Dois litígios surgem de uma análise de despesas de 5,09 mil milhões de baht
Uma carta do Gabinete de Auditoria do Estado, datada de 7 de outubro de 2026, segundo notícias, pede ao conselho de administração da Thai PBS que tome medidas relativas ao diretor Vanchai Tantivitayapitak e procure recuperar 85 222 935,65 baht relativos a contratos de programas e pagamentos a apresentadores e convidados. A Thai PBS afirma que não recebeu uma notificação oficial das conclusões e contestou a divulgação de informações que identificam as pessoas envolvidas.
Índice
- Dois litígios surgem de uma análise de despesas de 5,09 mil milhões de baht
- O que pede a carta de auditoria noticiada
- Porque são diferentes os valores de 85,22 milhões e 230,20 milhões
- Que regras de contratação e pagamento estão em causa?
- Empresas de produção sob escrutínio
- Thai PBS pede investigação à divulgação
- A cronologia e os prazos em disputa
- Recuperação financeira e proposta de alteração do financiamento
- Planos de reforma perante um teste prático
- Principais pontos
O montante em causa inclui 15,84 milhões de baht relativos a contratos de produção de programas entre os anos fiscais de 2023 e 2025 e 69 382 935,65 baht em pagamentos a apresentadores, anfitriões, convidados e participantes no ano fiscal de 2025. A análise mais abrangente incidiu sobre despesas de 5 094,56 milhões de baht entre os anos fiscais de 2022 e 2025.
O caso envolve agora duas questões distintas: se a estação cumpriu as regras de contratação pública e de pagamentos, e se informações da auditoria foram divulgadas indevidamente antes de a Thai PBS poder responder formalmente. Nem uma recomendação noticiada para recuperar dinheiro nem a identificação de funcionários demonstram que um tribunal tenha considerado alguém culpado.
Uma notícia posterior refere que o Gabinete de Auditoria do Estado criou uma comissão para investigar a alegada divulgação, prevendo-se que os trabalhos comecem após as Reuniões Anuais do FMI e do Banco Mundial, em Banguecoque, de 12 a 18 de outubro de 2026. As notícias que dão conta desta evolução não anunciaram quaisquer conclusões da investigação.
O que pede a carta de auditoria noticiada
A carta de 7 de outubro, descrita como tendo sido enviada pelo auditor-geral ao presidente do conselho de administração da Thai PBS, aponta alegadas falhas no cumprimento da lei e das regras internas. Diz respeito à utilização de um método específico de contratação para a produção de programas e a compensações pagas sem regras que definam os critérios, os procedimentos, as condições e os valores.
A carta pede, segundo notícias, que o conselho tome medidas da sua competência relativamente a Vanchai e providencie a recuperação dos danos indicados. Recomendações distintas dizem respeito a medidas disciplinares envolvendo 10 funcionários ou outros membros do pessoal. O diretor e esses 10 funcionários perfazem 11 pessoas, uma distinção importante, dado que algumas notícias referem apenas 10 pessoas como estando sujeitas a medidas.
As notícias dividem os casos dos funcionários em três pessoas ligadas à contratação de programas e sete relacionadas com a aprovação de compensações. Não esclarecem como seria repartido o reembolso entre as pessoas, se a responsabilidade seria partilhada ou se o conselho aceitou o montante proposto.
Piset Chiyasak, diretor-adjunto da Thai PBS para a administração, afirma que a estação não conseguiu confirmar as alegações que circulam por não ter recebido um relatório oficial. Defende que as conclusões da auditoria identificam deficiências e recomendam medidas corretivas, não impondo automaticamente sanções nem determinando responsabilidades legais.
Porque são diferentes os valores de 85,22 milhões e 230,20 milhões
Uma descrição mais abrangente da auditoria refere 230,20 milhões de baht em despesas associadas a deficiências. Este montante inclui os mesmos 15,84 milhões de baht em contratos de produção e 214,36 milhões de baht em pagamentos de compensações entre os anos fiscais de 2023 e 2025.
O pedido de recuperação noticiado abrange um período mais restrito para as compensações: apenas o ano fiscal de 2025, num total de aproximadamente 69,38 milhões de baht. Os dois totais não devem, por isso, ser tratados como estimativas equivalentes do mesmo pedido. Um refere-se a um conjunto mais amplo de despesas questionadas; o outro é o montante específico alegadamente reclamado a título de danos.
Com base nos valores noticiados, as compensações representam cerca de 81,4% do pedido de recuperação de 85,22 milhões de baht. O pedido de recuperação corresponde a aproximadamente 1,67% dos 5 094,56 milhões de baht analisados, enquanto o valor mais abrangente de 230,20 milhões representa cerca de 4,52%.
Estas comparações mostram a dimensão relativa das despesas questionadas, não o montante de corrupção provado. A notícia que refere o valor mais elevado diz que não foi estabelecida a existência de conduta corrupta nesses casos. O incumprimento das regras de despesa pode exigir medidas corretivas sem provar que todos os pagamentos foram desviados ou que todos os beneficiários agiram ilegalmente.
Que regras de contratação e pagamento estão em causa?
As alegações relativas à contratação invocam a Lei de 2017 sobre Contratação Pública e Administração de Fornecimentos, incluindo o artigo 56.º, primeiro parágrafo, alínea (2)(c). A questão apontada é se determinados contratos de programas reuniam as condições para o método específico de contratação utilizado.
Em termos simples, esse método permite que uma entidade contacte um fornecedor específico em condições definidas por lei, em vez de recorrer a um concurso aberto. A questão central é saber se as condições eram aplicáveis e foram devidamente documentadas. A escolha de um determinado produtor não prova, por si só, qualquer irregularidade.
A questão das compensações é diferente. Diz respeito a pagamentos a apresentadores, anfitriões, convidados e participantes em programas, alegadamente efetuados sem regras internas suficientemente definidas. Essas regras determinam quem pode receber pagamentos, quem os pode aprovar, como se escolhe o valor e que documentação é necessária.
A Thai PBS sustenta que os seus processos de contratação e administração foram transparentes e nega a existência de corrupção ou irregularidades. A direção afirma que os contratos passaram pelo sistema eletrónico de contratação pública do Governo, conhecido como e-GP, e que os programas foram produzidos e transmitidos. A realização dos programas e a utilização de um sistema eletrónico são factos relevantes, mas não determinam, por si só, se o método de contratação escolhido ou as aprovações dos pagamentos cumpriram todos os requisitos legais.
Empresas de produção sob escrutínio
Os detalhes dos contratos divulgados identificam a Alka Link Co Ltd como tendo recebido nove contratos no valor de 28,06 milhões de baht. A jornalista Karuna Buakamsri é descrita como detentora de uma participação de 45%. Os trabalhos incluíram Flashpoint, um programa sobre assuntos internacionais, com um custo de produção noticiado de 230 000 baht por episódio, e trabalhos de apresentação para Tob Jote.
Karuna defendeu o valor do trabalho de produção, referindo os custos de licenciamento e de reportagem internacional. Não é apresentada uma comparação detalhada de custos que permita determinar de forma independente se o valor por episódio era razoável ou excessivo.
Outras duas empresas também surgem nas notícias sobre os contratos. A Kafae Dam Co Ltd recebeu pelo menos 27 projetos no valor de mais de 26,23 milhões de baht. O jornalista veterano Suthichai Sae Yoon é descrito como administrador e maior acionista, com 69%. A Khon Khom Khit Co Ltd recebeu pelo menos quatro contratos no valor de 2,2 milhões de baht, sendo o apresentador Wisut Khomwatcharapong descrito como administrador e detentor de 50% do capital.
Os montantes indicados para estas duas últimas empresas somam aproximadamente 28,43 milhões de baht. Estes totais de contratos não devem ser adicionados ao pedido de indemnização noticiado: as informações disponíveis não demonstram que todos os contratos mencionados façam parte da reclamação de 15,84 milhões de baht relativa à contratação. A propriedade das empresas e a obtenção de contratos também não provam influência indevida, conflito de interesses ou conduta ilegal.
Thai PBS pede investigação à divulgação
A Thai PBS apresentou um requerimento ao presidente da Comissão de Auditoria do Estado, designada em algumas notícias em inglês como Comissão Nacional de Auditoria, para averiguar como é que os detalhes da auditoria e os nomes chegaram ao público. Notícias anteriores referiam que o requerimento seria apresentado; notícias posteriores afirmam que foi entregue, incluindo através de uma carta de Vanchai.
A estação invoca o artigo 35.º da legislação nacional de auditoria e um anúncio relevante da comissão relativo ao direito de uma entidade auditada contestar um processo que considere incompatível com as políticas ou normas de auditoria. A queixa também invoca o artigo 104.º da Lei Orgânica de 2018 sobre a Auditoria do Estado, a propósito da alegada divulgação. Ainda não foi determinado se essa disposição foi violada.
O requerimento pede esclarecimentos sobre quatro pontos:
- Se foram divulgadas informações e nomes enquanto o processo de auditoria ainda decorria.
- Que medidas de confidencialidade estavam em vigor e como chegaram informações às redes sociais antes da notificação oficial.
- Se alguma divulgação resultou de uma ação deliberada ou de negligência, e quem foi responsável.
- Como corrigir os mal-entendidos e dar resposta aos prejuízos causados à Thai PBS e às pessoas visadas.
Piset também invoca a Lei de 1997 sobre a Informação Oficial ao abordar os direitos das pessoas identificadas. Defende que a publicação prematura prejudicou reputações e o moral dos funcionários. Ao explicar essa preocupação, o diretor-adjunto para a administração afirmou:
"A divulgação prematura pode fazer parecer que os funcionários são culpados antes de terem oportunidade de responder e prejudicar o seu moral", afirmou.
A Thai PBS afirma não se opor à auditoria e que avaliará as recomendações úteis quando receber o relatório oficial. A queixa relativa à divulgação não resolve as alegações sobre as despesas, tal como estas não determinam quem divulgou as informações.
A cronologia e os prazos em disputa
As notícias apresentam uma sequência de períodos de despesa, correspondência e etapas de investigação previstas. Referem também uma divergência significativa quanto ao prazo para concluir as medidas após a notificação.
- Anos fiscais de 2022 a 2025: a análise mais abrangente das despesas incidiu sobre 5 094,56 milhões de baht.
- Anos fiscais de 2023 a 2025: o total questionado relativo à contratação de programas foi de 15,84 milhões de baht; uma análise mais abrangente das compensações abrangeu 214,36 milhões de baht.
- Ano fiscal de 2025: compensações no valor de 69 382 935,65 baht integraram o pedido de recuperação noticiado.
- 7 de outubro de 2026: a carta noticiada do auditor-geral foi datada e dirigida ao presidente do conselho de administração da Thai PBS.
- 8 de outubro de 2026: a Thai PBS afirmou não ter recebido uma notificação formal das conclusões.
- 12 a 18 de outubro de 2026: as Reuniões Anuais do FMI e do Banco Mundial estavam previstas para o Centro Nacional de Convenções Queen Sirikit, em Banguecoque, devendo a investigação à divulgação começar, segundo notícias, depois do evento.
As notícias estão de acordo quanto à obrigação de iniciar medidas no prazo de 60 dias. Divergem quanto ao prazo para as concluir: as notícias que descrevem a carta apontam para 120 dias, enquanto outra refere 240 dias após a notificação.
Esta discrepância não pode ser resolvida sem documentação formal confirmada. A data de receção também é importante, uma vez que os prazos são descritos como começando com a notificação, e não simplesmente com a data inscrita na carta. Como a Thai PBS contesta ter recebido a notificação, não existe um prazo final confirmado no calendário. Não foi indicada uma data para a comissão de divulgação publicar as suas conclusões.
Recuperação financeira e proposta de alteração do financiamento
A disputa relativa à auditoria coincide com o debate sobre a substituição do financiamento próprio da estação, proveniente de impostos sobre o tabaco e o álcool, por dotações do orçamento geral do Estado. As alterações propostas integram um pacote que afeta quatro organizações, tendo sido noticiado que deputados do Bhumjaithai pretendem promover mudanças.
A Thai PBS recebe, segundo notícias, cerca de 1,9 a 2 mil milhões de baht por ano através dos impostos consignados, até ao limite anual de 2 mil milhões de baht. Piset afirma que esse dinheiro é utilizado de acordo com as regras de disciplina orçamental e contratação pública e é auditado pelo Gabinete de Auditoria do Estado e por outros reguladores. Nos termos da lei que a rege, a estação também tem de apresentar relatórios anuais de atividade à Câmara dos Representantes e ao Senado.
Os opositores à alteração do financiamento argumentam que a obrigação de obter aprovação orçamental anual poderia expor a estação a pressões políticas. Os defensores da mudança questionam o valor e a responsabilização das despesas atuais. Piset recusou dizer se a disputa relativa à auditoria estava relacionada com a proposta de financiamento do Governo. As notícias não demonstram uma ligação causal entre as duas questões.
Os resultados financeiros noticiados mostram défices líquidos anuais entre 155 e 275 milhões de baht nos anos fiscais de 2021 a 2024, seguidos de um excedente líquido de 69,05 milhões de baht no ano fiscal de 2025. Os custos de produção e aquisição de programas desceram de 1 085 milhões de baht no ano fiscal de 2021 para 858,36 milhões no ano fiscal de 2025, uma redução de 226,64 milhões de baht, ou cerca de 20,9%.
As despesas de depreciação e amortização também terão diminuído. Os valores não discriminam quanto da melhoria dos resultados se deveu a alterações operacionais e quanto resultou de despesas contabilísticas. Um excedente não resolve as questões de conformidade, e as alegações da auditoria não demonstram, por si só, que um modelo de financiamento diferente produziria melhores resultados.
Planos de reforma perante um teste prático
Vanchai propôs um programa de reforma para o período de 2027 a 2029, com uma fase inicial a começar em outubro de 2026. Até março de 2027, o plano prevê reduzir a duplicação de tarefas, rever o quadro de pessoal, testar a inteligência artificial em 10 processos e divulgar mais informações orçamentais.
Entre abril de 2027 e março de 2028, o plano noticiado prevê alargar o One Content Workflow, um processo integrado para produzir e distribuir conteúdos, em paralelo com um sistema de planeamento de recursos empresariais, ou ERP. O software ERP reúne funções como finanças, compras e gestão de recursos num sistema partilhado. A mesma fase inclui o One Archive e uma plataforma de inteligência artificial.
A fase final, de abril de 2028 a setembro de 2029, pretende ligar os sistemas de radiodifusão e de gestão de meios de comunicação e desenvolver o VIPA como plataforma nacional de streaming. São alterações organizacionais propostas, não provas de que as despesas questionadas já tenham sido corrigidas.
O teste prático consiste em saber se as reformas produzem regras claras para as compensações, justificações documentadas para as opções de contratação e aprovações rastreáveis. As notícias não especificam quando entrarão em vigor as novas regras de pagamento, como será medido o sucesso nem como será divulgado o progresso. Por enquanto, continuam por decidir a resposta do conselho às conclusões formais da auditoria, qualquer determinação de responsabilidade individual e o resultado da investigação à divulgação.
Principais pontos
- Uma carta de auditoria noticiada pede a recuperação de 85 222 935,65 baht, relativos a contratação de programas e a pagamentos de compensações no ano fiscal de 2025.
- O valor mais abrangente de 230,20 milhões de baht cobre despesas questionadas ao longo de um período mais amplo e não corresponde ao pedido de recuperação.
- As notícias identificam o diretor e 10 funcionários como estando sujeitos a medidas propostas, não como tendo a culpa legal estabelecida.
- A Thai PBS afirma não ter recebido as conclusões oficiais e pediu uma investigação à divulgação de informações e nomes.
- O Gabinete de Auditoria do Estado terá criado uma comissão para investigar a divulgação, prevendo-se que os trabalhos comecem após as reuniões em Banguecoque, de 12 a 18 de outubro de 2026.
- As notícias divergem quanto a saber se as medidas devem ser concluídas no prazo de 120 ou 240 dias após a notificação.
- As alterações ao financiamento e as reformas organizacionais são decisões distintas e não resolvem as conclusões contestadas da auditoria.






