Treze companhias aéreas afetadas enquanto passageiros esperam durante horas
Os serviços de check-in no Aeroporto Internacional de Incheon foram retomados ao final da tarde de sexta-feira, 30 de outubro de 2026, após perturbações que afetaram 13 companhias aéreas, atrasaram 38 voos e deixaram cerca de 1 200 passageiros à espera. Entre os serviços afetados estavam voos para Xangai, Cantão e Qingdao, no principal aeroporto internacional da Coreia do Sul.
Índice
- Treze companhias aéreas afetadas enquanto passageiros esperam durante horas
- Duas falhas prolongaram a perturbação
- O que aconteceu durante o dia?
- Por que motivo algumas companhias continuaram a processar passageiros
- As filas aumentaram à medida que se aproximavam as horas de partida
- Mais funcionários e apoio no controlo de imigração
- Serviços restabelecidos, impacto nas viagens ainda em avaliação
- Pontos principais
Os problemas começaram por volta das 4h30, com falhas intermitentes de comunicação a afetarem oito companhias aéreas no Terminal 1 e cinco no Terminal 2. Durante a tarde, as operações regulares de emissão de bilhetes da China Southern Airlines, China Eastern Airlines e Air China ficaram praticamente paradas, formando-se longas filas nos respetivos balcões do Terminal 1.
A Incheon International Airport Corporation apontou inicialmente para instabilidade na rede global da ARINC, uma empresa norte-americana de comunicações para a aviação. Na explicação posterior, descreveu dois problemas técnicos ocorridos durante o dia: uma falha na rede da ARINC, resolvida ao meio-dia, seguida de uma falha envolvendo a TravelSky, o sistema de emissão eletrónica de bilhetes utilizado pelas três companhias aéreas chinesas.
A entidade gestora do aeroporto afirmou que, às 17h, os procedimentos de check-in de todas as companhias aéreas estavam a funcionar normalmente; indicou também cerca das 17h20 como hora de retoma das operações das três transportadoras. As operações regulares de emissão de bilhetes destas companhias estiveram praticamente suspensas durante cerca de cinco horas.
A perturbação atrasou 38 voos, embora a entidade gestora do aeroporto também tenha indicado um total de 35 voos afetados. Estimava-se que cerca de 1 200 passageiros aguardavam nos balcões de check-in às 15h30. Alguns tinham a hora de partida iminente e poucas informações sobre quando o serviço seria restabelecido.
Duas falhas prolongaram a perturbação
A rede da ARINC liga os sistemas de emissão de bilhetes das companhias aéreas, permitindo a circulação entre sistemas das informações necessárias ao processamento dos passageiros. Quando essas ligações falharam repetidamente na manhã de sexta-feira, os funcionários dos balcões afetados não conseguiram realizar as suas tarefas habituais de forma consistente.
A Incheon International Airport Corporation descreveu a sua avaliação inicial da perturbação num comunicado:
Acreditamos que a perturbação ocorreu devido à instabilidade na rede global da empresa norte-americana ARINC, que fornece a rede do sistema de emissão de bilhetes das companhias aéreas.
A entidade gestora afirmou mais tarde que a falha da ARINC tinha sido reparada ao meio-dia. Uma falha posterior da TravelSky afetou a China Southern Airlines, a China Eastern Airlines e a Air China, prolongando a perturbação para os passageiros destas companhias no Terminal 1.
Esta sequência explica por que motivo a reparação do problema na rede durante a manhã não restabeleceu imediatamente os serviços de todas as companhias aéreas. As três transportadoras continuavam a precisar que o seu sistema de emissão eletrónica de bilhetes funcionasse para poderem retomar o processamento normal.
Inicialmente, a entidade gestora do aeroporto afirmou que a causa específica e a hora prevista para o restabelecimento ainda não estavam confirmadas. Indicou também que não estava apurado se tinha havido pirataria informática. Não foi divulgada nenhuma explicação técnica detalhada das falhas juntamente com as atualizações sobre o restabelecimento dos serviços.
O que aconteceu durante o dia?
A perturbação de sexta-feira prolongou-se desde as primeiras partidas da manhã até ao início da noite. A interrupção mais grave concentrou-se em três companhias aéreas, embora os problemas de ligação tenham afetado ambos os terminais de passageiros.
- Cerca das 4h30: começaram as falhas de comunicação na rede que liga os sistemas de emissão de bilhetes das companhias aéreas, afetando oito companhias no Terminal 1 e cinco no Terminal 2.
- Meio-dia: a entidade gestora do aeroporto afirmou que a falha na rede da ARINC estava resolvida. Uma falha posterior da TravelSky afetou as três transportadoras chinesas.
- Depois do meio-dia: a emissão regular de bilhetes da China Southern Airlines, China Eastern Airlines e Air China foi praticamente suspensa.
- 15h30: estimava-se que cerca de 1 200 passageiros aguardavam nos balcões de check-in afetados.
- Entre as 17h e as 17h20: as atualizações sobre o restabelecimento confirmaram o regresso dos procedimentos normais de check-in e a retoma das operações de emissão de bilhetes das três transportadoras.
As cerca de cinco horas sem emissão regular de bilhetes nas três companhias decorreram no âmbito de um dia bastante mais longo de problemas intermitentes na rede. Para os passageiros, o resultado prático foi uma espera prolongada antes de poderem concluir as primeiras etapas da partida.
Por que motivo algumas companhias continuaram a processar passageiros
A Korean Air, a Jin Air e a Air Busan também tiveram algumas interrupções de comunicação na rede partilhada. Ainda assim, as suas operações de emissão de bilhetes estavam a funcionar normalmente durante a tarde, enquanto as três transportadoras chinesas enfrentavam perturbações muito mais graves.
Assim, o facto de 13 companhias aéreas terem tido problemas de ligação traduziu-se em situações diferentes consoante o balcão. Alguns funcionários conseguiram continuar a processar passageiros apesar das interrupções. Na China Southern Airlines, na China Eastern Airlines e na Air China, a emissão regular de bilhetes ficou praticamente paralisada.
A Incheon International Airport Corporation afirmou que utiliza desde 2014 o sistema comum de check-in da ARINC. Um sistema comum é uma infraestrutura utilizada por várias companhias aéreas num aeroporto para gerir funções como o check-in e a emissão de bilhetes, em vez de cada companhia depender exclusivamente dos seus próprios equipamentos em cada balcão.
Os serviços da ARINC são utilizados por mais de 300 companhias aéreas e mais de 150 aeroportos em todo o mundo. Em Incheon, a dimensão da perturbação local mostrou como uma ligação partilhada pode afetar várias transportadoras ao mesmo tempo. A falha adicional da TravelSky deixou depois as três companhias chinesas perante um novo obstáculo, mesmo após a reparação da avaria da manhã.
As filas aumentaram à medida que se aproximavam as horas de partida
Os passageiros formaram longas filas nos balcões de check-in afetados, e alguns queixaram-se de que as companhias aéreas não os tinham informado sobre a previsão de recuperação dos sistemas. A falta de uma hora fiável para o restabelecimento tornou-se especialmente preocupante para quem tinha voos prestes a partir.
O check-in é a etapa em que a companhia aérea confirma a viagem do passageiro, emite os documentos necessários para embarcar e aceita a bagagem de porão. Um atraso nesta fase pode impedir os passageiros de avançarem para as etapas seguintes, incluindo o controlo de imigração e o embarque, mesmo que tenham chegado ao aeroporto a horas.
As três transportadoras chinesas introduziram procedimentos manuais de check-in limitados para os passageiros com partidas iminentes. Os funcionários conseguiram processar alguns casos urgentes enquanto os sistemas habituais estavam indisponíveis, mas as filas continuaram longas e estimava-se que cerca de 1 200 pessoas aguardavam a meio da tarde.
Entre os voos atrasados estavam os destinos de Xangai, Cantão e Qingdao. O impacto para os viajantes foi além do tempo passado ao balcão: uma partida atrasada também pode reduzir o tempo disponível para um voo de ligação ou perturbar os planos no destino. O aeroporto continuava a avaliar o impacto nos itinerários dos passageiros depois de os serviços terem sido retomados.
Mais funcionários e apoio no controlo de imigração
A Incheon International Airport Corporation mobilizou cerca de 50 funcionários adicionais para orientar os passageiros e gerir as filas. A sua tarefa imediata era ajudar as pessoas a circular pelas zonas de partidas congestionadas enquanto as companhias aéreas resolviam os problemas técnicos.
A entidade gestora pediu também apoio ao Ministério da Justiça para aumentar a capacidade de processamento no controlo de imigração. Quando o check-in foi retomado, os passageiros que tinham esperado durante horas ainda precisavam de concluir os restantes procedimentos de partida.
Por isso, o restabelecimento dos sistemas informáticos foi apenas uma parte do processo de normalização do terminal. As companhias aéreas tinham de processar os passageiros que aguardavam, enquanto os funcionários do aeroporto geriam o fluxo em direção ao controlo de imigração e às portas de embarque.
A resposta do aeroporto combinou reparações técnicas com medidas para gerir a concentração de pessoas. O processamento manual permitiu tratar algumas partidas urgentes, os funcionários adicionais ajudaram a organizar as filas e o pedido de apoio no controlo de imigração visou a etapa seguinte da viagem dos passageiros.
Serviços restabelecidos, impacto nas viagens ainda em avaliação
Inicialmente, a Incheon International Airport Corporation afirmou não ter identificado atrasos nas partidas e que estava a verificar melhor a situação. Mais tarde, ao longo do dia, dezenas de voos já tinham sido atrasados devido à continuação da perturbação.
O regresso dos serviços normais de check-in pôs fim à falha imediata no processamento. Os passageiros que tinham esperado durante horas puderam voltar a avançar pelos procedimentos habituais de partida, e as três transportadoras chinesas puderam retomar as suas operações normais de emissão de bilhetes.
A entidade gestora do aeroporto continuou a avaliar o impacto total nos itinerários de viagem após a resolução dos problemas técnicos. O anúncio do restabelecimento confirmou que o check-in estava novamente a funcionar, mas as companhias aéreas ainda tinham de escoar as filas acumuladas e gerir os voos atrasados.
Pontos principais
- As perturbações no check-in começaram por volta das 4h30 de 30 de outubro e afetaram 13 companhias aéreas nos dois terminais de passageiros de Incheon.
- A China Southern Airlines, a China Eastern Airlines e a Air China ficaram cerca de cinco horas sem emissão regular de bilhetes no Terminal 1.
- A entidade gestora do aeroporto afirmou que uma falha da ARINC foi resolvida ao meio-dia, tendo-se seguido uma falha da TravelSky que afetou as três transportadoras.
- Trinta e oito voos foram atrasados; a entidade gestora do aeroporto indicou também um total de 35 voos afetados. Cerca de 1 200 passageiros ficaram à espera.
- Os serviços normais de check-in foram retomados entre as 17h e as 17h20, e foram mobilizados cerca de 50 funcionários adicionais do aeroporto para ajudar a gerir os passageiros.
- O aeroporto continuou a avaliar o impacto da perturbação nos itinerários dos passageiros depois de os sistemas terem sido restabelecidos.






