Custos ocultos dos empréstimos e falta de verificações de risco sob escrutínio judicial
Um banco tentou aumentar a taxa anual de um empréstimo de 750 000 yuan de 6,9% para 23,10% através de cláusulas de incumprimento sobrepostas. Outro banco vendeu a um investidor um produto de gestão de ativos no valor de 6 milhões de yuan, mas não conseguiu demonstrar que tinha avaliado devidamente a capacidade do cliente para suportar o risco. Ambos foram alvo de decisões judiciais desfavoráveis, agora incluídas em seis casos divulgados conjuntamente pelo mais alto tribunal da China e por três entidades reguladoras do setor financeiro, a 12 de outubro de 2026.
Índice
- Custos ocultos dos empréstimos e falta de verificações de risco sob escrutínio judicial
- Como um empréstimo a 6,9% deu origem a uma exigência de 23,10%
- Um banco não pode substituir a avaliação de adequação por um aviso
- Uma venda não autorizada de fundos deixa ambas as partes em falta
- O acesso a uma aplicação não demonstrou consentimento voluntário à arbitragem
- Um acordo sobre um seguro resultou em pagamento no prazo de 20 dias
- Atividade comercial fictícia chegou às contas de uma sociedade cotada
- Uma decisão-piloto apoiou acordos com 178 investidores
- O que os casos estabelecem e o que continua por resolver
- Pontos principais
O Supremo Tribunal Popular, o Banco Popular da China, a Administração Nacional de Regulação Financeira e a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China publicaram os seis casos típicos para clarificar a proteção em litígios relacionados com crédito, venda de investimentos, finanças digitais, seguros e valores mobiliários. A mensagem central é que uma cláusula contratual, um aviso geral sobre riscos ou um clique numa aplicação não demonstram, por si só, um consentimento informado.
As decisões também estabelecem limites à responsabilidade das instituições. Os mutuários continuavam a dever o capital e os juros devidamente divulgados. Considerou-se que um investidor experiente era parcialmente responsável por ter adquirido um produto sem ler atentamente as respetivas condições. Um litígio relacionado com uma aplicação dizia respeito ao direito de recorrer aos tribunais, e não a uma decisão final sobre indemnização.
No seu conjunto, os casos distinguem três questões que podem confundir-se em litígios financeiros: se uma condição foi devidamente divulgada, se um produto era adequado para quem o adquiriu e se o cliente concordou verdadeiramente com o método de resolução do litígio.
Como um empréstimo a 6,9% deu origem a uma exigência de 23,10%
Os mutuários identificados como Pan e Li contraíram junto de um banco um empréstimo de 750 000 yuan, com uma taxa de juro anual inicial de 6,9%. O contrato previa um aumento de 50% da taxa aplicável em caso de atraso no pagamento do capital, elevando a taxa de mora para 10,35%. Permitia também a cobrança de juros compostos sobre os juros não pagos, à taxa de mora.
Uma cláusula separada previa um aumento muito maior. Se qualquer montante de capital, juros ou comissões permanecesse em atraso por mais de 15 dias consecutivos, a taxa do empréstimo passaria a ser quatro vezes a taxa prime dos empréstimos a um ano, ou LPR, com os correspondentes aumentos das penalizações. A cláusula pretendia aplicar a taxa ajustada desde a data inicial de concessão do empréstimo.
O cálculo do banco elevou primeiro a taxa para 15,4% e, em seguida, acrescentou o aumento de 50% por incumprimento, chegando a 23,10%. Isto correspondia a cerca de 3,35 vezes a taxa inicial de 6,9% e a mais do dobro da taxa de mora de 10,35% que o tribunal acabou por aceitar. A LPR é uma taxa de referência para empréstimos; o litígio dizia respeito à forma como o contrato a usava para aumentar os encargos, e não à própria taxa de referência.
O Tribunal Popular do Distrito de Shunde, em Foshan, na província de Guangdong, concluiu que a cláusula de ajustamento não estava destacada a negrito e não tinha suficiente visibilidade. A sua localização e a forma como se relacionava com as outras disposições sobre juros também não chamavam suficientemente a atenção para as consequências financeiras. Com base nas regras do Código Civil relativas às cláusulas contratuais gerais, o tribunal rejeitou os encargos calculados com base na taxa agravada.
O tribunal aceitou, ainda assim, o reembolso do capital, os juros à taxa de 6,9%, os juros de mora à taxa de 10,35%, os juros compostos e as despesas judiciais consideradas justificadas. Também confirmou o direito de preferência do banco na cobrança através do imóvel hipotecado. Nenhuma das partes recorreu. Assim, a decisão rejeitou um aumento que não tinha sido devidamente divulgado, em vez de anular a dívida ou proibir todos os encargos por incumprimento.
Um banco não pode substituir a avaliação de adequação por um aviso
A 27 de outubro de 2016, um investidor identificado como Su comprou, por 6 milhões de yuan, um produto de gestão de ativos distribuído por um banco, depois de este lhe ter sido recomendado por um gestor de clientes. A operação foi realizada online, através da conta bancária de Su.
O contrato avisava que o capital poderia ser perdido. No entanto, o contrato, o questionário sobre tolerância ao risco e o documento de divulgação de riscos apresentados pelo banco não tinham a confirmação da assinatura eletrónica de Su. Os tribunais não conseguiram apurar se o banco tinha explicado adequadamente os riscos ou se tinha ajustado o produto à capacidade de Su para suportar perdas. Uma investigação regulatória concluiu também que os materiais de comercialização eram incompletos e as informações sobre o produto pouco claras.
A 27 de setembro de 2018, a gestora de ativos anunciou que o produto tinha atingido o limite de perdas previsto no contrato e seria encerrado antecipadamente e liquidado. Su recebeu distribuições, mas sofreu uma perda de capital e processou o banco.
O Tribunal Popular Intermédio de Zhengzhou, na província de Henan, confirmou uma indemnização de 662 671,57 yuan. Concluiu que o banco não tinha explicado devidamente os riscos, as características, a orientação de investimento ou as condições de resgate do produto, nem demonstrado que este era adequado ao investidor.
A avaliação de adequação implica analisar tanto o investimento como o cliente: o risco do produto, o que o comprador compreende e as perdas que consegue suportar. O tribunal rejeitou o argumento de que a ausência de práticas comerciais fraudulentas ou enganosas provava que o banco tinha cumprido esse dever. Vender sem enganar e vender após uma avaliação adequada da compatibilidade são obrigações distintas.
A indemnização correspondeu a cerca de 11,04% do investimento inicial de 6 milhões de yuan de Su. Esta comparação dá uma ideia da dimensão da indemnização, não da taxa exata de perda do produto, que o comunicado não especifica. A decisão associa a responsabilidade a falhas no processo de venda, em vez de considerar que toda e qualquer perda num investimento dá direito a reembolso.
Uma venda não autorizada de fundos deixa ambas as partes em falta
Um caso separado envolveu um gestor de uma sucursal de uma sociedade de valores mobiliários, identificado como Chen, que promoveu um fundo privado em junho de 2015 como sendo um projeto explorado pela sociedade. Um investidor identificado como Yang, cliente VIP da sucursal, confiou na reputação da instituição e investiu 1 milhão de yuan.
O gestor realizou várias apresentações sem avaliar a compreensão dos investidores sobre os riscos, as suas preferências ou a sua capacidade para suportar perdas. Quando o investimento passou a ser reembolsável e Yang não recebeu qualquer quantia, este descobriu que a sucursal não estava autorizada a vender o fundo e que este comportava riscos muito elevados.
Em março de 2022, a entidade reguladora dos valores mobiliários emitiu cartas de advertência relacionadas com vendas não autorizadas de fundos e com a gestão inadequada de documentos contratuais em branco. Yang intentou uma ação em agosto de 2023, pedindo inicialmente o reembolso do capital investido e mais de 300 000 yuan em juros perdidos. Durante o processo, o fundo entrou em liquidação e Yang reviu o pedido com base no plano de distribuição do fundo.
O tribunal de primeira instância rejeitou o pedido de Yang, mas o Tribunal Popular Intermédio de Ma'anshan, na província de Anhui, revogou essa decisão e atribuiu-lhe 576 716,97 yuan. A sucursal não conseguiu provar que tinha avaliado Yang, classificado o risco do produto ou concluído o processo de correspondência exigido.
O tribunal de recurso também considerou que Yang tinha alguma responsabilidade. Apesar de ter experiência em investimentos, Yang não leu atentamente o contrato nem compreendeu suficientemente o produto antes de adquirir um investimento que excedia a sua tolerância ao risco. A decisão mostra que as falhas institucionais e a responsabilidade do cliente podem coexistir. Não torna uma sociedade de valores mobiliários automaticamente responsável por todas as perdas associadas aos seus trabalhadores.
O acesso a uma aplicação não demonstrou consentimento voluntário à arbitragem
Em dezembro de 2015, um investidor identificado como Fang, então com 74 anos, comprou um fundo de 1 milhão de yuan após uma recomendação presencial. Quando resgatou o investimento, em dezembro de 2024, este tinha perdido cerca de 380 000 yuan. Fang intentou uma ação em setembro de 2025, alegando que promessas de baixo risco e elevados rendimentos tinham induzido a compra em erro.
A sociedade gestora do fundo tentou transferir o litígio dos tribunais para a arbitragem, um processo em que um organismo arbitral escolhido pelas partes resolve o litígio fora dos tribunais. Para tal, invocou os contratos de prestação de serviços que Fang aceitou ao iniciar sessão numa versão atualizada da aplicação, em outubro de 2025. Esses contratos incluíam uma cláusula de arbitragem a negrito que pretendia abranger transações anteriores.
Fang afirmou que, depois do encerramento do escritório local da sociedade, por volta de 2018, a aplicação se tinha tornado o principal canal para consultar os investimentos e realizar transações. Aceitar as novas condições era necessário para iniciar sessão e preparar a audiência em tribunal, não sendo uma escolha voluntária de recorrer à arbitragem.
O Tribunal Popular do Distrito de Hongkou, em Xangai, concluiu que os utilizadores só tinham duas opções: aceitar e assinar ou recusar e sair. Até para consultar informações sobre um investimento existente era necessário aceitar as condições. Embora a cláusula estivesse a negrito e a aplicação apresentasse um aviso, esse mecanismo não demonstrava um consentimento genuíno à arbitragem.
O Tribunal Financeiro de Xangai confirmou a decisão. Citando o requisito de acordo voluntário previsto no artigo 4.º da Lei da Arbitragem, o comunicado oficial explica que um acordo arbitral válido exige consentimento real, não apenas a aparência de aceitação. Isto complementa a decisão sobre o empréstimo: dar visibilidade a uma condição é importante, mas essa visibilidade não corrige um processo que priva o cliente de uma escolha significativa.
A decisão permitiu que o litígio prosseguisse nos tribunais. Não determinou se ficou provada a alegação de Fang de que a venda fora enganosa, nem se a sociedade gestora do fundo devia pagar a perda reclamada, de cerca de 380 000 yuan.
Um acordo sobre um seguro resultou em pagamento no prazo de 20 dias
O caso de seguros dizia respeito a uma apólice contratada por Xu para a sua filha, Wu, a 11 de setembro de 2020. A apólice incluía cobertura vitalícia para doenças graves, com um capital seguro base de 400 000 yuan, um prémio anual de 4 840 yuan e um período de pagamento de 19 anos. Uma cobertura adicional permitia dispensar o pagamento de prémios futuros em caso de doença abrangida.
A 4 de fevereiro de 2024, o Hospital Pediátrico afiliado à Universidade de Zhejiang diagnosticou a doença de Wilson a Wu, após exames especializados. A doença constava da apólice, mas a seguradora recusou o pagamento e a dispensa dos prémios por considerar que não tinham sido cumpridos todos os requisitos clínicos previstos no contrato.
O Tribunal Popular de Quzhou Zhizao Xincheng, na província de Zhejiang, considerou que não havia fundamento suficiente para a recusa. A seguradora tinha imposto requisitos rigorosos através de cláusulas contratuais gerais sem chamar devidamente a atenção para os mesmos nem os explicar. O tribunal reconheceu também que a obtenção de pareceres médicos, a análise de objeções e a realização de novas avaliações prolongariam o processo, enquanto Wu precisava de dinheiro para o tratamento.
As partes chegaram a um acordo voluntário a 17 de maio de 2024. A seguradora aceitou pagar 360 000 yuan e dispensar 16 prestações de prémio ainda por pagar, no total de 77 440 yuan. O pagamento foi concluído a 25 de maio, e o processo demorou 20 dias a resolver.
O pagamento em dinheiro correspondeu a 90% do capital seguro base de 400 000 yuan. A dispensa do pagamento dos prémios foi um benefício separado. Estes valores não devem ser confundidos com uma decisão judicial que atribua a totalidade do capital seguro, uma vez que o litígio terminou por acordo.
O Supremo Tribunal Popular relaciona o caso com as regras do Código Civil sobre cláusulas contratuais gerais e com os princípios do direito dos seguros relativos à boa-fé e à interpretação contra quem redigiu o contrato. A sua explicação alerta para o perigo de recusar sinistros com base em requisitos de diagnóstico contratual mais exigentes do que os critérios clínicos. O resultado prático também dependeu do tempo: a mediação evitou um longo litígio técnico e disponibilizou fundos para o tratamento.
Atividade comercial fictícia chegou às contas de uma sociedade cotada
O caso relativo à divulgação de informação sobre valores mobiliários teve início com uma aquisição, em outubro de 2016. Uma sociedade cotada comprou a totalidade das ações de uma empresa de saúde de Shenzhen a 16 contrapartes, por um valor total de 1 000 milhões de yuan, utilizando 21,7899 milhões de ações recém-emitidas e 440 milhões de yuan em dinheiro.
A empresa adquirida tornou-se uma subsidiária detida a 100%, pelo que os seus resultados financeiros foram incluídos nas contas consolidadas da sociedade-mãe cotada. Mais tarde, uma entidade reguladora dos valores mobiliários concluiu que, entre maio e dezembro de 2017, a subsidiária tinha assinado contratos fictícios com clientes, inventado encomendas no seu sistema de gestão empresarial e falsificado registos de compras, produção e expedição.
Contas pessoais e empresariais sob controlo da sociedade forneciam dinheiro aos clientes para que estes efetuassem pagamentos aparentes. A atividade falsa inflacionou as receitas em 97,3439 milhões de yuan e os lucros em 40,8386 milhões de yuan. Estes montantes representavam 3,7% das receitas divulgadas e 15,67% dos lucros divulgados pela subsidiária no período.
A comparação mostra que, em termos proporcionais, a falsificação teve um impacto muito maior nos lucros do que nas receitas. Estas percentagens dizem respeito à empresa adquirida, e não à totalidade da atividade do grupo cotado. Como os valores da subsidiária foram consolidados, os registos falsos também tornaram inexato o relatório anual de 2017 da sociedade cotada.
Uma entidade reguladora provincial dos valores mobiliários aplicou sanções administrativas em junho de 2023. Os investidores recorreram então aos tribunais para pedir uma indemnização civil, através do Tribunal Popular Intermédio de Guangzhou, associando as conclusões da entidade reguladora a pedidos de compensação por perdas de investimento.
Uma decisão-piloto apoiou acordos com 178 investidores
O tribunal de Guangzhou recorreu a uma decisão-piloto para estabelecer uma abordagem comum à responsabilidade e ao cálculo das perdas e, em seguida, encaminhou os litígios para uma organização de mediação de valores mobiliários e futuros. Isto deu aos investidores e à sociedade uma base definida para negociar, em vez de exigir que cada pedido voltasse a discutir as mesmas questões desde o início.
Segundo o comunicado oficial, 178 investidores chegaram a acordos no valor total de cerca de 11,78 milhões de yuan. Outros 119 investidores desistiram das ações. O comunicado afirma que 294 processos terminaram por mediação ou desistência, o que corresponde a 99% dos processos instaurados no período em causa.
Estes valores exigem cautela. Os dois números de investidores somam 297 pessoas, enquanto o total indicado é de 294 processos. Pessoas e processos são medidas diferentes, e o comunicado não explica a relação entre ambos. Também não esclarece por que motivo os 119 investidores desistiram nem se receberam pagamentos. Por isso, as desistências não devem ser contabilizadas como indemnizações adicionais a investidores.
Nos litígios que não foram resolvidos por acordo, o tribunal recorreu ao processo normal de ação representativa e proferiu uma decisão em dezembro de 2025. A ação representativa permite que pedidos relacionados sejam tratados por representantes, reduzindo a repetição de processos e mantendo a possibilidade de uma decisão judicial quando as negociações falham.
O que os casos estabelecem e o que continua por resolver
Os casos abrangem transações mais antigas e decisões e acordos recentes em sede de recurso. Vários clientes passaram anos entre a compra e a liquidação, a apresentação de queixas ou o recurso aos tribunais, enquanto o litígio de seguros mostra quão rapidamente pode ocorrer um pagamento quando a mediação é bem-sucedida.
- 2015 e 2016: Foram comprados o fundo privado, o fundo de Fang e o produto de gestão de ativos de Su; a sociedade cotada também concluiu a sua aquisição.
- 27 de setembro de 2018: O produto de gestão de ativos de Su foi encerrado antecipadamente depois de atingir o limite de perdas previsto no contrato.
- 2022 e 2023: As entidades reguladoras emitiram advertências sobre vendas não autorizadas de fundos e aplicaram sanções relativas a divulgações financeiras falsas.
- Maio de 2024: O litígio de Wu sobre o seguro foi resolvido por acordo, seguido do pagamento a 25 de maio.
- Setembro e outubro de 2025: Fang intentou uma ação e, mais tarde, deparou-se com os contratos atualizados da aplicação invocados pela sociedade gestora do fundo.
- Dezembro de 2025: O tribunal de Guangzhou proferiu uma decisão no âmbito de uma ação representativa relativa aos litígios que não tinham sido resolvidos por acordo.
- 12 de outubro de 2026: As quatro entidades divulgaram conjuntamente os seis casos.
O relato original descreve também duas medidas regulatórias que estão em consonância com as decisões. As regras de divulgação expressa dos custos totais do financiamento através de empréstimos pessoais exigem que os mutuantes discriminem os juros e as comissões em termos anualizados, obtenham a confirmação do mutuário antes da assinatura e não cobrem valores que não tenham sido divulgados. As medidas relativas à adequação dos produtos financeiros exigem que os processos de venda online incluam a gestão da adequação e a classificação de risco dos produtos de investimento. Não é indicada a data de entrada em vigor de nenhuma das medidas.
Wang Pengbo, analista-chefe da Botong Consulting, afirmou que a divulgação conjunta poderia proporcionar às instituições financeiras expectativas mais claras em matéria de cumprimento das regras, apoiar a aplicação da regulação e reduzir a desvantagem informativa dos consumidores quando procuram reparação. A sua avaliação está em linha com o foco comum dos casos na prova: as instituições têm de conseguir demonstrar que houve divulgação, avaliação do risco e consentimento genuíno.
A publicação apresenta decisões judiciais selecionadas e a respetiva fundamentação jurídica, não anunciando um direito universal ao reembolso de perdas de investimento. Não indica novas datas de audiência nem prazos para o cumprimento das regras. O mérito do pedido de indemnização de Fang continua fora do âmbito da decisão processual publicada, e o comunicado não explica os motivos de todas as desistências de investidores no litígio relativo aos valores mobiliários.
Pontos principais
- Quatro entidades chinesas divulgaram seis casos de proteção dos consumidores financeiros e dos investidores a 12 de outubro de 2026.
- Um tribunal rejeitou um aumento não devidamente divulgado, de 6,9% para uma taxa anual de mora de 23,10%, preservando as obrigações de dívida válidas.
- Um banco foi condenado a pagar 662 671,57 yuan a Su por não ter demonstrado uma divulgação adequada dos riscos nem verificações de adequação suficientes.
- Uma sucursal de uma sociedade de valores mobiliários ficou obrigada a pagar 576 716,97 yuan a Yang, tendo o tribunal de recurso considerado também que o investidor tinha alguma responsabilidade.
- Um acordo obrigatório numa aplicação não transferiu validamente um litígio existente sobre um fundo dos tribunais para a arbitragem.
- Um acordo de seguro resultou no pagamento de 360 000 yuan e na dispensa do pagamento de 77 440 yuan em prémios, num processo resolvido em 20 dias.
- O litígio relativo aos valores mobiliários deu origem a acordos no valor de cerca de 11,78 milhões de yuan para 178 investidores, tendo sido usada uma ação representativa para os pedidos não resolvidos.






