Queixa à polícia centra-se em fotografias e vídeos privados
Ruben Onsu apresentou uma queixa à polícia junto da Polda Metro Jaya nas primeiras horas de 11 de outubro de 2026, alegando o acesso não autorizado à conta de e-mail do cantor Betrand Peto e a retirada e divulgação de fotografias e vídeos privados. O seu advogado, Minola Sebayang, identificou a queixa como STTLP/B/7627/X2026 e disse que Ruben agiu ao abrigo de uma autorização formal de Betrand, que o acompanhou à esquadra.
Índice
- Queixa à polícia centra-se em fotografias e vídeos privados
- O que Ruben e Betrand denunciaram
- Como Betrand diz ter descoberto a ligação à conta
- Betrand diz que as imagens eram antigas e foram editadas
- Advogado de Sarwendah contesta alegação de pirataria
- Sete contas acusadas de divulgar material
- Dois outros temas jurídicos devem ser distinguidos
- Como os acontecimentos se desenrolaram
- O que continua por esclarecer
- Pontos principais
A disputa diz respeito a imagens que circularam nas redes sociais e que mostram um encontro com amigos e, segundo relatos, bebidas alcoólicas. Betrand, também conhecido como Onyo, diz que o material era privado, nunca foi publicado nem partilhado por si e foi editado em conjunto de forma a deturpar o encontro.
Minola diz que as verificações da conta e as tentativas de recuperar o acesso revelaram uma ligação a um endereço de e-mail e a dois números de telefone que Betrand acreditava pertencerem a Sarwendah, ex-mulher de Ruben. Pablo Benua, advogado de Sarwendah, nega que ela tenha pirateado a conta. Diz que o e-mail dela estava associado à conta de Betrand desde que este vivia com ela.
Esta divergência é central no caso: as partes discordam sobre se a ligação da conta indica uma atividade não autorizada ou um acordo preexistente. A alegação não foi confirmada por uma conclusão policial nem por uma decisão judicial. Identificar um endereço associado a uma conta também não é o mesmo que determinar quem lhe acedeu, o que retirou e se partilhou o material com terceiros.
O que Ruben e Betrand denunciaram
Em declarações em Kuningan, no sul de Jacarta, a 12 de outubro, Minola descreveu dois atos alegados na queixa relativa ao e-mail. O primeiro foi aceder à conta privada de Betrand e retirar fotografias, vídeos ou outros dados sem autorização. O segundo foi entregar esse material a terceiros para publicação.
Na versão de Minola, a autorização está no centro de ambas as alegações. Defende que conhecer o proprietário de material privado não dá a alguém o direito de o retirar ou divulgar. A queixa vai, por isso, além da alegação de que alguém acedeu a uma conta de e-mail: diz também respeito à forma como conteúdos privados terão chegado a contas públicas nas redes sociais.
O número da queixa surge de várias formas nos relatos. A versão mais completa é STTLP/B/7627/X2026, enquanto outros relatos usam STTLP/B/7627, STTLPB/7627 ou STTLP B7627. Estas referências são apresentadas como respeitando à mesma queixa sobre o acesso ao e-mail, e não como prova de casos distintos relacionados com e-mail.
Uma participação à polícia regista uma alegação apresentada para investigação. Por si só, não prova os atos denunciados nem estabelece a responsabilidade de uma pessoa nela identificada. Nos relatos públicos desta queixa, não foi identificada nenhuma disposição legal específica nem qualquer decisão de acusação.
Como Betrand diz ter descoberto a ligação à conta
Segundo Minola, Betrand começou a suspeitar depois de material privado que guardava na sua conta ter aparecido na Internet. Em seguida, tentou determinar quem tinha acedido mais recentemente aos seus dados. Minola diz que as verificações, incluindo os procedimentos de recuperação da conta, fizeram surgir um endereço de e-mail associado e dois números de telefone.
O advogado diz que Betrand reconheceu esses dados de contacto como pertencendo a Sarwendah. Essa identificação decorre da interpretação de Betrand das informações da conta, transmitida pelo seu advogado. Não é uma identificação independente da pessoa que acedeu à conta.
As descrições dos dados de contacto não coincidem em todos os relatos. Alguns indicam um endereço de e-mail completo, enquanto outro apresenta um endereço ocultado que não pode ser associado com segurança ao primeiro. Os dois números de telefone também surgem com diferentes padrões de ocultação. Estas diferenças impedem uma comparação fiável dos identificadores originais.
Os relatos públicos das verificações não especificam se os dados de contacto surgiram como informações de recuperação, como associação à conta ou como registo de um início de sessão recente. Trata-se de tipos de informação diferentes. Um endereço de recuperação pode ajudar a restabelecer o acesso a uma conta, mas a sua presença, por si só, não demonstra que o respetivo titular tenha descarregado ou divulgado um ficheiro específico.
Betrand diz que as imagens eram antigas e foram editadas
Betrand pronunciou-se sobre o material em circulação após ser interrogado na Polda Metro Jaya, na noite de 8 de outubro de 2026, três dias antes de Ruben apresentar a queixa relativa ao e-mail. Afirmou que alguém tinha acedido à sua conta de e-mail e disse que as imagens eram antigas e tinham sido editadas em conjunto.
Ao descrever o encontro, Betrand disse que envolveu amigos do leste da Indonésia, um jogo de futebol e uma refeição de papeda, um prato à base de sagu. Disse que as imagens que circulavam na Internet não mostravam o encontro na íntegra e não tinham relação com o processo judicial que enfrentava na altura.
Betrand, o cantor cujo material privado está no centro da queixa, disse que o tinha guardado para si, em vez de o publicar:
Jadi aku bisa bilang kenapa itu dibobol, karena itu enggak pernah kuposting ke mana-mana untuk simpan buat pribadiku saja. Share ke grup juga atau ke teman-teman juga aku enggak ada nge-share itu.
Em inglês, explicou que suspeitava de uma invasão porque nunca tinha publicado o material em lado nenhum nem o tinha partilhado num grupo ou com amigos. Isso explica a sua suspeita, mas não estabelece de forma independente como o material saiu da conta.
Os relatos descrevem bebidas alcoólicas nas imagens. Essa descrição não prova que alguém estivesse embriagado nem resolve a alegação de Betrand de que o material foi editado. Não foi descrita qualquer análise independente dos ficheiros originais ou da versão em circulação.
Advogado de Sarwendah contesta alegação de pirataria
Pablo Benua, que representa Sarwendah, apresentou uma explicação diferente para a associação do e-mail. Em declarações em Tebet, no sul de Jacarta, disse que a ligação remontava ao período em que Betrand vivia com a sua cliente.
Pablo atribuiu essa explicação a Sarwendah e declarou:
Terkait dengan email yang tertaut, berdasarkan informasi dari klien kami, email itu tertaut sejak saudara BP ada atau tinggal bersama klien kami, Sarwendah.
Segundo Sarwendah, o e-mail estava associado à conta desde que Betrand vivia com ela. Pablo disse também que o telefone usado por Betrand lhe tinha sido oferecido por Sarwendah. Rejeitou a caracterização da ligação à conta como pirataria e questionou as provas e a motivação por detrás da acusação.
Esta resposta contesta a inferência que a equipa jurídica de Ruben retira dos dados de contacto associados à conta. Não esclarece se houve algum acesso posterior, se esse acesso foi autorizado ou quem divulgou os ficheiros. Estas questões exigem provas para além da existência de uma ligação à conta.
Pablo disse ainda que o vídeo em circulação não mostrava o rosto de Betrand e questionou a sua relevância para uma alegada tentativa de prejudicar a sua reputação. Isto diverge das descrições que identificam o material como imagens de Betrand com amigos. Sem um original autenticado e uma identificação precisa dos excertos a que cada parte se refere, a divergência continua por resolver.
Sete contas acusadas de divulgar material
Minola diz que cerca de sete contas nas redes sociais publicaram ou fizeram circular o material privado. A sua alegação distingue a suspeita de obtenção dos ficheiros da sua posterior divulgação na Internet, deixando em aberto a possibilidade de terem estado envolvidas pessoas diferentes em fases distintas.
Os nomes das contas variam ligeiramente entre os relatos. Uma lista inclui OKT Fives, Endra, Dreamora13, Ahmad Dojali, Gen5, Nyata Media e XVG.id. Outra indica OKT Vibes, Endra, Dream Mora 13, Ahmad Dojali, Gen 5, Nyata Media e xvg.id. A diferença entre OKT Fives e OKT Vibes é especialmente relevante, pois não se pode presumir que os dois nomes identifiquem a mesma conta.
Estas contas são identificadas em alegações da equipa jurídica de Ruben, não numa conclusão policial publicada. Ser acusado de publicar material também é diferente de ser acusado de aceder à conta de e-mail. Para estabelecer o percurso entre o armazenamento privado e as publicações públicas, seria necessário relacionar esses acontecimentos distintos.
Dois outros temas jurídicos devem ser distinguidos
Segundo Minola, Ruben apresentou duas participações à polícia a 11 de outubro, em momentos diferentes. A segunda dizia respeito a alegadas difamação e injúria relacionadas com a gravação de uma conversa por vídeo entre Ruben e um homem, que circulou nas redes sociais, incluindo através da conta de Sarwendah.
Essa segunda participação é distinta da queixa relativa ao e-mail de Betrand. A referência a duas participações à polícia não deve ser confundida com a descrição de Minola de dois atos alegados no caso do e-mail: acesso não autorizado e divulgação posterior.
As imagens de Betrand também circularam no contexto de uma alegação distinta de violência sexual, denunciada por uma mulher identificada como ANW, de 26 anos. Betrand falou sobre as imagens após ser interrogado pela polícia a 8 de outubro e disse que não tinham qualquer ligação a esse caso.
A existência dessa alegação distinta não prova a veracidade da queixa relativa ao e-mail, e a circulação de imagens privadas não prova a alegação de violência sexual. Os relatos destes acontecimentos não indicam qualquer desfecho para a participação de ANW.
Como os acontecimentos se desenrolaram
As datas indicadas nos relatos situam a explicação pública de Betrand antes da queixa relativa ao e-mail e as declarações detalhadas de Minola depois dela:
- 8 de outubro de 2026: Betrand falou após ser interrogado na Polda Metro Jaya, afirmou que alguém tinha acedido ao seu e-mail e contestou a forma como as imagens em circulação eram apresentadas.
- Primeiras horas de 11 de outubro de 2026: Ruben, acompanhado por Betrand e por advogados, apresentou na Polda Metro Jaya a queixa relativa ao acesso ao e-mail, ao abrigo da autorização de Betrand.
- 11 de outubro de 2026: Ruben apresentou uma queixa separada relativa à circulação de uma gravação da sua conversa por vídeo.
- 12 de outubro de 2026: Minola descreveu as queixas, as informações sobre as contas associadas e a alegada divulgação de material privado, no sul de Jacarta.
Pablo fez a sua declaração em Tebet, no sul de Jacarta, mas não é indicada a data exata. Também não foram apuradas a data do encontro original nem a da primeira publicação das imagens contestadas.
O que continua por esclarecer
Betrand é descrito como estando disponível para ser uma testemunha-chave no caso do e-mail. O seu testemunho poderá esclarecer como guardava o material, quem tinha autorização para lhe aceder e o que viu ao verificar ou recuperar a conta. O facto de ter estado presente quando a queixa foi apresentada não demonstra que os investigadores já tenham aceite a sua versão.
Minola diz que Ruben e Betrand deixam o processo legal nas mãos da polícia e querem que os investigadores convoquem e interroguem as pessoas suspeitas de aceder ou divulgar o material. O pedido é um apelo à investigação, não a confirmação de que esses interrogatórios já tenham ocorrido.
As principais questões por esclarecer são se houve acesso não autorizado, quem foi responsável, se os ficheiros privados vieram da conta de e-mail e como chegaram às contas acusadas de os publicar. A explicação de Sarwendah sobre uma ligação preexistente ao e-mail e o relato de Betrand sobre a divulgação inesperada devem ser avaliados separadamente de quaisquer suposições sobre as motivações de ambas as partes.
Os relatos da queixa não referem qualquer calendário de interrogatórios policiais, data de audiência, decisão de acusação ou prazo para novas diligências. Até que as provas permitam estabelecer a sequência dos acontecimentos, tanto a alegação de pirataria como a negação devem ser entendidas como as posições das partes.
Pontos principais
- Ruben Onsu apresentou uma queixa relativa ao acesso ao e-mail a 11 de outubro de 2026, ao abrigo de uma autorização de Betrand Peto.
- A queixa alega acesso não autorizado, retirada de ficheiros privados e divulgação dos mesmos nas redes sociais.
- Betrand diz que o material em circulação era antigo, foi editado e nunca foi partilhado por si.
- O advogado de Sarwendah nega a pirataria e diz que o e-mail dela já estava associado à conta de Betrand desde que este vivia com ela.
- Os relatos divergem na grafia dos nomes das contas, nos dados de contacto ocultados e na descrição das imagens.
- A queixa relativa ao e-mail é distinta da queixa de Ruben sobre uma gravação e da alegação de violência sexual que envolve ANW.
- Não foi anunciada qualquer conclusão policial que estabeleça responsabilidades nem uma data para novas diligências.






