An Se-young chega aos quartos de final do Open de França com a 47.ª vitória consecutiva

11 min de leitura
An Se-young reaches French Open quarterfinals with 47th straight win

Número 1 mundial volta a vencer Sharma em 37 minutos

An Se-young prolongou a sua série de vitórias para 47 jogos e ficou a três triunfos de conquistar o terceiro título consecutivo no Open de França, ao derrotar a indiana Tanvi Sharma por 21-11, 21-14 nos oitavos de final de singulares femininos, a 22 de outubro de 2026.

Índice
  1. Número 1 mundial volta a vencer Sharma em 37 minutos
  2. Arranque rápido de Sharma recebe resposta imediata
  3. Segundo jogo equilibrado decide-se no 15-14
  4. Dois encontros em cinco dias evidenciam a diferença
  5. Vitória sobre Schulz manteve curto o início do torneio
  6. Han espera-a nos quartos de final
  7. Possível reencontro com Yamaguchi após duelo na Dinamarca
  8. Título em França elevaria total da temporada para 10
  9. Índia também perde Shetty enquanto se aguardam outros encontros
  10. Pontos-chave

A número 1 mundial sul-coreana precisou de 37 minutos na Arena Grand Paris, perto de Paris, para garantir um lugar nos quartos de final. Os resultados oficiais da BWF confirmam a vitória da cabeça de série número 1 sobre Sharma por 21-11, 21-14, em 37 minutos, a 22 de outubro. O seu registo na temporada é agora de 63 vitórias e uma derrota, uma percentagem de vitórias de aproximadamente 98,4% em 64 jogos.

Sharma, número 24 do ranking, já tinha defrontado An cinco dias antes, nos quartos de final do Open da Dinamarca. A jogadora indiana começou melhor em ambos os jogos em França, mas An recuperou em cada um deles, recorrendo a uma defesa paciente e a ataques para os cantos do campo para assumir o controlo.

A vitória surgiu no meio de notícias de que An sentia dores no tendão de Aquiles após a final do Open da Dinamarca. Ainda assim, somou em França a segunda vitória consecutiva sem perder um jogo, mantendo na rota certa a perseguição ao 10.º título da temporada.

As declarações da própria An deram mais pormenores sobre a lesão: escorregou durante a final do Open da Dinamarca e queixou-se de dores no tendão de Aquiles direito. Disse que ainda sentia desconforto e uma sensação de repuxamento, embora não tivesse dores fortes, e que estava a fazer tudo o que podia para recuperar.

An disse que o campo do Open da Dinamarca estava escorregadio e que outros jogadores também tinham referido o mesmo. Lamentou que o árbitro tenha recusado o seu pedido para limpar o campo, afirmando que, embora respeitasse a decisão, as situações diretamente relacionadas com lesões justificavam uma abordagem mais flexível. O seu objetivo atual, disse, era terminar sem se lesionar.

An vai defrontar a chinesa Han Yue, que derrotou a dinamarquesa Mia Blichfeldt. Uma nova vitória poderá proporcionar-lhe uma meia-final contra a japonesa Akane Yamaguchi, que derrotou na final da Dinamarca.

Arranque rápido de Sharma recebe resposta imediata

Sharma colocou de imediato a cabeça de série número 1 sob pressão. Quatro pontos consecutivos permitiram-lhe abrir uma vantagem de 5-1 no primeiro jogo, dando à jogadora nascida em 2008 uma oportunidade precoce para perturbar a favorita do torneio.

An respondeu com cinco pontos seguidos e passou para a frente, por 6-5. Ao intervalo, que acontece quando a jogadora em vantagem chega aos 11 pontos, tinha uma vantagem de 11-8. O arranque de Sharma obrigou An a reagir, mas esta já tinha invertido o resultado antes da pausa.

An alargou depois a vantagem, combinando a recuperação de bolas difíceis, a provocação de erros e ataques dirigidos a diferentes cantos. Sharma somou apenas mais três pontos após o intervalo, enquanto An fechou o jogo por 21-11.

Publicidade

O primeiro jogo mostrou por que razão era difícil manter a vantagem inicial de Sharma. Para se adiantar, bastou-lhe uma breve série de ataques bem-sucedidos; para continuar na frente, teria de encontrar repetidamente uma forma de ultrapassar a defesa de An e, ao mesmo tempo, cobrir o campo perante as respostas desta.

Segundo jogo equilibrado decide-se no 15-14

Sharma voltou a começar bem no segundo jogo, conquistando os três primeiros pontos e chegando mais tarde a uma vantagem de 9-5. Os seus amortis, que fazem o volante passar por pouco acima da rede, e os ataques cruzados e incisivos obrigaram An a esforçar-se para recuperar terreno.

An respondeu com outra série de cinco pontos consecutivos. Prolongou as trocas de bola e continuou a devolver os ataques de Sharma, chegando por fim ao intervalo com uma vantagem de 11-10. A margem era muito mais curta do que no primeiro jogo, e Sharma manteve-se perto após o reatamento.

Com 15-14, An tinha apenas um ponto de vantagem. Ganhou então cinco pontos seguidos, chegou aos 20-14 e conquistou o ponto de encontro. O último remate de Sharma saiu para fora do campo, dando a An o ponto final e a vitória por 21-14.

Os encontros de singulares de badminton disputam-se à melhor de três jogos, pelo que vencer os dois primeiros pôs fim à partida. O desfecho categórico de An também lhe permitiu evitar um terceiro jogo, numa altura em que a sua condição física suscitava atenção.

Dois encontros em cinco dias evidenciam a diferença

An tinha derrotado Sharma por 21-15, 21-13 nos quartos de final do Open da Dinamarca, cinco dias antes do encontro em França. Nos dois confrontos, venceu os quatro jogos, embora Sharma tenha voltado a conseguir causar dificuldades no início em Paris.

Os resultados combinados permitem uma comparação útil. Sharma somou 28 pontos na Dinamarca e 25 em França, enquanto An marcou 42 em cada encontro. O resultado em França foi ligeiramente mais expressivo em pontos, apesar de Sharma ter conseguido adiantar-se em ambos os jogos.

Os períodos de ataque de Sharma abriram-lhe oportunidades, sobretudo quando os seus amortis e as colocações na diagonal fizeram An percorrer o campo. Foram os períodos mais longos de controlo de An que decidiram o resultado: recuperou de desvantagens de quatro pontos em ambos os jogos e conseguiu a sequência de pontos mais forte no final.

Publicidade

Para Sharma, os dois torneios proporcionaram-lhe a oportunidade de defrontar repetidamente a melhor jogadora do mundo em menos de uma semana. A sua participação no Open de França terminou nos oitavos de final, enquanto An avançou com mais uma oportunidade para acrescentar um título a uma temporada que já conta com nove.

Vitória sobre Schulz manteve curto o início do torneio

An começou a sua campanha no Open de França ao derrotar a dinamarquesa Amalie Schulz, número 45 do ranking, por 21-6, 21-4 nos 16 avos de final. O encontro durou 25 minutos e Schulz somou apenas 10 pontos nos dois jogos.

Frente a Sharma, An passou mais 12 minutos em campo e cedeu 25 pontos. Assim, os seus dois primeiros encontros totalizaram 62 minutos de jogo, com quatro jogos ganhos e nenhum perdido. Estas partidas relativamente curtas fazem parte do contexto imediato da sua participação, após o torneio da Dinamarca.

O tendão de Aquiles liga os músculos da barriga da perna ao calcanhar e ajuda a impulsionar, saltar e mudar de direção. Estes movimentos são fundamentais no badminton, em que os jogadores se deslocam repetidamente entre a rede, as laterais e o fundo do campo. Não foi divulgada qualquer avaliação médica, previsão de recuperação ou alteração ao calendário competitivo de An.

O percurso de An até agora nos dois torneios europeus foi o seguinte:

  • Cinco dias antes dos oitavos de final do Open de França: An derrotou Sharma por 21-15, 21-13 nos quartos de final do Open da Dinamarca.
  • Final do Open da Dinamarca: An venceu Yamaguchi por 21-23, 21-14, 21-18 e revalidou o título.
  • 16 avos de final do Open de França: An derrotou Schulz por 21-6, 21-4 em 25 minutos.
  • 22 de outubro: An venceu Sharma por 21-11, 21-14 em 37 minutos e chegou aos quartos de final do Open de França.

Han espera-a nos quartos de final

Han Yue, número 9 do ranking e sétima cabeça de série, garantiu o lugar frente a An ao derrotar Mia Blichfeldt, número 14. Os registos da BWF confirmam a vitória de Han por 11-21, 21-13, 21-8, em 52 minutos, a 22 de outubro. Han começou o torneio ao derrotar a dinamarquesa Line Christophersen.

Blichfeldt tinha avançado ao vencer a campeã europeia em título Kirsty Gilmour por 21-9, 24-22. A dinamarquesa ganhou confortavelmente o primeiro jogo, mas precisou de pontos extra no segundo. Com o resultado em 20-20, as regras do badminton exigem normalmente uma vantagem de dois pontos para fechar um jogo, até ao máximo de 30 pontos.

An já derrotou Han e Blichfeldt esta temporada. Em Nova Deli, venceu Blichfeldt nos oitavos de final e Han nos quartos de final. A próxima ronda trará mais um encontro com uma adversária que já venceu este ano.

Publicidade

Os quartos de final são a prioridade imediata de An, e uma meia-final contra Yamaguchi continua dependente de ambas avançarem. Yamaguchi, número 2 do ranking e terceira cabeça de série em França, tinha encontro marcado com a indiana Ashmita Chaliha nos oitavos de final.

Possível reencontro com Yamaguchi após duelo na Dinamarca

An precisou de três jogos para derrotar Yamaguchi na final do Open da Dinamarca, recuperando depois de perder o primeiro por 21-23. Ganhou os dois seguintes por 21-14 e 21-18 e conquistou o segundo título consecutivo naquele torneio.

O resultado prolongou para 10 encontros a série de vitórias de An frente a Yamaguchi. Ainda assim, a final mais recente foi exigente: Yamaguchi venceu um primeiro jogo equilibrado e manteve-se a três pontos da adversária no jogo decisivo.

A vitória na Dinamarca elevou para 47 o total de títulos da carreira de An, segundo os números divulgados, e foi acompanhada pela afirmação de que ultrapassou a indonésia Susi Susanti no número de títulos de singulares femininos. As 47 vitórias consecutivas são uma contagem distinta, que mede a sua atual série invicta e não o número de torneios ganhos.

Uma meia-final em França entre An e Yamaguchi renovaria, por isso, uma rivalidade poucos dias depois da final na Dinamarca. An tem primeiro de vencer os quartos de final, enquanto Yamaguchi terá de completar o seu próprio percurso no quadro.

Título em França elevaria total da temporada para 10

An chegou a França com nove títulos conquistados esta temporada. Vencer o Open de França dar-lhe-ia o 10.º, completaria duas vitórias consecutivas em torneios na Dinamarca e em França e garantiria o seu terceiro título consecutivo no Open de França.

A sua referência são os 11 títulos conquistados em 2025, apontados como recorde de singulares femininos numa temporada. Uma vitória em França deixá-la-ia a um título de igualar esse total. Mais dois títulos depois de França permitiriam ultrapassá-lo.

O japonês Kento Momota também venceu 11 títulos de singulares em 2019, oferecendo outra comparação para a dimensão da temporada de An. Com nove títulos já conquistados, persegue um total alcançado por muito poucos jogadores, tendo ainda de superar as três últimas rondas em França.

O registo de 63-1 é outra medida da sua consistência. Perdeu apenas uma vez em 64 encontros esta temporada, e a atual série de 47 vitórias corresponde a quase três quartos desses jogos. A série e a luta pelos títulos prosseguem agora nos quartos de final.

Publicidade

Índia também perde Shetty enquanto se aguardam outros encontros

A eliminação de Sharma foi seguida da desistência por lesão do indiano Ayush Shetty nos oitavos de final de singulares masculinos do torneio, que tem um prémio total de 950 mil dólares.

Shetty desistiu frente ao sexto cabeça de série japonês Kodai Naraoka, quando perdia por 17-21, 6-11. A lesão não foi especificada. Tinha chegado a esta ronda ao derrotar o compatriota Kidambi Srikanth no encontro de estreia.

A Índia ainda tinha encontros de singulares femininos agendados para mais tarde nesse dia. A dupla medalhada olímpica PV Sindhu deveria defrontar a japonesa Riko Gunji, enquanto Chaliha tinha encontro marcado com Yamaguchi.

O encontro de Chaliha também era relevante para o possível percurso de An até às meias-finais. Um duelo entre An e Yamaguchi continuava a ser uma possibilidade, não um encontro confirmado, com outras jogadoras ainda a lutar por esses lugares.

Pontos-chave

  • An Se-young derrotou Tanvi Sharma por 21-11, 21-14 em 37 minutos e chegou aos quartos de final do Open de França.
  • A número 1 mundial prolongou a sua série de vitórias para 47 encontros e melhorou o registo da temporada para 63-1.
  • An recuperou de desvantagens iniciais em ambos os jogos e depois venceu os últimos seis pontos, após o resultado chegar a 15-14 no segundo.
  • Han Yue será a sua adversária nos quartos de final, depois de derrotar Mia Blichfeldt por 11-21, 21-13, 21-8 em 52 minutos; mais adiante, poderá haver um reencontro com Akane Yamaguchi.
  • Um título no Open de França seria o terceiro consecutivo de An no torneio e o seu 10.º nesta temporada.
  • O indiano Ayush Shetty desistiu por lesão frente a Kodai Naraoka, enquanto PV Sindhu e Ashmita Chaliha tinham encontros agendados para mais tarde nesse dia.
Partilhar este artigo

Também pode gostar