John Catlin vence o Hong Kong Open e Matthew Cheung conquista um histórico segundo lugar

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John Catlin Wins Hong Kong Open as Matthew Cheung Secures Historic Second Place

Cinco pancadas de vantagem e dois grandes prémios

John Catlin venceu o Link Hong Kong Open a 25 de outubro de 2026, com uma volta final de 64 pancadas e um total de 20 abaixo do par, garantindo 360 000 dólares, o seu primeiro convite para o Masters e um lugar no 155.º Open, em St Andrews, em 2027. Atrás dele, Matthew Cheung conseguiu algo que nenhum jogador de Hong Kong tinha alcançado nas edições anteriores do torneio: partilhar o segundo lugar.

Índice
  1. Cinco pancadas de vantagem e dois grandes prémios
  2. Como Catlin se isolou entre quatro líderes
  3. Um sonho de chegar ao Masters finalmente concretizado
  4. Cheung estabelece uma nova referência para Hong Kong
  5. Os quatro dias que determinaram o resultado
  6. Cinco jogadores locais chegam às voltas do fim de semana
  7. Doze jogadores tailandeses passam o cut
  8. Resultados contrastantes para os golfistas da Malásia
  9. O que Fanling proporcionou e o que se segue
  10. Pontos principais

Catlin completou as quatro voltas no Hong Kong Golf Club, em Fanling, com 260 pancadas, menos cinco do que Cheung e o finlandês Kalle Samooja. O americano começou o domingo a partilhar a liderança com outros três jogadores e, depois, fez sete birdies e um bogey, transformando uma disputa renhida numa vitória categórica.

A volta final de 67 pancadas levou Cheung a 15 abaixo do par e permitiu-lhe superar os melhores resultados anteriores de jogadores locais: o quarto lugar partilhado por Dominic Boulet, em 1996, e o sexto lugar partilhado por Taichi Kho, em 2024. Cinco jogadores de Hong Kong também chegaram às voltas do fim de semana, um recorde do torneio que deu à comitiva da casa mais motivos para celebrar do que apenas um resultado de destaque.

A 65.ª edição, disputada de 22 a 25 de outubro, teve um prémio total de dois milhões de dólares. O cheque do vencedor de Catlin correspondeu a 18% desse montante. Para o californiano de 35 anos, porém, os convites para dois dos quatro torneios do Grand Slam do golfe tiveram um significado mais pessoal: o regresso ao Open e a primeira oportunidade de competir em Augusta National.

Como Catlin se isolou entre quatro líderes

Catlin começou a última volta com 14 abaixo do par, ao lado do indiano Anirban Lahiri, do belga Thomas Pieters e do compatriota Caleb Surratt. Cheung estava a duas pancadas, suficientemente perto para entrar na disputa caso os líderes vacilassem.

Um bogey no quinto buraco, um par 3, foi a única pancada que Catlin perdeu para o par. No golfe, um birdie significa completar um buraco com menos uma pancada do que o resultado previsto, ou par; um bogey significa precisar de mais uma pancada. Os sete birdies e esse único bogey deixaram Catlin seis abaixo do par no dia.

Cinco dos seus birdies surgiram nos últimos nove buracos. No 14.º, depois de encontrar relva alta, recuperou com uma pancada a 120 jardas, colocando a bola no centro do green e mantendo-se a caminho de mais um birdie. Os adversários não conseguiram manter o mesmo ritmo de pontuação.

Catlin, vencedor do torneio, disse que se concentrou em cada pancada, em vez de acompanhar os outros concorrentes:

«Tentei simplesmente concentrar-me naquilo que posso controlar. Não sabia o que os outros estavam a fazer e não olhei para a tabela classificativa até chegar ao 18.º buraco»,

A sua volta final de 64 contrastou fortemente com as 74 pancadas de Lahiri, uma diferença de 10 pancadas entre jogadores que tinham começado o domingo empatados. Lahiri terminou empatado no 17.º lugar, enquanto Pieters e Surratt partilharam o sexto lugar, com 12 abaixo do par, juntamente com o chinês Sampson Zheng.

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Um sonho de chegar ao Masters finalmente concretizado

A vitória de Catlin foi o seu sétimo título no Asian Tour e o primeiro no circuito desde o Saudi Open, em abril de 2024. Tinha vencido a Ordem de Mérito do circuito em 2024, a classificação da época, mas chegou a Hong Kong no 447.º lugar do ranking mundial.

Nas quatro participações anteriores no Hong Kong Open, não tinha conseguido vencer. Desta vez, o título garantiu-lhe entrada direta no 155.º Open, em St Andrews, em julho de 2027, através da série de qualificação para o Open, bem como um convite para o Masters de 2027. O prémio é um lugar no próprio Open, e não a entrada noutra prova de qualificação. As regras de qualificação do torneio atribuíram esse lugar ao melhor jogador ainda não apurado que passou o cut, e o calendário oficial da série de qualificação para o Open indica Catlin como apurado no torneio de Hong Kong, a 25 de outubro.

Catlin, no seu 13.º ano como profissional, descreveu o Masters como um objetivo que remonta ao início da sua prática de golfe, aos três anos:

Desde que me lembro, comecei a jogar golfe quando tinha três anos, e o meu objetivo sempre foi jogar no Masters. Este é o meu 13.º ano como golfista profissional e ainda não tinha tido essa oportunidade. Nunca sabemos realmente se vai acontecer.

A sua primeira participação em Augusta dará um destino concreto a essa longa busca. Hong Kong acrescentou também o seu nome ao troféu do Open nacional, uma conquista que, segundo afirmou, tem um prestígio acrescido.

Cheung estabelece uma nova referência para Hong Kong

Cheung, de 31 anos, tinha partilhado a liderança após a segunda volta. Uma volta de 72 pancadas no sábado, com três bogeys, fê-lo recuar para 12 abaixo do par e deixou-o a perseguir os quatro líderes no domingo.

Respondeu com uma volta de 67 pancadas, três abaixo do par. Ficou assim com um total de 265 e garantiu o segundo lugar partilhado quando Samooja fez bogey no último buraco. O finlandês tinha uma pancada de vantagem sobre Cheung antes do 18.º buraco.

Cheung, medalha de bronze na prova por equipas masculinas dos Jogos Asiáticos de 2022, disse que procurou recuperar a liberdade com que tinha jogado no início da semana:

«Disse a mim próprio que tinha de continuar a jogar sem constrangimentos. Foi assim que joguei o meu melhor golfe nas duas primeiras voltas, e sei que sou capaz de o fazer»,

O seu resultado elevou o recorde local do quarto lugar partilhado por Boulet para o segundo lugar partilhado. Seguiu-se também ao sexto lugar partilhado de Kho, apenas dois anos antes, dando a Hong Kong dois dos seus melhores resultados no torneio em três edições.

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Os quatro dias que determinaram o resultado

O rumo do torneio mudou duas vezes: primeiro, quando Cheung deixou de partilhar a liderança no sábado; depois, quando Catlin se afastou dos outros líderes no domingo. As etapas decisivas foram:

  • 22 de outubro: A primeira volta deu início ao torneio em Fanling, com um prémio total de dois milhões de dólares.
  • 23 de outubro: Cheung terminou a segunda volta a partilhar a liderança. O amador de Hong Kong Markus Lam fez 67 pancadas, e um número recorde de cinco jogadores locais passou o cut.
  • 24 de outubro: As 72 pancadas de Cheung deixaram-no a duas dos quatro líderes, Catlin, Lahiri, Pieters e Surratt, que partilhavam a liderança com 14 abaixo do par.
  • 25 de outubro: Catlin fez 64 pancadas e chegou às 20 abaixo do par. As 67 pancadas de Cheung e o bogey de Samooja no último buraco deixaram-nos empatados no segundo lugar, com 15 abaixo do par.

O cut é o momento, geralmente após duas voltas, em que os jogadores abaixo de determinado nível de pontuação deixam a competição. Passar o cut permitiu a cinco golfistas de Hong Kong competir nas quatro voltas, em vez de terminarem o torneio na sexta-feira.

Cinco jogadores locais chegam às voltas do fim de semana

Issac Lam, vencedor do recente Fanling Classic, foi um dos jogadores de Hong Kong que passou o cut e terminou empatado no 36.º lugar. A volta de 67 pancadas de Markus Lam na sexta-feira também ajudou um amador a continuar em prova ao lado dos profissionais.

Bryant Lu, presidente do Hong Kong Golf Club, associou estes desempenhos a mais de uma década de cooperação entre o clube e a Associação de Golfe de Hong Kong no desenvolvimento de jovens jogadores. Disse que o clube tinha proporcionado à equipa de juniores da associação acesso gratuito a Fanling para treinos e competições.

Lu considerou que o resultado de Cheung e o número recorde de jogadores locais a chegar às voltas do fim de semana eram frutos desse investimento continuado. A sua explicação dá uma base prática à conquista local: os jovens golfistas têm tido acesso regular ao campo, tanto para treinar como para competir.

Cheung obteve a melhor classificação, enquanto os cinco jogadores que passaram o cut mostraram uma presença local mais ampla no torneio. Lu manifestou confiança de que os golfistas e as golfistas de Hong Kong continuarão a evoluir e a obter melhores resultados em futuras edições.

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Doze jogadores tailandeses passam o cut

O tailandês Jazz Janewattananond e o neozelandês Nick Voke partilharam o quarto lugar, com 13 abaixo do par e 267 pancadas, a duas dos segundos classificados, conforme confirmado pelo resultado final oficial do Asian Tour. Jazz recebeu 91 000 dólares.

Jazz terminou com uma volta de 66 pancadas, após seis birdies e bogeys nos buracos 8 e 18. O seu resultado destacou-se numa comitiva tailandesa de 12 jogadores que passaram o cut, vários dos quais terminaram perto do topo da tabela classificativa.

Suteepat Prateeptienchai fez 66 pancadas e Gunn Charoenkul 68, terminando empatados no nono lugar, com 11 abaixo do par, ao lado do inglês Lee Westwood e do americano Peter Uihlein. Atiruj Winaicharoenchai fechou com 67 pancadas e partilhou o 17.º lugar, com nove abaixo do par, num grupo que também incluiu o sul-africano Louis Oosthuizen.

Pavit Tangkamolprasert teve um domingo mais difícil: fez 73 pancadas e terminou empatado no 73.º lugar, uma acima do par. Ainda assim, manteve a liderança da classificação do Asian Tour à entrada para a última prova, nas Filipinas, duas semanas depois, prolongando a disputa pelo título da época para lá de Hong Kong.

Resultados contrastantes para os golfistas da Malásia

O malaio Ervin Chang terminou empatado no 17.º lugar, com nove abaixo do par, após voltas de 66, 70, 68 e 67 pancadas. A sua volta final ganhou impulso logo no início com um eagle no terceiro buraco, um par 5, concluído em três pancadas em vez das cinco previstas.

Chang, medalha de ouro nos Jogos do Sudeste Asiático de 2022, explicou como conseguiu esse eagle:

«O eagle no terceiro buraco deu-me um grande impulso e ajudou-me a ganhar ritmo. Fiz uma excelente pancada de saída e fiquei apenas com um ferro 8 até ao green. Fiz uma boa pancada de aproximação e a bola entrou a cerca de 15 jardas»,

O jogador de 28 anos tinha consultado um fisioterapeuta após uma lesão no SJM Macao Open anterior. Disse que se sentia cansado antes da última volta e que ficou satisfeito por completar mais uma semana de competição com um lugar entre os 20 primeiros.

O compatriota Gavin Green terminou no 77.º lugar, três acima do par, após uma volta final de 75 pancadas que incluiu três duplos bogeys, cada um dos quais lhe custou duas pancadas face ao par. Green também referiu dores no cotovelo. Os seus resultados recentes incluíam um terceiro lugar partilhado no Mercuries Taiwan Masters e um cut falhado em Macau, ilustrando a irregularidade com que chegou a Hong Kong.

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O que Fanling proporcionou e o que se segue

O Comité de Grandes Eventos Desportivos de Hong Kong classificou o torneio como um evento M Mark, reconhecendo o seu lugar entre as principais competições desportivas do território. A prova reuniu um grupo internacional de jogadores e uma participação local recorde nas voltas do fim de semana.

Catlin partiu com o troféu, o maior cheque e lugares em dois torneios do Grand Slam. Cheung saiu com uma nova referência para os golfistas de Hong Kong. Para o público da casa, o resultado juntou um marco individual à prova de que mais jogadores locais conseguem manter-se na disputa tempo suficiente para jogar os quatro dias.

A etapa seguinte prevista na época do Asian Tour era nas Filipinas, duas semanas depois, onde Pavit defenderia a liderança da classificação. O calendário mais distante de Catlin inclui agora Augusta, em 2027, e St Andrews, em julho do ano seguinte.

A tabela final de Fanling registou uma margem de vitória confortável, mas a semana trouxe várias conquistas distintas: Catlin pôs fim à espera por outro título do Asian Tour, Cheung superou o recorde local de classificação e, pela primeira vez, cinco jogadores de Hong Kong chegaram juntos às voltas do fim de semana.

Pontos principais

  • John Catlin venceu com uma volta final de 64 pancadas e um total de 20 abaixo do par, 260 pancadas, com cinco de vantagem.
  • A vitória valeu-lhe 360 000 dólares, o sétimo título no Asian Tour, o primeiro convite para o Masters e a entrada no Open de 2027, em St Andrews.
  • Matthew Cheung e Kalle Samooja empataram no segundo lugar, com 15 abaixo do par e 265 pancadas.
  • Jazz Janewattananond e Nick Voke empataram no quarto lugar, com 13 abaixo do par e 267 pancadas.
  • Cheung alcançou a melhor classificação de sempre de um jogador de Hong Kong no torneio.
  • Um número recorde de cinco golfistas de Hong Kong passou o cut, incluindo Issac Lam e o amador Markus Lam.
  • Doze golfistas tailandeses chegaram às voltas do fim de semana, enquanto Ervin Chang foi o melhor malaio, empatado no 17.º lugar.
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