Quase 199 mil milhões de pesos em transferências de verbas sob escrutínio
A Câmara dos Representantes das Filipinas aprovou, na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, em terceira e última leitura, a proposta de orçamento nacional de 7,2 biliões de pesos para 2027, remetendo para o Senado um plano de despesas em torno do qual persistem divergências sobre o aumento das verbas de assistência, os cortes em grandes projetos de transportes e a divulgação das alterações parlamentares.
Índice
- Quase 199 mil milhões de pesos em transferências de verbas sob escrutínio
- O que o executivo propôs antes das alterações
- Como o projeto chegou à votação final
- Porque diferem os valores de 116 mil milhões e 199 mil milhões de pesos
- A assistência aumenta, mas as categorias diferem
- Ferrovias e projetos financiados com ajuda externa perdem verbas
- Dotações distritais geram contestação política
- Líderes da Câmara invocam preparação dos projetos; críticos exigem divulgação
- O que o Senado tem agora de analisar
- Principais pontos
O Projeto de Lei da Câmara n.º 10858 foi aprovado, com 13 deputados a votarem contra e um a abster-se. Os relatos divergem quanto ao número de votos favoráveis: dois indicam 281, enquanto outro aponta 282. A discrepância não altera o resultado, mas o número exato carece de confirmação através do registo oficial da votação.
A principal divergência prende-se com o montante que a Câmara transferiu entre rubricas. As alterações apresentadas publicamente totalizaram cerca de 116,3 mil milhões de pesos, enquanto uma análise técnica de Adolfo Jose «AJ» Montesa, copresidente da People's Budget Coalition, identificou aumentos de 198,9 mil milhões em 123 rubricas orçamentais, compensados por reduções em 87 outras.
Esta análise aponta para uma mudança nas prioridades de despesa, e não para um aumento do limite de 7,2 biliões de pesos. As verbas foram transferidas para infraestruturas locais e programas de assistência, enquanto diminuíram as dotações para projetos financiados com ajuda externa, resposta a catástrofes e alguns serviços de saúde. Os críticos argumentam que as dotações resultantes poderão reforçar o clientelismo político antes das eleições nacionais de 2028. Os líderes da Câmara rejeitam as acusações de que as alterações constituem fundos de representação política.
Entre os deputados que se opuseram ao projeto estavam Antonio Tinio, representante do ACT Teachers; Leila de Lima, representante do Mamamayang Liberal; Toby Tiangco, representante de Navotas; e Elijah San Fernando, representante do Kamanggagawa. De Lima associou a sua oposição ao momento e ao sentido dos aumentos da assistência.
«Este orçamento não está centrado nas pessoas. Está centrado nas eleições», afirmou De Lima.
O que o executivo propôs antes das alterações
A declaração de apresentação do orçamento do Department of Budget and Management descreve a proposta do executivo como equivalente a 21,7% do produto interno bruto e 6% superior ao orçamento de 2026. Regista o início da apreciação parlamentar, não a aprovação final pela Câmara.
Na proposta, foram atribuídos 2,456 biliões de pesos aos serviços sociais e 1,833 biliões aos serviços económicos. Ao programa de infraestruturas Build Better More foram destinados 1,467 biliões de pesos, ou 4,4% do PIB. A educação básica, através do Department of Education, recebeu a maior dotação entre os departamentos: 976 mil milhões de pesos.
O DBM comunicou também um orçamento consolidado de 1,06 biliões de pesos para o setor da saúde, equivalente a 3,19% do PIB, face a 2,68% no ano em curso. Este valor abrangente para o setor não deve ser confundido com a dotação mais restrita de 353,8 mil milhões de pesos indicada para o Department of Health, hospitais especializados e PhilHealth.
Uma grande parte do aumento do orçamento já estava comprometida com obrigações, incluindo a National Tax Allotment para os governos locais e os aumentos salariais previstos no Decreto Executivo n.º 64. Esta distinção é importante: o crescimento do orçamento total não significa que o Congresso disponha do mesmo montante para novos programas.
O enquadramento orçamental proposto pelo Governo previa um défice de 5,1% do PIB e um rácio da dívida em relação ao PIB de 64,6%. Um défice significa que a despesa excede a receita, sendo necessário obter financiamento. Estes eram valores de planeamento apresentados durante as deliberações, não resultados apurados para 2027.
Como o projeto chegou à votação final
A Câmara concluiu a aprovação final 62 dias depois de receber o plano de despesas do executivo, segundo o relato da sua aprovação. A principal controvérsia sobre transparência surgiu durante a fase de alterações, depois do debate geral e antes da votação final.
- 11 de agosto de 2026: o DBM datou a publicação do Orçamento de Despesas e Fontes de Financiamento para 2027.
- 15 de setembro: a Câmara debateu os princípios e as disposições gerais do orçamento.
- 1 de outubro: a Subcomissão de Análise das Alterações Orçamentais apresentou alterações propostas à despesa, durante uma transmissão em direto.
- 7 de outubro: a Câmara adotou as alterações por aclamação e, segundo vários relatos, aprovou o projeto em segunda leitura.
- 9 de outubro: novas conclusões de organizações de fiscalização foram divulgadas antes da votação final.
- 12 de outubro: a Câmara aprovou o projeto em terceira e última leitura.
Um dos relatos situa a segunda leitura na quinta-feira, em vez de quarta-feira, 7 de outubro. A maioria indica quarta-feira como a data. A declaração oficial do DBM, datada de 15 de setembro, diz respeito ao debate anterior e não esclarece esta discrepância.
Porque diferem os valores de 116 mil milhões e 199 mil milhões de pesos
A análise de Montesa identificou alterações em 210 das 8.835 rubricas da folha de cálculo do orçamento. Os aumentos de 198,9 mil milhões de pesos excederam em cerca de 82,58 mil milhões o valor de 116,32 mil milhões apresentado publicamente. Os críticos descreveram a diferença como cerca de 80 mil milhões de pesos em ajustamentos para além do montante divulgado.
O Department of Public Works and Highways explica grande parte da diferença. A subcomissão apresentou um aumento de cerca de 11,49 mil milhões de pesos para o departamento. Já a análise da organização de fiscalização contabilizou cerca de 98 mil milhões acrescentados a algumas rubricas do DPWH e cerca de 86 mil milhões retirados de outras.
Estes valores medem coisas diferentes. Os acréscimos brutos contabilizam os aumentos antes de subtrair as reduções noutras rubricas de uma mesma agência. O aumento líquido subtrai essas reduções. Assim, grandes alterações internas podem estar por detrás de uma subida relativamente modesta na dotação total do departamento.
A análise fixou o orçamento revisto do DPWH em 654,1 mil milhões de pesos, face aos 643,95 mil milhões da proposta do executivo. Estes valores correspondem a um aumento de cerca de 1,58%, próximo de uma estimativa divulgada de 1,57%; outro relato aponta 1,7%. A pequena alteração no total não reflete a dimensão da redistribuição interna.
Quatro aumentos dominaram as conclusões da organização de fiscalização: 42,7 mil milhões de pesos para edifícios polivalentes, 29,2 mil milhões para estradas de acesso, 24,8 mil milhões para assistência em situações de crise e 24 mil milhões para assistência médica. No conjunto, somam 120,7 mil milhões, cerca de 61% dos 198,9 mil milhões em acréscimos.
A assistência aumenta, mas as categorias diferem
O relato da aprovação final indica um acréscimo de 25 mil milhões de pesos para a Assistance to Individuals in Crisis Situations (AICS), do Department of Social Welfare and Development, e de 24,96 mil milhões para a Medical Assistance for Indigent and Financially Incapacitated Patients (MAIFIP), do Department of Health.
A análise da organização de fiscalização apresenta aumentos ligeiramente diferentes: 24,8 mil milhões de pesos para a AICS e 24 mil milhões para a MAIFIP. Uma análise separada aponta dotações revistas de 58,1 mil milhões e 48,2 mil milhões, respetivamente. Estes valores não devem ser considerados equivalentes sem uma conciliação das rubricas orçamentais.
A coligação identificou 69,5 mil milhões de pesos em acréscimos a programas que considera vulneráveis ao clientelismo, incluindo 10 mil milhões para a Presidential Assistance to Farmers and Fisherfolk e 4,7 mil milhões para o programa de emprego Tulong Panghanapbuhay sa Ating Disadvantaged Workers, do departamento do trabalho.
Esta estimativa de 69,5 mil milhões difere da classificação anterior da coligação, que assinalou 99,41 mil milhões de pesos, ou cerca de 85% das alterações de 116 mil milhões apresentadas publicamente, como sinais de alerta. A categoria anterior incluía também verbas acrescentadas para infraestruturas. Nenhuma das estimativas prova que o montante total corresponda a despesa corrupta.
A preocupação prende-se com o acesso e a discricionariedade. A assistência pode responder a necessidades urgentes, mas os críticos argumentam que os programas se tornam instrumentos de clientelismo quando os beneficiários dependem de recomendações políticas, em vez de critérios de elegibilidade transparentes. A Ibon Foundation também criticou a proposta, considerando-a um orçamento de austeridade e argumentando que os aumentos da assistência não compensam os cortes nos serviços públicos essenciais.
Entre os outros acréscimos contam-se 8,12 mil milhões de pesos para a educação, 20,86 mil milhões para a agricultura, 2,35 mil milhões para contratos de serviços de transporte público e para o corredor de autocarros da EDSA, e 500 milhões para a segurança escolar. Segundo relatos, as rubricas de transportes não tinham financiamento na proposta inicial. Uma análise identificou 38 rubricas anteriormente sem financiamento que receberam um total de 18,2 mil milhões de pesos.
Ferrovias e projetos financiados com ajuda externa perdem verbas
A coligação identificou uma redução de 130 mil milhões de pesos nas dotações para projetos financiados com ajuda externa, de 414,8 mil milhões para 284,8 mil milhões. Trata-se de uma redução de cerca de 31,3%, equivalente a aproximadamente 65% dos 198,9 mil milhões retirados de outras rubricas orçamentais.
No DPWH, as dotações para projetos financiados com ajuda externa terão diminuído de 117,7 mil milhões para 44,7 mil milhões de pesos, uma redução de 73 mil milhões, ou cerca de 62%. Entre os cortes divulgados contam-se 53,5 mil milhões para estradas de contorno, além de reduções que afetam projetos ferroviários e de mitigação de cheias.
Os relatos divergem quanto à repartição dos cortes nas ferrovias. Uma análise aponta uma redução conjunta de 34,7 mil milhões de pesos para o Metro Manila Subway e o North South Commuter Railway. Outra discrimina 19,7 mil milhões para o metro e 34,7 mil milhões para a ferrovia suburbana. Um terceiro relato indica reduções de 42,8 mil milhões para empréstimos destinados a ferrovias e transportes. Estes valores não podem corresponder todos ao mesmo âmbito e carecem de esclarecimento.
A coligação alertou que a redução das dotações não anula os contratos de empréstimo assinados. Poderá, pelo contrário, atrasar a construção ou a utilização dos empréstimos, mantendo o Governo sujeito a comissões de compromisso sobre os montantes ainda não utilizados e a possíveis penalizações. O impacto financeiro depende dos contratos, calendários e necessidades de financiamento de cada projeto; não foi aqui estabelecida qualquer estimativa quantificada desses custos.
As tabelas de despesas e financiamento do DBM discriminam os projetos financiados com ajuda externa por agência e credor, as despesas em infraestruturas por região, o serviço da dívida e uma reconciliação das dotações propostas. Estas são as categorias pertinentes do orçamento do executivo para verificar as alterações parlamentares.
Dotações distritais geram contestação política
Tinio afirmou que o seu gabinete identificou 6.212 novos projetos de infraestruturas, no valor de cerca de 180 mil milhões de pesos, elevando o número de rubricas do DPWH para 16.720. Este valor diz respeito a projetos recentemente introduzidos e não deve ser automaticamente equiparado à estimativa de Montesa de 198,9 mil milhões em aumentos nas rubricas da folha de cálculo do orçamento.
A coligação concluiu que a sede central do DPWH perdeu 42 mil milhões de pesos, enquanto 158 gabinetes distritais de engenharia receberam, no conjunto, mais 54 mil milhões. Identificou também a retirada de 54,6 mil milhões do programa de desenvolvimento da rede rodoviária e de 7,4 mil milhões das infraestruturas de controlo de cheias, a par de um acréscimo de 74,1 mil milhões ao programa de convergência do departamento.
Os valores de Tinio apontam para uma dotação de 4,79 mil milhões de pesos ao gabinete de engenharia do 1.º distrito de Ilocos Norte, após um aumento de 4,38 mil milhões. O gabinete serve o círculo eleitoral do líder da maioria na Câmara, Ferdinand Alexander «Sandro» Marcos. Entre as outras dotações totais elevadas contam-se 3,91 mil milhões para o 1.º distrito de Nueva Ecija, 3,5 mil milhões para o 2.º de Bulacan, 3,1 mil milhões para o 4.º de Isabela e 2,99 mil milhões para o 3.º de Metro Manila.
Classificações separadas dos aumentos colocaram o 1.º distrito de Davao de Oro em 1,68 mil milhões de pesos, o 2.º de Misamis Occidental em 1,65 mil milhões, o 2.º de South Cotabato em 1,58 mil milhões e o 4.º de Isabela em 1,52 mil milhões. Tinio comparou estes valores com dotações divulgadas de cerca de 40 milhões para cada um dos gabinetes de engenharia da cidade de Davao.
Um dos relatos atribui 53,7 mil milhões de pesos ao gabinete de Ilocos Norte. Este valor contradiz tanto o total de 4,79 mil milhões como outro relato, que identifica 53,7 mil milhões como o aumento conjunto dos gabinetes distritais de engenharia. Não é possível atribuir com fiabilidade o valor mais elevado apenas a Ilocos Norte.
Tinio pediu a publicação da lista completa dos novos projetos, das respetivas localizações e dos proponentes conhecidos. As desigualdades nas dotações distritais justificam análise, mas, por si só, as diferenças não provam favoritismo político sem informação sobre os custos, as necessidades e a preparação dos projetos.
Líderes da Câmara invocam preparação dos projetos; críticos exigem divulgação
A vice-presidente da Câmara Janette Garin rejeitou as acusações de distribuição de fundos de representação política e afirmou que as alterações às verbas para infraestruturas tiveram em conta a preparação para a execução, a utilização das dotações, os problemas de acesso aos terrenos e os requisitos de conceção. Disse que alguns grandes projetos de bacias hidrográficas continuavam à espera de projetos técnicos e de outros trabalhos preparatórios que poderiam demorar entre um ano e meio e dois anos.
A sua explicação apresenta uma perspetiva diferente dos cortes: as verbas foram retiradas de projetos que não podiam avançar rapidamente e transferidas para projetos urgentes que aguardavam financiamento. Para determinar se esta justificação explica cada alteração contestada são necessários pormenores sobre os projetos, e não apenas totais por agência.
Outra divergência diz respeito à Regra 9, Secção 28-D, do regulamento da Câmara, que exige um relatório pormenorizado com a identificação das reafetações, modificações e respetivos deputados proponentes. A presidente da Comissão de Dotações, Mikaela Angela Suansing, afirmou que as alterações seriam incorporadas diretamente no projeto de lei, em vez de constarem de um relatório separado.
O deputado por Sorsogon Manuel «Wowo» Fortes Jr. defendeu o processo, afirmando que a comissão cumprira a obrigação de apresentar o relatório e disponibilizara aos deputados a versão revista da proposta.
«As alterações, tal como aprovadas pela BARSc, foram incorporadas no texto substitutivo do Projeto de Lei da Câmara n.º 10858, ao abrigo do Relatório da Comissão n.º 638, apresentado ao plenário», afirmou Fortes.
Tinio contestou que o projeto revisto pudesse substituir o relatório exigido. San Fernando afirmou que o documento, com cerca de 4.000 páginas, chegou aos gabinetes dos deputados às 2h00, não deixando tempo suficiente para a sua análise. Questionou também a reunião de 1 de outubro, cuja transmissão em direto terá começado às 17h07, em vez das 13h00 anunciadas. Tiangco pediu a divulgação dos programas que foram cortados para financiar os aumentos.
A declaração orçamental de setembro do DBM indicava que os relatórios das alterações incluiriam dotações por agência governamental e distrito legislativo. Referia também um Fundo de Apoio aos Governos Locais de 58,53 mil milhões de pesos, ao qual os governos locais poderiam pedir assistência diretamente, sem políticos ou intermediários.
O que o Senado tem agora de analisar
O projeto segue agora para apreciação do Senado. As diferenças entre as versões das duas câmaras terão depois de ser reconciliadas por uma comissão parlamentar conjunta, antes de o texto final ser enviado ao Presidente Ferdinand Marcos Jr. Estes relatos não anunciam qualquer data concreta para a votação no Senado, a conclusão da reconciliação ou a assinatura.
A especialista em finanças públicas Zy-za Nadine Suzara referiu uma estimativa mais abrangente de 541,4 mil milhões de pesos em alegadas dotações de representação política, 134,4 mil milhões acima do aumento divulgado de 407 mil milhões no orçamento total. Trata-se de uma classificação da despesa no conjunto do orçamento proposto, não de uma conclusão de que a Câmara acrescentou 541,4 mil milhões através das suas alterações. O seu âmbito difere tanto da estimativa de 198,9 mil milhões em reafetações como dos valores da assistência.
Vários cortes nos serviços também merecem análise: entre as reduções divulgadas contam-se 10 mil milhões de pesos no Fundo de Pensões e Gratificações, 9,5 mil milhões no fundo para calamidades, 4,9 mil milhões em produtos para a saúde familiar e vacinação, e 4,5 mil milhões em unidades de saúde. O aumento da assistência médica não substitui vacinas nem infraestruturas hospitalares, uma vez que estes programas respondem a necessidades diferentes.
Ederson Tapia, professor de administração pública na University of Makati, advertiu que o Congresso pode, legalmente, rever a despesa, sem que essas alterações constituam automaticamente corrupção. Distinguiu essa competência da qualidade das decisões que lhe estão subjacentes.
«A distinção importante é entre a legalidade de uma reafetação e a integridade do processo que lhe está subjacente», afirmou Tapia.
As dotações não programadas continuam a ser outro ponto por esclarecer. O DBM propôs 111,984 mil milhões de pesos, cerca de 1,6% do programa de despesas, como autorização para despesa condicional, e não como verbas automaticamente disponíveis. A declaração de apresentação incluía, entre as finalidades, financiamento de projetos apoiados por ajuda externa. Uma análise separada defende que os projetos afetados não dispõem de cobertura de reserva. Serão as disposições finais e as condições de libertação das verbas a determinar se essa cobertura existe.
A tarefa imediata do Senado é, por isso, mais específica do que decidir se a assistência ou as infraestruturas merecem financiamento. Tem de analisar que projetos e serviços perderam verbas, por que motivo foram escolhidas as dotações substitutas, se os proponentes e beneficiários são divulgados e se os projetos contratados continuam a dispor de financiamento suficiente para avançar.
Principais pontos
- A Câmara aprovou o orçamento de 7,2 biliões de pesos para 2027 em 12 de outubro, com 13 votos contra e uma abstenção; os relatos divergem quanto aos votos favoráveis, entre 281 e 282.
- Uma análise da coligação identificou 198,9 mil milhões de pesos em acréscimos, compensados por reduções, face aos cerca de 116,3 mil milhões apresentados publicamente.
- Os programas de assistência e as infraestruturas locais receberam mais verbas, enquanto as dotações para projetos financiados com ajuda externa terão diminuído 130 mil milhões de pesos.
- Os cortes nas ferrovias e alguns valores das dotações distritais são inconsistentes entre os relatos.
- Os líderes da Câmara invocam a preparação dos projetos e o cumprimento das regras de prestação de contas; os críticos exigem alterações detalhadas e listas de projetos.
- O Senado tem de analisar o projeto antes da reconciliação parlamentar e da apreciação presidencial.






