97 eleitores elegíveis de Goa revelam uma lacuna entre decisões e software
Em Goa, responsáveis eleitorais analisaram documentos e concluíram que 97 eleitores reuniam as condições para serem incluídos no caderno eleitoral. Ao longo de sete dias, foram enviadas oito comunicações a solicitar o acesso ao software necessário para reverter a exclusão anterior. O caderno final da Revisão Intensiva Especial (SIR) foi publicado a 21 de fevereiro de 2026 sem os incluir. Verificações até 20 de setembro mostraram que continuavam todos em falta.
Índice
- 97 eleitores elegíveis de Goa revelam uma lacuna entre decisões e software
- O que a TCS criou e o que existia antes
- Os pedidos de correção de Goa chegaram a Deli e ao fornecedor
- Os formulários de eliminação de Uttar Pradesh não indicavam motivos
- Porque é que a correspondência entre familiares pode gerar sinalizações enganosas
- A dimensão é grande, mas os totais medem realidades diferentes
- Alterações ao Formulário 6 e objeções dentro da Comissão
- Karnataka e os processos judiciais revelam outras garantias em risco
- O financiamento político justifica escrutínio, mas não prova uma ligação
- O que continua por esclarecer
- Pontos-chave
Esta sequência coloca um problema concreto no centro da controvérsia sobre o software eleitoral da Índia: um responsável pode tomar uma decisão legal, mas não dispor da autorização digital necessária para a executar. Em Uttar Pradesh, uma investigação independente encontrou 85 854 pedidos de eliminação com assinaturas de responsáveis eleitorais, mas sem indicação dos motivos. Quatro responsáveis descreveram um sistema que gerava automaticamente formulários de eliminação quando não aprovavam eleitores durante as audiências.
A Tata Consultancy Services (TCS), parceira tecnológica responsável pelo ERONet 2.0, está agora a ser questionada sobre a forma como a plataforma executa as instruções da Comissão Eleitoral da Índia (ECI). A controvérsia envolve permissões do software, correspondência automatizada entre familiares, alterações aos formulários de inscrição e a divulgação pública de pedidos de eliminação. Também coloca sob escrutínio os donativos políticos do Progressive Electoral Trust, do Grupo Tata.
Estas questões exigem distinções que o debate político por vezes dilui. Uma sinalização do software não prova que um eleitor não seja elegível. Um pedido de eliminação não significa necessariamente que a eliminação tenha sido concluída. Um contrato de uma empresa com o Estado e os seus donativos políticos não demonstram, por si só, irregularidades. A questão central é saber se o software preserva a autoridade dos responsáveis pelo registo eleitoral e as garantias ao dispor dos cidadãos.
O que a TCS criou e o que existia antes
O relatório anual da TCS relativo a 2024-25 descreve o ERONet 2.0 como uma plataforma com uma base de dados centralizada, um painel executivo diário e aplicações que apoiam mais de 1,05 milhões de responsáveis eleitorais. A empresa afirma ter concluído a implementação a nível nacional, incluindo a migração de dados, em sete meses.
A história é mais complexa do que a afirmação de que a TCS criou de raiz todo o sistema de registo de eleitores. O ERONet foi inicialmente desenvolvido pelo Centre for Development of Advanced Computing (C-DAC), tutelado pelo Ministério da Eletrónica e das Tecnologias da Informação. De acordo com notícias baseadas em informações divulgadas aos acionistas, a TCS opera o ERONet 2.0 desde 2023.
O ECINet, lançado a 22 de janeiro de 2026, reuniu cerca de 40 aplicações já existentes. O ERONet passou a ser a componente de registo eleitoral. A aplicação dos agentes de mesa recolhe informações no terreno, enquanto o sistema de registo apoia decisões sobre inscrições, correções e eliminações.
Uma base de dados centralizada pode ajudar os responsáveis a trabalhar com registos coerentes. Não transfere automaticamente os seus poderes legais para quem administra essa base de dados. Os responsáveis pelo registo eleitoral (EROs) continuam a ser responsáveis pelos cadernos eleitorais das respetivas circunscrições, ao abrigo da lei eleitoral. Exercem funções de natureza quase judicial, o que significa que têm de avaliar provas e decidir casos individuais, em vez de se limitarem a processar instruções.
Esta distinção é importante quando as definições de acesso impedem um responsável de corrigir um registo. Nesse caso, é necessário apurar separadamente quem especificou a restrição, quem a aprovou, quem a implementou e quem a poderia remover. O papel da TCS como parceira tecnológica não demonstra que os seus engenheiros tenham concebido todas as regras contestadas ou controlado autonomamente todas as permissões.
Os pedidos de correção de Goa chegaram a Deli e ao fornecedor
A controvérsia em Goa surgiu na sequência de uma decisão do Supremo Tribunal, de 29 de janeiro, que exigia a publicação dos nomes assinalados por discrepâncias lógicas, com uma breve indicação dos motivos. Os eleitores afetados deveriam dispor de dez dias para apresentar documentos ou objeções e ser ouvidos. Embora o processo dissesse respeito a Tamil Nadu, o tribunal esperava que as instruções fossem cumpridas onde quer que estivesse em curso uma SIR. A ECI enviou uma carta de implementação a 31 de janeiro.
Em Goa, 649 eleitores responderam depois da divulgação das listas. Os EROs e os EROs adjuntos concluíram que 97 reuniam as condições para serem incluídos. Destes, 65 eram de Taleigao; os restantes eram de St Cruz, Cumbarjua, Priol, Margao, Benaulim e Velim.
Entre as funcionalidades em falta estavam a possibilidade de reverter uma decisão anterior e a de voltar a carregar documentos. A Goa Electronics Limited, agência estatal que apoia o gabinete eleitoral, escreveu a 11 de fevereiro que estas funcionalidades continuavam indisponíveis, apesar dos pedidos reiterados transmitidos a responsáveis da ECI e da TCS. Seguiram-se outras comunicações até 17 de fevereiro.
Sanjay Goel, responsável eleitoral máximo de Goa, atribuiu à ECI a decisão de não incluir os eleitores e identificou a falta de um mecanismo local de correção:
A decisão de não os incluir foi deles. Mas tem de haver algum mecanismo no ECINET que permita voltar a incluir eleitores ao nível do ERO.
A 18 de fevereiro, Sanjay Kumar, comissário eleitoral adjunto, instruiu Seema Khanna, diretora-geral de TI, de que o sistema não podia impedir as medidas necessárias para cumprir a decisão do Supremo Tribunal:
O sistema informático não pode bloquear as medidas necessárias para cumprir as instruções do Supremo Tribunal.
O relato publicado não regista qualquer correção eficaz antes da publicação do caderno final. Não permite determinar se a falha se deveu a limitações técnicas, à não concessão de permissões ou a uma instrução para não agir. As consequências vão além do direito de voto: a elegibilidade para o Goa Mediclaim Scheme está limitada aos eleitores do estado, e os tratamentos abrangidos incluem diálise, transplantes e quimioterapia.
Os formulários de eliminação de Uttar Pradesh não indicavam motivos
O responsável eleitoral máximo de Uttar Pradesh publicou mais de 430 000 pedidos através do Formulário 7, o formulário previsto para apresentar objeções ou pedir a eliminação de registos eleitorais. Uma análise identificou 87 127 pedidos apresentados em nome de EROs e EROs adjuntos entre 15 de março e 2 de abril de 2026.
Destes, 85 854, ou cerca de 98,5%, não indicavam qualquer motivo. Outros 62 continham apenas letras, enquanto 1 211 mencionavam ausência ou mudança de residência. Quatro EROs descreveram a geração automática do Formulário 7 após um eleitor não ser aprovado numa audiência, com assinaturas digitais já apostas.
O problema vai além de um campo por preencher. O motivo informa o cidadão da acusação a que deve responder, quer se trate de óbito, duplicação, idade, cidadania ou residência. Sem essa informação, torna-se mais difícil contestar uma objeção. O procedimento descrito também coloca o responsável que deve decidir o caso na posição de gerar a objeção que as autoridades eleitorais terão de avaliar.
A investigação identificou separadamente 110 476 pedidos apresentados por cidadãos e aceites depois do prazo indicado. Segundo a investigação, cerca de 343 000 dos pedidos de cidadãos especificavam motivos. Até à publicação, não tinham sido recebidas respostas às perguntas detalhadas dirigidas à ECI e a Navdeep Rinwa, responsável eleitoral máximo de Uttar Pradesh.
Outros padrões justificam investigação, sem que se tomem como prova das suas causas. Em Tarabganj e Pilibhit, cerca de 90% dos pedidos de eliminação visavam eleitores muçulmanos. Em Tarabganj, 188 objeções em nome de Reshma diziam respeito à mesma mesa de voto e à mesma data. As divulgações públicas não identificavam os autores para além dos nomes, impedindo a verificação independente de quem apresentou os pedidos.
Porque é que a correspondência entre familiares pode gerar sinalizações enganosas
O software da SIR liga os eleitores atuais a cadernos eleitorais mais antigos, por vezes através dos pais ou avós. Os eleitores que não podem ser ligados são descritos como «não mapeados». Outros recebem sinalizações de discrepância lógica quando as relações familiares ou os dados registados não correspondem às regras programadas.
Entre as regras divulgadas contam-se diferenças de idade entre pais e filhos inferiores a 15 anos ou superiores a 50 anos, uma diferença entre avós e netos inferior a 40 anos, irmãos registados com menos de nove meses de diferença e mais de seis filhos associados ao mesmo pai. As diferenças nos nomes também podem desencadear um escrutínio. Os relatos descrevem limiares que foram sendo alterados: as regras iniciais de Bengala Ocidental estabeleciam um intervalo de 15 a 45 anos entre pais e filhos, enquanto a versão registada em janeiro de 2026 fixava o limite superior nos 50 anos.
Os cadernos usados como referência não são todos de 2002. As instruções indicavam 2003 para vários estados, incluindo Uttar Pradesh e Madhya Pradesh, e anos posteriores noutros locais. Tamil Nadu usou 2002 para 197 circunscrições e 2005 para 37. A exatidão depende, por isso, tanto da escolha do registo de referência correto como das regras de correspondência.
A 27 de dezembro de 2025, o gabinete eleitoral de Bengala Ocidental suspendeu as audiências de eleitores não mapeados, depois de uma conversão incompleta dos antigos registos em PDF para dados estruturados em CSV ter provocado falhas nas ligações. A 29 de dezembro, reconheceu que os dados de base não tinham sido digitalizados com exatidão. Os registos em bengali também foram sujeitos a um processo automático de transliteração antes da comparação em inglês.
Estas são fontes de erro potencial distintas: um registo em papel pode ser introduzido incorretamente, um nome pode ser convertido de forma inconsistente entre alfabetos, ou uma regra de correspondência pode rejeitar uma relação familiar verdadeira. Uma sinalização, por si só, não permite distinguir entre estas possibilidades. A notificação, divulgada nos meios de comunicação, ao Nobel da Paz Amartya Sen, após o registo de uma diferença de idade implausível em relação à mãe, mostra por que razão é necessário verificar o registo de base antes de decidir sobre a elegibilidade.
A dimensão é grande, mas os totais medem realidades diferentes
Uttar Pradesh começou com 154,4 milhões de eleitores registados. Durante o recenseamento, 28,9 milhões de nomes passaram para a lista de ausentes, deslocados, falecidos ou duplicados. Separadamente, 32,6 milhões de eleitores foram assinalados por discrepâncias lógicas ou falta de correspondência. O caderno final, publicado a 10 de abril, continha 134 milhões de eleitores.
A diferença entre o total inicial e o final é de 20,4 milhões, cerca de 13,2% do eleitorado inicial. Trata-se de uma variação líquida, não do número de eliminações concluídas: podem ocorrer inscrições e reposições durante a revisão. Também não é possível somar simplesmente a lista de ausentes à população com discrepâncias sem saber em que medida se sobrepõem.
Segundo os relatos, Bengala Ocidental assinalou 13,1 milhões de eleitores, ou 17,11%, em comparação com 23,5 milhões, ou 41,22%, em Madhya Pradesh. A proporção de Madhya Pradesh foi cerca de 2,4 vezes superior à de Bengala Ocidental. Este contraste justifica uma análise dos dados e procedimentos dos estados, mas não explica, por si só, a diferença.
As estimativas nacionais exigem a mesma cautela. O comentário original aponta para mais de 130 milhões de eliminações, enquanto o antigo comissário eleitoral principal O.P. Rawat afirmou que quase 140 milhões de eleitores foram privados do direito de voto. Uma comunicação de 1 de maio de 2026 dos relatores especiais das Nações Unidas mencionou cerca de 52 milhões de remoções apenas na Fase II. Estes números referem-se a âmbitos e alegações diferentes; não constituem um total nacional consolidado de cidadãos elegíveis excluídos indevidamente.
Alterações ao Formulário 6 e objeções dentro da Comissão
O Formulário 6 é usado para pedir uma nova inscrição. A controvérsia diz respeito a saber se a versão online introduziu requisitos adicionais durante a SIR sem a necessária alteração ao Regulamento do Registo Eleitoral de 1960. O relato original afirma que dois comissários eleitorais registaram que era necessária uma alteração por parte do Governo da União e que esta não ocorreu.
A 1 de outubro de 2026, Rahul Gandhi, líder da oposição no Lok Sabha, alegou que o formulário online tinha sido alterado ilegalmente. Perguntou quem, na ECI, dera instruções à TCS para o alterar e se a empresa tinha sido pressionada. Jairam Ramesh, secretário-geral de comunicação do Congresso, alegou que a alteração visava os eleitores mais jovens e atribuiu-a ao primeiro-ministro Narendra Modi e ao ministro do Interior Amit Shah. Estas são alegações políticas, não conclusões comprovadas.
Outras notícias descrevem pelo menos 14 objeções escritas dos comissários eleitorais Sukhbir Singh Sandhu e Vivek Joshi relativas a decisões e ao acesso aos sistemas eleitorais. Os relatos diferem quanto ao período abrangido: situam as primeiras objeções em outubro ou novembro de 2025 e dizem que continuaram até agosto de 2026.
Segundo os relatos, a objeção de Sandhu, em agosto, abordou as restrições impostas aos EROs, aos responsáveis eleitorais distritais e aos responsáveis eleitorais máximos. Joshi tinha levantado, em maio, a questão da centralização gradual da base de dados. Estas objeções, juntamente com a correspondência de Goa, fazem da distribuição das permissões digitais uma questão de autoridade institucional, e não apenas uma queixa da oposição.
Karnataka e os processos judiciais revelam outras garantias em risco
O responsável eleitoral máximo de Karnataka indicou ter recebido 110 654 pedidos através do Formulário 7 entre 16 de junho e 8 de outubro de 2026. O portal público mostrava 81 822. A diferença, de 28 832 pedidos, correspondia a cerca de 26,1% do total indicado, apesar das garantias de que todos os pedidos estariam disponíveis para escrutínio.
A falta de divulgação não prova que os pedidos subjacentes fossem irregulares. Impede os cidadãos de os verificar. Em Vijayapura, oito eleitores vivos queixaram-se de que os autores das objeções tinham pedido a sua remoção por óbito. Uma investigação inicial concluiu que tinham sido usados atestados de óbito genuínos contra eleitores com nomes semelhantes. Entre os autores das objeções estavam apoiantes do deputado do BJP expulso Basanagouda Patil Yatnal.
Este caso ilustra um problema distinto da correspondência automatizada: um documento autêntico pode, ainda assim, referir-se à pessoa errada. Por isso, não basta verificar a autenticidade de um atestado de óbito; é também necessário confirmar que diz respeito ao eleitor em causa.
Os tribunais estão também a analisar notificações individuais e a autoridade processual. Em Telangana, o assistente social S Q Masood e o empresário Syed Waheed Uddin contestaram notificações automatizadas e a transparência do ECINet e do ERONet. A ECI afirmou que a notificação de Masood se devera a uma divergência no nome do pai. O coletivo de juízes perguntou que medidas se seguiram à audiência de 15 de setembro.
Em Goa, os juízes do Supremo Tribunal de Bombaim Valmiki Menezes e Amit Jamsandekar questionaram eliminações que envolviam a família Salgaonkar, que tinha apresentado o Formulário 8 para alterar a morada. O coletivo afirmou que o caderno eleitoral existente permanece válido até à finalização do caderno revisto e questionou a exigência de um formulário de recenseamento a um eleitor que muda de residência. Estes processos não demonstram que todas as notificações automatizadas ou eliminações sejam ilegais.
O financiamento político justifica escrutínio, mas não prova uma ligação
O Progressive Electoral Trust, do Grupo Tata, distribuiu 91 500 milhões de rupias em 2024-25, incluindo 75 760 milhões ao BJP e 7 730 milhões ao Congresso. A Tata Sons contribuiu com 30 800 milhões de rupias para o fundo, e a TCS contribuiu com 21 700 milhões.
A quota do BJP nas distribuições do fundo foi de cerca de 82,8%. Segundo outro total divulgado, o BJP recebeu 95 900 milhões de rupias de todos os fundos eleitorais. Com esse total como base de comparação, os 75 760 milhões correspondem a cerca de 79%, e não a 83%. Os valores dizem respeito a comparações diferentes e não devem ser confundidos.
Para 2018-19, o relato original indica distribuições do fundo no valor de 45 400 milhões de rupias e donativos ao BJP de 35 600 milhões. Estes valores correspondem a uma quota de cerca de 78,4%, e não aos aproximadamente 75% indicados. Nos dois períodos, o BJP recebeu a maior parte das distribuições do fundo.
O comentário original também refere um donativo em abril de 2024, pouco depois da aprovação de subsídios de cerca de 44 000 milhões de rupias para duas unidades de semicondutores do Grupo Tata. A proximidade temporal não estabelece uma ligação a esses subsídios ou aos contratos de software eleitoral. Não foram apresentadas provas de que os donativos tenham comprado decisões sobre o software ou tratamento favorável.
A disputa na liderança da Tata Sons é outra questão independente. O relato original descreve N. Chandrasekaran a desistir de uma saída planeada e a garantir uma recondução em setembro de 2026 através de um voto de qualidade contestado. Descreve também uma reunião em outubro de 2025 com Chandrasekaran, Noel Tata, Amit Shah e a ministra das Finanças Nirmala Sitharaman. Nenhum dos relatos demonstra que o Governo tenha orientado a decisão posterior do conselho de administração ou que exista uma ligação ao software eleitoral.
O que continua por esclarecer
A sequência documentada coloca lado a lado as alterações ao software, as permissões contestadas e as garantias legais:
- 24 de junho de 2025: A ECI ordenou a SIR de Bihar.
- 27 de outubro de 2025: Foi ordenada a Fase II em 12 estados e territórios da União, abrangendo cerca de 510 milhões de eleitores.
- Dezembro de 2025: Responsáveis de Bengala Ocidental registaram problemas com a digitalização de cadernos eleitorais antigos.
- 22-31 de janeiro de 2026: O ECINet foi lançado, o Supremo Tribunal emitiu instruções sobre audiências relativas a discrepâncias e a ECI divulgou instruções para a sua implementação.
- Fevereiro-abril de 2026: Goa publicou o caderno final sem os 97 eleitores elegíveis; os formulários de eliminação contestados de Uttar Pradesh, apresentados por responsáveis, foram gerados antes da publicação do caderno final, a 10 de abril.
- Maio-outubro de 2026: O exercício foi alargado, enquanto prosseguiam as contestações relativas a formulários, notificações e divulgações.
Várias questões continuam sem resposta: quem aprovou os limiares de correspondência entre familiares; quem autorizou alterações ao Formulário 6 online; porque estavam indisponíveis as funcionalidades de correção em Goa; e se os formulários de eliminação gerados automaticamente preservavam uma decisão fundamentada do responsável.
Os contratos, pedidos de alteração, registos de acesso, resultados de testes e registos do sistema poderiam distinguir as opções de política da ECI das responsabilidades de implementação da TCS. Poderiam também mostrar se as falhas foram detetadas, comunicadas e corrigidas. Os relatos não identificam qualquer divulgação pública prevista desses registos ou um prazo comum para uma auditoria independente do software.
O critério é concreto: todos os eleitores em risco de exclusão devem receber uma explicação compreensível e uma oportunidade efetiva de responder, e todos os responsáveis autorizados devem poder registar e executar uma decisão legal. Goa demonstra por que razão uma audiência sem um mecanismo de correção funcional não é suficiente.
Pontos-chave
- Os responsáveis de Goa concluíram que 97 eleitores reuniam as condições de elegibilidade, mas as verificações até 20 de setembro de 2026 mostraram que continuavam ausentes do caderno final da SIR.
- Uma análise das divulgações de Uttar Pradesh identificou 85 854 pedidos de eliminação apresentados por responsáveis sem indicação dos motivos.
- A TCS opera o ERONet 2.0; o sistema ERONet anterior foi desenvolvido pelo C-DAC.
- Os erros nos dados antigos, as alterações às regras de correspondência e as restrições ao acesso para correções exigem análises distintas.
- O portal público de Karnataka apresentava menos 28 832 pedidos através do Formulário 7 do que o total indicado.
- Os donativos do fundo eleitoral do Grupo Tata justificam escrutínio, mas não demonstram uma ligação às decisões contestadas sobre o software.
- As estimativas nacionais de eliminações divergem e não estabelecem um total verificado de eleitores elegíveis excluídos indevidamente.






