Cinzas de Anita Mui desaparecidas de templo em Hong Kong; família apela à população por informações

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Anita Mui's Ashes Missing From Hong Kong Temple as Family Appeals for Clues

Desaparecimento da urna motiva apelo quase três meses após ter sido descoberto

A família de Anita Mui apelou a testemunhas e a imagens de câmaras instaladas em veículos, depois de a urna com as cinzas da cantora, já falecida, ter sido dada como desaparecida da Hai Wui Tower, no mosteiro de Po Lin, na ilha de Lantau, em Hong Kong. Fãs descobriram parafusos soltos na placa com o nome da sepultura durante uma visita a 18 de julho de 2026. O desaparecimento tornou-se público a 10 de outubro, data em que se assinalaria o 63.º aniversário de Mui.

Índice
  1. Desaparecimento da urna motiva apelo quase três meses após ter sido descoberto
  2. O que os visitantes encontraram na sepultura
  3. Um local de repouso privado, sem o nome pelo qual era conhecida
  4. Por que motivo a família esperou até outubro
  5. As datas que delimitam a busca
  6. Irmão propõe recompensa de 50 000 dólares de Hong Kong
  7. Homenagens dão lugar ao choque e à revolta
  8. Que informações procura o apelo
  9. Principais pontos

A polícia de Hong Kong confirmou ter recebido, a 18 de julho, uma denúncia relativa a bens alegadamente desaparecidos de um templo em Ngong Ping. O caso foi classificado como um pedido de assistência policial e atribuído à Unidade Regional de Investigação Criminal do Distrito de Lantau. Não foram efetuadas detenções, e a polícia afirmou que manteria contacto com a pessoa que comunicou o incidente e com outras pessoas envolvidas.

O Clube Internacional de Fãs de Anita Mui divulgou um apelo assinado pela família de Mui, afirmando que as cinzas não tinham sido recuperadas, apesar de quase três meses de investigação. O apelo pede a quem visitou o mosteiro entre o início de janeiro e meados de julho que se apresente, alargando a procura de informações muito para além do dia em que o desaparecimento foi descoberto.

O dia 18 de julho é a data confirmada da descoberta e da denúncia, não uma data estabelecida para a remoção da urna. Embora a família e vários relatos descrevam a urna como roubada, o comunicado da polícia não confirma um roubo, não identifica suspeitos nem determina como desapareceram as cinzas. Esta distinção é fundamental para compreender o que foi confirmado publicamente pelos investigadores.

O que os visitantes encontraram na sepultura

Segundo o apelo da família, os fãs que visitaram a Hai Wui Tower para prestar homenagem repararam que os parafusos que fixavam a placa com o nome na sepultura de Mui estavam soltos e que a urna tinha desaparecido. Informaram imediatamente os familiares, que pediram ajuda à polícia.

Pan Siu Man, amiga da falecida mãe de Mui, Tam Mei Kam, deu um relato mais pormenorizado durante uma transmissão em linha. Pan afirmou que os fãs estavam a limpar a placa comemorativa quando repararam nos parafusos soltos. Posteriormente, funcionários do mosteiro abriram a sepultura e confirmaram que a urna já não estava lá. O sobrinho de Mui contactou então a polícia; foi identificado em notícias como Mui Pak Lun.

Os relatos coincidem quanto à data, aos parafusos soltos e ao desaparecimento da urna. A descrição de Pan acrescenta a sequência dos acontecimentos que envolveu os funcionários do mosteiro. Nenhum dos relatos estabelece quando foi feita a última verificação da sepultura antes de 18 de julho nem como alguém poderá ter tido acesso ao seu conteúdo.

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Um local de repouso privado, sem o nome pelo qual era conhecida

Mui morreu a 30 de dezembro de 2003. A família depositou as suas cinzas na Hai Wui Tower, no mosteiro de Po Lin, seguindo disposições destinadas a proporcionar um local de repouso privado a uma das artistas mais reconhecidas de Hong Kong.

A sepultura não tinha retrato nem o nome pelo qual era conhecida publicamente. Em vez disso, a inscrição referia Taishan, na província de Guangdong, e a alcunha que tinha na infância, Chu Nui. As datas de nascimento e morte estavam registadas segundo o calendário lunar, e não o calendário gregoriano.

Estes pormenores ajudam a explicar por que motivo a sepultura não era imediatamente reconhecível como pertencendo a Mui. A mãe queria manter a sua localização em segredo, que só se tornou pública em 2015. Relatos anteriores descrevem fãs a prestar homenagem noutros locais comemorativos, antes de saberem onde estavam realmente depositadas as cinzas.

O apelo atual da família contraria essa preferência pela privacidade num aspeto específico: os familiares pedem agora a um vasto grupo de visitantes que ajude a determinar o que aconteceu. O pedido dirige-se a fiéis, fãs e a qualquer pessoa que tenha estado perto do mosteiro, não apenas a quem sabia que a sepultura pertencia a Mui.

Por que motivo a família esperou até outubro

Segundo Pan, os familiares mantiveram inicialmente o desaparecimento em segredo porque a polícia estava a investigar. Após quase três meses sem recuperar as cinzas, decidiram que os fãs deviam ser informados e que um apelo público poderia trazer informações que ainda não tinham chegado aos investigadores.

A família revelou o desaparecimento numa reunião que assinalou o aniversário de Mui, a 10 de outubro. O clube de fãs divulgou o apelo nessa noite. A data trouxe a busca a público num dia já dedicado a recordar a cantora.

A família estava também de luto pela morte da mãe de Mui, em agosto. Pan afirmou que os familiares não tinham contado a Tam que as cinzas da filha estavam desaparecidas antes de esta morrer, explicando que, nos últimos anos de vida, o seu estado de saúde teria tornado difícil compreender a notícia.

O apelo descreve o desaparecimento como uma fonte de sofrimento e angústia, agravada pela morte da mãe. Pan afirmou também que a família não tinha recebido chamadas de extorsão e não tinha meios para pagar um resgate. A prioridade declarada era a devolução das cinzas, sem intenção, para já, de perseguir quem as devolvesse.

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As datas que delimitam a busca

A cronologia distingue a longa história do local de repouso de Mui do período muito mais restrito que os investigadores tentam reconstituir. Mostra também que o apelo público surgiu quase três meses após a descoberta.

  • 30 de dezembro de 2003: Mui morreu. Posteriormente, a família tratou de depositar as suas cinzas na Hai Wui Tower.
  • 2015: A localização da sepultura tornou-se pública.
  • Julho de 2025: O irmão de Mui, Mui Kai Ming, afirma que a visitou pela última vez e que não viu nada de invulgar na sepultura.
  • Do início de janeiro a meados de julho de 2026: A família procura informações de visitantes da Hai Wui Tower e da zona envolvente do mosteiro.
  • 18 de julho de 2026: Os fãs descobriram que a urna tinha desaparecido, e a polícia recebeu uma denúncia.
  • Agosto de 2026: A mãe de Mui morreu, alegadamente sem ter sido informada do desaparecimento.
  • 10 de outubro de 2026: Os familiares revelaram o incidente num encontro de fãs, e o clube de fãs divulgou o apelo.

O relato de Mui Kai Ming sobre uma visita sem incidentes em julho de 2025 fornece um ponto de referência anterior, mas não permite restringir o desaparecimento a um mês específico. O período entre janeiro e julho indicado no apelo corresponde a um pedido de testemunhos, não a uma conclusão policial sobre a data em que a urna foi retirada.

Irmão propõe recompensa de 50 000 dólares de Hong Kong

Mui Kai Ming afirmou que soube do desaparecimento através de perguntas dos meios de comunicação social na manhã de 10 de outubro, e não por intermédio dos familiares. Disse que nenhum familiar o tinha informado após a descoberta, em julho, e que a polícia não o tinha contactado.

Os relatos divergem ligeiramente quanto ao estado da recompensa de 50 000 dólares de Hong Kong que propôs. Um diz que está a ponderá-la; outro afirma que se mostrou disposto a oferecer o dinheiro. Nenhum dos relatos anuncia condições formais para a recompensa, modalidades de pagamento ou um canal de contacto específico.

Disse que pagaria a recompensa se as cinzas fossem devolvidas intactas e que não procuraria responsabilizar ninguém. Trata-se de uma garantia pessoal, não de um compromisso da polícia quanto à forma como seria tratado qualquer eventual crime. Disse ainda que, caso fossem recuperadas, as cinzas deviam ser transferidas para um local mais privado.

A 10 de outubro, organizou uma cerimónia em memória da irmã, afirmando ter pago 4 000 yuan e decorado o espaço com 99 flores. Disse também que esperava depositar juntas as cinzas da mãe e da irmã. A afirmação de que não sabia onde estavam as cinzas da mãe não deve ser confundida com a confirmação de um segundo caso de desaparecimento de restos mortais.

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Homenagens dão lugar ao choque e à revolta

O cantor Andy Hui, que considerava Mui a sua mentora, soube do desaparecimento depois de terminar o último de três concertos no Coliseu de Hong Kong, a 10 de outubro. Durante o espetáculo dessa noite, tinha cantado a canção Intimate Lover, em homenagem ao aniversário dela.

Hui afirmou que só soube da notícia depois de sair do palco e que precisava de compreender o que tinha acontecido antes de fazer mais comentários. Questionado sobre se estava zangado, respondeu, em tradução para português:

Claro.

Lin Yim Fai, amigo de longa data de Mui e executivo do setor dos seguros, reagiu de forma diferente, com base nas suas crenças budistas. Afirmou que Mui já tinha alcançado a Terra Pura e que o desaparecimento dos restos mortais não podia retirar-lhe o lugar que ocupava no coração das pessoas nem apagar o contributo que dera através das canções e dos filmes.

Lin afirmou também que a família não tinha recebido chamadas de extorsão nem pedidos de resgate. Os seus comentários e o relato de Pan coincidem nesse ponto, mas nenhum deles determina o motivo do desaparecimento. A revolta de Hui e a reação espiritual de Lin refletem diferentes respostas à mesma notícia, e não versões diferentes do que aconteceu.

Que informações procura o apelo

A família pede a quem visitou a Hai Wui Tower ou a zona do mosteiro de Po Lin até 18 de julho, em particular entre o início de janeiro e meados de julho de 2026, que comunique qualquer atividade suspeita. Pergunta especificamente se alguém viu uma pessoa a transportar um objeto semelhante a uma urna.

Aos condutores que se deslocaram à zona em julho, sobretudo antes de 18 de julho, é pedido que forneçam imagens das câmaras instaladas nos veículos. Fotografias e outros vídeos também poderão ajudar a determinar os movimentos na zona do mosteiro. O apelo indica os seguintes contactos para o envio de informações:

  • Telefone da Unidade Regional de Investigação Criminal do Distrito de Lantau: +852 3661 1938.
  • Contacto de WhatsApp: +852 4740 1308.

O acesso à Hai Wui Tower tem sido descrito como sujeito a um controlo rigoroso: os visitantes têm de marcar previamente e registar-se, e é proibido fotografar. Os elementos da segurança e os monges recusaram responder a perguntas sobre um eventual reforço das medidas de precaução após o desaparecimento, remetendo os pedidos de esclarecimento para os funcionários do mosteiro.

Estas regras de acesso não permitem determinar que medidas de controlo estavam em vigor quando a urna desapareceu. Não foi dada qualquer explicação pública sobre a forma como a sepultura foi aberta, a existência de gravações úteis ou a eventual identificação de algum visitante para novas diligências. A polícia não anunciou detenções, recuperação da urna ou uma data para novas informações.

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Principais pontos

  • A urna de Mui foi dada como desaparecida na Hai Wui Tower a 18 de julho de 2026; desconhece-se a data em que foi retirada.
  • A polícia classificou a denúncia como um pedido de assistência, cabendo à Unidade Regional de Investigação Criminal do Distrito de Lantau dar seguimento ao caso.
  • A família lançou um apelo público a 10 de outubro, após quase três meses sem recuperar as cinzas.
  • É pedido a visitantes e condutores que forneçam observações, fotografias e imagens de câmaras instaladas em veículos.
  • Mui Kai Ming propôs uma recompensa de 50 000 dólares de Hong Kong, mas não foram anunciadas condições formais.
  • Pessoas próximas da família afirmam que não houve qualquer pedido de resgate. Não foram anunciadas detenções.
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