Um congelamento dos pagamentos torna-se um alerta de possível insolvência
A CreditEase informou os investidores de que poderá não dispor de ativos suficientes para cobrir as suas dívidas, mais de quatro meses depois de ter suspendido, em 22 de maio de 2026, os pagamentos de todos os seus produtos comercializados como semelhantes a investimentos de rendimento fixo. Uma carta de desculpas que circulou em grupos de investidores na noite de 11 de outubro reconheceu incumprimentos efetivos, perdas empresariais substanciais e um défice significativo nos reembolsos.
Índice
- Um congelamento dos pagamentos torna-se um alerta de possível insolvência
- O que fica estabelecido na carta de desculpas
- Da suspensão de maio ao alerta de outubro
- Os investidores confiaram em anos de pagamentos regulares
- Os diferentes produtos tinham riscos e informações distintos
- Contratos, empresas relacionadas e leilões de créditos
- Porque é importante distinguir a empresa cotada
- As receitas de crédito estão a diminuir, não a substituir o dinheiro em falta
- Alterações regulamentares e recuperação ainda por resolver
- Pontos principais
O montante em causa ainda não foi oficialmente apurado. Uma estimativa divulgada aponta para mais de 10 mil milhões de yuans em produtos afetados. Uma contagem separada, organizada por investidores, identificou 8.005 pessoas com 11,04 mil milhões de yuans investidos. Estes valores resultam de levantamentos distintos, e não de uma contabilização auditada das responsabilidades da empresa; além disso, a contagem de investidores poderá não abranger todas as pessoas afetadas.
A carta afirmou que uma análise preliminar de uma empresa externa de due diligence financeira indicava que a CreditEase poderia estar insolvente. Descreveu também como de fraca qualidade os ativos subjacentes aos produtos por pagar e afirmou que as tentativas de os vender em conjunto, através de uma operação de mercado, tinham fracassado.
Isto altera a questão central para os investidores. Uma falta temporária de liquidez pode, por vezes, ser resolvida através da cobrança de empréstimos ou da venda de ativos. Se os ativos valerem menos do que as responsabilidades, essas medidas, por si só, poderão não gerar dinheiro suficiente para reembolsar todos na totalidade. A CreditEase não anunciou um montante de recuperação confirmado, um calendário definitivo de pagamentos ou uma fórmula para distribuir as perdas.
O grupo afirmou que manterá a atividade de intermediação de crédito e outras atividades licenciadas, ao mesmo tempo que cobra créditos em incumprimento e vende ativos. Separadamente, a Yiren Digital, cotada na Bolsa de Nova Iorque com o símbolo YRD, afirmou que opera de forma independente e não exerce atividade de gestão de património.
O que fica estabelecido na carta de desculpas
As desculpas foram dirigidas especificamente aos investidores afetados através das aplicações Ruicheng e Yiren Youxuan. A mensagem não era visível para utilizadores fora da categoria de produtos em causa. A CreditEase atribuiu a suspensão de maio à contração das atividades de financiamento inclusivo e de gestão de património, bem como aos fracos retornos.
A explicação foi além de um desfasamento entre pagamentos vencidos e dinheiro disponível. O grupo afirmou que várias atividades tinham sofrido perdas substanciais, que os ativos alcançavam valores baixos quando colocados à venda e que não existiam fontes de financiamento eficazes. Em conjunto, estas condições tinham provocado incumprimentos nos produtos.
Após suspender os pagamentos, a CreditEase contratou instituições externas para analisar os seus ativos, responsabilidades e acordos comerciais. A conclusão de insolvência da análise financeira era preliminar, não correspondia a um balanço auditado definitivo nem a uma decisão judicial.
A análise jurídica também teve uma limitação significativa. Segundo a carta, a instituição responsável pela due diligence jurídica não conseguiu investigar de forma independente a conformidade dos produtos recorrendo aos canais de transação, modelos de negócio e outras informações fornecidas pela CreditEase. Isto não significa que todos os produtos fossem ilegais. Significa que a análise não confirmou a sua conformidade de forma independente.
Da suspensão de maio ao alerta de outubro
A cronologia mostra como uma saída ordenada anunciada se transformou num alerta de que os ativos disponíveis poderiam não cobrir as obrigações pendentes. Inicialmente, os investidores foram informados de que deveriam esperar por um plano no prazo de quatro a seis semanas. No entanto, em junho, no centro de atendimento a investidores, continuavam sem resposta questões básicas sobre o financiamento e os reembolsos.
- 22 de maio de 2026: a CreditEase suspendeu os pagamentos e começou a encerrar os produtos afetados.
- 25 de maio: a Yiren Digital emitiu uma declaração a separar as suas operações das atividades de gestão de património.
- 15 de junho: a CreditEase Wealth abriu um novo centro de atendimento a investidores.
- 16 de junho: ainda não tinha sido anunciado um plano de reembolso e o serviço de apoio ao cliente continuava a apontar para um período de preparação de quatro a seis semanas.
- 11 de outubro: circulou a carta de desculpas, que reconheceu os incumprimentos e a possibilidade de insolvência.
Um prazo de quatro a seis semanas iniciado em 22 de maio terminaria aproximadamente entre 19 de junho e 3 de julho. A carta de outubro surgiu muito depois desse período inicial de planeamento. Prometeu novas análises dos ativos e esforços de recuperação, mas não indicou um novo prazo para os pagamentos.
Os investidores confiaram em anos de pagamentos regulares
Os investidores apontaram o longo historial de pagamentos como uma das principais razões para continuarem a adquirir produtos. Um investidor de Shenzhen afirmou ter começado com 1 milhão de yuans em 2015 e aumentado gradualmente as suas posições para mais de 3,4 milhões de yuans. Recordou retornos anuais de cerca de 3% a 5%, recomendações de amigos e apresentações repetidas de produtos por representantes da empresa.
Um investidor de Wuhan, que também começou a investir por volta de 2015, afirmou que os pagamentos chegaram normalmente durante anos, antes de surgirem problemas em 22 de maio. Ambos falaram sob anonimato por recearem represálias.
O investidor de Wuhan descreveu a falta de um calendário de reembolsos:
«Basicamente, não há informação. Limitam-se a dizer-lhe para esperar, esperar indefinidamente, sem qualquer calendário concreto ou plano»,
O investidor explicou também por que motivo foi difícil prever a suspensão:
«Antes de surgir o problema, a maior parte da informação que via através dos canais públicos era positiva»,
Os investidores começaram a utilizar grupos de WeChat para trocar informações e debater esforços de recuperação. Um participante afirmou que algumas contas foram restringidas após comentários críticos, tornando difícil encontrar certos grupos. Alguns investidores ponderavam deslocar-se a Pequim para apresentar uma petição às autoridades, embora não tenha sido indicada qualquer data confirmada para uma ação coletiva.
O centro de atendimento não dissipou a incerteza. Os visitantes afirmaram que os funcionários registavam os seus pedidos ou lhes pediam para preencher formulários, sem explicar claramente o plano de reembolso ou as fontes de financiamento. O acesso estava limitado aos investidores e, em junho, notícias relataram que os funcionários desencorajavam a discussão pública do diferendo.
Os diferentes produtos tinham riscos e informações distintos
A expressão usada pela CreditEase, produtos semelhantes a investimentos de rendimento fixo, não deve ser interpretada como uma promessa de proteção do capital. Os produtos envolviam, em grande medida, créditos não normalizados, ou seja, créditos negociados através de contratos específicos, em vez de obrigações convencionais cotadas em bolsa.
Os investidores dividiam-nos entre produtos mais pequenos, com montantes mínimos entre 10.000 e 300.000 yuans, e produtos maiores, acima de 300.000 yuans. Uma análise anterior de outras séries de produtos referia investimentos mínimos de 1 milhão ou 5 milhões de yuans e retornos anuais previstos de 7% a 10%. Estes valores dizem respeito a ofertas e períodos diferentes, não a uma gama única e uniforme de produtos.
Os produtos mais pequenos incluíam habitualmente dívidas de particulares. Os produtos maiores eram promovidos como créditos garantidos por ativos físicos, com descrições que faziam referência à agricultura, ao aluguer de equipamento, ao aluguer de gado, à tecnologia e a pequenas empresas. Os investidores afirmaram que muitas vezes faltavam informações detalhadas sobre os ativos.
Um exemplo documentado foi um investimento de 100.000 yuans no produto Anyiying Série 24, em junho de 2024, com um retorno anual previsto de 6,3%. O investidor transferiu o dinheiro para uma empresa de cobrança designada pela Kunming Gengyuan Investment. Posteriormente, as informações apresentadas na aplicação identificaram oito mutuários individuais, cujos montantes de capital e juros somavam 100.216 yuans.
O contrato indicava nomes abreviados, mas não identificava a plataforma de concessão do empréstimo, as datas dos empréstimos nem os detalhes das garantias. Estas lacunas de informação dificultam a verificação, por parte dos investidores, da existência da dívida, da sua exequibilidade e do montante que poderá ser efetivamente cobrado.
Um investidor diferente adquiriu 500.000 yuans do produto Fengshengtian Série 24, em abril de 2023, com um retorno anual previsto de 7,8%. Após renovações sucessivas, o investimento passou para outro produto, com uma taxa de 4,6%, em maio de 2026. As renovações podiam ser aprovadas na aplicação sem uma nova transferência do investidor, deixando-o sem saber ao certo onde estava depositado o capital.
Contratos, empresas relacionadas e leilões de créditos
A estrutura das transações envolvia, normalmente, uma empresa que transferia créditos, outra que os aceitava em nome dos investidores e uma entidade que registava ou anunciava a transação. Muitas vezes, os investidores pagavam diretamente à entidade cedente ou à conta de cobrança por ela indicada, em vez de pagarem à empresa que os representava.
Uma investigação publicada em 2021 analisou 32 produtos da CreditEase Wealth e concluiu que os créditos subjacentes correspondiam todos a dívidas de empresas relacionadas. Suscitou suspeitas de financiamento de empresas afiliadas e de agregação de fundos de investidores. Tratava-se de alegações noticiadas, não de uma decisão judicial que estabelecesse a legalidade de todos os produtos cujos pagamentos estão agora suspensos.
Análises posteriores constataram que várias partes contratuais figuravam como estando sujeitas a operações comerciais anormais por não poderem ser contactadas nas moradas registadas. Outras tinham sido dissolvidas. No caso do Fengshengtian Série 24, a empresa que transferia os créditos tinha sido inscrita no registo de operações anormais em 2024, enquanto a entidade responsável pela listagem foi dissolvida em 27 de outubro de 2025.
Os anúncios de leilões de créditos dão algumas pistas sobre a circulação dos créditos. Um lote colocado à venda pela Kunming Gengyuan, em agosto de 2024, incluía milhares de registos de empréstimos pessoais, num total de cerca de 50 milhões de yuans. O anúncio identificava a CreditEase Qixiang Technology, em Pequim, como origem dos créditos, mas não explicava mais detalhadamente a sua proveniência.
Outro anúncio, publicado em 7 de maio de 2026, colocava créditos no valor de 115 milhões de yuans em leilão entre 14 de maio e 12 de agosto, através de várias plataformas de investimento. Um anúncio de leilão comprova que os créditos foram postos à venda. Não comprova que a venda se tenha concretizado, qual foi o preço alcançado ou se os fundos ficaram disponíveis para reembolsar os investidores.
Porque é importante distinguir a empresa cotada
A história empresarial da CreditEase pode dificultar a distinção entre o grupo mais vasto e a sua atividade cotada. Tang Ning fundou a CreditEase em Pequim, em 2006. A plataforma de empréstimos em linha Yirendai surgiu em 2012, e a Yirendai foi cotada em Nova Iorque em 18 de dezembro de 2015. Foi a empresa que detinha a plataforma, e não todo o grupo CreditEase, que entrou em bolsa.
A CreditEase encerrou a atividade de empréstimos entre pares em 2018 e redirecionou-se para a intermediação de crédito e a gestão de património. Mais tarde, a atividade cotada adotou o nome Yiren Digital. A intermediação de crédito consiste, em geral, em ajudar bancos ou outros credores licenciados a encontrar e servir mutuários, sem que isso implique necessariamente que a plataforma financie todos os empréstimos com o seu próprio balanço.
Na declaração de 25 de maio, a Yiren Digital afirmou que os seus sistemas empresariais e a sua gestão eram separados dos de outras divisões, que operava de forma independente e que não tinha exercido atividades de gestão de património.
Contudo, análises empresariais descreveram ligações entre as plataformas de venda, marcas registadas, direitos de software e outras empresas da CreditEase. Os produtos afetados foram vendidos através da Yiren Youxuan, Ruicheng, Toumi, Talicai e Haoguihua. Estas plataformas envolviam quatro conjuntos de entidades jurídicas operacionais, tendo Tang Ning sido identificado como beneficiário efetivo último nas respetivas estruturas de propriedade.
A propriedade, a marca ou os direitos de software partilhados não determinam automaticamente qual é a empresa que deve dinheiro a um investidor. Isso depende dos contratos, das garantias, das transações efetivamente realizadas e da legislação aplicável. A promessa da CreditEase de manter atividades licenciadas não significa, por si só, que os ativos ou rendimentos da Yiren Digital tenham sido comprometidos com o reembolso dos produtos de gestão de património.
As receitas de crédito estão a diminuir, não a substituir o dinheiro em falta
Os dados financeiros da Yiren Digital ajudam a explicar por que motivo os investidores não devem presumir que a continuidade das operações de crédito irá financiar facilmente os reembolsos. No segundo trimestre de 2026, as receitas líquidas totais foram de 890 milhões de yuans, menos 3% do que no trimestre anterior e menos 46% do que um ano antes.
As soluções de crédito geraram 777,6 milhões de yuans, menos 2% do que no trimestre anterior e menos 48% em termos homólogos. Com base nos valores divulgados, as soluções de crédito representaram cerca de 87,4% das receitas líquidas totais. Os empréstimos intermediados durante o trimestre totalizaram 6,3 mil milhões de yuans, menos 29% do que no trimestre anterior e menos 69% do que um ano antes.
As receitas de corretagem de seguros foram de 67,3 milhões de yuans, menos 23% do que no trimestre anterior, mas mais 16% em termos homólogos. As receitas de outras atividades foram de 45 milhões de yuans, mais 40% do que no trimestre anterior, mas menos 57% em termos homólogos. O crescimento dos segmentos menores não compensou a contração das receitas de crédito.
O abrandamento seguiu-se a um quarto trimestre difícil em 2025, durante o qual a empresa cotada registou um prejuízo líquido de 882 milhões de yuans. A concessão de empréstimos totalizou 12 mil milhões de yuans, menos 40% do que no trimestre anterior, e os empréstimos por pagar no final do ano eram de 28,6 mil milhões de yuans, menos 17%.
Tang Ning, presidente do conselho de administração e diretor executivo da Yiren Digital, afirmou que a empresa estava a dar prioridade à qualidade da carteira e aos retornos ajustados ao risco, moderando ao mesmo tempo a concessão de empréstimos de curto prazo. Referiu melhorias nos atrasos mais prolongados e uma maior contribuição dos clientes existentes, bem como esforços para utilizar inteligência artificial em serviços que exigem menos capital.
Alterações regulamentares e recuperação ainda por resolver
A contração ocorreu num contexto de regulamentação mais rigorosa das parcerias de crédito em linha e da comercialização de produtos. O Aviso n.º 15 de 2025, emitido pela Administração Nacional de Regulação Financeira em abril de 2025 e em vigor desde 1 de outubro, obrigou os bancos a gerir listas aprovadas de plataformas parceiras e limitou as comissões cobradas aos mutuários pelos operadores das plataformas e prestadores de apoio ao crédito.
Em 13 de março de 2026, o regulador convocou cinco plataformas de crédito, entre elas a Yixianghua, da CreditEase, devido a questões como custos de financiamento elevados, apresentação pouco clara das comissões, incentivos à contração de empréstimos e práticas de cobrança. Dois dias depois, o regulador e o Banco Popular da China emitiram regras que exigem a divulgação dos custos totais do financiamento de empréstimos pessoais.
Estas regras de divulgação exigiam que os juros, os encargos das prestações e as comissões de apoio ao crédito fossem apresentados em conjunto, acompanhados de um aviso de que não poderiam ser cobrados encargos não divulgados. Em 21 de abril, oito autoridades emitiram regras para a comercialização em linha de produtos financeiros, limitando essa atividade a instituições licenciadas ou a plataformas formalmente designadas e proibindo níveis sucessivos de distribuição.
Estas medidas ajudam a explicar a pressão sobre as receitas de crédito e os canais de venda. Não determinam a causa exata do défice de reembolsos da CreditEase. Para tal, continua a ser necessário apurar, de forma confirmada, os fluxos de financiamento, o valor dos ativos, as perdas e as obrigações.
Os direitos de recuperação também poderão variar consoante o contrato. Alguns produtos de maior dimensão tinham garantias da CreditEase Pucheng Credit Management, em Pequim, que cobriam o capital, os retornos e determinadas despesas de recuperação. Uma das garantias analisadas estabelecia um prazo de dois anos a contar do vencimento ou do vencimento antecipado. O seu valor prático depende das condições, da exequibilidade e da capacidade de pagamento do garante.
Li Xianfeng, advogado do escritório de advogados Shanghai Guantian, aconselhou os investidores a preservarem os registos de identificação, conta, contrato, produto, retornos, pagamentos e saída do investimento. Explicou que a dissolução de uma empresa não elimina automaticamente as suas responsabilidades, embora possa dificultar a identificação dos réus e a localização de ativos.
Uma mensagem inicial de um consultor financeiro propôs dar prioridade ao capital líquido, calculado subtraindo os retornos já recebidos ao total investido em dinheiro. A proposta causou preocupação entre os clientes de longa data, mas não constituiu uma regra final de acordo anunciada. A CreditEase ainda não definiu como serão verificadas as reclamações, se os retornos anteriores serão deduzidos, como serão tratadas as garantias ou quando começarão os pagamentos.
Pontos principais
- A CreditEase suspendeu os pagamentos dos produtos afetados em 22 de maio de 2026.
- Uma carta de desculpas que circulou em 11 de outubro reconheceu incumprimentos e conclusões preliminares de possível insolvência.
- Uma contagem de investidores identificou 8.005 pessoas e 11,04 mil milhões de yuans, mas os totais oficiais continuam indisponíveis.
- O grupo afirmou que os ativos subjacentes eram de fraca qualidade e que uma tentativa de venda conjunta tinha fracassado.
- A Yiren Digital mantém que opera de forma independente e que não exerceu atividade de gestão de património.
- As receitas da empresa cotada no segundo trimestre caíram 46% em termos homólogos, enquanto os empréstimos intermediados diminuíram 69%.
- Não foi anunciado qualquer valor final de recuperação, calendário de pagamentos ou fórmula de acordo.






