Nepal ultrapassa o Canadá após vitória por 24 corridas
Rohit Paudel marcou 101 corridas em 127 bolas e o Nepal venceu o Canadá por 24 corridas no Al Amerat Cricket Ground, em Omã, a 11 de outubro de 2026, subindo ao sexto lugar da classificação da ICC Men's Cricket World Cup League 2. O Canadá, que perseguia um alvo de 236 corridas, foi eliminado por 211 em 48,4 overs, depois de o Nepal ter sido todo eliminado por 235 corridas nos 50 overs previstos.
Índice
- Nepal ultrapassa o Canadá após vitória por 24 corridas
- Paudel segura a entrada após perdas iniciais
- Jha dá mais velocidade à pontuação do Nepal
- Terceiro século coloca Paudel na liderança
- Canadá fica aquém apesar de vários contributos
- Porque o sexto lugar é mais importante do que os quatro primeiros
- Faltam três jogos ao Nepal
- Pontos-chave
O resultado alterou a ordem de duas equipas que lutam por manter o estatuto de One Day International. O Nepal entrou no encontro em sétimo lugar, com 24 pontos em 32 jogos, e terminou em sexto, com 26 pontos em 33 jogos. O Canadá desceu do sexto para o sétimo lugar, mantendo os 25 pontos após 34 jogos.
O terceiro século de Paudel em ODIs valeu-lhe o prémio de Melhor Jogador do Encontro. Gulshan Jha deu o contributo substancial mais rápido da entrada, com 48 corridas em 34 bolas, enquanto Basir Ahmed marcou 30 e Arjun Kumal, 23. Depois, quatro lançadores do Nepal conseguiram dois wickets cada, impedindo o Canadá de completar a perseguição.
Este foi o primeiro encontro do Nepal na sua série final da League 2, e não o jogo de abertura do torneio em Omã. O Canadá já tinha perdido frente à equipa anfitriã por 41 corridas. A segunda derrota consecutiva deixou-lhe dois jogos por disputar numa competição em que cada equipa joga 36.
Para o Nepal, a vitória valeu dois pontos, mas não reabriu a possibilidade de terminar nos quatro primeiros lugares. Essa oportunidade já tinha desaparecido. O objetivo imediato é agora ficar entre os seis primeiros, posição apontada nos relatos dos jogos como necessária para manter o estatuto de ODI, atribuído à equipa em 2018.
Paudel segura a entrada após perdas iniciais
O Canadá ganhou o sorteio e optou por lançar no recinto também identificado como Oman Cricket Academy Ministry Turf 1. O início da entrada do Nepal trouxe resultados rápidos ao Canadá: Aasif Sheikh marcou quatro corridas em três bolas antes de Aaron Johnson o eliminar, apanhado por Akhil Kumar, enquanto Ishan Pandey foi eliminado sem marcar.
Kumal contribuiu com 23 corridas em 54 bolas, mas o Nepal precisava de uma entrada muito mais volumosa para construir um total defensável. Paudel deu esse contributo, acertando oito fours e um six ao longo das suas 127 bolas. As suas 101 corridas corresponderam a cerca de 43% dos 235 pontos do Nepal, mostrando o peso que recaiu sobre ele na responsabilidade de bater.
As 30 corridas de Ahmed em 57 bolas deram outro contributo substancial. Dipendra Singh Airee marcou seis e Karan KC, oito, deixando Paudel, Jha, Ahmed e Kumal responsáveis por 202 corridas entre si. Isso correspondeu a cerca de 86% do total da equipa.
Esta distribuição é relevante porque o resultado do Nepal não foi construído com contributos repartidos uniformemente pela ordem de batida. Paudel forneceu a maior parcela, Ahmed e Kumal deram apoio, e Jha trouxe um ritmo de pontuação diferente. Ainda assim, o Nepal perdeu os dez wickets, com o ataque do Canadá a manter o alvo abaixo das 250 corridas.
Jha dá mais velocidade à pontuação do Nepal
As 48 corridas de Jha em 34 bolas incluíram quatro fours e três sixes. Esses limites valeram 34 das suas corridas, ou pouco mais de 70% da entrada. Ficou a duas corridas de um meio século, mas teve a taxa de pontuação mais alta entre os principais batedores do Nepal.
A sua taxa de strike, isto é, o número de corridas marcadas por cada 100 bolas, foi de aproximadamente 141,2. A de Paudel foi de cerca de 79,5, a de Ahmed de 52,6 e a de Kumal de 42,6. Estes valores mostram as diferentes funções desempenhadas na mesma entrada: Paudel acumulou o maior total, enquanto Jha marcou muito mais depressa.
Paudel e Jha somaram 149 corridas, cerca de 63% do total do Nepal. A parceria deu aos lançadores um resultado para defender, apesar das eliminações iniciais e dos contributos limitados de vários outros batedores. O Canadá precisava de 236 corridas em 300 bolas válidas, uma taxa inicial exigida de 4,72 corridas por over.
Terceiro século coloca Paudel na liderança
Este foi o terceiro século de Paudel no críquete ODI. Os anteriores foram 126 frente à Papua-Nova Guiné, em março de 2022, e 109 frente aos Emirados Árabes Unidos, em 2024. A entrada frente ao Canadá acrescentou mais um adversário à lista e aconteceu num jogo com consequências imediatas para a posição do Nepal na liga.
Com três séculos em ODIs, Paudel ultrapassou Kushal Bhurtel e Dipendra Singh Airee, a quem eram atribuídos dois cada. Tornou-se, assim, o melhor marcador de séculos do Nepal no formato, de acordo com os dados de carreira divulgados sobre este encontro.
Uma atualização durante a entrada registou-o com 100 corridas em 125 bolas. A entrada concluída foi de 101 em 127, pelo que estes valores correspondem a momentos diferentes, não a resultados finais contraditórios. Os seus oito fours e um six valeram 38 corridas; as 63 restantes vieram de outras jogadas de pontuação.
Os relatos divergem quanto à capitania do Nepal. Alguns identificam Paudel como capitão, enquanto outros atribuem essa função a Sandeep Lamichhane. Sem uma ficha oficial da equipa que esclareça a discrepância, é preferível distinguir os principais contributos no encontro pelo desempenho: Paudel liderou a batida e Lamichhane foi um dos quatro lançadores que conseguiram dois wickets.
Canadá fica aquém apesar de vários contributos
Johnson liderou a perseguição do Canadá, com 44 corridas em 49 bolas. Shreyas Movva marcou 26 em 34, o capitão Hamza Tariq fez 26 em 29, e Kumar terminou invicto, com 30 em 40. O Canadá teve várias entradas úteis, mas nenhuma se aproximou do século de Paudel.
Os relatos divergem sobre o batedor que marcou 35 corridas. A maioria identifica Samit Gohel e atribui-lhe uma entrada de 35 em 59 bolas; outro relato identifica Harsh Thaker como o autor. O total da equipa e a margem da derrota são consistentes, mas não é possível esclarecer essa atribuição individual com base nos relatos contraditórios.
Karan KC, Lalit Rajbanshi, Nandan Yadav e Lamichhane conseguiram dois wickets cada para o Nepal. Os seus oito wickets em conjunto mostram que a defesa foi partilhada por todo o ataque. Os resumos do encontro não especificam as duas eliminações restantes.
O Canadá foi todo eliminado em 48,4 overs, ou seja, após 48 overs completos e mais quatro bolas válidas, e não após 48,4 como número decimal. Ficaram por jogar dez bolas válidas. As 211 corridas ficaram 24 abaixo das 235 do Nepal, determinando a margem de vitória, e a 25 das 236 necessárias para vencer.
Kumar também foi o lançador mais eficaz do Canadá, com quatro wickets. Sukhjinder Singh conseguiu três, enquanto o lançador referido, consoante o relato, como Zahoor Shirzad, Zahid Shirzad ou Zahid Siraj ficou com dois. Estes valores dão conta de nove wickets do Nepal; o método da eliminação final não é especificado.
Porque o sexto lugar é mais importante do que os quatro primeiros
Nesta fase, a League 2 tem dois objetivos distintos: avançar rumo ao Campeonato do Mundo de ODI de 2027 e manter o estatuto de ODI. As quatro primeiras equipas qualificam-se diretamente para o torneio de qualificação final. As quatro últimas têm de disputar um playoff para tentar chegar lá, pelo que ficar fora dos quatro primeiros não significa, por si só, que tenha terminado o percurso de qualificação para o Campeonato do Mundo.
Antes do jogo entre o Nepal e o Canadá, os Estados Unidos lideravam com 47 pontos em 34 jogos, a Escócia tinha 45 em 36, e os Países Baixos, 38 em 32. Estas três equipas já tinham garantido lugar na qualificação final. Omã ocupava o quarto lugar, com 33 pontos em 29 jogos, à frente da Namíbia, com 31 em 35.
A posição do Nepal explica por que razão a vitória frente ao Canadá não podia reavivar as suas hipóteses de qualificação direta. Com 24 pontos e quatro jogos por disputar, quatro vitórias teriam levado a equipa aos 32. Omã já tinha 33. Depois de vencer o Canadá, o máximo que o Nepal ainda podia alcançar continuava a ser 32, com 26 pontos e três jogos por jogar.
A disputa mais imediata trava-se abaixo das equipas da frente. O Nepal tem agora mais um ponto do que o Canadá e um jogo a mais por disputar. Os Emirados Árabes Unidos entraram nesta ronda em oitavo lugar, com 19 pontos em 31 jogos. A subida do Nepal ao sexto lugar é, portanto, significativa, mas a posição atual não corresponde ao fim da campanha nem confirma a manutenção do estatuto de ODI.
O total correto do Nepal após esta vitória é de 26 pontos em 33 jogos. Um dos relatos corrigiu explicitamente um erro anterior na pontuação. A distinção é importante: antes do encontro, o Nepal tinha 24 pontos; a vitória acrescentou dois e colocou-o acima do Canadá.
Faltam três jogos ao Nepal
O calendário restante do Nepal inclui dois jogos contra Omã e um segundo encontro com o Canadá. As datas divulgadas seguem o calendário nepalês, com o próximo jogo marcado para terça-feira, Asोज 27. O jogo de volta contra o Canadá está previsto para sábado, Asोज 31, seguindo-se o encontro com Omã na segunda-feira, Kartik 2.
A sequência de resultados e jogos é a seguinte:
- Antes de 11 de outubro: Omã venceu o Canadá por 41 corridas no jogo inaugural da série.
- 11 de outubro: o Nepal venceu o Canadá por 24 corridas e subiu ao sexto lugar.
- Terça-feira, Asoj 27: o Nepal tem encontro marcado com Omã.
- Sábado, Asoj 31: o Nepal tem novo encontro marcado com o Canadá.
- Segunda-feira, Kartik 2: o Nepal deverá concluir a série frente a Omã.
Os relatos apresentam de formas diferentes a equação para a manutenção do estatuto. Um afirma que o Nepal precisa de voltar a vencer o Canadá e de conseguir pelo menos uma vitória nos dois jogos contra Omã. Outro diz que o Nepal deve vencer os três jogos restantes e que os resultados seguintes do Canadá ajudarão a determinar o desfecho. São descrições diferentes do resultado necessário, não um cálculo de qualificação confirmado e único.
A aritmética dos pontos é mais simples. Duas vitórias levariam o Nepal dos 26 aos 30 pontos; três levá-lo-iam aos 32. O Canadá, com 25 pontos e dois jogos por disputar, pode chegar no máximo aos 29. Voltar a vencer o Canadá teria, assim, impacto direto nas duas equipas: daria mais dois pontos ao Nepal e impediria que o seu rival mais próximo somasse pontos com uma vitória.
Omã coloca um desafio distinto. A equipa anfitriã entrou neste encontro em quarto lugar e já tinha vencido o Canadá, continuando na disputa pelo lugar restante de qualificação direta. Os dois jogos do Nepal contra Omã ligam a luta na parte inferior da classificação à disputa na metade superior da tabela.
Pontos-chave
- O Nepal venceu o Canadá por 24 corridas, depois de marcar 235 e eliminar os adversários por 211 em 48,4 overs.
- Rohit Paudel marcou 101 corridas em 127 bolas, o seu terceiro século em ODIs, e foi eleito Melhor Jogador do Encontro.
- Gulshan Jha contribuiu com 48 corridas em 34 bolas e Basir Ahmed marcou 30.
- Karan KC, Lalit Rajbanshi, Nandan Yadav e Sandeep Lamichhane conseguiram dois wickets cada.
- O Nepal subiu ao sexto lugar, com 26 pontos em 33 jogos; o Canadá desceu ao sétimo, com 25 pontos em 34 jogos.
- O Nepal já não pode terminar nos quatro primeiros e procura agora uma classificação que lhe permita manter o estatuto de ODI.
- O Nepal tem três jogos por disputar: dois contra Omã e um contra o Canadá.






