Transferências erradas na NongHyup totalizam 481,7 mil milhões de wons, com quase metade ainda por devolver

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NongHyup Mistaken Transfers Total 481.7 Billion Won, With Nearly Half Still Unreturned

237,8 mil milhões de wons continuam por devolver

Os clientes da rede de cooperativas financeiras mútuas NongHyup e do NongHyup Bank fizeram 249 917 transferências por engano, no valor de 481,679 mil milhões de wons, entre 2021 e agosto de 2026, segundo dados entregues ao deputado Kim Seon-kyo. Desse montante, 237,787 mil milhões de wons, ou 49,4%, ainda não tinham sido devolvidos.

Índice
  1. 237,8 mil milhões de wons continuam por devolver
  2. Menos erros não trouxeram uma recuperação constante
  3. Registo anual
  4. Os erros no número de conta são predominantes
  5. A impossibilidade de contacto é um obstáculo importante, mas não explica tudo
  6. Contas bloqueadas e associadas a fraude dificultam a recuperação
  7. Como funciona o apoio à devolução
  8. É dispendioso reclamar pequenas quantias
  9. Kim pede medidas práticas
  10. Pontos principais

Os dados abrangem transferências feitas por engano, sobretudo por os clientes terem introduzido um número de conta incorreto. Não dizem respeito a dinheiro transferido por engano pelo próprio banco. Durante o período em análise, 110 015 operações continuavam por resolver, cerca de 44% de todas as transferências erradas registadas.

A diferença entre estas duas percentagens é relevante. A proporção do dinheiro ainda por devolver era superior à proporção de operações por resolver, o que indica que as transferências não resolvidas tinham, em média, um valor mais elevado do que as que foram recuperadas com sucesso. No entanto, trata-se de montantes registados como não devolvidos, não necessariamente de quantias que nunca poderão ser recuperadas.

Kim, deputado do Partido do Poder Popular que representa Yeoju e Yangpyeong, na província de Gyeonggi, obteve os dados junto da Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do NongHyup Bank. Integra a Comissão da Agricultura, Alimentação, Assuntos Rurais, Oceanos e Pescas da Assembleia Nacional.

A principal conclusão vai além de um problema com a introdução de números de conta. Quando o dinheiro chega ao destinatário errado, a recuperação pode depender de ser possível contactá-lo, de este aceitar devolvê-lo e de se aplicarem restrições legais à conta recetora. As estatísticas também mostram por que razão a falta de contacto, por si só, não explica o dinheiro em falta: representou cerca de um quarto dos casos não resolvidos, enquanto uma categoria residual mais ampla abrangeu outras circunstâncias.

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Menos erros não trouxeram uma recuperação constante

Os dados anuais mostram uma diminuição das transferências erradas entre 2021 e 2025, interrompida por um aumento em 2024. O número caiu de 48 376, em 2021, para 38 803, em 2025, uma descida de cerca de 19,8%. O valor diminuiu de 116,238 mil milhões de wons para 74,5 mil milhões de wons, uma redução de cerca de 35,9%.

A recuperação não melhorou ao mesmo ritmo. Em 2021, 19 124 transferências continuavam por devolver, cerca de 39,5% das operações erradas desse ano. Em 2025, o número de casos por resolver foi ligeiramente inferior, 18 777, mas representava cerca de 48,4% do total anual, que era menor.

A comparação dos montantes aponta na mesma direção. Os fundos por devolver corresponderam a cerca de 41,7% do valor das transferências erradas em 2021, contra 56,3% em 2025. Estes cálculos comparam os totais anuais registados; não permitem determinar quanto tempo demorou a tratar cada caso nem se algum dinheiro foi recuperado posteriormente.

Registo anual

O período em análise inclui cinco anos civis completos e os primeiros oito meses de 2026. A sequência anual mostra tanto a diminuição das transferências erradas como a persistência de saldos substanciais por devolver:

  • 2021: 48 376 transferências erradas, no valor de 116,238 mil milhões de wons; 19 124 casos e 48,475 mil milhões de wons continuavam por devolver.
  • 2022: 48 684 transferências erradas, no valor de 87,924 mil milhões de wons; 19 669 casos e 39,867 mil milhões de wons continuavam por devolver.
  • 2023: 43 622 transferências erradas, no valor de 71,526 mil milhões de wons; 19 905 casos e 38,469 mil milhões de wons continuavam por devolver.
  • 2024: 44 159 transferências erradas, no valor de 84,281 mil milhões de wons; 21 221 casos e 48,414 mil milhões de wons continuavam por devolver.
  • 2025: 38 803 transferências erradas, no valor de 74,5 mil milhões de wons; 18 777 casos e 41,949 mil milhões de wons continuavam por devolver.
  • Janeiro a agosto de 2026: 26 273 transferências erradas, no valor de 47,21 mil milhões de wons; 11 319 casos e 20,613 mil milhões de wons continuavam por devolver.

O maior número anual de casos por resolver foi registado em 2024. O valor por devolver, de 48,414 mil milhões de wons, também foi próximo do registado em 2021, de 48,475 mil milhões de wons, apesar de o montante total transferido por engano ter sido muito inferior em 2024.

Os dados de 2026 abrangem apenas oito meses e não devem ser tratados como um resultado anual completo. Os relatos indicam que a divulgação ocorreu no dia 12, mas não especificam o mês, pelo que não é possível determinar a data exata de publicação.

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Os erros no número de conta são predominantes

Os erros na introdução do número de conta corresponderam a 231 504 operações, ou 92,6% de todas as transferências erradas. Os restantes 18 413 casos repartiram-se por todas as outras categorias registadas, fazendo da conta de destino o foco mais evidente dos erros.

Os montantes incorretos corresponderam a 6067 casos, seguidos de 5273 casos classificados como diversos e 4099 depósitos duplicados. Os dados incluíram ainda 1683 pedidos repetidos associados à intenção declarada por um cliente de devolver o dinheiro e 1291 casos classificados separadamente como erros no registo dos dados da conta.

Não é explicada a distinção entre os erros na introdução do número de conta e a categoria mais pequena relativa ao registo da conta. Por isso, devem manter-se separadas, em vez de serem agrupadas numa nova categoria.

Os dados identificam onde ocorre a maioria dos erros, mas não mostram que canais de pagamento os originaram. Não há uma discriminação entre operações de banca móvel, banca pela Internet, balcões ou outros meios. Também não permitem determinar quantos erros envolveram clientes mais velhos, apesar de Kim ter manifestado preocupação com esse grupo.

A impossibilidade de contacto é um obstáculo importante, mas não explica tudo

A razão específica mais frequente para a não devolução foi a impossibilidade de contactar o destinatário, registada em 26 500 casos. Outros 11 308 casos envolveram destinatários que recusaram devolver o dinheiro. Em conjunto, estas categorias corresponderam a 37 808 operações por resolver, cerca de 34,4% do total.

A impossibilidade de contacto, por si só, representou cerca de 24,1% dos casos por resolver. Foi o maior obstáculo identificado individualmente, à exceção da categoria de diversos, mas não constituiu a maioria de todos os casos sem solução. Esta distinção é importante ao avaliar alegações de que quase metade do dinheiro se perdeu porque não foi possível contactar os destinatários.

A categoria mais numerosa foi, na realidade, a de motivos diversos, incluindo o decurso de um prazo especificado, com 47 594 casos. Representou cerca de 43,3% das operações por resolver. Sem uma discriminação mais pormenorizada, esta categoria limita a precisão com que se pode explicar o problema da recuperação.

As estatísticas apresentam o número de casos associados a cada motivo, mas não os montantes correspondentes. Por conseguinte, não é possível calcular quanto dos 237,787 mil milhões de wons estava na posse de destinatários que não foi possível contactar, quanto envolvia recusas ou quanto estava sujeito a restrições nas contas.

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Contas bloqueadas e associadas a fraude dificultam a recuperação

Outro grupo significativo envolveu contas em que não era possível tratar o caso através de um pedido normal de reembolso. Houve 8252 transferências por resolver para contas sujeitas a restrições legais, 5564 para contas com pagamentos suspensos e 4996 para contas associadas a fraude financeira através de telecomunicações.

A divulgação original também descreveu um aumento nas duas últimas categorias. As transferências por devolver envolvendo contas com pagamentos suspensos subiram de 591, em 2021, para 1415 no ano referido como o anterior. Os casos envolvendo contas associadas a fraude financeira através de telecomunicações aumentaram de 541 para 1142 durante o mesmo período. Ambos os aumentos foram superiores ao dobro.

Os relatos situam em 2025 os dados anuais completos mais recentes, embora a comparação do crescimento use uma referência relativa ao ano anterior. Os números apontam para um número crescente de transferências erradas que ficam envolvidas com contas bloqueadas ou suspeitas. Não provam que todas essas transferências tenham sido feitas para contas controladas por criminosos.

Entre outros obstáculos registados contam-se 2139 casos envolvendo contas afiliadas ou associadas, 1261 casos de discrepâncias com a operação original e 1165 casos envolvendo contas encerradas. Os motivos discriminados somam 108 779 casos, deixando 1236 das 110 015 operações por resolver sem explicação na discriminação publicada.

Como funciona o apoio à devolução

Os clientes que enviam dinheiro por engano podem começar por pedir à sua instituição financeira que solicite a devolução. Se esse pedido não permitir recuperar os fundos, poderão apresentar um pedido à Corporação de Seguros de Depósitos da Coreia através do programa de apoio à devolução de transferências erradas.

A corporação contacta o destinatário para solicitar o reembolso e, se necessário, dá início a procedimentos de recuperação, como pedir uma ordem de pagamento. Uma ordem de pagamento é um procedimento judicial para requerer o pagamento de uma dívida; é um instrumento de recuperação, não uma garantia de que o dinheiro será devolvido.

O programa não é um seguro que cubra todas as transferências erradas. Quando a recuperação é bem-sucedida, são deduzidas as despesas efetivamente incorridas no processo e o cliente recebe o montante restante. Por isso, mesmo um pedido bem-sucedido não garante a devolução da totalidade da quantia inicialmente enviada.

Entre as exclusões comunicadas contam-se os casos em que o destinatário faleceu, não reside na Coreia do Sul ou tem uma conta recetora associada a fraude ou a outro crime. Estes limites são especialmente relevantes perante o número crescente de transferências por resolver envolvendo contas associadas a fraude. Os dados agregados não mostram quantos clientes da NongHyup pediram apoio, eram elegíveis ou recuperaram fundos através do programa.

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É dispendioso reclamar pequenas quantias

Quem não consegue recuperar o dinheiro através de um pedido de devolução pode reclamar o reembolso ao destinatário por via de uma ação cível por enriquecimento sem causa. Em termos simples, trata-se de pedir a um tribunal que ordene a alguém a devolução de dinheiro recebido sem fundamento legal válido.

A dificuldade prática é que se estima que muitas transferências erradas envolvam um milhão de wons ou menos. O tempo e os custos associados a uma ação podem tornar o recurso aos tribunais pouco atrativo, mesmo quando o remetente tem um pedido legítimo de reembolso.

Não foi divulgada uma distribuição por montante transferido, pelo que não é possível calcular a proporção de casos abaixo desse limiar. Os valores totais são elevados, mas correspondem a centenas de milhares de operações individuais, cada uma com montante e circunstâncias de recuperação próprios.

Por isso, o programa de apoio à devolução é relevante para reclamações de menor valor, embora também tenha limitações. O cliente pode evitar parte do esforço de tentar recuperar o dinheiro por conta própria, mas poderá continuar sujeito a deduções sobre o montante recuperado ou descobrir que a conta recetora não está abrangida pelo programa.

Kim pede medidas práticas

Kim Seon-kyo, o deputado que obteve os dados, manifestou preocupação com as perdas repetidas entre os clientes da NongHyup, incluindo agricultores e pessoas mais velhas, que descreveu como grupos financeiramente vulneráveis. Numa declaração traduzida do coreano, afirmou:

É preocupante que se repitam todos os anos transferências erradas de montantes avultados, apesar de muitos clientes da NongHyup pertencerem a grupos financeiramente vulneráveis, incluindo agricultores e pessoas mais velhas.

Kim pediu medidas práticas para aumentar a taxa de devolução, apontando para a dificuldade em contactar os destinatários. A preocupação é sustentada pelos 26 500 casos de impossibilidade de contacto, embora as estatísticas também mostrem que as restrições nas contas, as recusas dos destinatários e os motivos diversos exigem atenção própria.

Os dados identificam duas tarefas distintas: impedir que o dinheiro chegue a uma conta errada e melhorar a recuperação após um erro. Os erros no número de conta predominam no primeiro problema. As falhas de contacto, as restrições legais e as ligações a fraudes complicam o segundo.

Os relatos não anunciaram nenhum novo programa específico da NongHyup, prazo de implementação, votação legislativa ou data de audição. Os dados também não indicam os métodos de contacto utilizados, o tempo dedicado a cada caso ou os resultados de recuperações posteriores. Estes pormenores seriam necessários para avaliar que mudanças melhoram efetivamente o reembolso, em vez de apenas reduzirem o número de novos erros.

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Pontos principais

  • As cooperativas financeiras mútuas NongHyup e o NongHyup Bank registaram 249 917 transferências erradas, no valor de 481,679 mil milhões de wons, entre 2021 e agosto de 2026.
  • Ficaram por devolver 237,787 mil milhões de wons, ou 49,4% do valor transferido, em 110 015 casos por resolver.
  • Os erros na introdução do número de conta causaram 92,6% das transferências erradas registadas.
  • A impossibilidade de contacto correspondeu a 26 500 casos por resolver, cerca de 24,1%, e não à maioria.
  • As transferências erradas anuais diminuíram entre 2021 e 2025, mas aumentou a proporção de casos e de dinheiro que ficou por devolver.
  • O apoio à devolução pode ajudar a recuperar fundos quando falha o pedido feito à instituição financeira, mas são deduzidos custos e alguns destinatários e contas estão excluídos.
  • Kim Seon-kyo pediu melhorias práticas, mas não foi divulgado qualquer calendário de implementação.
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