Detenções e escrutínio do Senado após alegada fraude de 9,3 milhões de rupias na admissão em Harvard ligada à morte de uma estudante

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Arrests and Senate Scrutiny Follow Alleged Rs9.3 Million Harvard Admission Fraud Linked to Student's Death

Cinco dias de detenção policial enquanto a investigação por fraude se alarga

Um tribunal de Islamabad decretou cinco dias de detenção policial para o principal suspeito de uma alegada fraude de 9,3 milhões de rupias paquistanesas relacionada com estudos e vistos, ligada à morte de Laiba Ijaz, medalhada de ouro em Física cuja família vendeu terrenos e empenhou jóias para financiar os seus planos de estudar nos Estados Unidos.

Índice
  1. Cinco dias de detenção policial enquanto a investigação por fraude se alarga
  2. Uma carreira científica sustentada pelas poupanças da família
  3. Como as alegações de estatuto oficial conquistaram confiança
  4. Os diferentes relatos sobre o dinheiro
  5. Documentos que alegadamente não passaram na verificação
  6. Atrasos sucessivos e um pedido a 12 de outubro
  7. Detenções, provas digitais e processos separados
  8. O que exigem os ministros e o Senado
  9. Um problema mais amplo de fraude, sem ligação comprovada
  10. Pontos principais

A magistrada judicial Zunaira Zafar aprovou a detenção após a polícia ter pedido 10 dias, segundo o relato da audiência de 12 de outubro de 2026. A Agência Federal de Investigação (FIA) abriu um processo separado por alegadas cartas de atribuição de bolsas, ofertas de admissão universitária e recibos de pagamento falsificados. Um comité do Senado também convocou uma reunião para 15 de outubro, a fim de exigir explicações à polícia, aos investigadores federais e às autoridades educativas.

Ijaz, natural de Sargodha, na província do Punjab, foi encontrada morta perto do mercado semanal do sector G-10 de Islamabad. A maioria dos relatos situa a sua morte a 9 de outubro. A polícia está a investigar uma suspeita de suicídio, mas os relatos sobre a investigação inicial indicavam que ainda se aguardavam os resultados oficiais da autópsia. As circunstâncias da sua morte e a alegada fraude continuam a ser matérias para os investigadores e os tribunais.

O principal suspeito é identificado como Muhammad Nauman, embora nos relatos das diligências surjam também as grafias Noman e Nouman. O director-geral da FIA, Usman Anwar, confirmou a sua detenção a 11 de outubro. Relatos posteriores referem também a detenção de duas mulheres, embora divirjam quanto às suas identidades e à possibilidade de um dos nomes ser um pseudónimo.

O caso envolve mais do que uma promessa de admissão numa universidade. Os investigadores estão a analisar alegações de usurpação de identidade, pedidos reiterados de dinheiro, registos financeiros falsos e comunicações digitais que levaram a família a confiar em acordos que mais tarde não conseguiu confirmar.

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Uma carreira científica sustentada pelas poupanças da família

Ijaz estudou Física na Universidade Islâmica Internacional de Islamabad e recebeu uma medalha de ouro. A família afirmou que ela queria prosseguir os estudos nos Estados Unidos e tornar-se cientista. Os familiares disseram também que recebera uma oportunidade de bolsa de estudo na Arábia Saudita, mas optou por continuar a seguir os seus planos de estudar nos Estados Unidos.

Os relatos divergem quanto à idade e ao grau académico que concluiu. Vários referem que tinha 20 anos e era recém-licenciada em Ciências, enquanto outros indicam que tinha 24 anos. O relato do pai menciona um mestrado em Física. Estes pormenores não foram esclarecidos publicamente, embora os relatos identifiquem consistentemente a universidade que frequentou e a distinção académica que recebeu.

O pai, Mohammad Aijaz, sustentava a família vendendo leite e iogurte em Islamabad. Os familiares disseram que fazia esse trabalho desde 1994 e que, apesar da sua própria escolaridade limitada, dera prioridade à educação das filhas. Ijaz foi descrita como a mais nova de sete irmãos. A irmã mais velha estudara na China com uma bolsa e trabalhara posteriormente como tradutora em Lahore.

Para pagar os planos de estudos no estrangeiro, o pai vendeu um terreno destinado à construção de uma casa para a família. A mãe empenhou jóias para angariar mais dinheiro. Um relato da família identifica um pagamento de 2,1 milhões de rupias em numerário, feito após a venda do terreno. As perdas da família envolveram, assim, bens acumulados para habitação e segurança financeira, e não apenas dinheiro reservado para uma candidatura.

Como as alegações de estatuto oficial conquistaram confiança

O relato inicial da FIA indicava que o suspeito não era um agente de vistos registado e que conquistara a confiança da família ao deturpar a sua identidade e o seu emprego. Os investigadores referiram alegações de que trabalhava como contabilista no Supremo Tribunal do Paquistão ou como funcionário de uma instituição governamental. O pai de Ijaz afirmou que o homem se apresentara como secretário do Supremo Tribunal.

Trata-se de relatos sobre aquilo que o suspeito alegadamente afirmou, não de provas de que ocupasse qualquer desses cargos. A família alegou também que ele recebeu dinheiro para conseguir um emprego para o irmão de Ijaz no Supremo Tribunal, alargando a relação para além dos estudos no estrangeiro.

O pai disse que as negociações se prolongaram durante cerca de sete meses. Os relatos divergem quanto ao primeiro contacto: alguns referem que a família procurava um consultor educativo, enquanto outros dizem que Ijaz conheceu Nauman numa entrevista de emprego na zona de Blue Area, em Islamabad. Um relato posterior da investigação alega que ele a contactou através de um amigo em fevereiro e se fez passar pelo irmão desse amigo, que vivia nos Estados Unidos.

O director-geral da FIA, Usman Anwar, descreveu o caso como um esquema de usurpação de identidade. A alegada fraude envolvia um suposto contacto nos Estados Unidos que poderia obter documentos de bolsa e patrocínio. O tio materno de Ijaz, o advogado Amjad Ur Rehman, disse que a família fora informada de que uma mulher chamada Aiza poderia ajudar a obter esses documentos.

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Os diferentes relatos sobre o dinheiro

O processo aberto pela FIA aponta para uma fraude alegada de 9,3 milhões de rupias, também expressa como 93 lakh de rupias paquistanesas. Um lakh equivale a 100 000. A discriminação preliminar indica que 2,9 milhões de rupias passaram pela conta bancária de Ijaz e que o restante foi pago em numerário.

Segundo essa discriminação, a parte paga em numerário seria de 6,4 milhões de rupias. As transferências bancárias representariam cerca de 31% do total e o numerário, aproximadamente 69%. Esta distinção é relevante para as provas: os registos bancários podem comprovar transferências, enquanto os pagamentos em numerário poderão exigir testemunhas, recibos e outros elementos de apoio.

Os valores anteriores são diferentes. Uma declaração inicial da FIA referia 7,2 milhões de rupias para a admissão em Harvard e 550 000 rupias para conseguir emprego para o irmão, num total de 7,75 milhões. O director da FIA Shehzad Nadeem Bukhari indicou, separadamente, 7,2 milhões para a admissão e 500 000 para o emprego. Outro relato da família estimou as perdas em cerca de 8,7 milhões de rupias.

O pai relatou pedidos de 2,2 milhões de rupias para a admissão e de 3 milhões para preparar um extracto bancário, seguidos de um novo pedido de 2,2 milhões enviado à filha. Os relatos públicos não esclarecem como se relacionam todos estes valores, se o pagamento pelo emprego está incluído no total de 9,3 milhões ou se o pedido final foi pago. Não devem ser somados como se fossem perdas distintas confirmadas.

O relato do pai identifica ainda um pagamento de 2,1 milhões de rupias em numerário no G-10 e uma transferência de 2,9 milhões feita pela filha. A queixa apresentada à FIA descreve outros pagamentos em numerário numa loja do Gulistan Plaza, no G-10 Markaz. Os investigadores obtiveram registos bancários para analisar o percurso dos pagamentos.

Documentos que alegadamente não passaram na verificação

A FIA afirmou que foram usadas cartas falsificadas de atribuição de bolsas, ofertas de admissão universitária e recibos de pagamento para enganar Ijaz e a família. Um relato refere um documento que alegava ter sido paga uma propina de 7500 dólares por um mestrado em Física. O pai alegou, separadamente, que o suspeito apresentou um recibo falso que indicava uma transferência de 20 000 dólares para uma conta, como requisito para a emissão de um extracto bancário.

Os valores de 7500 e 20 000 dólares são montantes alegados em documentos. Não correspondem a propinas verificadas, pagamentos a universidades ou fundos recebidos por Ijaz. O pai também questionou os dados bancários e os bilhetes de viagem fornecidos durante o processo.

Amjad Ur Rehman afirmou que os familiares contactaram directamente Harvard e fizeram averiguações através de contactos na Embaixada dos Estados Unidos em Islamabad. Segundo ele, nenhuma das instituições conseguiu confirmar a autenticidade dos documentos. Outros relatos dizem que os documentos não passaram na verificação quando Ijaz compareceu a uma entrevista para obter o visto. Estes relatos não incluem declarações públicas directas de Harvard ou da embaixada, pelo que os resultados da verificação continuam a ser atribuídos aos familiares e aos investigadores.

As alegações não demonstram que Ijaz tivesse sido realmente admitida em Harvard ou recebido uma bolsa autêntica. Dizem respeito à utilização do nome da universidade para sustentar promessas de admissão, apoio financeiro e obtenção de um visto para os Estados Unidos.

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Atrasos sucessivos e um pedido a 12 de outubro

Zaid bin Afzal, cunhado de Ijaz, disse que Nauman adiou repetidamente as supostas entrevistas para o visto. Em três ou quatro ocasiões, terá contactado Ijaz na véspera de uma marcação para lhe dizer que fora cancelada. Afzal afirmou que o suspeito acabou por dizer que haveria outra entrevista a 12 de outubro e exigiu mais 2,2 milhões de rupias antes dessa data.

O pai relatou uma mensagem a exigir o mesmo montante e a oferecer documentos substitutos. Disse que a família passou por cinco a seis dias de grande angústia depois de o suspeito deixar de atender as chamadas. Os familiares associaram essa angústia à descoberta da alegada fraude, mas os resultados médicos e judiciais relativos à morte ainda estavam pendentes.

A sequência relatada inclui várias datas que importa distinguir cuidadosamente:

  • Fevereiro: Um relato posterior da investigação situa neste mês o primeiro contacto do suspeito com Ijaz.
  • 9 de outubro: A maioria dos relatos diz que Ijaz foi encontrada morta perto do mercado semanal do G-10.
  • 10 de outubro: Os relatos referem a abertura de processos criminais e uma visita do ministro do Interior, Mohsin Naqvi, e do ministro de Estado do Interior, Talal Chaudhry.
  • 11 de outubro: O director-geral da FIA, Usman Anwar, confirmou a detenção do principal suspeito.
  • 12 de outubro de 2026: Um relato sobre o tribunal regista a audiência que resultou em cinco dias de detenção policial. 12 de outubro era também a data indicada para outra entrevista de visto.
  • 15 de outubro: O Comité Permanente dos Direitos Humanos do Senado convocou uma reunião para analisar o caso.

Alguns pormenores cronológicos são contraditórios. Segundo o relato de Bukhari, Ijaz descobriu que o certificado de registo era falso dois dias antes de um anúncio à família previsto para 12 de outubro, o que situaria essa descoberta em 10 de outubro, depois da data da morte referida pela maioria dos relatos. Um relato de 11 de outubro também diz que ela fora encontrada morta no dia anterior. Estas discrepâncias continuam por esclarecer.

Detenções, provas digitais e processos separados

Nauman terá sido detido numa operação no sector H-13 de Islamabad, onde, segundo os investigadores, estava alojado num quarto arrendado. Relatos posteriores identificam as mulheres detidas como Fatima Sarwar e Aiza. Outro relato sobre o processo da FIA nomeia Fatima Sarwar, também conhecida por Aiza, pelo que não é claro se se refere a uma pessoa ou a duas pessoas distintas.

A polícia enviou para perícia um telefone recuperado ao suspeito e obteve registos bancários. Os relatos da investigação referem endereços de correio electrónico falsos, identidades assumidas e conversas recuperadas. Um deles alega que foi utilizada inteligência artificial para preparar documentos falsos de visto de estudante. Esta alegação não foi sustentada por qualquer resultado pericial publicado.

Um relato posterior diz que Nauman confessou durante o interrogatório. Uma confissão policial relatada não constitui uma decisão judicial de culpabilidade. Os investigadores terão também encontrado no telefone material que aponta para outros esquemas de fraude e para chantagem de mulheres. Estas alegações distintas continuam sob investigação.

A polícia de Islamabad abriu um processo na esquadra de Ramna ao abrigo dos artigos 322 e 34 do Código Penal do Paquistão, na sequência da queixa do pai. O artigo 322 diz respeito à punição por causar a morte sem intenção de matar, através de um acto ilícito. O artigo 34 abrange actos praticados por várias pessoas com uma intenção comum. A menção destes artigos numa queixa não prova culpabilidade.

A FIA abriu um processo separado na sequência de uma queixa de Amjad Ur Rehman. Os relatos referem alegações de burla, indução desonesta à entrega de bens e cumplicidade, além de disposições da Portaria sobre Emigração. A detenção policial por cinco dias permite que a polícia mantenha o suspeito sob custódia para prosseguir a investigação; não é uma pena nem uma sentença.

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O que exigem os ministros e o Senado

O primeiro-ministro Shehbaz Sharif instruiu o inspector-geral da polícia e o comissário-chefe de Islamabad a deterem o suspeito, segundo declarações do gabinete do primeiro-ministro. Talal Chaudhry também deu instruções à FIA para agir. O ministro do Interior, Mohsin Naqvi, afirmou que recuperar o dinheiro da família era uma prioridade, a par da identificação dos responsáveis.

Durante a visita à família enlutada, Naqvi descreveu a investigação como um teste à resposta das autoridades perante a fraude:

Este é um caso de teste para nós.

Assumiu também um compromisso pessoal de acompanhar o processo:

Posso dizer que acompanharei pessoalmente o caso deles.

O Comité Permanente dos Direitos Humanos do Senado, presidido pela senadora Samina Mumtaz Zehri, convocou uma reunião para 15 de outubro e determinou que o chefe da polícia de Islamabad, o director-geral da FIA e o presidente da Comissão do Ensino Superior comparecessem com relatórios. O comité pediu informações sobre os processos, as detenções e o andamento da investigação.

Pediu também informações sobre as medidas para cancelar a licença do consultor que emitiu o alegado certificado falso. Esse pedido deve ser analisado à luz da declaração anterior da FIA de que o suspeito não era um agente de vistos registado. Os relatos não esclarecem que licença, se alguma, ele possuía.

A polícia apreendeu documentos e amostras para análise forense, enquanto os relatos iniciais indicavam que o relatório oficial da autópsia continuava pendente. Quando questionado sobre se os investigadores estavam a considerar a hipótese de homicídio, Naqvi recusou comentar e disse que se devia permitir à polícia apurar os factos. Não foram relatadas quaisquer recuperações de dinheiro concluídas nem decisões judiciais definitivas.

Um problema mais amplo de fraude, sem ligação comprovada

O caso chamou a atenção para outras alegações de fraude documental, mas essas investigações não devem ser tratadas como parte da mesma operação sem provas. Noutra investigação, a FIA terá detido 22 pessoas, incluindo seis funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros, após operações em consultoras educativas e empresas de estafetas em Islamabad.

Essa investigação incidia sobre alegados autocolantes de apostila contrafeitos, carimbos falsificados e pagamentos por serviços expeditos. Uma apostila é um certificado utilizado para autenticar um documento público para reconhecimento no estrangeiro; não comprova, por si só, a admissão numa universidade nem a elegibilidade para um visto. Não foi relatada qualquer ligação comprovada entre essas detenções e o caso de Ijaz.

Alegações separadas apontam para cobranças não oficiais de 12 mil milhões de rupias pelo tratamento de cerca de 800 000 documentos ao longo de um ano. Estes valores não correspondem ao total de uma auditoria verificada nem medem as perdas no caso de Ijaz.

Naqvi também referiu falta de pessoal na Agência Nacional de Investigação de Cibercrime, dizendo que esta tinha 61 funcionários em todo o Punjab e recebia cerca de 3000 queixas por dia. Estes números dizem respeito a uma agência distinta, não à equipa da FIA que está a tratar este caso de fraude. Ainda assim, dão contexto concreto à promessa de que os queixosos devem receber respostas e actualizações, em vez de verem as suas queixas simplesmente registadas.

Para a família de Ijaz, as questões imediatas são concretas: determinar quem recebeu o dinheiro, apurar se outras pessoas estiveram envolvidas, analisar os documentos e as provas digitais e recuperar o que for possível. O pai apelou aos estudantes e aos pais para verificarem directamente junto das instituições em causa os agentes, os processos de admissão e a documentação. Esse apelo não afasta a responsabilidade pela alegada fraude daqueles que são acusados de a terem cometido.

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Pontos principais

  • Laiba Ijaz, medalhada de ouro em Física pela Universidade Islâmica Internacional de Islamabad, foi encontrada morta perto do mercado semanal do G-10, em Islamabad.
  • O processo da FIA alega uma fraude de 9,3 milhões de rupias, incluindo 2,9 milhões transferidos através da conta de Ijaz e o restante pago em numerário.
  • A família vendeu terrenos e empenhou jóias para financiar os planos de estudos nos Estados Unidos que lhe foram prometidos.
  • O principal suspeito foi detido e colocado sob custódia policial por cinco dias. Relatos posteriores referem mais duas detenções.
  • Os investigadores estão a analisar alegadas cartas de admissão, documentos de bolsas, recibos de pagamento e comunicações digitais falsos.
  • Os relatos divergem quanto à idade e às habilitações de Ijaz, a alguns valores pagos, às datas e às identidades dos alegados cúmplices.
  • O comité dos direitos humanos do Senado convocou uma reunião para 15 de outubro. Os relatos das diligências não estabelecem conclusões médicas definitivas, decisões judiciais ou a recuperação do dinheiro.
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