo com um flick frente a Lockie Ferguson que ultrapassou o long on.
Samson, o batedor inaugural e guarda-postigos da Índia, descreveu a abordagem simples que partilhou com Sharma:
Temos muitas conversas no meio, mas, na verdade, nada faz sentido.
O seu oitavo resultado de pelo menos 50 em 26 entradas de T20 este ano valeu-lhe o prémio de melhor jogador em campo. A aceleração inicial também mudou as contas: ao fim de seis overs, a Índia precisava de 132 nas 84 bolas restantes, em vez de ter de manter o ritmo inicial de mais de 11 runs por over.
Os spinners da Nova Zelândia reaproximam a equipa da vitória
Santner e Bracewell interromperam a investida da Índia, conquistando quatro wickets em cinco overs. Depois de estar em 93 sem perder wickets, a Índia caiu para 122/4 no 11.º over, numa fase em que perdeu três wickets por sete runs.
Samson foi eliminado por Santner no nono over, depois de jogar a bola contra os próprios stumps. Ishan Kishan e Tilak Varma também caíram ao tentar ultrapassar a linha-limite. O ataque de seam da Nova Zelândia tivera dificuldades em conter os batedores inaugurais, mas os lançadores mais lentos obrigaram a Índia a reconstruir a entrada.
Santner lançou três overs económicos durante a fase intermédia. A sua prestação transformou uma perseguição rápida num jogo em que a Índia teve de ponderar cada pancada de ataque face ao custo de perder outro wicket.
O capitão da Nova Zelândia, Santner, afirmou que a sua equipa recuperara bem após o assalto inicial, reconhecendo, no entanto, que os primeiros seis overs precisavam de ser melhorados:
Acho que a meio do jogo conseguimos apertar-lhes o cerco e, depois, voltou a ser um jogo renhido.
A mudança de momentum abriu à Nova Zelândia um caminho de regresso ao jogo. A Índia ainda tinha tempo para alcançar o alvo, mas a perda precoce de quatro batedores colocou mais responsabilidade sobre Iyer e os jogadores que se seguiam.
Iyer estabiliza a Índia antes de Dhir assumir o controlo
Iyer marcou 42 em 28 bolas e fez uma parceria de 45 para o quinto wicket com Patel, que marcou 24. A parceria manteve a Índia suficientemente perto da taxa de runs necessária para que uma aceleração final decidisse o jogo.
Finn Allen deu uma oportunidade a Iyer ao deixar cair uma difícil captura no 15.º over. A Índia precisava de 55 nas últimas 30 bolas, com cinco wickets por perder, o que correspondia a 11 runs por over.
Dhir deu a aceleração decisiva. Os seus 42 invictos em 15 bolas corresponderam a uma taxa de strike de 280, ou seja, marcou ao ritmo equivalente a 280 runs por cada 100 bolas. Iyer foi eliminado no penúltimo over, mas Dhir ficou em campo para concluir a tarefa.
A Índia precisava de oito runs no último over, lançado por Henry. Dhir marcou quatro na primeira bola. Seguiram-se dois singles, antes de acertar um seis na quarta bola, o 13.º da entrada da Índia. A pancada da vitória levou a Índia para lá do alvo, até aos 230.
Samson atribuiu o mérito a todo o grupo de batedores após a vitória:
Hoje foi mesmo um jogo de equipa.
A perseguição dependeu de três contributos diferentes: os batedores inaugurais reduziram a pressão sobre a pontuação, Iyer e Patel recuperaram a entrada e Dhir transformou um final exigente numa vitória.
Phillips conduz a Nova Zelândia a um total formidável
Phillips liderou a entrada da Nova Zelândia com oito fours e três seis nos seus 82 runs invictos. A sua pontuação combinou cortes e pulls poderosos frente aos lançadores de seam com corridas rápidas entre os wickets.
Essa movimentação pressionou os jogadores de campo a aproximarem-se do batedor para evitar singles. Phillips encontrou depois espaço para lá deles com pancadas mais fortes, criando mais do que um problema para a Índia na definição da colocação dos jogadores.
Allen e Tim Seifert tinham proporcionado uma sólida base inicial. Somaram 49 antes de Seifert, que marcou 24 em 17 bolas, ser apanhado atrás por Mayank Yadav na última bola do quinto over. A Nova Zelândia chegou aos 65/1 ao fim de seis overs.
Allen acertou cinco fours e dois seis nos seus 45 em 24 bolas. Patel eliminou-o no oitavo over, quando tentava ultrapassar o long off. Daryl Mitchell, no n.º 3, marcou 28 depois de Sharma deixar cair uma captura quando tinha 16, antes de ser eliminado ao fazer uma bola subir demasiado de Arshdeep Singh.
Bevon Jacobs acrescentou 31 em 16 bolas. A sua primeira bola foi um seis medido em 96 metros, frente a Arshdeep, uma declaração imediata de intenções da ordem média.
A Nova Zelândia marcou 67 runs nos últimos cinco overs. Bhuvneshwar Kumar cedeu 49 nos seus quatro overs e Patel permitiu 51, deixando à Índia um alvo que exigia agressividade sustentada, em vez de um início cauteloso.
O orvalho influencia as decisões dos capitães
Iyer optou por lançar depois de ganhar o sorteio, na expectativa de que o orvalho da noite favorecesse a perseguição da Índia. A humidade pode dificultar a preensão da bola pelos lançadores e fazer com que esta deslize mais facilmente para o taco depois de bater no chão.
Iyer disse que o pitch tinha começado a jogar lentamente, com algumas bolas a ficarem presas depois de ressaltarem. Quando o orvalho apareceu durante a entrada da Nova Zelândia, a bola começou a chegar mais facilmente ao batedor e os anfitriões ganharam momentum.
Samson também descreveu uma mudança entre as entradas. Enquanto guarda-postigos, teve uma primeira visão do pitch, mas as condições eram diferentes quando foi bater: a bola chegava ao taco com mais facilidade, apesar do movimento no ar.
A Índia chegou à Nova Zelândia na terça-feira e treinou apenas uma vez antes do jogo inaugural de quinta-feira. O encontro aconteceu também menos de cinco dias depois do fim da série T20 em casa frente às Índias Ocidentais.
Iyer, capitão da Índia, desvalorizou as preocupações com o curto período de preparação antes do jogo:
Não há queixas, somos um grupo de profissionais.
Escolhas na equipa e o próximo teste em Christchurch
A Índia incluiu Nitish Kumar Reddy e Mayank Yadav no onze, substituindo Shivam Dube e Prince Yadav, que tinham sido escolhidos para o jogo de Bengaluru frente às Índias Ocidentais, interrompido pela chuva. Mayank conseguiu um wicket madrugador ao eliminar Seifert.
A Nova Zelândia colocou Mitchell no n.º 3, devido à ausência de Rachin Ravindra por lesão, e escolheu Jacobs para a ordem média. Devon Conway e Josh Clarkson ficaram de fora. Os anfitriões optaram por quatro lançadores de seam, Nathan Smith, Henry, Milne e Ferguson, deixando de fora Kyle Jamieson, Jacob Duffy e Blair Tickner.
Apesar disso, o jogo inaugural acabou por se decidir tanto pelo spin como pelo ritmo. Santner e Bracewell proporcionaram à Nova Zelândia o seu melhor período com a bola, enquanto os lançadores de seam sofreram bastante durante o powerplay da Índia.
A série prossegue no Hagley Oval no sábado, 24 de outubro. Santner apontou os overs iniciais como um aspeto a melhorar, enquanto a Índia procurará atravessar com mais tranquilidade a fase intermédia, depois de perder grande parte da vantagem construída por Samson e Sharma.
- Terça-feira, 20 de outubro: a Índia chegou à Nova Zelândia e realizou uma sessão de treino antes do jogo inaugural.
- Quinta-feira, 22 de outubro: a Índia venceu o primeiro internacional T20 por quatro wickets, em Christchurch.
- Sábado, 24 de outubro: o Hagley Oval recebe o segundo jogo da série de cinco partidas.
A digressão prossegue mais tarde noutros formatos, com jogos mais longos. A Índia já anunciou uma alteração prevista na capitania dos ODIs: Shubman Gill será o capitão nos três primeiros jogos, antes de Iyer assumir o cargo nos dois últimos, enquanto Gill se prepara para os testes.
Pontos-chave
- A Índia chegou aos 230/6 em 19,4 overs ao perseguir o alvo de 226, depois de a Nova Zelândia marcar 225/4 em 20 overs, e lidera a série por 1-0.
- Samson marcou 67 em 33 bolas e Sharma fez 29 em 12, numa parceria inaugural de 93.
- Santner e Bracewell voltaram a colocar a Nova Zelândia na luta durante os overs intermédios.
- Iyer marcou 42, Patel acrescentou 24 e Dhir terminou invicto com 42 em 15 bolas.
- Phillips liderou a Nova Zelândia com 82 invictos em 40 bolas.
- O segundo internacional T20 está marcado para sábado, 24 de outubro, em Christchurch.






