Grupos indígenas processam a Indonésia pela resposta aos incêndios florestais, enquanto o fumo atravessa fronteiras

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Indigenous Groups Sue Indonesia Over Wildfire Response as Haze Spreads Across Borders

Uma contestação judicial sobre avisos, fumo e responsabilidade do Estado

Representantes indígenas e grupos da sociedade civil em Kalimantan Ocidental estão a levar o Governo da Indonésia a tribunal por causa dos incêndios florestais recorrentes. Pedem a declaração de uma catástrofe nacional, medidas de prevenção mais eficazes e cuidados de saúde para quem respira o fumo. O processo surge numa altura em que os casos de infeções respiratórias chegam a cerca de 175 000, a polícia investiga 96 empresas e equipas de salvamento retiram orangotangos ameaçados de habitats em chamas.

Índice
  1. Uma contestação judicial sobre avisos, fumo e responsabilidade do Estado
  2. O que os queixosos pedem ao Governo
  3. Como evoluíram a crise e o processo judicial
  4. O fumo entra nas casas e interrompe as aulas
  5. A seca e a limpeza de terrenos são explicações concorrentes
  6. Os dados das investigações e do combate aos incêndios medem realidades diferentes
  7. Países vizinhos oferecem ajuda
  8. O resgate de orangotangos revela a perda de habitats seguros
  9. Aumenta a pressão pública, mas as medidas judiciais continuam por decidir
  10. O que é preciso saber

Os queixosos acusam as autoridades de negligência grave, argumentando que já se previa, antes da estação seca, uma seca prolongada associada ao El Niño. A sua principal alegação é que uma crise que regressa quase todos os anos deveria ter levado a uma preparação antecipada, em vez de uma resposta centrada no combate aos incêndios depois de as comunidades já estarem expostas.

O processo está a ser julgado em Pontianak, capital de Kalimantan Ocidental, na ilha do Bornéu. Os relatos divergem em dois pormenores processuais básicos: um indica que a primeira audiência teve lugar a 7 de outubro e aponta 10 réus, enquanto outro refere 8 de outubro e descreve 27 pessoas e entidades como acusadas. O presidente Prabowo Subianto é mencionado em ambos os relatos. A lista exata de réus e a data da primeira audiência precisam de ser confirmadas através dos registos do tribunal.

Ambos os relatos dizem que nenhum dos réus compareceu e que o processo foi adiado para 21 de outubro. Não foi noticiada qualquer decisão sobre as alegações de negligência. A ausência na primeira audiência não comprova as acusações contra o Governo.

A disputa vai além do tribunal. O fumo perturbou as aulas, os transportes e a vida quotidiana na Indonésia, além de ter atravessado a fronteira para a Malásia e Singapura. O fumo também chegou às Filipinas. O Governo indonésio afirma que a proteção das comunidades e a contenção dos incêndios continuam a ser prioridades, enquanto os queixosos querem que o Estado aborde em conjunto a prevenção, a fiscalização e a recuperação.

O que os queixosos pedem ao Governo

A coligação chama-se Nafas Kalbar, que significa «Respiração de Kalimantan Ocidental». Os quatro queixosos incluem representantes de jovens indígenas e religiosos, um representante da fundação de zonas de turfa Lembaga Gemawan e Sisilius Rami, identificado como o único queixoso individual do grupo.

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Entre as medidas pedidas estão a declaração de uma emergência ou catástrofe nacional, o reforço da mitigação dos incêndios, cuidados de saúde gratuitos para os grupos vulneráveis, a responsabilização dos culpados e a reabilitação das comunidades afetadas. Estas exigências tornam o processo mais abrangente do que uma queixa sobre a operação imediata de combate aos incêndios.

Tono, dirigente da Aliança dos Povos Indígenas de Kalimantan Ocidental, descreveu o processo como uma tentativa de obrigar o Estado a cumprir a sua responsabilidade de proteger as pessoas e o ambiente. Glorio Sanen, coordenador jurídico da Nafas Kalbar e advogado dos queixosos, afirmou que o grupo estava preparado para fundamentar as suas alegações.

Sanen questionou por que motivo a previsão de uma ameaça meteorológica não tinha levado a uma preparação mais eficaz:

Achamos, de facto, um pouco estranho, porque o El Niño já tinha sido previsto muito antes do início desta estação seca», afirmou. «No entanto, parece que não estávamos preparados para enfrentar esta seca prolongada.

O seu argumento distingue as condições meteorológicas que tornaram os incêndios mais perigosos do dever de preparação do Governo. Uma previsão de seca não basta, por si só, para comprovar negligência legal. O tribunal terá de analisar o que as autoridades sabiam, que medidas tomaram e se estas cumpriram as suas responsabilidades.

Como evoluíram a crise e o processo judicial

Os relatos descrevem incêndios que se prolongaram por mais de três meses, com o atual surto a começar em julho. As datas disponíveis traçam a evolução de uma emergência, seguida por medidas de fiscalização, um processo judicial e conversações diplomáticas.

  • Janeiro a julho: Arderam cerca de 202 000 hectares em toda a Indonésia, segundo dados do Governo citados nos relatos.
  • A partir de julho: Os incêndios florestais e terrestres espalharam fumo pelas províncias indonésias afetadas e pelos países vizinhos.
  • Agosto e setembro: O número de infeções respiratórias chegou a cerca de 175 000; durante este período também foram resgatados orangotangos.
  • Setembro: Segundo relatos, a Nafas Kalbar apresentou o processo em Pontianak.
  • 7 ou 8 de outubro: Os relatos indicam datas diferentes para a primeira audiência, que foi adiada após a ausência dos réus.
  • 9 de outubro: O número de orangotangos resgatados de ameaças de incêndio, segundo a contagem de um responsável local pela conservação, chegou a 46.
  • 10 de outubro: Syahganda Nainggolan, responsável pelas comunicações do Governo, falou publicamente sobre os incêndios e as preocupações manifestadas pela Malásia e por Singapura.
  • 21 de outubro: O tribunal marcou o reinício do processo.
  • Novembro: As autoridades avisaram que os incêndios poderiam continuar até esse mês, quando se esperava a chegada da estação das chuvas a grande parte da Indonésia.

O aviso relativo a novembro não garante que os incêndios terminem nessa altura. Refere-se à janela meteorológica prevista, enquanto a evolução imediata dos incêndios também depende da precipitação local, das reservas de água e dos esforços para extinguir a turfa em combustão.

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O fumo entra nas casas e interrompe as aulas

Os dados do Ministério da Saúde da Indonésia apontam para cerca de 175 000 infeções respiratórias associadas aos incêndios. Os relatos descrevem o total de formas diferentes: quase 175 000 entre agosto e setembro ou pelo menos 175 000 desde agosto. Sem acesso ao comunicado original datado, estes valores devem ser considerados uma medida aproximada do impacto na saúde, e não uma contagem única e exata.

Os residentes descrevem uma exposição que persiste dentro de casa. Arniyanti, residente em Pontianak e dirigente da Lembaga Gemawan, explicou como o fumo entrava na sua casa:

É difícil respirar dentro de casa, porque o fumo entra pela ventilação.

Sisilius Rami, queixoso individual, afirmou que os olhos lhe ardiam sempre que saía à rua e que usava máscara todos os dias. O seu relato mostra por que motivo o pedido de cuidados de saúde é central no processo: as pessoas podem continuar expostas mesmo que evitem atividades ao ar livre.

Sanen afirmou que as escolas em Kalimantan Ocidental estiveram encerradas durante cerca de dois meses. Centenas de voos também foram afetados. Estados malaios encerraram temporariamente escolas devido à má qualidade do ar, incluindo Johor, enquanto Singapura anunciou planos para encerrar escolas caso o seu Índice de Normas de Poluição entrasse no nível considerado insalubre.

Estas perturbações têm custos para além da doença. O encerramento prolongado das escolas interrompe a educação, e os voos cancelados limitam as deslocações e o acesso a serviços. O pedido de reabilitação dos queixosos procura dar resposta a esses efeitos duradouros, embora o âmbito exato e o financiamento de qualquer medida ainda não tenham sido decididos.

A seca e a limpeza de terrenos são explicações concorrentes

O El Niño, um aquecimento do Pacífico tropical que altera os padrões meteorológicos, pode reduzir a precipitação na Indonésia. O episódio invulgarmente intenso descrito nos relatos prolongou as condições de seca e tornou a vegetação e a turfa mais suscetíveis a arder.

A turfa é constituída por matéria vegetal parcialmente decomposta, acumulada em terrenos húmidos. Quando drenada, pode tornar-se combustível e arder por baixo da superfície. Isso ajuda a explicar por que motivo um incêndio pode continuar depois de as chamas visíveis desaparecerem e por que razão os bombeiros precisam de grandes reservas de água para o controlar.

O desafio já era evidente durante a operação de combate aos incêndios nas zonas de turfa em setembro, quando voluntários combateram fogos subterrâneos que podiam reacender depois de parecerem extintos. Uma operação de resposta a incêndios em agosto também referiu escassez de água, dificuldades de acesso e condições de El Niño mais intensas.

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Os grupos ambientalistas apontam a queima de vegetação para preparar terrenos destinados a plantações e outras atividades agrícolas como uma das principais causas dos incêndios recorrentes. A Indonésia é o maior produtor mundial de óleo de palma, e Arniyanti afirmou que as turfeiras degradadas e secas associadas às plantações em monocultura eram particularmente vulneráveis.

Com base nas conclusões do seu grupo, Arniyanti atribuiu mais de 70 por cento dos focos de incêndio a concessões de empresas. Trata-se de uma alegação que exige escrutínio: detetar um incêndio dentro de uma concessão identifica o local, mas não determina, por si só, quem o ateou nem se uma empresa tem responsabilidade legal.

Syahganda Nainggolan, responsável pela Agência de Comunicações do Governo da Indonésia, apresentou uma explicação diferente a 10 de outubro:

«Esperamos que os nossos vizinhos compreendam que isto está para além do erro humano; trata-se verdadeiramente da natureza», afirmou.

Esta perspetiva contrasta com as próprias investigações do Governo sobre suspeitos de atear fogos e o envolvimento de empresas. O tempo seco pode facilitar a propagação dos incêndios, mas a atividade humana pode continuar a ser a causa da ignição. O processo judicial questiona se as autoridades geriram adequadamente esses riscos.

Os dados das investigações e do combate aos incêndios medem realidades diferentes

A polícia identificou 196 pessoas suspeitas de atearem incêndios florestais e investigou 96 empresas por causa de fogos que afetaram mais de 25 000 hectares. Os relatos divergem quanto à data, situando o anúncio em agosto ou descrevendo-o como tendo ocorrido no mês anterior às audiências de outubro.

As autoridades também anunciaram sanções administrativas contra 26 empresas, incluindo suspensões e revogações de licenças, bem como ordens para recuperar terrenos degradados. As sanções administrativas são distintas das condenações penais. As investigações sobre o envolvimento de empresas prosseguiam, estando em causa possíveis acusações puníveis com penas de prisão até 15 anos.

A Agência de Comunicações do Governo afirmou que as operações de combate aos incêndios tinham intervindo em cerca de 467 hectares de seis províncias prioritárias, face a uma meta de aproximadamente 654 hectares. Isso corresponde a cerca de 71 por cento da meta indicada, deixando cerca de 187 hectares por tratar segundo esta medida específica.

Estes dados operacionais não devem ser interpretados como uma estimativa nacional da área ardida. Os dados do Governo indicam que arderam cerca de 202 000 hectares entre janeiro e julho. Organizações não governamentais estimaram que arderam pelo menos mais 600 000 hectares depois disso, mas não foi divulgado qualquer total nacional oficial posterior.

Somar estes dois valores apontaria para pelo menos 802 000 hectares, mas implicaria combinar uma contagem oficial com uma estimativa independente. O resultado não é um total governamental confirmado. Do mesmo modo, os 25 000 hectares associados às investigações policiais abrangem uma área diferente da dos dados nacionais sobre os incêndios.

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A agência afirmou que mais de 69 000 militares, polícias, profissionais da gestão de catástrofes, voluntários e participantes do setor privado apoiavam as operações conjuntas. Descreveu ações coordenadas no terreno e no ar, centradas em focos de incêndio ativos, fogos subterrâneos em turfeiras e locais com pouca água ou de acesso difícil.

Países vizinhos oferecem ajuda

A Malásia e Singapura manifestaram disponibilidade para ajudar a Indonésia, enquanto o fumo atravessa as fronteiras. Segundo Syahganda, o primeiro-ministro malaio, Anwar Ibrahim, manifestou preocupação ao presidente Prabowo, e houve também conversações entre os ministérios dos Negócios Estrangeiros dos países.

Grace Fu, ministra da Sustentabilidade e do Ambiente de Singapura, afirmou ter estado em contacto com homólogos indonésios para oferecer apoio. Responsáveis indonésios agradeceram a disponibilidade dos dois países vizinhos para ajudar.

Berton Panjaitan, porta-voz interino da Agência Nacional de Mitigação de Catástrofes da Indonésia, afirmou que se preferia o envio de pessoal por terra em vez de aeronaves, uma vez que a fraca visibilidade podia dificultar as operações aéreas. Esta limitação prática mostra como o fumo pode prejudicar a resposta aos incêndios que o produzem.

A Agência de Comunicações do Governo afirmou também respeitar o direito dos cidadãos e das organizações da sociedade civil de recorrerem aos tribunais. O seu porta-voz explicou a posição do Governo:

Uma vez que o assunto está agora em tribunal, o Governo responderá às questões levantadas através do processo judicial e permitirá que este siga os seus trâmites.

A oferta de ajuda regional e o processo judicial respondem a diferentes aspetos da crise. Mais pessoal pode ajudar a conter os incêndios ativos, enquanto o processo procura decisões sobre a preparação, a proteção pública e a responsabilização.

O resgate de orangotangos revela a perda de habitats seguros

As autoridades indonésias e a fundação de reabilitação de animais selvagens YIARI transferiram oito orangotangos para a Floresta Protegida de Batu Nyambu, em Kalimantan Ocidental. O grupo era composto por três pares de mães e crias e dois machos adolescentes, resgatados de locais ameaçados ou danificados pelos incêndios durante agosto e setembro.

O destino é uma reserva com 23 000 hectares de floresta primária e secundária. Argitoe Ranting, diretor de operações da YIARI, afirmou que a zona foi escolhida pela disponibilidade de alimentos e água e pela ligação a outras florestas. Os conservacionistas avaliaram a saúde dos animais antes da transferência.

A viagem demorou seis horas de carro, uma hora de barco e mais duas horas a pé, com as jaulas transportadas em varas de bambu. Murlan Dameria Pane, responsável pela agência local dos recursos naturais, afirmou que as autoridades e a YIARI tinham resgatado 46 orangotangos de ameaças de incêndio entre agosto e 9 de outubro.

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Karmele Llano Sanchez, diretora executiva da YIARI, explicou por que motivo a transferência se torna necessária quando a proteção dos habitats é insuficiente:

«A proteção dos habitats será sempre uma prioridade máxima para garantir que os orangotangos continuam a dispor de florestas seguras onde viver. Mas, enquanto o seu habitat continuar ameaçado, o resgate é uma das melhores opções para os ajudar a sobreviver», afirmou Sanchez.

O WWF estima que restem cerca de 104 000 orangotangos no Bornéu e em Sumatra, em comparação com mais de 230 000 há um século. A União Internacional para a Conservação da Natureza alertou que os incêndios estavam a atingir habitats onde vive 52 por cento da população de orangotangos do Bornéu. Este valor descreve a proporção da população que vive em habitats afetados, não o número de animais mortos ou feridos diretamente.

Aumenta a pressão pública, mas as medidas judiciais continuam por decidir

A crise suscitou apelos de artistas indonésios, além das comunidades afetadas. Teuku Wisnu chamou a atenção para os incêndios que continuavam em Kalimantan e Sumatra. Nana Mirdad criticou a resposta oficial ao fumo que afeta as cidades, enquanto Denny Sumargo apelou ao presidente, ao secretário do Conselho de Ministros e ao ministro das Florestas para que ajudassem.

Luna Maya promoveu donativos para as florestas e a vida selvagem de Kalimantan. Estas campanhas alargam a atenção pública, mas não comprovam as alegações apresentadas ao tribunal nem substituem um programa governamental de recuperação financiado.

Os queixosos enfrentam também um historial judicial misto. Em 2016, sete residentes apresentaram um processo contra a resposta do Governo à crise dos incêndios de 2015, durante a presidência de Joko Widodo. Um tribunal distrital decidiu inicialmente a seu favor, mas essa decisão foi anulada em 2022. Outro processo, apresentado em Sumatra do Sul em 2025, foi rejeitado.

Sanen afirmou que os queixosos atuais estavam preparados e tinham provas. O processo continua sem decisão, incluindo quanto à possibilidade de o tribunal ordenar a declaração de uma catástrofe, cuidados de saúde, uma mitigação mais eficaz ou outras medidas de reabilitação. A próxima audiência está marcada para 21 de outubro. Um registo confirmado do tribunal também permitiria esclarecer as divergências sobre a data da primeira audiência e o número de réus.

O que é preciso saber

  • A Nafas Kalbar acusa as autoridades indonésias de negligência na preparação para os incêndios recorrentes e na resposta aos mesmos.
  • Os queixosos pedem a declaração de uma catástrofe nacional, uma mitigação mais eficaz, cuidados de saúde e reabilitação.
  • Os relatos divergem quanto à data da primeira audiência e ao número de réus; ambos indicam 21 de outubro como data da próxima audiência.
  • Os dados do Ministério da Saúde apontam para cerca de 175 000 infeções respiratórias associadas aos incêndios.
  • A polícia identificou 196 suspeitos de atearem incêndios e investigou 96 empresas; 26 empresas foram alvo de sanções administrativas.
  • A Malásia e Singapura ofereceram ajuda, enquanto o fumo perturbava as aulas, as viagens e a vida quotidiana.
  • Oito orangotangos resgatados foram transferidos para uma floresta protegida; até 9 de outubro, tinham sido resgatados 46 de ameaças de incêndio.
  • Não foi noticiada qualquer decisão sobre as atuais alegações de negligência.
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