Fujii Kaze inaugura a Prema World Tour em Kaohsiung perante 45 mil fãs e surpreende com roupa interior vermelha

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Fujii Kaze Opens Prema World Tour in Kaohsiung With 45,000 Fans and a Red Underwear Surprise

Uma estreia num estádio com um toque marcadamente taiwanês

Fujii Kaze inaugurou a Prema World Tour no Estádio Nacional de Kaohsiung, a 31 de outubro de 2026, com um espetáculo que reuniu cerca de 45 000 fãs e incluiu 20 canções, um elefante gigante, quase 90 segundos de fogo de artifício e uma inesperada revelação de roupa interior vermelha.

Índice
  1. Uma estreia num estádio com um toque marcadamente taiwanês
  2. Um elefante de sete metros domina o palco
  3. Quem fazia as perguntas era o próprio Kaze
  4. Vinte canções, com espaço para saxofone e piano
  5. A comédia passa do ecrã para o palco
  6. Kaohsiung entra em «Seishun Sick»
  7. A experiência do concerto começa na estação
  8. Dos vídeos de piano da infância ao público de um estádio
  9. Fogo de artifício, uma mensagem final e uma despedida de bicicleta
  10. Principais pontos

O cantor e compositor japonês tornou-se o primeiro artista masculino japonês a dar um concerto a solo no recinto, também conhecido como Estádio Principal dos Jogos Mundiais. O espetáculo começou às 19h00, na noite de Halloween, e durou quase duas horas, dando início à maior digressão mundial de sempre do artista.

A piada mais comentada surgiu durante uma conversa entre Kaze, em palco, e uma versão sua pré-gravada, que fazia de apresentador de televisão. Quando a personagem no ecrã lhe perguntou o que trazia vestido por baixo, Kaze baixou as calças e revelou uns boxers vermelhos vivos, decorados com lingotes de ouro, símbolos tradicionais de riqueza e boa fortuna.

O público reagiu com gritos e gargalhadas. Depois, os fãs procuraram online o mesmo modelo, e um anúncio com o preço de 87 dólares taiwaneses esgotou. Não foram divulgadas as quantidades vendidas.

A brincadeira foi apenas um dos momentos de um concerto que estabeleceu repetidamente uma ligação entre uma grande produção internacional e a cidade anfitriã. Um filme rodado em vários locais de Kaohsiung acompanhou uma das canções, enquanto gravações da voz de Kaze e decorações temáticas recebiam os espectadores na rede de transportes da cidade.

Um elefante de sete metros domina o palco

Kaze entrou em palco com um casaco vermelho de ombros marcados sobre um conjunto preto brilhante e abriu o espetáculo com «Casket Girl», antes de se juntar aos bailarinos em «I Need U Back». A abertura combinou coreografia e canto, dando o mote para uma noite que alternou entre sequências de dança, atuações instrumentais e comédia.

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Um elefante gigante, com cerca de sete metros de altura, dominava o centro do palco. Estradas, cenários desérticos e luzes radiantes envolviam a estrutura, criando o ambiente retro norte-americano descrito pelo conceito «Prema World Show» da produção.

Uma equipa de produção local ajudou a construir a apresentação em palco. Atrás dos artistas, o cenário passava por céus azuis e nuvens brancas, pôr do sol, estrelas e amanhecer. Uma estrutura de iluminação em forma de grande leque mudava com as canções, dando movimento ao cenário para lá do elefante central.

O concerto reuniu 16 elementos em palco, incluindo seis bailarinos, músicos e coristas. Bateria, guitarra, teclados, baixo e instrumentos de sopro deram a Kaze espaço para alternar entre arranjos de conjunto mais ricos e momentos conduzidos pela sua própria interpretação.

Quem fazia as perguntas era o próprio Kaze

Kaze interpretou várias personagens nos filmes exibidos entre canções: o protagonista de um anúncio de perfume, um apresentador da meteorologia e um apresentador de televisão. Os vídeos deram ao concerto um fio cómico recorrente, com o cantor a responder por vezes, em palco, à personagem que surgia no ecrã.

A conversa sobre roupa interior surgiu nesse formato. O aparente entrevistador era outra personagem interpretada por Kaze, numa gravação feita antecipadamente. A resposta em palco transformou uma conversa sobre vestuário numa piada visual que o público do estádio percebeu de imediato.

O tecido vermelho vivo e o padrão de lingotes de ouro deram ao momento uma referência local reconhecível. Os lingotes de ouro são um símbolo familiar de prosperidade nas imagens festivas taiwanesas, o que tornou o modelo uma escolha particularmente adequada para uma aparição bem-humorada em Kaohsiung.

Kaze também cumprimentou o público em chinês, desejando-lhe casualmente uma boa noite e dizendo que era muito querido. A saudação, a par da piada sobre o vestuário e dos filmes, fez com que os momentos falados do espetáculo também fossem parte do entretenimento.

Vinte canções, com espaço para saxofone e piano

A meio do concerto, Kaze mudou de roupa e vestiu um fato, interpretando temas como «Choushi Nocchatte», «Nan-Nan» e «Hana». «Shinunoga E-Wa», um dos seus temas mais conhecidos nas plataformas de streaming, surgiu com um novo arranjo.

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«It Ain't Over» foi tocada ao vivo pela primeira vez, com Kaze a tocar saxofone. O momento acrescentou mais um instrumento a um espetáculo que também incluiu a sua interpretação ao piano, o canto e a dança.

Mais tarde, usou um lenço na cabeça para interpretar «Prema», tema que dá nome à digressão. Tanto «Prema» como «Michiteyuku» incluíram Kaze a acompanhar-se ao piano. Durante «Michiteyuku», o público acendeu as luzes dos telemóveis, transformando as bancadas em parte do cenário visual.

A variedade do concerto deveu-se tanto às mudanças na forma como as canções foram interpretadas como à escolha dos temas. Uma sequência de dança podia dar lugar ao piano, a um momento dedicado a instrumentos de sopro ou a um filme, permitindo à produção mudar de ritmo ao longo das quase duas horas.

A comédia passa do ecrã para o palco

«Matsuri» foi outro exemplo da ligação entre os sketches filmados de Kaze e a atuação ao vivo. Um interlúdio mostrava os músicos atrasados por causa de um engarrafamento. Depois, os instrumentistas de sopro chegaram num carro retro, completando a piada em palco.

«Tsumi no Kaori» recorreu a sucessivas labaredas para criar um efeito visual mais intenso. Mais tarde, «Kirari» incluiu um momento de dança, enquanto «Hachikō» conduziu a reta final com batidas fortes e uma iluminação vibrante.

As personagens no ecrã, a entrada do veículo e as mudanças de cenário deram uma estrutura recorrente à produção. Os filmes introduziam situações que, por vezes, os artistas em palco prolongavam através da música. Para o público espalhado pelo estádio, essas ações de grande dimensão e bem visíveis também criavam pontos de interesse para além do cantor no centro do palco.

Kaohsiung entra em «Seishun Sick»

Em «Seishun Sick», Kaze levou a cidade anfitriã aos ecrãs do estádio. Chegara mais cedo para filmar em Kaohsiung, reunindo imagens que combinavam pontos de referência com momentos do quotidiano nas ruas e nos parques.

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As imagens mostravam o Lago Lótus, os Pavilhões do Dragão e do Tigre, o Pavilhão Beiji, o complexo residencial de Guomao, a Rua Sanfong Central, o parque de diversões no terraço dos armazéns Dalee e o pôr do sol em Sizihwan.

Kaze surgiu de chinelos azuis e brancos, tomou um pequeno-almoço local e passou algum tempo com moradores mais velhos. O filme mostrava-o a jogar xadrez chinês, a dançar e a cantar num karaoke num parque. Esses encontros colocavam as pessoas e as atividades do dia a dia lado a lado com os locais mais conhecidos da cidade.

Nas redes sociais, os fãs pediram que o filme completo fosse divulgado; alguns descreveram a emoção de ver Kaohsiung retratada daquela forma. As imagens deram ao concerto de abertura algo único daquele lugar: uma canção conhecida acompanhada por imagens das ruas e dos moradores que viviam fora do recinto.

Os chinelos azuis e brancos também evocavam as anteriores aparições de Kaze em Taiwan. O artista já tinha chamado a atenção por usar o mesmo modelo de chinelos num concerto em 2023, fazendo das imagens de Kaohsiung parte de uma relação continuada com o público taiwanês.

A experiência do concerto começa na estação

A promotora KKLIVE levou a identidade visual da digressão a vários pontos de Kaohsiung antes do espetáculo. Os preparativos, que se prolongaram por vários meses, incluíram revestimentos de parede e grafismos temáticos nas plataformas da estação World Games, bem como avisos do metro gravados por Kaze.

As instalações na cidade incluíam ainda sinais de peões temáticos e um cenário para fotografias na estação de Zuoying. Nas imediações do estádio, os visitantes encontravam um arco de entrada, grafismos no pavimento, grandes painéis para fotografias, balões com versões em desenho animado de Kaze e bandeiras penduradas nos candeeiros de rua.

Estes pormenores ligavam várias etapas da ida ao concerto: a chegada à cidade, a deslocação até ao estádio e a entrada no recinto. Os fãs podiam ouvir a voz de Kaze nos transportes públicos antes de o ouvirem atuar dentro do estádio.

O esgotamento dos boxers de 87 dólares taiwaneses trouxe outro tipo de atividade após o espetáculo. Uma peça de roupa barata tornou-se objeto de desejo dos fãs por causa de uma breve aparição em palco, prolongando a conversa para lá da música e levando-a até às compras online.

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Dos vídeos de piano da infância ao público de um estádio

Kaze nasceu em Okayama, no Japão, em 1997, e começou a aprender piano aos três anos. Aos 12, começou a partilhar vídeos das suas atuações na Internet, conquistando o público que antecedeu o início da sua carreira discográfica profissional.

As suas versões de canções de outros artistas chamaram mais atenção em 2017. Em 2019, mudou-se para Tóquio para se dedicar à música e deu o seu primeiro concerto a solo. Seguiram-se atuações em Taiwan entre 2023 e 2025, antes da estreia da digressão Prema no estádio de Kaohsiung.

Esta sequência mostra como mudou a escala das suas atuações, dos vídeos de um jovem pianista a um concerto que exigiu músicos, bailarinos, filmes e um grande palco ao ar livre. A sua própria interpretação continuou a ter lugar de destaque nesta produção de maiores dimensões.

  • 1997: Kaze nasceu em Okayama, no Japão.
  • Aos três anos: Começou a aprender piano.
  • Aos 12 anos: Começou a publicar vídeos das suas atuações na Internet.
  • 2017: As suas versões de canções de outros artistas chamaram mais atenção.
  • 2019: Mudou-se para Tóquio e deu o seu primeiro concerto a solo.
  • De 2023 a 2025: Deu vários concertos em Taiwan.
  • 31 de outubro de 2026: Inaugurou a Prema World Tour no Estádio Nacional de Kaohsiung.

Fogo de artifício, uma mensagem final e uma despedida de bicicleta

«Forever Young» encerrou o alinhamento musical, enquanto o fogo de artifício iluminava o céu de Kaohsiung durante quase 90 segundos. O final reservou o maior efeito ao ar livre da produção para a última canção, depois de uma noite de luzes, filmes e cenários em constante mudança.

No último interlúdio, Kaze voltou a aparecer como apresentador e encorajou o público a ter coragem para se conhecer e valorizar. A sua mensagem final, traduzida do japonês, foi:

Tu próprio és o amor em si.

Depois da última canção, Kaze percorreu o estádio de bicicleta elétrica, acenando aos fãs nas bancadas. A volta permitiu-lhe despedir-se também de quem estava mais longe do palco principal.

O final reuniu as duas vertentes da estreia em Kaohsiung: um espetáculo de estádio para dezenas de milhares de pessoas e gestos marcados pelo humor pessoal e pela ligação à cidade anfitriã. A volta de bicicleta aconteceu depois do fogo de artifício, tal como os encontros no parque e as cenas de pequeno-almoço local coexistiram nos ecrãs com o elaborado universo da digressão em palco.

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Principais pontos

  • Fujii Kaze inaugurou a Prema World Tour em Kaohsiung, a 31 de outubro de 2026, perante cerca de 45 000 fãs.
  • Tornou-se o primeiro artista masculino japonês a dar um concerto a solo no Estádio Principal dos Jogos Mundiais.
  • O espetáculo, com quase duas horas, incluiu 20 canções, 16 artistas em palco e uma instalação de um elefante de sete metros.
  • Uma conversa cómica com a sua personagem de apresentador, pré-gravada, levou Kaze a revelar roupa interior vermelha decorada com lingotes de ouro.
  • «It Ain't Over» foi tocada ao vivo pela primeira vez, com Kaze a tocar saxofone.
  • O filme que acompanhou «Seishun Sick» mostrou pontos de referência de Kaohsiung, cenas de rua e encontros com moradores locais.
  • O final juntou «Forever Young» a quase 90 segundos de fogo de artifício, seguindo-se uma despedida de bicicleta elétrica.
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