Uma entrada histórica dá à Índia a liderança na série
Virat Kohli tornou-se o primeiro batedor a atingir 13 000 runs na posição n.º 3 no críquete internacional de um dia, durante a vitória da Índia por cinco wickets frente à Nova Zelândia, no Eden Park, em Auckland, a 4 de novembro de 2026. Alcançou a marca com o seu 12.º run, na 13.ª bola que enfrentou, no sétimo over da perseguição da Índia.
Índice
- Uma entrada histórica dá à Índia a liderança na série
- O que mede o recorde na posição n.º 3
- Como Kohli se compara com os principais batedores na posição n.º 3
- Uma entrada rápida construída em torno dos limites
- Mais um recorde nas perseguições de runs em ODIs
- Os lançadores da Índia criaram a oportunidade
- Os totais frente à Nova Zelândia precisam de esclarecimento
- Como decorreu o jogo de abertura e o que se segue
- Pontos principais
Kohli viria a marcar 74 runs em 51 bolas, formando uma parceria de 113 com Shubman Gill depois de a Índia perder Rohit Sharma no primeiro over. A sua entrada incluiu 13 fours e um six e valeu-lhe o seu 80.º meio século em ODIs, na véspera do seu 38.º aniversário.
A Índia eliminou a Nova Zelândia por 185 runs em 40.2 overs, deixando uma meta inicial de 186. A chuva levou à revisão da meta para 143 runs em 32 overs, pelo método Duckworth-Lewis-Stern. A Índia alcançou-a com cinco wickets perdidos, em 22.4 overs, vencendo assim o jogo de abertura da série de cinco partidas.
Com esta marca, Kohli ultrapassou mais um patamar numa posição que tem sido sua. Ricky Ponting, antigo capitão da Austrália, continua em segundo lugar entre os batedores na posição n.º 3, com 12 662 runs em 330 entradas. Kohli chegou aos 13 000 na sua 251.ª entrada nessa posição.
O que mede o recorde na posição n.º 3
A posição n.º 3 é a que se segue imediatamente aos dois batedores de abertura. O batedor costuma entrar quando cai o primeiro wicket, o que pode significar enfrentar quase toda a entrada após uma eliminação precoce ou dar continuidade a uma forte parceria de abertura.
Kohli precisava de 12 runs antes do jogo de Auckland, porque o seu total nessa posição era de 12 988. A entrada de 74 runs elevou-o para 13 062, tornando-o o primeiro jogador a ultrapassar os 13 000 na posição exata n.º 3 na ordem de batida de um jogo ODI.
Kohli e Ponting são os únicos batedores na lista dos melhores da posição n.º 3 com mais de 10 000 runs. Kumar Sangakkara segue-se com 9 747, deixando uma diferença considerável entre os dois primeiros e os restantes.
A marca de Kohli junta-se também ao recorde de Sachin Tendulkar, que somou 13 685 runs na posição n.º 2. O total superior de Tendulkar, de 15 310 como batedor de abertura, combina jogos nas duas posições de abertura. Os valores separados correspondem a categorias diferentes: uma posição exata na ordem e o papel de abertura em duas posições.
Como Kohli se compara com os principais batedores na posição n.º 3
Quando chegou aos 13 000, Kohli tinha marcado mais 338 runs do que Ponting, apesar de ter disputado menos 79 entradas na posição n.º 3. No final da sua entrada em Auckland, a vantagem sobre o total de carreira de Ponting nessa posição aumentara para 400 runs.
Os totais dos principais batedores na posição n.º 3 mostram a dimensão desta conquista:
- Virat Kohli: 13 062 runs após a sua entrada em Auckland.
- Ricky Ponting: 12 662 runs.
- Kumar Sangakkara: 9 747 runs.
- Jacques Kallis: 7 774 runs.
- Kane Williamson: 6 504 runs.
- Babar Azam: 6 054 runs.
- Joe Root: 5 525 runs.
A média de batida de Kohli quando alcançou a marca era de cerca de 61,6, em comparação com 42,48 de Ponting e 44,71 de Sangakkara. A média de batida resulta da divisão dos runs de um jogador pelo número de vezes que foi eliminado, pelo que as entradas em que não foi eliminado têm um efeito diferente do simples cálculo de runs por jogo.
O registo de Kohli na posição n.º 3 incluía também 48 centuries e 69 meios séculos, com uma taxa de strike de 95,4. A taxa de strike mede os runs marcados por cada 100 bolas. Em conjunto, estes valores mostram tanto a frequência com que construiu entradas substanciais como o ritmo a que marcou.
Uma entrada rápida construída em torno dos limites
Dos 74 runs de Kohli, 58 foram marcados em limites: 52 nos seus 13 fours e seis no seu único six. Isso corresponde a cerca de 78% dos seus runs, ajudando a Índia a aproximar-se rapidamente de uma meta reduzida pela chuva.
A taxa de pontuação na entrada foi de cerca de 145 runs por cada 100 bolas, calculada a partir dos 74 runs em 51 bolas. Gill contribuiu com 37 na parceria de 113 para o segundo wicket, permitindo à Índia recuperar com força depois da saída precoce de Sharma.
Kohli foi eliminado no 20.º over, quando tentou puxar uma bola curta de Jacob Duffy. Tim Seifert apanhou a bola na posição de deep backward square leg. A Índia perdeu depois vários wickets em rápida sucessão, embora faltassem menos de 30 runs quando Kohli saiu.
Duffy terminou com três wickets pela Nova Zelândia. A Índia concluiu a perseguição em 22 overs e quatro bolas, deixando por usar nove overs e duas bolas da alocação revista. Na notação do críquete, 22.4 significa 22 overs completos mais quatro bolas, e não uma fracção decimal de um over.
Mais um recorde nas perseguições de runs em ODIs
A entrada de Kohli elevou também o seu total como batedor da segunda equipa em jogos ODI para uns 8 741 runs indicados, colocando-o 21 à frente dos 8 720 de Tendulkar. Esta categoria inclui runs em perseguições bem-sucedidas e malsucedidas.
Os valores finais dão a Kohli uma média de 66,21 nas perseguições e uma taxa de strike de 95,03. Tendulkar terminou com uma média de 42,33 e uma taxa de strike de 88,44 nas perseguições, tendo marcado os seus 8 720 runs em 232 jogos como batedor da segunda equipa.
Subsiste uma discrepância nos totais correntes. Antes do jogo, Kohli também era apresentado com 8 679 runs em perseguições, o que passaria para 8 753 após uma entrada de 74, e não para 8 741. Ambos os cálculos o colocam à frente de Tendulkar, mas é necessário confirmar o registo estatístico completo para determinar o total exacto.
Após o jogo de Auckland, o total global de Kohli em ODIs foi indicado como sendo de 15 183 runs em 306 entradas, ao longo de 318 jogos. A sua carreira neste formato começou frente ao Sri Lanka, em Dambulla, a 18 de agosto de 2008.
Os lançadores da Índia criaram a oportunidade
Arshdeep Singh liderou o ataque da Índia, com quatro wickets por 70 runs, enquanto a Nova Zelândia foi eliminada por 185. Gurnoor Brar conseguiu três por 44, e Anshul Kamboj arrecadou dois por 22. Em conjunto, os três lançadores foram responsáveis por nove wickets.
Antes de iniciar a entrada que estabeleceu o recorde, Kohli contribuiu também no campo, apanhando a bola com uma mão para eliminar Nathan Smith, lançado por Kamboj. Regressou ao onze inicial da Índia em ODIs para o jogo de abertura, ao lado de Sharma e KL Rahul.
Seifert marcou 38 runs pela Nova Zelândia e Glenn Phillips fez 30. Blair Tickner ofereceu resistência na parte final, com 34 runs em 23 bolas, incluindo quatro sixes. Só os seus sixes valeram 24 runs, ajudando a Nova Zelândia a chegar aos 185 apesar da queda sucessiva de wickets à sua volta.
A chuva alterou depois o cálculo da resposta da Índia. O método Duckworth-Lewis-Stern, geralmente abreviado para DLS, ajusta as metas após interrupções, tendo em conta os recursos de batida disponíveis, incluindo overs e wickets. A meta revista da Índia passou a ser de 143 runs em 32 overs, em vez dos 186 iniciais.
Os totais frente à Nova Zelândia precisam de esclarecimento
Após o jogo, foram atribuídos a Kohli 1 971 runs em ODIs frente à Nova Zelândia, igualando o total indicado de Ponting. Contudo, um valor anterior apontava para 1 909 antes do jogo. Somando os seus 74 runs, o total seria de 1 983, colocando-o 12 runs à frente, em vez de o deixar empatado.
A entrada de Auckland levou-o também a ultrapassar mais um patamar identificado antes do jogo. Faltavam-lhe 47 runs para chegar aos 1 000 runs internacionais na Nova Zelândia, um total que combina formatos e não conta apenas ODIs. Os seus 74 permitiram-lhe ultrapassar essa meta.
Tendulkar, Rahul Dravid e Mohammad Azharuddin eram os três batedores indianos já indicados como tendo atingido essa marca na Nova Zelândia. A entrada de Kohli acrescentou, assim, uma marca ligada ao país onde jogava, além do recorde associado à sua posição de batida.
Como decorreu o jogo de abertura e o que se segue
O dia 4 de novembro trouxe várias mudanças à situação do jogo, desde a eliminação da Nova Zelândia até ao ajuste devido à chuva e à vitória final da Índia. Os principais momentos foram:
- A Nova Zelândia foi eliminada por 185 em 40.2 overs, com Arshdeep a conseguir quatro wickets.
- A Índia começou com uma meta de 186 e perdeu Sharma no primeiro over.
- Kohli chegou aos 13 000 runs em ODIs na posição n.º 3 com o seu 12.º run, no sétimo over.
- A chuva reduziu a meta da Índia para 143 runs em 32 overs.
- Kohli e Gill somaram 113 antes de a Índia concluir a vitória por cinco wickets em 22.4 overs.
- O segundo ODI estava marcado para 7 de novembro, em Wellington.
A Índia sai de Auckland com uma vantagem na série conquistada nas duas vertentes do jogo. Os lançadores mantiveram a Nova Zelândia abaixo dos 200 runs, enquanto Kohli e Gill fizeram a maior parte do trabalho na perseguição. Os wickets tardios deram alguma recompensa à Nova Zelândia, mas a Índia terminou ainda com mais de nove overs disponíveis.
Os 74 runs de Kohli foram o principal contributo com o bastão. Permitiram-lhe ultrapassar os 13 000 runs numa única posição de batida, alargar a vantagem sobre Ponting na posição n.º 3 e fornecer os runs de que a Índia precisava após um wicket precoce e uma interrupção devido à chuva.
Pontos principais
- Kohli tornou-se o primeiro batedor a chegar aos 13 000 runs em ODIs na posição n.º 3, alcançando a marca na sua 251.ª entrada nessa posição.
- Marcou 74 runs em 51 bolas, com 13 fours e um six, elevando para 13 062 o seu total na posição n.º 3.
- A Índia venceu a Nova Zelândia por cinco wickets, ao alcançar uma meta DLS de 143 em 22.4 overs.
- Arshdeep Singh conseguiu quatro wickets, Gurnoor Brar três e Anshul Kamboj dois, enquanto a Nova Zelândia somou 185 runs.
- Kohli ultrapassou o total de Tendulkar em perseguições de runs em ODIs, embora os valores correntes divergentes obriguem a confirmar o total exacto.
- O segundo jogo da série de cinco partidas estava marcado para 7 de novembro, em Wellington.






