Plano de revogação prevê penalização mais severa para condutores acima dos limites de álcool
O Land Transportation Office (LTO) das Filipinas afirma que os condutores que ultrapassem os limites legais de álcool ficarão sujeitos à revogação da carta de condução, ao abrigo de uma política que deverá entrar em vigor a 15 de novembro. O responsável do LTO, Markus Lacanilao, afirmou que um resultado positivo no teste do balão dará início a uma investigação e à possibilidade de o condutor se explicar antes de a agência tomar uma decisão.
Índice
- Plano de revogação prevê penalização mais severa para condutores acima dos limites de álcool
- O que acontece após um teste do balão positivo?
- O que diz realmente a lei de 2013
- Os limites de álcool dependem do veículo
- Como devem os agentes testar os condutores
- Também se aplicam penas de prisão e multas
- Os proprietários de veículos também têm responsabilidades
- Acidentes em Cebu e data de entrada em vigor anunciada
- Principais pontos
O anúncio coloca uma penalização mais severa no centro da resposta da agência à condução sob o efeito do álcool. Lacanilao afirmou que a revogação substituirá a abordagem anterior, que previa suspensão ou revogação, e apontou vários acidentes mortais em Cebu como razão para uma atuação mais firme.
A lei aplicável, porém, já estabelece diferentes penalizações da carta consoante a categoria da licença do condutor e o seu historial de condenações. A Republic Act n.º 10586, a lei de 2013 contra a condução sob o efeito do álcool e de drogas, prevê uma suspensão de 12 meses para a primeira condenação de um condutor não profissional e a revogação definitiva em caso de segunda condenação. Os condutores profissionais ficam sujeitos à revogação definitiva logo na primeira condenação.
Por isso, a base jurídica da política administrativa mais abrangente é uma questão central para os automobilistas. O anúncio não especificou o ano em que a medida entrará em vigor, a 15 de novembro, nem explicou como funcionará a revogação em todos os casos em articulação com as diferentes penalizações previstas na lei para condutores profissionais e não profissionais.
O que acontece após um teste do balão positivo?
Lacanilao afirmou que a Divisão de Informação e Investigação do LTO emitirá uma notificação para que o condutor com teste positivo apresente uma justificação. Trata-se de uma notificação formal que exige que a pessoa explique por que razão a agência não deve tomar medidas contra si.
Os condutores terão direito ao devido processo, afirmou, incluindo a possibilidade de explicar os resultados do teste. A descrição que fez coloca este procedimento entre o resultado do teste do balão e a decisão de revogação, embora a agência descreva a revogação como automática.
Na prática, a alteração diz respeito à penalização que o LTO afirma que aplicará após esse procedimento: o cancelamento da carta, em vez de uma escolha entre o cancelamento e a suspensão temporária. A suspensão impede alguém de conduzir durante um período determinado. A revogação retira a própria carta de condução.
Para os automobilistas que dependem da condução para ganhar a vida, as consequências podem afetar de imediato a sua capacidade de trabalhar. A penalização legal de revogação perpétua vai ainda mais longe: a lei proíbe expressamente que a pessoa volte a obter qualquer tipo de carta de condução.
O que diz realmente a lei de 2013
A Republic Act n.º 10586 foi aprovada a 27 de maio de 2013. O artigo 12.º da lei contra a condução sob o efeito do álcool e de drogas, publicada na biblioteca eletrónica do Supremo Tribunal, estabelece tanto penas criminais como sanções relativas à carta de condução para quem conduza sob a influência de álcool, drogas perigosas ou substâncias semelhantes.
Quanto às penalizações da carta após uma condenação, a lei estabelece três situações específicas:
- A primeira condenação de um condutor não profissional implica a apreensão da carta e uma suspensão de 12 meses.
- A segunda condenação de um condutor não profissional implica a apreensão da carta e a sua revogação perpétua.
- A primeira condenação de um condutor profissional implica a apreensão da carta e a sua revogação perpétua.
Esta diferença é importante porque a primeira condenação já implica uma penalização definitiva da carta para os condutores profissionais, enquanto os condutores não profissionais ficam sujeitos a uma suspensão temporária nessa fase. Assim, uma política de revogação uniforme teria um efeito mais claro na forma como o LTO trata a primeira infração de um condutor não profissional.
O anúncio descreve uma investigação da agência, ao passo que o artigo 12.º associa estas sanções relativas à carta a condenações. Os automobilistas devem compreender ambos os processos: o tratamento administrativo da carta pelo LTO e as penas criminais previstas na lei.
Os limites de álcool dependem do veículo
Segundo os limites citados no anúncio, os condutores de veículos particulares com peso não superior a 4.500 quilogramas devem manter a concentração de álcool no sangue abaixo de 0,05%. Para os condutores de veículos de transporte público aplica-se uma regra mais rigorosa: não é permitida qualquer quantidade de álcool.
A concentração de álcool no sangue indica a quantidade de álcool presente na corrente sanguínea de uma pessoa. O teste do balão estima essa concentração a partir de uma amostra de ar expirado, fornecendo às autoridades um resultado numérico que pode ser comparado com o limite legal aplicável.
A diferença entre os dois limites tem uma consequência prática direta. Um resultado inferior a 0,05% poderá ficar abaixo do limite indicado para um condutor de um veículo particular abrangido pela regra, enquanto os condutores de veículos de transporte público não podem consumir qualquer quantidade de álcool.
A lei define os veículos de transporte público como veículos de aluguer que transportam passageiros ou mercadorias. O limite de álcool depende do veículo conduzido, enquanto as penalizações da carta previstas no artigo 12.º distinguem entre cartas profissionais e não profissionais. Ambos os aspetos são relevantes para determinar quais as regras aplicáveis a cada condutor.
Como devem os agentes testar os condutores
O artigo 6.º da Republic Act n.º 10586 estabelece uma sequência para investigar suspeitas de condução sob o efeito do álcool. Antes de realizar testes de sobriedade no terreno, o agente de fiscalização tem de ter motivos razoáveis para acreditar que uma pessoa está a conduzir sob a influência de álcool.
A lei enumera vários sinais de alerta possíveis, incluindo excesso de velocidade, condução aos ziguezagues, circulação entre faixas, travagens bruscas, mudanças repentinas de direção, falta de coordenação e um cheiro evidente a álcool no hálito do condutor. Os testes de sobriedade no terreno permitem, em seguida, avaliar inicialmente uma possível intoxicação.
Estes testes podem incluir andar e virar, manter-se de pé sobre uma perna e verificar movimentos involuntários dos olhos. Se o condutor não passar nos testes de sobriedade, o agente tem de determinar a concentração de álcool no sangue através de um teste do balão ou de um instrumento de medição semelhante.
Os acidentes que provoquem feridos ou mortos dão origem a uma exigência adicional. O artigo 7.º determina que o condutor seja submetido a análises químicas para detetar álcool e drogas, incluindo um rastreio de drogas e, quando necessário, um teste de confirmação. Assim, os investigadores têm de seguir um procedimento de testagem nos casos em que já houve vítimas.
O artigo 8.º já prevê também a revogação automática da carta em caso de recusa dos testes obrigatórios previstos na lei, além da apreensão da carta e de outras penalizações aplicáveis. Recusar um teste obrigatório tem, portanto, consequências graves próprias.
Também se aplicam penas de prisão e multas
O cancelamento da carta é apenas uma parte das consequências legais para um condutor considerado culpado ao abrigo da lei. O artigo 12.º prevê penas criminais progressivamente mais severas consoante a infração provoque danos físicos, morte ou não provoque quaisquer danos.
Quando a infração não provoca danos físicos nem homicídio, a lei prevê três meses de prisão e uma multa entre PHP 20.000 e PHP 80.000. Assim, um condutor pode ser condenado a prisão e a uma multa avultada mesmo que ninguém fique ferido.
Quando há danos físicos, a lei prevê a aplicação da pena estabelecida no artigo 263.º do Código Penal Revisto ou da pena prevista para uma infração sem danos físicos, consoante a que for mais elevada. Prevê também uma multa entre PHP 100.000 e PHP 200.000.
Quando a infração resulta em homicídio, a lei determina a aplicação da pena prevista no artigo 249.º do Código Penal Revisto e de uma multa entre PHP 300.000 e PHP 500.000. A multa máxima nesta categoria é mais de seis vezes superior ao limite de PHP 80.000 previsto para uma infração sem danos físicos ou homicídio.
A lei permite ainda que o infrator seja acusado ao abrigo de outras leis penais aplicáveis e de regulamentos locais. A política anunciada pelo LTO para as cartas de condução integra, por isso, um quadro jurídico mais amplo, que inclui penas de prisão, multas e eventual responsabilidade pelos danos causados.
Os proprietários de veículos também têm responsabilidades
O artigo 13.º estende a responsabilidade financeira para além da pessoa que conduz. O proprietário ou operador do veículo responde solidariamente com o infrator pelo pagamento da multa e das indemnizações civis, salvo se provar de forma convincente que exerceu diligência excecional na seleção e supervisão dos condutores.
A disposição aplica-se sobretudo a veículos de transporte público e comerciais. Entre os veículos abrangidos pela lei contam-se carrinhas de entregas, camiões de carga e de contentores, autocarros escolares e de empresas, veículos de transporte de hotéis, automóveis e carrinhas de aluguer e táxis.
Para uma empresa de transportes, a questão vai, por isso, além da eventual perda da carta por parte de um condutor. A seleção e supervisão dos condutores podem afetar a responsabilidade do proprietário pelo pagamento de multas e indemnizações após uma infração.
A lei exige também formação sobre os efeitos do álcool e das drogas, condução segura e penalizações legais. Os condutores profissionais devem frequentar essa formação ao pedir ou renovar a carta de condução. A lei associa a prevenção à punição, atribuindo responsabilidades aos condutores, empregadores e autoridades de fiscalização.
Acidentes em Cebu e data de entrada em vigor anunciada
Lacanilao apontou os repetidos acidentes mortais relacionados com a condução sob o efeito do álcool em Cebu para justificar uma abordagem mais rigorosa. Afirmou estar preocupado com o facto de alguns automobilistas continuarem a beber e a conduzir, apesar do perigo para os restantes utentes da estrada.
As datas principais ligam uma lei nacional já em vigor à política de fiscalização agora anunciada:
- 27 de maio de 2013: Foi aprovada a Republic Act n.º 10586, que estabeleceu penas criminais, requisitos de testagem e sanções relativas à carta de condução para quem conduza sob a influência de álcool.
- 15 de novembro: O LTO afirma que entrará em vigor a política que prevê a revogação como única penalização da carta para os condutores que ultrapassem os limites legais de álcool.
O anúncio da agência deixa clara a consequência pretendida: os condutores que ultrapassem o limite de álcool aplicável ficarão sujeitos à revogação, após terem a oportunidade de se pronunciar. A lei estabelece os requisitos detalhados de testagem e as distinções já existentes entre categorias de cartas e condenações.
Para condutores particulares, condutores profissionais e operadores de transportes, a preocupação imediata é concreta. Uma infração relacionada com o álcool pode pôr em risco a carta, o emprego e quantias avultadas, enquanto um acidente que provoque feridos ou mortos acarreta penas criminais mais severas.
Principais pontos
- O LTO afirma que a revogação automática da carta para os condutores que ultrapassem os limites de álcool começará a 15 de novembro.
- Um resultado positivo no teste do balão dará origem a uma notificação para apresentação de justificação e à possibilidade de o condutor se explicar.
- A Republic Act n.º 10586 prevê uma suspensão de 12 meses após a primeira condenação de um condutor não profissional e a revogação perpétua após a segunda.
- Nos termos da lei, os condutores profissionais ficam sujeitos à revogação perpétua logo na primeira condenação.
- O limite de álcool citado é inferior a 0,05% para os condutores de veículos particulares abrangidos; os condutores de veículos de transporte público não podem consumir álcool.
- As penas criminais incluem prisão e multas, que são mais elevadas quando há feridos ou mortos.






