Cha Ga-won nega acusações de fraude enquanto tribunal pede esclarecimentos sobre alegação relativa a um arrendamento de 5,4 mil milhões de won

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Cha Ga-won Denies Fraud Charges as Court Seeks Clarity on 5.4 Billion Won Lease Allegation

Tribunal pede aos procuradores que expliquem a acusação relativa ao arrendamento

Cha Ga-won, responsável pela agência de entretenimento One Hundred, negou todas as acusações de fraude no primeiro julgamento, a 13 de outubro, enquanto o Tribunal Distrital Central de Seul pediu aos procuradores que esclarecessem uma parte central do caso: de que forma a alegada fraude relacionada com um contrato de arrendamento habitacional está ligada a um depósito de 5,4 mil milhões de won.

Índice
  1. Tribunal pede aos procuradores que expliquem a acusação relativa ao arrendamento
  2. Quatro projetos de artistas representam 24,2 mil milhões de won
  3. Investigadores analisaram um contrato alegadamente sobreposto
  4. O acordo habitacional é descrito de formas diferentes
  5. Jang e a defesa discordam sobre a possibilidade de recuperar o depósito
  6. A proteção dos inquilinos não resolve a divergência sobre o valor
  7. Detenção e próxima audiência
  8. Litígios contratuais com artistas constituem uma frente jurídica distinta
  9. Principais pontos

A audiência teve lugar perante a 23.ª Secção Criminal, presidida pelo juiz Oh Se-yong. Os procuradores acusam Cha de ter recebido 24,2 mil milhões de won em adiantamentos para negócios que envolviam propriedade intelectual de artistas, sem realizar os projetos prometidos. Uma acusação separada diz respeito a dinheiro recebido ao abrigo de um alegado contrato de arrendamento habitacional não cumprido com um conhecido identificado pelo apelido Jang.

Os dois montantes principais somam 29,6 mil milhões de won. Embora o caso tenha sido descrito como envolvendo cerca de 30 mil milhões de won ou mais, os valores específicos divulgados para estas duas alegações ficam 400 milhões de won abaixo dos 30 mil milhões. Não foi identificado qualquer montante separado que explique um total acima desse limiar.

Cha enfrenta acusações de fraude ao abrigo da Lei sobre a Punição Agravada de Crimes Económicos Específicos. Continua detida no Centro de Detenção de Seul, mas nem a detenção nem a acusação provam a sua culpa. A primeira audiência não produziu qualquer veredicto.

A defesa afirmou precisar de mais tempo para analisar os autos antes de apresentar argumentos detalhados e a sua posição sobre as provas. Quando o tribunal lhe perguntou se partilhava a negação das acusações feita pelos seus advogados, Cha respondeu que sim.

O pedido do tribunal para um esclarecimento mais preciso da alegação relativa ao arrendamento habitacional não constituiu uma rejeição dessa acusação. O tribunal ordenou aos procuradores que explicassem com maior precisão qual a fraude alegada e de que forma esta levou ao montante que, segundo afirmam, foi recebido.

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Quatro projetos de artistas representam 24,2 mil milhões de won

A alegação de maior dimensão diz respeito a adiantamentos da Nommus, empresa de entretenimento e tecnologia identificada como operadora da plataforma de fãs Fromm. Os procuradores afirmam que Cha propôs projetos comerciais que recorriam à propriedade intelectual de artistas associados à sua agência, recebeu pagamentos e não realizou os negócios acordados.

Propriedade intelectual, frequentemente abreviada como PI, refere-se aqui aos direitos utilizados em atividades comerciais ligadas a artistas, como produtos oficiais autorizados, atuações e serviços digitais. Segundo a acusação, os pagamentos dividem-se em quatro projetos propostos:

  • 5,5 mil milhões de won por um contrato para atuações de Taemin.
  • 5,5 mil milhões de won por um contrato de distribuição de produtos de Taemin.
  • 12,1 mil milhões de won pela produção e distribuição de produtos envolvendo os membros dos EXO Chen, Baekhyun e Xiumin, conhecidos em conjunto como Chen-Baek-Xi.
  • 1,1 mil milhões de won por um negócio de plataforma ligado aos fromis_9.

Estes valores somam exatamente os 24,2 mil milhões de won indicados como adiantamento. O acordo relativo aos produtos de Chen-Baek-Xi representa metade desse montante. Os dois acordos de Taemin somam 11 mil milhões de won, sendo os restantes 1,1 mil milhões atribuídos ao projeto dos fromis_9.

Os nomes dos artistas identificam os direitos comerciais que terão sido prometidos. A sua inclusão na descrição da acusação não demonstra que tenham participado em qualquer irregularidade. Cha nega as alegações, e espera-se que apresente uma resposta detalhada a cada contrato proposto numa audiência posterior.

Investigadores analisaram um contrato alegadamente sobreposto

A investigação não se limitou a apurar se um projeto prometido chegou a concretizar-se. A polícia alegou também que Cha celebrou um acordo duplicado quando era pouco provável que um contrato já existente com outra empresa expirasse em breve, sem informar o novo parceiro comercial desse obstáculo.

Esta alegação diz respeito à capacidade de Cha para entregar os direitos ou o negócio que terá prometido quando o adiantamento foi pago. É distinta do simples facto de um projeto não ter avançado. O incumprimento de um acordo comercial e a fraude criminosa não são automaticamente a mesma coisa: a acusação tem de provar a alegada fraude, em vez de se basear apenas no incumprimento.

A primeira audiência não esclareceu a situação do contrato anterior, o que a Nommus sabia ou por que razão os projetos não foram realizados. Os advogados de Cha reservaram a sua posição detalhada enquanto analisavam os autos, deixando essas divergências factuais para a fase de produção de prova.

Segundo relatos, a polícia rastreou contas bancárias e analisou relações contratuais depois de os procuradores terem recusado dois pedidos anteriores de mandado de detenção e solicitado investigação adicional. Um terceiro pedido acabou por levar os procuradores a requererem um mandado a 28 de julho.

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O acordo habitacional é descrito de formas diferentes

A segunda alegação principal diz respeito a um acordo de jeonse com Jang. Jeonse é um sistema coreano de arrendamento habitacional em que o inquilino entrega um depósito avultado, geralmente reembolsável no fim do contrato, em vez de pagar uma renda mensal convencional.

Vários relatos descrevem um acordo recíproco: Cha e o conhecido assinariam contratos de arrendamento relativos a casas de que cada um era proprietário. Os procuradores alegam que Cha recebeu 5,4 mil milhões de won, mas não celebrou o contrato que se tinha comprometido a cumprir.

Os relatos diferem quanto ao âmbito desta alegação. Uma versão indica que os procuradores alegam que Cha levou artistas da sua agência a obterem empréstimos para jeonse e prometeu alojamento, recebendo cerca de 5,4 mil milhões de won até dezembro do ano anterior. Outros relatos descrevem a acusação como um intercâmbio de habitações com o conhecido. Não é claro se essas descrições dizem respeito às mesmas transações ou a diferentes elementos da alegação.

O tribunal pediu aos procuradores que completassem ou alterassem a acusação, de modo a tornar clara a relação entre a alegada fraude e o dinheiro recebido. Essa instrução é importante porque o julgamento tem de incidir sobre uma acusação definida, incluindo o que foi prometido, o que terá sido falso e quais os pagamentos que daí resultaram.

Não foi divulgada qualquer explicação detalhada que resolvesse essas diferenças na audiência de abertura. Por isso, a próxima fase dependerá também da apresentação complementar dos procuradores, distinta da negação global da defesa.

Jang e a defesa discordam sobre a possibilidade de recuperar o depósito

Uma divergência relacionada diz respeito ao pedido de indemnização apresentado por Jang, ou seja, um pedido de reembolso ou compensação no âmbito do processo penal. A maioria dos relatos descreve o pedido como sendo de cerca de 5,4 mil milhões de won; um deles indica o valor mais preciso de 5,41 mil milhões de won. Não foi explicado o motivo da diferença de 10 milhões de won.

O advogado de Cha, Min Byeong-gwon, argumentou que o pedido devia ser rejeitado porque Jang tinha direitos de inquilino ao abrigo da Lei de Proteção dos Contratos de Arrendamento Habitacional e podia recuperar o dinheiro através da moradia. Na perspetiva da defesa, essas proteções enfraqueciam a alegação de que tinham sido comprovados prejuízos financeiros efetivos e fraude.

A defesa questionou também se Jang tinha a posse legítima da casa, uma vez que o saldo do depósito do arrendamento alegadamente não tinha sido pago na totalidade. Estes foram argumentos apresentados pela defesa de Cha, não conclusões do tribunal.

Cheon Gi-seop, do escritório de advogados Nova Law Firm, que representa Jang, contestou a ideia de que o imóvel constituía uma garantia suficiente. Afirmou que o valor da moradia e os direitos de terceiros já existentes sobre o imóvel deixavam poucas perspetivas de recuperação do depósito:

A moradia não tem um valor elevado e existem direitos de terceiros anteriores substanciais, pelo que o montante recuperável é reduzido.

A divergência diz respeito, portanto, tanto aos direitos legais como à possibilidade prática de recuperação. Um inquilino pode invocar direitos sobre um imóvel, mas o montante recuperável com a sua venda pode continuar a depender do valor do imóvel e dos créditos que têm prioridade no pagamento.

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A proteção dos inquilinos não resolve a divergência sobre o valor

A defesa invocou a possibilidade de um inquilino fazer valer, ao abrigo da Lei de Proteção dos Contratos de Arrendamento Habitacional, os seus direitos de arrendamento perante um novo proprietário ou outra pessoa que adquira o imóvel. Essa proteção pode ser relevante quando a propriedade de uma casa muda, mas as partes discordam quanto à situação de Jang e ao que essa situação significaria para a recuperação do depósito.

Jang apontou para a existência de créditos prioritários substanciais, ou seja, créditos pagos antes dos restantes com o produto de um leilão ou venda. Se esses créditos absorverem grande parte do valor do imóvel, o depósito poderá não ser recuperado na totalidade, mesmo que o inquilino tenha direitos legalmente exigíveis.

A primeira audiência não estabeleceu o valor de mercado da moradia, o montante coberto pelos créditos prioritários nem a quantia que Jang poderia efetivamente receber num leilão. Sem esses valores, o argumento de nenhuma das partes sobre a recuperação do depósito pode ser considerado um cálculo financeiro definitivo.

O tribunal pediu a ambas as partes que apresentassem observações adicionais sobre a legalidade do pedido de indemnização e sobre a ocorrência de prejuízos efetivos. Ficam assim por resolver duas questões relacionadas, mas distintas: a acusação penal de fraude e a possibilidade de ser ordenada uma indemnização neste processo.

Detenção e próxima audiência

Segundo os relatos, o tribunal emitiu o mandado de detenção de Cha a 3 de agosto, invocando o risco de destruição de provas. Um relato da acusação identifica o Departamento de Investigação de Crimes Fiscais da Procuradoria Distrital Central de Seul, dirigido pelo procurador-chefe Yong Tae-ho, como a unidade que apresentou o caso.

O ano civil varia consoante os relatos. Um deles situa a acusação a 25 de agosto de 2026, enquanto outros referem uma acusação em agosto sem indicar o ano, e um afirma que ocorreu no ano anterior. Por esse motivo, não se deve atribuir um ano definitivo à audiência de 13 de outubro nem à próxima audiência, marcada para 3 de novembro.

A sequência processual relatada é a seguinte:

  • Junho: A polícia pediu mandados de detenção por duas vezes; os procuradores solicitaram investigação adicional em vez de avançarem com esses pedidos.
  • 28 de julho: Os procuradores pediram um mandado após um terceiro pedido da polícia.
  • 3 de agosto: O tribunal emitiu um mandado de detenção devido ao risco de destruição de provas.
  • Agosto: Cha foi acusada enquanto estava detida; um dos relatos especifica a data de 25 de agosto.
  • 13 de outubro: Cha negou as acusações na primeira audiência de julgamento.
  • 3 de novembro, às 10h00: A próxima audiência está marcada para abordar as posições sobre as provas e os planos para provar o caso.
  • Dezembro: Estão previstos interrogatórios de testemunhas.

Os advogados de Cha pediram também ao tribunal que tivesse em conta uma doença anterior à detenção e o seu estado de saúde enquanto está sob custódia. Não foi divulgada qualquer informação sobre o diagnóstico ou uma decisão do tribunal a esse respeito.

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Litígios contratuais com artistas constituem uma frente jurídica distinta

Cha, antiga promotora imobiliária associada ao Piark Group, fundou a One Hundred com o cantor MC Mong em 2023. Mais tarde, passou a gerir a empresa sozinha, depois de ele ter saído na sequência de um desentendimento. Os relatos situam a saída dele em julho do ano anterior, sem estabelecerem de forma consistente o ano civil.

Outro relato afirma que Cha processou MC Mong em julho do ano anterior para recuperar um empréstimo de 12 mil milhões de won. Não é indicado o desfecho desse processo, que não deve ser confundido com as acusações penais relacionadas com a Nommus e o depósito habitacional.

A One Hundred e as editoras associadas enfrentam também litígios com artistas que notificaram a empresa de que estavam a rescindir os contratos de exclusividade, alegando falta de pagamento de valores que lhes eram devidos. Entre os nomes mencionados estão The Boyz, Lee Seung-gi, Lee Mu-jin, Viviz, Chen, Baekhyun e Xiumin, bem como o apresentador Kim Dae-ho.

Neste contexto, os valores devidos são pagamentos que os artistas dizem ter direito a receber ao abrigo dos respetivos contratos. As notificações indicam uma rutura nessas relações, mas não provam, por si só, a validade jurídica de cada rescisão nem o montante devido a cada artista.

Estes litígios sobrepõem-se comercialmente ao processo penal, porque os negócios propostos pela agência envolviam direitos de artistas. Continuam, porém, a ser questões jurídicas distintas. Na próxima audiência, as tarefas imediatas são mais restritas: esclarecer a acusação relativa ao arrendamento habitacional, estabelecer as posições das partes sobre as provas e preparar os interrogatórios das testemunhas.

Principais pontos

  • Cha Ga-won negou todas as acusações de fraude na primeira audiência de julgamento, a 13 de outubro, perante o juiz Oh Se-yong.
  • As alegações indicadas envolvem 24,2 mil milhões de won em adiantamentos para negócios com artistas e um depósito habitacional de 5,4 mil milhões de won, num total de 29,6 mil milhões de won.
  • O tribunal pediu aos procuradores que explicassem de que forma a alegada fraude relacionada com o arrendamento habitacional está ligada ao montante recebido.
  • A defesa e Jang discordam sobre os direitos de inquilino, o valor do imóvel e a probabilidade de recuperar o depósito.
  • Cha continua detida. A próxima audiência está marcada para 3 de novembro, às 10h00, e os interrogatórios de testemunhas estão previstos para dezembro.
  • Os litígios sobre pagamentos a artistas e rescisões contratuais continuam separados das acusações penais ainda por resolver.
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