Pedido de 40 crore de rupias coloca os orçamentos das equipas sob pressão
Pelo menos dois dos principais jogadores da Indian Premier League estarão a pedir 40 crore de rupias cada para permanecerem nas respectivas franquias, dando início a uma negociação dispendiosa antes do próximo ciclo de leilões. Num dos casos, pelo menos, o pedido está também ligado à capitania, fazendo com que a discussão envolva tanto dinheiro como o controlo da equipa.
Índice
- Pedido de 40 crore de rupias coloca os orçamentos das equipas sob pressão
- Por que razão os jogadores procuram mais do que os acordos de retenção existentes
- Que parte da bolsa ficaria com uma estrela?
- O custo real das regras de retenção anteriores
- Um escalão de retenção não é o mesmo que um salário acordado
- O Right to Match poderá substituir a retenção directa?
- Por que razão o BCCI enfrenta uma decisão de equilíbrio
- Trocas e datas dos leilões enquadram as negociações
- Pontos principais
O salário proposto seria 13 crore de rupias superior ao contrato de 27 crore que Rishabh Pant garantiu no mega-leilão de 2025. Também ultrapassaria os 26,75 crore pagos por Shreyas Iyer, cuja entrada no leilão deu a outros jogadores consagrados um exemplo poderoso do que uma licitação competitiva pode proporcionar.
Não foi anunciado qualquer acordo de 40 crore de rupias, revisão das regras de retenção ou bolsa de 150 crore para o leilão. Os jogadores que pedem o aumento não foram identificados. Os pedidos foram descritos como parte das negociações para a época de 2027 e dos preparativos para o mega-leilão que antecederá a IPL 2028, pelo que não é claro quando começariam esses contratos.
Para as franquias, a questão central é quanto do orçamento limitado da equipa devem comprometer com um só jogador. Uma bolsa maior facilitaria acomodar um salário de 40 crore de rupias, mas as equipas com vários jogadores de topo continuariam perante escolhas difíceis sobre quem manter e quanto reservar para os restantes.
Por que razão os jogadores procuram mais do que os acordos de retenção existentes
Pant e Iyer demonstraram o atractivo financeiro de entrar no leilão em vez de aceitar ficar. Depois de deixarem, respectivamente, os Delhi Capitals e os Kolkata Knight Riders, Pant juntou-se aos Lucknow Super Giants por 27 crore de rupias e Iyer passou para os Punjab Kings por 26,75 crore no mega-leilão de 2025.
Um contrato de 40 crore de rupias seria cerca de 48% superior ao valor de Pant e cerca de 50% acima do de Iyer. São aumentos substanciais, mesmo numa competição em que os salários individuais já ultrapassaram a bolsa total de 20 crore disponível para uma franquia na época inaugural de 2008.
Heinrich Klaasen e Nicholas Pooran são outro ponto de comparação. Os pagamentos pela sua retenção ao abrigo do quadro anterior foram noticiados como sendo de 23 crore e 21 crore de rupias, respectivamente, acima do escalão normal de retenção mais elevado, de 18 crore. As equipas podiam pagar mais do que os valores estabelecidos, desde que declarassem os montantes efectivamente pagos.
A capitania é outro factor a considerar. Uma franquia que negoceie com um jogador que também quer liderar a equipa tem de ponderar o salário face aos seus planos para a liderança e a continuidade do plantel. A ligação noticiada entre a capitania e um dos pedidos de 40 crore de rupias alarga o âmbito dessa negociação para além de um simples aumento salarial.
Que parte da bolsa ficaria com uma estrela?
A bolsa do leilão é o orçamento que uma franquia pode usar para compor o plantel. O dinheiro comprometido com jogadores retidos reduz o montante disponível para contratar outros, pelo que um contrato individual mais elevado afecta directamente o recrutamento do resto da equipa.
A bolsa estabelecida para o mega-leilão de 2025 foi de 120 crore de rupias, acima dos 100 crore do ano anterior. O valor referido para 2027 é de 130 crore, embora as descrições das actuais negociações de retenção também usem como referência a antiga bolsa de 120 crore. A bolsa proposta de 150 crore para 2028 é uma expectativa, não tendo sido anunciada qualquer decisão formal.
O impacto financeiro de um salário de 40 crore de rupias varia consoante o orçamento:
- De uma bolsa de 120 crore, representaria 33,3% e deixaria 80 crore.
- De uma bolsa de 130 crore, representaria cerca de 30,8% e deixaria 90 crore.
- De uma bolsa de 150 crore, representaria cerca de 26,7% e deixaria 110 crore.
O contrato de 27 crore de Pant representou 22,5% da bolsa de 120 crore em 2025. Assim, mesmo que a bolsa aumente para 150 crore, um jogador a ganhar 40 crore ficaria com uma parcela maior do orçamento do que Pant.
Dois jogadores a ganhar 40 crore de rupias cada absorveriam 80 crore, ou cerca de 53,3% de uma bolsa de 150 crore. Antes de contabilizar outros jogadores retidos, a franquia ficaria com 70 crore para o resto do plantel.
O custo real das regras de retenção anteriores
As regras introduzidas antes da IPL 2025 permitiam a cada franquia manter até seis jogadores, combinando retenção directa com o Right to Match, geralmente abreviado para RTM. A retenção directa consiste em acordar a permanência de um jogador antes do leilão. O RTM dá à equipa anterior a possibilidade de voltar a contratar um jogador pelo preço alcançado no leilão.
Do total de seis, as equipas podiam manter até cinco jogadores com internacionalizações e até dois sem internacionalizações. Um jogador com internacionalizações já representou uma selecção nacional. Não havia um limite separado para o número de jogadores estrangeiros entre os cinco com internacionalizações.
As deduções normais para cinco retenções de jogadores com internacionalizações eram de 18 crore, 14 crore, 11 crore, 18 crore e 14 crore de rupias. No total, somavam 75 crore. A retenção adicional de um jogador sem internacionalizações por 4 crore elevava o compromisso a 79 crore.
De uma bolsa de 120 crore, restavam 41 crore para completar o plantel. O compromisso de 79 crore consumia cerca de 65,8% do orçamento, face a uma parcela de retenção pouco superior a 50% ao abrigo da estrutura anterior.
As deduções relativas à quarta e à quinta retenções de jogadores com internacionalizações eram deliberadamente elevadas: voltavam a subir para 18 crore e 14 crore, em vez de continuarem a diminuir. Manter um núcleo maior de jogadores consagrados tinha, por isso, um custo orçamental significativo.
Um escalão de retenção não é o mesmo que um salário acordado
O quadro anterior combinava deduções prescritas à bolsa com os montantes que as franquias acordavam pagar efectivamente. Para cinco retenções de jogadores com internacionalizações, os 75 crore funcionavam como dedução mínima. Se a remuneração total declarada fosse superior a 75 crore, era deduzido o montante mais elevado.
Assim, uma equipa podia negociar salários individuais acima dos escalões normais, como demonstram os acordos noticiados de Klaasen e Pooran. Pagar menos no conjunto das cinco retenções não reduzia a dedução para menos de 75 crore.
Um futuro acordo de 40 crore teria de respeitar as regras contabilísticas que o BCCI adoptar para o próximo ciclo. O salário, por si só, dá apenas uma parte do quadro financeiro; o número de outras retenções e as respectivas deduções determinam quanto sobra para as contratações no leilão.
O Right to Match poderá substituir a retenção directa?
Uma proposta discutida antes do mega-leilão anterior eliminaria por completo a retenção directa e recorreria apenas às opções RTM. Os jogadores entrariam no leilão, as equipas concorrentes licitariam e as franquias anteriores poderiam decidir se igualavam o preço resultante.
Os defensores dessa abordagem argumentaram que a licitação no leilão poderia determinar o valor de um jogador sem exigir que uma franquia aceitasse antecipadamente um pedido elevado de retenção. A equipa veria quanto os rivais estavam dispostos a pagar antes de decidir se queria voltar a contratar o jogador.
O contra-argumento é que os rivais, contando com uma utilização do RTM, poderiam fazer subir o preço. A franquia original poderia então ter de gastar mais do que planeava ou perder o jogador. A retenção directa, por comparação, dá a ambas as partes certezas antes do início do leilão.
Ao abrigo do processo RTM revisto, utilizado no mega-leilão anterior, o licitador com a proposta mais alta tinha uma última oportunidade para aumentar a sua oferta depois de a antiga equipa indicar que queria exercer o RTM. Por exemplo, uma licitação vencedora de 6 crore de rupias poderia subir para 9 crore. A equipa com o RTM teria então de igualar os 9 crore para garantir o jogador.
As seis vagas disponíveis para retenção e RTM eram partilhadas, não constituindo quotas separadas. Uma franquia que retivesse três jogadores antes do leilão ficava com três opções RTM. Eliminar a retenção directa alteraria o momento em que as equipas assumem os seus maiores compromissos, mas continuaria a expô-las ao valor das propostas dos rivais.
Por que razão o BCCI enfrenta uma decisão de equilíbrio
O quadro anterior do BCCI permitia a continuidade, mas a um custo elevado. Se as 10 franquias mantivessem seis jogadores, até 60 poderiam ficar fora do leilão aberto. As deduções mais elevadas por retenção criavam um incentivo financeiro para as equipas libertarem alguns nomes consagrados.
As franquias bem-sucedidas têm um incentivo diferente: manter os jogadores que as ajudaram a vencer e que os adeptos associam à equipa. Comprometer quase dois terços da bolsa com seis retenções pode proteger esse núcleo, mas deixa menos margem para contratar substitutos e colmatar lacunas.
A categoria dos jogadores sem internacionalizações também influenciava esses cálculos. Ao abrigo das regras introduzidas para 2025, um jogador indiano podia voltar a ser considerado sem internacionalizações após cinco anos civis sem representar a selecção nacional nem ter um contrato central do BCCI. Essa disposição permitiu aos Chennai Super Kings reter MS Dhoni pelo valor aplicável a um jogador sem internacionalizações.
A regra do Impact Player foi mantida para o ciclo de 2025 a 2027. Foi também introduzida uma taxa de jogo separada de 7,5 lakh de rupias para os jogadores participantes, incluindo o suplente Impact. Esse pagamento por jogo acresce ao debate mais amplo sobre os contratos da época e os custos de retenção.
Trocas e datas dos leilões enquadram as negociações
As franquias estão também a tratar das movimentações de jogadores antes da próxima época. Hardik Pandya, capitão dos Mumbai Indians, terá despertado o interesse de até cinco equipas, entre as quais os Chennai Super Kings, Rajasthan Royals e Punjab Kings. O interesse encontra-se ainda na fase de conversações.
Os Chennai Super Kings e os Sunrisers Hyderabad concluíram uma troca de quatro jogadores, segundo um anúncio do BCCI referido nas notícias. Liam Livingstone e Jack Edwards passaram para os Chennai, enquanto Khaleel Ahmed e Nathan Ellis se mudaram para Hyderabad. Estas movimentações alteram os plantéis com base nos quais cada franquia terá de planear as próximas contratações.
As principais datas e etapas são:
- Antes da IPL 2025: A bolsa subiu para 120 crore de rupias e as franquias usaram o quadro revisto, que permitia reter seis jogadores através de retenção e RTM.
- 5 de Novembro de 2026: Foi publicado o relatório detalhado sobre os pedidos de retenção de 40 crore de rupias apresentados por pelo menos dois jogadores.
- 16 de Dezembro de 2026: O mini-leilão que antecede a IPL 2027 estará marcado para Goa.
- Antes da IPL 2028: É esperado o próximo mega-leilão; a possibilidade de uma bolsa de 150 crore está a ser discutida nas notícias.
A diferença entre os dois leilões é importante. O próximo mini-leilão diz respeito a ajustes nos plantéis existentes; o mega-leilão implica decisões mais abrangentes sobre quem fica e quem volta a leilão. Para uma franquia que pondere pagar 40 crore a uma estrela, o próximo quadro de retenção determinará quanta margem terá para construir a equipa à volta desse jogador.
Pontos principais
- Pelo menos dois jogadores não identificados da IPL estarão a pedir 40 crore de rupias para ficar; um dos pedidos está ligado à capitania.
- Não foi anunciado qualquer acordo de retenção por 40 crore nem uma bolsa de 150 crore.
- Um salário de 40 crore representaria 26,7% de uma bolsa de 150 crore, face aos 22,5% da bolsa que Pant representou em 2025.
- As regras anteriores exigiam uma dedução de 79 crore de uma bolsa de 120 crore para cinco retenções de jogadores com internacionalizações e uma de um jogador sem internacionalizações.
- Foi proposto um sistema apenas com RTM, mas as licitações dos rivais ainda poderiam tornar dispendiosa a retenção de jogadores.
- O mini-leilão que antecede a IPL 2027 estará marcado para 16 de Dezembro, em Goa; espera-se que o próximo mega-leilão ocorra antes da IPL 2028.






