Tokong conquista uma vitória em casa em Siargao
John Mark "Marama" Tokong venceu o brasileiro Samuel Pupo por 16,60 a 11,00 em Cloud 9, em Siargao, no domingo, 1 de novembro de 2026, avançando para a 2.ª ronda do Championship Tour Philippines Pro da World Surf League perante uma grande multidão filipina.
Índice
- Tokong conquista uma vitória em casa em Siargao
- Duas ondas fortes construíram o total vencedor
- Pressão na praia, confiança dentro de água
- Alciso soma uma segunda surpresa filipina
- Mara Lopez enfrenta a número 1 do mundo
- O que significa avançar em termos financeiros
- Campeões mundiais e próxima chamada para a competição
- Pontos principais
O surfista filipino somou 8,60 e 8,00 para terminar com mais 5,60 pontos do que Pupo. A vitória aconteceu na primeira prova do Championship Tour disputada nas Filipinas e foi descrita como a primeira vitória de um filipino numa bateria do circuito. Uma bateria é uma competição individual dentro de uma prova de surf, cujo vencedor avança na competição.
Pupo foi apresentado como o número 11 do mundo no primeiro relato dos resultados e como o número 10 noutro relato da competição de domingo. Em qualquer dos casos, Tokong enfrentou um surfista próximo do topo do panorama internacional.
O resumo do segundo dia da World Surf League confirmou os 16,60 pontos de Tokong e identificou a sua vitória como um dos vários resultados com impacto na luta pelo título mundial. Para os espectadores em Siargao, o resultado significou também outra oportunidade para ver um filipino competir em Cloud 9.
Tokong não foi o único surfista filipino a avançar. O também convidado Jayuard Alciso venceu o francês Kauli Vaast, campeão olímpico em título, dando ao público da casa uma segunda vitória para celebrar. Os convites atribuem vagas a competidores selecionados que não fazem parte do quadro regular de qualificação da prova.
Duas ondas fortes construíram o total vencedor
Tokong competiu com ondas de 6 a 8 pés, em condições de pouca ondulação, e começou com um 8,00. Mais tarde, recebeu um 8,60 depois de entrar tarde na onda e surfar por dentro da zona de rebentação, antes de surgir entre os aplausos vindos da costa.
As pontuações no surf premeiam a qualidade de uma onda surfada, não apenas o número de ondas apanhadas. Os juízes avaliam aspetos como a dificuldade, o empenho e a execução. As duas melhores ondas pontuadas de cada surfista compõem o total da bateria, o que explica como os 8,60 e 8,00 de Tokong resultaram em 16,60.
Tokong já tinha acumulado 14,83 pontos nos primeiros 10 minutos, antes de melhorar o seu total. Essa pontuação inicial colocou-o numa posição forte, enquanto a onda surfada mais tarde aumentou a pontuação que Pupo precisava de alcançar.
As ondas de rebentação de Cloud 9 também proporcionaram oportunidades para surfar tubos, quando o surfista percorre o espaço oco sob a crista enrolada da onda. Concluir uma onda destas exige posicionamento e timing precisos, sobretudo quando se entra tarde na onda, como fez Tokong.
Os melhores momentos do segundo dia da World Surf League destacaram uma sessão com tubos pesados e pranchas partidas. O total vencedor de Tokong foi uma das prestações em destaque, a par de ondas fortes de vários campeões mundiais.
Pressão na praia, confiança dentro de água
Tokong disse que competir perante os adeptos filipinos lhe trouxe pressão, mas também apoio. A sua resposta foi concentrar-se nas ondas e na tarefa que tinha pela frente.
O surfista filipino explicou como se acalmou durante a bateria de abertura:
"É incrível e espantoso. Havia muita pressão, mas disse a mim próprio para relaxar, simplificar as coisas e desfrutar das ondas", afirmou Tokong.
Tokong conseguia ouvir a família, os amigos e os apoiantes sempre que saía de uma onda. A presença deles tornou a competição especialmente significativa para si, ligando um resultado desportivo internacional às pessoas que assistiam a partir da praia.
Disse que representar as Filipinas era fundamental nessa experiência:
"Não faço isto apenas por mim, mas também pela minha família, pelos meus amigos, pelos adeptos e, sobretudo, pelas Filipinas. Representar o meu país é muito importante para mim", afirmou.
Tokong descreveu também uma mudança na forma como sentiu a pressão quando a competição começou. Em terra, tinha consciência da ocasião. Dentro de água, sentiu-se suficientemente à vontade para se concentrar no surf.
Depois de avançar, Tokong olhou para a próxima participação em vez de ficar a pensar no resultado de abertura. Disse que esperava dar ao público mais uma prestação para apoiar:
Senti pressão quando estava em terra, mas, assim que entrei na água, fiquei bem", afirmou Tokong. "Agora estou na segunda ronda e vamos ver como corre. Vamos repetir amanhã.
Alciso soma uma segunda surpresa filipina
A vitória de Jayuard Alciso sobre Kauli Vaast alargou o sucesso das Filipinas para lá da bateria de Tokong. Os dois surfistas filipinos entraram através de convites e aproveitaram essas oportunidades para vencer adversários internacionais consagrados.
Vaast chegou com o estatuto de campeão olímpico em título. A vitória de Alciso deu ao país anfitrião mais um competidor na fase seguinte e mais um resultado frente a uma figura de topo da modalidade. O relato da vitória não indicou a pontuação da bateria.
As duas vitórias deram aos espectadores filipinos um interesse direto na fase seguinte do torneio. Em vez de verem avançar apenas as estrelas visitantes, os apoiantes podiam regressar para acompanhar competidores locais que já tinham vencido as respetivas baterias de abertura.
Para Tokong, o local tinha um significado especialmente pessoal. Conhecido como o Rei de Cloud 9, fez as ondas que lhe deram a vitória naquele pico intimamente associado ao seu surf. O resultado de Alciso juntou-se a um dia em que os representantes filipinos se fizeram notar no quadro internacional.
Mara Lopez enfrenta a número 1 do mundo
Mara Lopez, campeã nacional filipina de 15 anos, natural de La Union, perdeu a bateria de abertura frente à número 1 do mundo, Molly Picklum. Lopez somou 4,50 pontos, contra 11,50 de Picklum, uma diferença de 7,00 pontos.
O convite permitiu a Lopez defrontar diretamente a surfista que lidera o ranking feminino. A sua participação no torneio terminou na primeira ronda, com um prémio de 13 000 dólares norte-americanos, cerca de 830 000 pesos filipinos.
O presidente da Comissão Filipina do Desporto, Patrick "Pato" Gregorio, disse que os pais de Lopez não conseguiram viajar para Siargao por não terem meios para suportar as despesas. A World Surf League e a comissão queriam levá-los à ilha para ver a filha, mas Gregorio disse que souberam da situação demasiado tarde para organizar a viagem.
Lopez competiu, assim, numa grande prova internacional sem os pais a assistirem a partir da praia. A sua experiência contrastou com o relato de Tokong, que ouvia os familiares e amigos a aplaudi-lo durante as ondas, mostrando como a mesma prova em casa podia ser vivida de formas muito diferentes pelos competidores filipinos.
O prémio recebido também dá uma medida concreta dos valores em jogo. A participação na competição rendeu uma quantia substancial, mesmo com uma derrota na ronda de abertura, enquanto o custo da viagem a Siargao já tinha impedido os pais de estarem presentes.
O que significa avançar em termos financeiros
A vitória garantiu a Tokong pelo menos 20 000 dólares norte-americanos. São mais 7 000 dólares do que os 13 000 dólares pagos aos surfistas eliminados na ronda de abertura, um aumento de cerca de 54%.
O campeão do torneio receberá 80 000 dólares norte-americanos, cerca de 5,1 milhões de pesos filipinos. É mais de seis vezes o prémio da ronda de abertura. A próxima bateria de Tokong representa, por isso, uma oportunidade desportiva e uma possibilidade de aumentar os seus ganhos.
O Philippines Pro é apresentado pela Comissão Filipina do Desporto, com o apoio de Robert Lyndon Barbers, governador de Surigao del Norte, Johnson Sajulga, presidente da câmara de General Luna, e Romina Sajulga, vice-presidente da câmara.
Para os representantes filipinos, a prova trouxe competição de elite às águas de casa. Tokong e Alciso conquistaram novas oportunidades com as suas vitórias, enquanto Lopez terminou a participação com um prémio monetário depois de enfrentar a número 1 mundial do surf feminino.
Campeões mundiais e próxima chamada para a competição
Carissa Moore, pentacampeã mundial, começou a sua participação no Philippines Pro com um 9,00. A World Surf League destacou também as prestações de Molly Picklum, Tyler Wright e Filipe Toledo, bicampeão mundial, durante a competição do dia.
Seth Moniz eliminou o campeão mundial de 2019, Italo Ferreira, enquanto Jack Robinson eliminou Miguel Pupo. A par da vitória de Tokong sobre Samuel Pupo, estes resultados eliminaram vários surfistas brasileiros de destaque, numa altura em que o circuito se aproximava de Pipeline.
A próxima chamada para a competição estava marcada para segunda-feira, 2 de novembro, às 7h00, hora das Filipinas, segundo o resumo do segundo dia da World Surf League. A página dos melhores momentos indicava, em vez disso, segunda-feira, 1 de novembro; 2 de novembro é a segunda-feira seguinte às baterias de domingo. A chamada para a competição é o momento em que os organizadores avaliam as condições e anunciam se o surf vai decorrer.
A prova estava prevista para decorrer até 10 de novembro, com transmissões em direto no YouTube da One Sports e na Cignal Play. Não foram indicadas a hora exata nem o adversário da próxima bateria de Tokong.
O calendário imediato era o seguinte:
- 1 de novembro de 2026: Tokong venceu Samuel Pupo, Alciso venceu Vaast e Lopez perdeu frente a Picklum.
- 2 de novembro de 2026, às 7h00, hora das Filipinas: A próxima chamada para a competição estava marcada, segundo o resumo do segundo dia da World Surf League.
- 10 de novembro de 2026: Data prevista para o fim do período de competição do Philippines Pro.
Pontos principais
- John Mark Tokong avançou para a 2.ª ronda ao vencer Samuel Pupo por 16,60 a 11,00 em Cloud 9.
- As duas ondas que contaram para a pontuação de Tokong valeram 8,60 e 8,00, e a vitória garantiu-lhe pelo menos 20 000 dólares norte-americanos.
- Jayuard Alciso também avançou depois de vencer Kauli Vaast, campeão olímpico em título.
- Mara Lopez, de 15 anos, perdeu por 11,50 a 4,50 frente à número 1 do mundo, Molly Picklum, e recebeu 13 000 dólares norte-americanos.
- Os pais de Lopez não tinham meios para viajar até Siargao, segundo o presidente da Comissão Filipina do Desporto, Patrick Gregorio.
- O campeão receberá 80 000 dólares norte-americanos, e a prova está prevista para decorrer até 10 de novembro.






