Polícia interroga seis testemunhas no âmbito de investigação à MyEG e à Zetrix AI, com dívidas à JPJ a ascenderem a 314 milhões de RM

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Police Question Six Witnesses in MyEG and Zetrix AI Probe as JPJ Arrears Reach RM314 Million

Polícia investiga alegada falta de transferência de 230,9 milhões de RM

A polícia malaia registou declarações de seis testemunhas no âmbito de uma investigação sobre uma alegada falta de transferência de 230,9 milhões de RM em receitas do Estado, envolvendo a MyEG e a Zetrix AI Bhd. A investigação surge na sequência de uma queixa apresentada à polícia a 7 de outubro e decorre em paralelo com uma iniciativa distinta do Governo para recuperar 314 milhões de RM em dívida à Direcção dos Transportes Rodoviários (JPJ).

Índice
  1. Polícia investiga alegada falta de transferência de 230,9 milhões de RM
  2. Porque são importantes os dois montantes
  3. Um cheque, 35 avisos e serviços de cobrança suspensos
  4. MACC agirá perante provas de corrupção
  5. Como evoluiu o diferendo
  6. Uma relação duradoura com a JPJ sob pressão
  7. Dinheiro, activos digitais e empréstimos
  8. Acções descem enquanto prosseguem as investigações
  9. Pontos principais

Datuk Rusdi Mohd Isa, director do Departamento de Investigação de Crimes Comerciais de Bukit Aman (CCID), afirmou que a polícia abriu um processo de investigação ao abrigo da Secção 409 do Código Penal. Esta disposição diz respeito à quebra criminosa de confiança, uma infracção que envolve a alegada utilização indevida de bens ou dinheiro confiados a alguém numa determinada qualidade.

Na declaração de 13 de outubro, Rusdi afirmou que os investigadores estavam a analisar documentos e que iriam interrogar mais pessoas. Descreveu o trabalho realizado até ao momento:

Até agora, foram registadas declarações de seis testemunhas para ajudar na investigação, e várias outras pessoas serão convocadas em breve. Foram recebidos documentos relevantes, que estão a ser analisados enquanto a investigação prossegue,

O montante mais exacto referido no âmbito da investigação policial é de 230.913.503,55 RM. Este valor é distinto dos 314 milhões de RM em dívidas à JPJ mencionados pelo ministro dos Transportes, Anthony Loke Siew Fook. A relação entre os dois montantes não foi explicada publicamente nas declarações divulgadas até ao momento.

A abertura de uma investigação não prova que tenha ocorrido uma infracção. As seis pessoas interrogadas foram identificadas como testemunhas, não como suspeitos ou pessoas acusadas. A polícia não anunciou uma data para a conclusão da investigação nem identificou as pessoas que pretende convocar.

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Porque são importantes os dois montantes

O caso policial diz respeito a uma alegada falta de transferência de receitas cobradas em nome do Estado. A iniciativa do Ministério dos Transportes diz respeito a pagamentos em atraso de empresas que actuam como agentes de cobrança da JPJ. São desenvolvimentos relacionados, mas os valores financeiros divulgados não devem ser tratados como equivalentes.

O valor de 314 milhões de RM em dívida abrange cobranças realizadas em nome da JPJ entre Maio e Setembro. O ministério afirmou que o dinheiro continuava por pagar apesar de vários avisos. A declaração policial descreve alegações que envolvem cerca de 230,9 milhões de RM, sem indicar o mesmo período de cobrança ou uma discriminação pormenorizada.

Com base nos valores arredondados, o montante sob investigação policial corresponde a cerca de 73,5% das dívidas à JPJ comunicadas. A diferença é de aproximadamente 83,1 milhões de RM. Este cálculo mostra a dimensão da discrepância, mas não permite concluir se o caso policial abrange apenas parte da dívida, uma transacção específica ou um âmbito contabilístico diferente.

Há também uma distinção entre obrigações por pagar e responsabilidade criminal. O Governo pode exigir o dinheiro que considera estar em dívida, enquanto os investigadores avaliam separadamente se a conduta relacionada com esse dinheiro preenche os requisitos de uma infracção penal. A investigação em curso não deve ser interpretada como uma conclusão contra qualquer uma das empresas ou contra qualquer pessoa.

Um cheque, 35 avisos e serviços de cobrança suspensos

Loke afirmou que a Zetrix tinha recebido 35 avisos a exigir o pagamento do montante em dívida. Disse também que a empresa entregou um cheque de 231 milhões de RM em Agosto, mas que o banco informou posteriormente a JPJ de que não o podia processar por instruções da empresa.

O valor do cheque é próximo dos 230,9 milhões de RM mencionados na investigação policial. Nenhuma explicação pública divulgada nos comunicados confirma que o cheque e a alegação dizem respeito exactamente ao mesmo montante. Também não foi indicada qualquer razão para a instrução que impediu o processamento do cheque.

O Ministério dos Transportes suspendeu a MyEG e a Zetrix como agentes de cobrança da JPJ, depois de os pagamentos em atraso não terem sido regularizados. A suspensão diz respeito à cobrança de taxas da JPJ e ao pagamento de multas. O grupo também disponibiliza serviços de processamento em linha para serviços da JPJ, incluindo a renovação do imposto automóvel e das cartas de condução.

A consequência imediata é a perda de autorização para desempenhar as funções de cobrança suspensas. A recuperação dos fundos em dívida é uma tarefa distinta. Loke afirmou que o Governo continuaria a exigir o pagamento e poderia ponderar uma acção cível, ou seja, um processo judicial para reclamar o reembolso, em vez de um processo penal.

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MACC agirá perante provas de corrupção

A Comissão Malaia Anticorrupção (MACC) afirmou que também recebeu uma queixa oficial a 7 de outubro. Não revelou a identidade do queixoso nem os pormenores da queixa e não confirmou se esta e a participação à polícia foram apresentadas pela mesma parte.

A MACC afirmou que as infracções actualmente investigadas são da competência da polícia. O papel anunciado pela comissão consiste em colaborar com a polícia na análise e partilha de informações, remetendo à comissão as provas que indiciem corrupção para que esta tome as medidas necessárias.

Na declaração de 13 de outubro, a MACC explicou como funcionaria essa colaboração:

A MACC trabalhará em estreita colaboração com a polícia para analisar e partilhar informações no âmbito da investigação, tendo por base infracções da competência da polícia.

“A polícia facultará quaisquer informações que indiciem elementos de corrupção para que a MACC possa tomar as medidas necessárias,

Esta declaração descreve a cooperação entre entidades com responsabilidades distintas. Não significa que os investigadores já tenham detectado corrupção. A MACC apelou ainda à partilha de mais informações por qualquer parte e afirmou que as suas investigações seriam conduzidas de forma independente, justa e em conformidade com a lei.

Como evoluiu o diferendo

O diferendo relativo aos pagamentos prolonga-se por vários meses, desde o período de cobrança identificado pelo ministério até às queixas e aos interrogatórios de testemunhas em Outubro. A sequência permite distinguir a questão das receitas por pagar das etapas posteriores da investigação.

  • Maio a Setembro: As cobranças feitas em nome da JPJ acumularam-se, dando origem a dívidas comunicadas de 314 milhões de RM.
  • Agosto: A Zetrix entregou um cheque de 231 milhões de RM. Loke afirmou que o banco informou posteriormente a JPJ de que o cheque não podia ser processado por instruções da empresa.
  • Após as cobranças não pagas: As empresas foram suspensas como agentes de cobrança da JPJ, na sequência de vários avisos de pagamento.
  • 7 de Outubro: A polícia recebeu uma participação relativa a transacções de receitas do Estado. A MACC afirmou ter recebido uma queixa oficial na mesma data.
  • 13 de Outubro: A polícia anunciou que seis testemunhas tinham prestado declarações e que os documentos estavam a ser analisados. A MACC descreveu a sua colaboração com a polícia.

As informações divulgadas sobre estes acontecimentos não especificaram a data exacta da suspensão. Não foi anunciada qualquer data para uma decisão sobre acusações, um processo cível ou o restabelecimento dos serviços de cobrança suspensos.

A Zetrix apresentou uma proposta para resolver as dívidas. A empresa afirmou que a sua prioridade imediata era regularizar as obrigações e trabalhar para restabelecer os serviços. Não foram divulgados o calendário de pagamentos, as fontes de financiamento nem as condições da proposta, e o Governo não anunciou que a tenha aceitado.

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Uma relação duradoura com a JPJ sob pressão

A Zetrix AI Bhd era anteriormente conhecida como MyEG Services Bhd. A MyEG Sdn Bhd é identificada como uma empresa do grupo envolvida nos acordos de cobrança. Alguns relatos usam o antigo nome da empresa cotada para descrever a investigação, enquanto outros identificam a MyEG Sdn Bhd e a sua empresa-mãe, a Zetrix.

Esta distinção entre nomes é importante para acompanhar o caso. Não se deve presumir que o antigo nome do grupo, o actual nome da empresa cotada e o nome de uma empresa operacional designam negócios separados e sem relação entre si. As declarações públicas ainda não especificam a responsabilidade exacta de cada entidade nas transacções em análise.

O grupo disponibiliza serviços de processamento em linha da JPJ desde 2000. O seu contrato mais recente, com a duração de três anos, teve início em Maio de 2023. A suspensão interrompe, por isso, uma relação de prestação de serviços ao Estado de longa data, e não um acordo de cobrança recentemente estabelecido.

Restabelecer essa função é um dos objectivos declarados pela empresa. Contudo, a proposta para resolver as dívidas não implica, por si só, que a suspensão seja levantada. O Governo não anunciou as condições para o restabelecimento dos serviços nem se foi alcançado um acordo de reembolso.

Dinheiro, activos digitais e empréstimos

A situação financeira comunicada pela Zetrix contextualiza a dimensão das dívidas, mas não explica por que motivo as cobranças ficaram por pagar. No final de Junho, a empresa tinha 541,6 milhões de RM em caixa e 532,9 milhões de RM em activos digitais, face a 2,19 mil milhões de RM em empréstimos e a mais de 90 milhões de RM em dívidas comerciais, outras dívidas e acréscimos.

O valor de 314 milhões de RM em dívida equivale a cerca de 58% do saldo de caixa comunicado em Junho. O dinheiro em caixa e os activos digitais totalizavam 1,0745 mil milhões de RM, aproximadamente 49% do valor dos empréstimos. Estas comparações mostram a escala dos montantes, não quanto poderia a empresa utilizar de imediato para pagar o que a JPJ reclama.

Os valores são um retrato da situação no final de Junho, anterior aos anúncios de Outubro sobre a investigação. Não permitem determinar o saldo actual de caixa da empresa, se todo o dinheiro estava disponível para utilização ou se estava sujeito a outros compromissos.

Os activos digitais, descritos como criptomoedas, também não devem ser equiparados a dinheiro disponível para pagamentos. O valor comunicado não demonstra a rapidez com que poderiam ser vendidos nem o montante que uma venda geraria. Nenhum destes valores do balanço permite determinar o destino das cobranças contestadas, questão que continua a ser investigada.

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Acções descem enquanto prosseguem as investigações

As acções da Zetrix fecharam a 6,5 sen no dia de negociação abrangido pelas notícias de 13 de Outubro, com uma queda de um sen, ou 13,33%, depois de terem atingido um mínimo intradiário de 6 sen. Foram transaccionadas cerca de 452,76 milhões de acções, tornando-as as mais activas do mercado. O preço de fecho avaliava o grupo em 513,4 milhões de RM.

A queda seguiu-se a uma vaga de vendas iniciada no final de Agosto. A 5 de Outubro, as acções tinham caído mais de 90% em pouco mais de um mês e atingido um mínimo de 13 anos, de 6,5 sen. As notícias associaram essa pressão vendedora anterior a vendas forçadas relacionadas com o accionista maioritário Wong Thean Soon, conhecido como TS Wong.

A participação de Wong caiu de 29,955% para 6,438%, uma redução de 23,517 pontos percentuais. As vendas forçadas podem ocorrer quando é necessário vender acções dadas como garantia de um financiamento para cumprir as exigências de um credor. A alteração da participação comunicada é relevante para a pressão no mercado, mas não demonstra qualquer ligação à alegada falta de transferência de receitas do Estado.

Os próximos passos anunciados na investigação são novos interrogatórios de testemunhas e a continuação da análise de documentos. Em paralelo, o Governo procura recuperar os pagamentos, enquanto a MACC actuará perante informações que indiciem corrupção. Continuam por esclarecer a razão pela qual o cheque não foi processado, a relação entre os dois valores das receitas e o desfecho da proposta de reembolso da Zetrix.

Rusdi apelou ao público para evitar especulações e alegações não verificadas que possam induzir as pessoas em erro ou afectar a investigação. Remeteu os leitores para informações oficiais:

Assim, apela-se ao público para que obtenha informações exclusivamente através de canais oficiais,

Pontos principais

  • A polícia interrogou seis testemunhas sobre a alegada falta de transferência de 230,9 milhões de RM em receitas do Estado.
  • A investigação teve início após uma participação a 7 de Outubro e decorre ao abrigo da Secção 409 do Código Penal.
  • O ministério referiu separadamente 314 milhões de RM em dívidas à JPJ relativas a cobranças entre Maio e Setembro.
  • Loke afirmou que foram emitidos 35 avisos de pagamento e que um cheque de 231 milhões de RM não pôde ser processado por instruções da empresa.
  • A MyEG e a Zetrix foram suspensas como agentes de cobrança da JPJ, e a Zetrix apresentou uma proposta para resolver as dívidas.
  • A MACC partilhará informações com a polícia e actuará perante provas que indiciem corrupção.
  • Não foi anunciada qualquer data para a conclusão da investigação nem uma decisão sobre o restabelecimento dos serviços suspensos.
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