Cinco mortos e dezenas de desaparecidos após incêndio em ferry ao largo da Indonésia

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Cinco mortos e dezenas de desaparecidos após incêndio em ferry ao largo da Indonésia

Incêndio deflagra em movimentada rota entre ilhas

Um ferry de passageiros que viajava de Surabaya, em Java Oriental, para Makassar, em Sulawesi do Sul, incendiou-se no início da manhã de domingo, deixando cinco mortos e dezenas de desaparecidos, enquanto as equipas de resgate trabalhavam em mar agitado. A embarcação, identificada como Mutiara Sentosa 2, transportava pelo menos 271 pessoas de acordo com o manifesto, embora as autoridades tenham observado mais tarde que o número real poderá ter sido superior devido a discrepâncias comuns na Indonésia.

Índice
  1. Incêndio deflagra em movimentada rota entre ilhas
  2. Passageiros saltam para o mar para escapar às chamas
  3. Equipas de resgate enfrentam condições adversas
  4. Discrepâncias nos manifestos complicam esforços
  5. Governo analisa desempenho do operador
  6. Acidentes marítimos continuam frequentes
  7. Pontos principais

O incêndio começou entre as 6 e as 7 horas, hora local, quando o navio se encontrava a norte da ilha de Madura, a cerca de 35 quilómetros da ilha de Sapudi. O capitão alertou o operador cerca de uma hora depois, mas o contacto perdeu-se pouco depois, à medida que as chamas se propagavam rapidamente pelos conveses.

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Passageiros saltam para o mar para escapar às chamas

Sobreviventes descreveram que o incêndio começou no convés dos veículos, entre camiões. Ahmad Abdul Karim, um passageiro que escapou, disse que alguém alertou para a presença de fumo vindo de baixo. Quando foi verificar, dois veículos já estavam a arder. Ventos fortes aceleraram a propagação, obrigando todos a dirigirem-se para a proa no espaço de meia hora.

Azhari, outro passageiro que usa apenas um nome, disse a entrevistadores de televisão que muitos tinham acabado de acordar quando o incêndio chegou à parte central do navio. Sem outra alternativa, as pessoas saltaram borda fora com coletes salva-vidas. Algumas permaneceram na água durante quase quatro horas até que embarcações que passavam as recolheram a bordo.

Equipas de resgate enfrentam condições adversas

A Agência Nacional de Busca e Salvamento da Indonésia (Basarnas) enviou embarcações de Surabaya, embora a viagem tenha demorado cerca de seis horas. Um barco mais pequeno de um posto próximo voltou para trás devido às ondas altas. A Marinha enviou um navio de guerra, e vários navios de carga na área prestaram assistência apesar de transportarem cargas inflamáveis que impediam uma aproximação.

Ao final da tarde de domingo, as equipas tinham retirado 225 a 231 pessoas da água e recuperado cinco corpos. As estimativas iniciais de desaparecidos passaram de 41 para 28, à medida que as famílias comunicavam nomes e as autoridades cruzavam informações com os manifestos. A área de busca estendia-se dez milhas a leste e a oeste do local do incidente e deveria continuar durante pelo menos sete dias.

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Discrepâncias nos manifestos complicam esforços

Nanang Sigit, responsável pelo Gabinete de Busca e Salvamento de Surabaya, explicou que o número de passageiros dos ferries difere muitas vezes das listas oficiais na Indonésia. Esta prática dificulta a localização das vítimas durante emergências. As autoridades abriram uma linha direta para as famílias comunicarem passageiros não listados.

O ferry, construído no Japão em 1992 e vendido à Indonésia em 2015, mede 160 metros de comprimento e pode transportar até 689 passageiros, além de 181 veículos. Opera a rota Surabaya-Makassar, de 40 horas, uma ligação comum entre Java e Sulawesi tanto para viajantes como para carga.

Governo analisa desempenho do operador

O ministro dos Transportes, Dudy Purwagandhi, afirmou que as autoridades vão analisar o operador do ferry, PT Atosim Lampung Pelayaran, assim que o Comité Nacional de Segurança dos Transportes concluir a sua investigação. Determinar a causa exata continua a ser o primeiro passo antes de quaisquer alterações regulamentares.

Muhammad Masyhud, do Ministério dos Transportes, sublinhou que a segurança dos passageiros é a prioridade imediata e que a coordenação com todas as agências continua a acelerar as evacuações.

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Acidentes marítimos continuam frequentes

A Indonésia é constituída por mais de 17.000 ilhas, onde os ferries funcionam como uma opção de transporte principal e acessível. A fraca fiscalização das regras de segurança e o clima variável contribuem para incidentes frequentes. No mês passado, outro ferry afundou-se perto da ilha de Selayar, resultando em quatro mortes confirmadas e 14 pessoas ainda desaparecidas quando as operações terminaram.

O Mutiara Sentosa 2 transportava 180 veículos, sobretudo camiões, o que aumentou o risco de incêndio quando as chamas atingiram o convés inferior. A causa continua a ser investigada, sem que tenha sido divulgada qualquer conclusão oficial.

Pontos principais

  • Cinco mortos confirmados e entre 28 e 41 desaparecidos inicialmente comunicados após o incêndio de domingo no Mutiara Sentosa 2.
  • 231 a 238 pessoas resgatadas por embarcações próximas e equipas oficiais.
  • O incêndio começou no convés dos veículos e propagou-se rapidamente devido ao vento.
  • A busca continua com barcos da Marinha e da polícia, além de apoio de helicóptero.
  • O número de passageiros no manifesto subestima frequentemente os números reais nos ferries indonésios.
  • O desempenho do operador será analisado após o relatório do comité de segurança.
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